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O campeão voltou! Aldo nocauteia Stephens no primeiro round no Canadá
No UFC Calgary, brasileiro, que estava sem vencer desde 2016, espanta a má fase e reencontra o caminho das vitórias no país onde iniciou sua trajetória no Ultimate

José Aldo, com Dedé Pederneiras vibrando ao fundo, volta às vitórias em luta no Canadá (Foto: Jeff Bottari/Zuffa LLC / Getty Images)
A amarga e inédita sequência de duas derrotas, em 14 anos de carreira profissional no MMA, fez a dúvida pairar sobre a cabeça de José Aldo. A confiança não voltou a ser a mesma após o fatídico nocaute sofrido para Conor McGregor, aos 13 segundos de luta, em 2015. Aos 31 anos de idade, consagrado como um dos melhores da história e resolvido financeiramente, o ex-campeão do peso-pena precisava se reinventar. E foi o que ele fez neste sábado, no UFC Calgary, no Canadá, país que serviu de palco no início da sua trajetória no Ultimate, em 2011. Na cidade, agora local do seu recomeço, o peso-pena espantou a má fase após dois anos sem vitória no octógono. E foi da melhor forma: bateu Jeremy Stephens por nocaute técnico aos 4m19s do primeiro round. Emocionado, comemorou o triunfo como se valesse o título. E, para ele, o significado talvez tenha sido realmente maior.
– Foi aqui que comecei minha carreira, estou voltando aqui para recomeçar. Estou tentando recomeçar, eu estava lutando em cima de uma coisa que não podia errar. Vim no fio da navalha, sabendo que não podia errar ou podia perder a luta. Mas acertei ali e consegui acabar. Acho que agora estou de volta, o campeão voltou! Mantendo o caminho aí, a gente chega. O Max Holloway está passando por problemas, ele é um grande campeão, espero que possa voltar, e que eu possa enfrentá-lo de novo ou quem for o campeão.

José Aldo fez Jeremy Stephens se contorcer com golpe em cheio na linha de cintura (Foto: Jeff Bottari/Zuffa LLC / Getty Images)
Empolgado e alividado com a vitória, José Aldo dançou no octógono, subiu na grade e foi até a primeira fila dar um beijo na esposa Viviane. Líder da academia Nova União e principal treinador do brasileiro, Dedé Pederneiras soltava o grito no cage, enquanto Emerson Falcão, técnico de kickboxing, e Léo Santos, parceiro de equipe, vibravam com o resultado de um árduo trabalho.
José Aldo – que perdeu duas disputas de cinturão para Max Holloway, em 2017 – não vencia por nocaute técnico desde 2013, quando bateu Chan Sung Jung, o Zumbi Coreano, no Rio de Janeiro. Stephens, por sua vez, terá de lidar com o rótulo de perder seus confrontos quando se aproxima de uma chance pelo título. O americano estava embalado por três triunfos, porém, vai ser obrigado a reconstruir sua caminhada.
A luta

José Aldo deixou para trás a derrota para Holloway e voltou a vencer (Foto: Jeff Bottari/Getty Images)
O alto poder de nocaute de José Aldo e Jeremy Stephens fez com que o começo da luta fosse tenso, sob estudo de parte a parte. O ex-campeão do peso-pena, que havia prometido utilizar mais as pernas, acertou um chute alto, na guarda do oponente, rapidamente devolvido na mesma moeda. Stephens arriscou uma bomba, por cima da cabeça do rival, que soltou um jab. O americano encurtou a distância e conectou uma joelhada. O brasileiro aplicou bom chute baixo, que desequilibrou Stephens e encaixou boa combinação em seu rosto. Um chute na coxa, ouvido até nas arquibancadas da arena, fez os fãs se lembrarem da potência desta arma do manauara. Quando Aldo acertou um bom gancho, o adversário partiu para a trocação franca, evitada pelo atleta canarinho. Perigoso, Stephens acertou uma ótima sequência no queixo de José Aldo, que balançou e se viu em apuros. O representante da Nova União se manteve firme, fugiu de um soco giratório e mostrou que estava inteiro e com o reflexo pouco comprometido. A luta se encaminhava para o final, entretanto, José Aldo desferiu um soco na linha de cintura de Stephens, que fez cara de dor, colocou a mão na região abdmonial e caiu. Farejando a possibilidade do nocaute, Aldo avançou com tudo, aplicou uma saraivada de socos e liquidou Stephens.
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Na UTI, mulher que teve 40% do corpo queimado em explosão com álcool precisa de doação de sangue
Katiucha de Souza Barbosa, de 36 anos, é uma das oito vítimas de uma explosão com álcool que ocorreu no último dia 22 em Rio Branco. Familiares, amigos e colegas de trabalho fazem campanha para doação de qualquer tipo sanguíneo

Familiares da servidora Katiucha de Souza Barbosa, de 36 anos, estão fazendo campanha para doação de sangue. Foto: Arquivo pessoal
Por Walace Gomes, g1 AC — Rio Branco
Internada há uma semana na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Pronto Socorro de Rio Branco, a servidora pública Katiucha de Souza Barbosa, de 36 anos, precisa de doações de sangue para continuar o tratamento. Ela é uma das oito vítimas de uma explosão com álcool que ocorreu no último dia 22 durante uma comemoração de um aniversário.
As doações são feitas no Centro de Hematologia e Hemoterapia do Acre (Hemoacre), em Rio Branco.
“No sábado [28] ela tomou sangue, que serviu para ajudar na oxigenação do corpo. Quando vão fazer o curativo, na parte que está mais escura, vão raspando para a pele regenerar. Quando, raspam diz que perde o sangue. Por isso é reposição”, explicou Huanderson Souza Barbosa, irmão de Katiuscha.
Ainda segundo Huanderson são aceitas doação de qualquer tipo sanguíneo. A servidora pública chegou a ficar intubada durante dois dias. “Os doadores que fizeram a doação têm direito a um corte de cabelo masculino na nossa barbearia onde a Katiucha também atende”, afirmou.
Katiucha trabalha como assistente de gabinete do Subnúcleo de Tutela da Saúde Pública da Defensoria Pública do Acre (DPE-AC) desde 2022.
Segundo Huanderson, a família está desesperada com a situação dela. “Minha mãe está desesperada e esperando em Deus que venha melhorar logo”, contou.
Sequelas
O irmão de Katiucha explicou ainda que as chamas atingiram cerca de 40% do corpo dela, entre rosto, pescoço, braço, perna e orelha.
“Ela ficou bem machucada e, devido ao soro que está tomando, criou um pouco de água no pulmão, ocasião em que pegou uma Síndrome de Angústia Respiratória Aguda (Sara), disse emocionado.
Com o diagnótico da síndrome, Katiucha teve uma piora e os médicos tentaram intuba-lá novamente na última quinta-feira (26). Contudo, ela recusou. “Mesmo debilitada, ela não autorizou que intubassem e disse para os médicos lutarem até o final, e estão lutando. Segundo ela, a máscara que ela usa para respirar estava machucando, mas chegou um aparelho novo e está melhorando”, disse.
Conforme Huanderson, a irmã já começou a dar os primeiros passos e já tem se alimentado com comida pastosa, como gelatina. “Minha irmã luta para atender as pessoas desassistidas para ajudar as pessoas desamparadas. Ela trabalha fazendo exatamente essa ajuda, e nesse momento, ela que está precisando”, finalizou.
A DPE-AC afirmou que servidores, estagiários e colaboradores terceirizados têm se mobilizado espontaneamente para contribuir com a campanha, por meio da doação de sangue e divulgação do pedido de ajuda.
Explosão
Katiucha comemorava junto com os amigos o aniversário de Raimundo Nonato Leite de 55 anos, na casa da recepcionista Vitória Leite, de 29 anos, no bairro Tropical. Quando houve a explosão, havia entre 14 e 15 pessoas na casa, entre elas crianças.
A recepcionista recebeu alta do pronto-socorro na última terça-feira (24) e se recupera em casa, contudo, os pais dela, Vicente Vieira de Oliveira e Maria Natividade Leite, ambos de 59 anos, Katiúcia que é amiga da família, e Raimundo Nonato Leite, de 55 anos, irmão de Maria Natividade, seguem na UTI do PS.
À época, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e encaminhou três ambulâncias para o local da explosão. As oito pessoas do grupo tiveram queimaduras de 2º e 3º grau.
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Casos de dengue caem 78% no Brasil, mas óbitos em investigação acendem alerta, diz Ministério da Saúde
País registra 92,8 mil casos prováveis e 13 mortes confirmadas em 2026; chikungunya preocupa em Goiás e Minas Gerais

Para enfrentar e conter a proliferação dos vetores, o Ministério da Saúde anunciou respostas específicas com as secretarias estaduais de Goiás, Minas Gerais, Tocantins e Pará. Foto: captada
Os casos de dengue no país registram queda de 78% e estão abaixo da média esperada pela série histórica neste início de ano. As informações foram apresentadas pela Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA) nesta quinta-feira (26/2) durante a reunião de gestores do SUS. O país registra 92.795 casos prováveis de dengue, com 13 óbitos confirmados e 116 em investigação.
O volume de óbitos ainda em análise é apontado pelo Ministério da Saúde como o aspecto mais preocupante do quadro atual, exigindo celeridade nas investigações para orientar eventuais ajustes emergenciais na rede de assistência à saúde. A incidência geral de 43,7 casos por 100 mil habitantes representa uma redução estatística em relação ao esperado, mas há uma alta concentração da doença em áreas específicas. O balanço destacou os municípios de Jataí e Caldas Novas (GO) , a microrregião de Francisco Sá (MG) e Araguaína (TO).
Chikungunya e ações integradas
Em relação à chikungunya, o país contabiliza 9.156 casos prováveis e um óbito confirmado, com maior concentração na divisa de Goiás com o Triângulo Mineiro . Nestas áreas, o índice de infecção está acima do limite superior esperado pela média histórica .
Para enfrentar e conter a proliferação dos vetores, o Ministério da Saúde anunciou respostas específicas com as secretarias estaduais de Goiás, Minas Gerais, Tocantins e Pará. O objetivo é intensificar o bloqueio de focos e viabilizar o remanejamento de profissionais treinados para as áreas mais críticas dentro desses estados.
Novas tecnologias e estratégias
Como parte das ações de enfrentamento, o governo programou a introdução de novas tecnologias de controle vetorial em 54 municípios para o final de março e antecipou a instalação de Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDL) nas zonas de maior contágio. O planejamento também inclui armadilhas ovitrampas em aproximadamente 1,1 mil municípios, enquanto 1,8 mil cidades passaram por treinamento técnico focado na aplicação de borrifação residual de inseticidas.
Nesta segunda-feira (2/3), foi feita a soltura dos primeiros mosquitos com a bactéria Wolbachia, provenientes da biofábrica estruturada em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em Minas Gerais. A ação inicial ocorre no município de Brumadinho.
Atuação na saúde suplementar
O ministério ainda anunciou uma agenda de trabalho com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) voltada para a formulação de estratégias específicas para a redução da letalidade por dengue na rede assistencial privada. A ideia é que os profissionais da saúde suplementar recebam treinamento para identificar rapidamente sinais e sintomas de risco e encaminhem os pacientes aos cuidados intensivos sempre que necessário, reduzindo a incidência de mortes evitáveis por dengue.
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TSE aprova restrições para uso de IA nas eleições de outubro
Para combater a misoginia digital, o TSE proibiu postagens nas redes sociais com montagens envolvendo candidatas e fotos e vídeos com nudez e pornografia

O objetivo é evitar a interferência de algoritmos na livre escolha dos eleitores. Foto: captada
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou nesta segunda-feira (2) as regras sobre utilização de inteligência artificial (IA) durante as eleições gerais de outubro deste ano. As normas valem para candidatos e partidos.

Por unanimidade, o tribunal decidiu proibir postagens nas redes sociais de conteúdos modificados no período de 72 horas antes do pleito e 24 horas após a votação.
A restrição vale para modificações com imagem e voz de candidatos ou pessoas públicas. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro.
As regras foram definidas com a aprovação de diversas resoluções que vão nortear o pleito, no qual serão escolhidos o presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais.
Os ministros também proibiram que provedores de IA permitam, ainda que solicitado pelos usuários, sugestões de candidatos para votar. O objetivo é evitar a interferência de algoritmos na livre escolha dos eleitores.
Para combater a misoginia digital, o TSE proibiu postagens nas redes sociais com montagens envolvendo candidatas e fotos e vídeos com nudez e pornografia.
A Corte eleitoral também reafirmou que os provedores de internet poderão ser responsabilizados pela Justiça se não retirarem perfis falsos e postagens ilegais de seus usuários.
Liberdade de expressão
Para evitar episódios de censura ocorridos em eleições anteriores, os ministros decidiram permitir, no período de pré-campanha, manifestações espontâneas sobre conteúdo político em ambientes universitários, escolares e espaços de movimentos sociais.
Também foi garantido que candidatos poderão fazer panfletagem em ruas, parques e praças, desde que garantida a mobilidade da população nos espaços.
Na semana passada, o TSE aprovou mais sete resoluções sobre as eleições. Os textos tratam da divulgação de pesquisas eleitorais, transporte de eleitores, arrecadação de recursos, prestação de contas, além de alterações no cadastro de eleitores.

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