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Vídeo: marido de ex-ministra de Lula agride homem na Câmara de Belford Roxo (RJ)

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Marido da ex-ministra do Turismo, Daniela Carneiro, o prefeito de Belford Roxo (RJ), Waguinho causou um tumulto na Câmara Municipal da cidade e deu um tapa no rosto de um homem | Foto: Divulgação

Por: Oeste

O prefeito de Belford Roxo (RJ), Waguinho (Republicanos) foi filmado durante uma confusão generalizada na Câmara de Vereadores do município da Baixada Fluminense nesta sexta-feira, 15. Nas imagens, é possível ver o marido da ex-ministra do Turismo Daniela Carneiro (União Brasil) acertando um tapa no rosto de um homem de camisa cinza, que estava ao lado dele.

Apesar disto, o prefeito negou a agressão. Waguinho foi acusado de “agredir vereadores”. Um pouco antes da confusão, o prefeito incentivou um grupo de apoiadores a invadir o plenário da casa.

“Abre aí. Arromba aqui. Vamos entrar todo mundo. Todo mundo de uma vez só. Todo mundo de uma vez só”, ordena Waguinho.

O tapa do marido da ex-ministra

No momento, o plenário da Casa está protegido por seguranças da Câmara, que tentam impedir a entrada do prefeito e de seu grupo. Sem conseguir acessar o plenário, o grupo liderado pelo prefeito tentou forçar a passagem e a confusão aumentou.

No meio do tumulto, alguém jogou água contra o prefeito e seus assessores. Em seguida, Waguinho se irrita com um homem que está do seu lado, aparentemente sem interferir na confusão.

Depois de perguntar alguma coisa apara o homem, Waguinho vira o corpo e dá um tapa no rosto do rapaz, que permaneceu imóvel. Em seguida, um grupo de seguranças cercou o prefeito e o retirou do local.

Alguns presentes puxam um grito contra o prefeito: “Bandido! Bandido! Aceita perder, Waguinho”.

Um outro vídeo mostra o grupo de apoiadores do prefeito quebrando uma das paredes do plenário. Eles dão socos, chutes e empurrões na parede de drywall, que não resiste e quebra em uma das laterais. Algumas pessoas começam a entrar no plenário por esse espaço.

Em nota, a assessoria de Waguinho informou que ele foi à Câmara para fazer um balanço de como foi o seu trabalho à frente do Poder Executivo. O prefeito negou qualquer agressão e disse que apenas “reagiu à injusta agressão”.

Nesta sexta-feira, 15, deveria acontecer a eleição para a escolha dos membros da Mesa Diretora da Câmara de Belford Roxo (RJ) em 2024. Porém, o clima tenso já se arrastava pela semana.

Os 13 vereadores que fazem oposição ao prefeito decidiram chegar juntos para a sessão.

Na tarde da quinta-feira 13, a Justiça do Rio expediu mandados de busca e apreensão para os livros das atas das sessões da Câmara Municipal de Belford Roxo (RJ).

Waguinho Daniela Carneiro
Waguinho incentivou um grupo de apoiadores para tumultuar uma sessão da Câmara de Belford Roxo (RJ) | Foto: Reprodução/redes sociais

A decisão foi do juiz Glauber Bitencourt Soares da Costa, no processo que apura se houve abuso de poder por parte do presidente da Câmara, Armadinho Penelis (MDB), que faz parte do grupo de Waguinho.

O prefeito trava uma disputa com o deputado estadual Márcio Canella (União Brasil), que passou a ter maioria no legislativo municipal.

Waguinho e esposa

Em 2022, Waguinho foi o principal cabo eleitoral de Lula na Baixada Fluminense, que tem um dos maiores colégios eleitorais do Estado.

Depois da eleição, o prefeito conseguiu emplacar a esposa, a deputada Daniela Carneiro (União Brasil), no Ministério dos Transportes.

Depois da pressão de integrantes da base governista insatisfeitos com a nomeação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) demitiu Daniela. Apesar disso, o casal manteve o prestígio junto ao Palácio do Planalto.

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Análise: EUA perdem aviões e domínio militar sobre o Irã é questionado

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Dois caças abatidos evidenciam limites do poder americano na região e riscos da guerra assimétrica

A guerra no Irã, que já enfrentava resistência entre os americanos, entrou em uma fase mais delicada após a notícia de que um caça dos EUA foi derrubado em território iraniano.

Ainda há muitas incógnitas, especialmente sobre a situação dos dois tripulantes. A CNN apurou que um deles foi resgatado e recebe atendimento médico, mas o destino do outro permanece desconhecido.

Pouco depois, o Irã atingiu uma segunda aeronave de combate americana na sexta-feira (3). O piloto conseguiu levar o avião para fora do território iraniano antes de ejetar e foi posteriormente resgatado, segundo um oficial dos EUA.

Apesar disso, esses episódios não colocam o Irã em pé de igualdade militar com os Estados Unidos. As baixas americanas seguem limitadas, sem mortes conhecidas nas últimas três semanas. Ainda assim, o caso evidencia os riscos da guerra assimétrica, cujos custos o público americano já questiona.

Os incidentes também colocam em xeque as declarações da administração Trump sobre o “controle absoluto” do espaço aéreo iraniano, questionando a imagem de invulnerabilidade que vinha sendo divulgada.

O presidente Donald Trump e o secretário de Defesa Pete Hegseth haviam afirmado que EUA e Israel tinham liberdade total para voar pelo Irã, retratando Teerã como incapaz de reagir.

Em coletiva de 4 de março, Hegseth disse que o domínio do espaço aéreo estava “a poucos dias de se concretizar”:

“Em poucos dias, as duas forças aéreas mais poderosas do mundo terão controle total do espaço aéreo iraniano”, disse, classificando-o como “incontestável”. “O Irã não poderá fazer nada”, completou.

Nas semanas seguintes, Trump reforçou essa ideia: “Temos aviões voando sobre Teerã e outras partes do país; eles não podem fazer nada”, disse em 24 de março. Ele afirmou que os EUA poderiam atacar usinas e que o Irã não teria capacidade de reagir.

O presidente chegou a afirmar que o Irã não possuía “marinha”, “forças armadas”, “força aérea” ou “sistemas antiaéreos” — chegando a declarar: “Seus radares foram 100% destruídos. Somos imparáveis como força militar.”

No entanto, estamos falando de apenas dois aviões abatidos em meio a milhares de aeronaves. A administração admitiu que poderiam ocorrer incidentes, incluindo perdas humanas. Hegseth já havia reconhecido que “alguns drones podem passar ou tragédias acontecerem”.

Mesmo assim, o discurso oficial sobre o domínio militar era absoluto, com termos como “controle total” e “espaço aéreo incontestável”, sugerindo que o Irã sequer teria armamento para reagir.

Este episódio é mais um exemplo de exagero por parte de Trump e de seus aliados sobre supostos sucessos militares.

Após os ataques a instalações nucleares iranianas em junho passado, Trump chegou a afirmar que o programa nuclear havia sido “obliterado” — o que não correspondia às avaliações de inteligência americana. Meses depois, o país voltou a ser retratado como ameaça nuclear iminente.

Logo após o início da guerra, Trump chegou a culpar o Irã por um ataque a uma escola primária, que investigações preliminares indicam ter sido causado por ação americana.

Recentemente, a CNN apurou que a destruição de lançadores de mísseis iranianos, apontada por Trump, foi fortemente exagerada. O Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica ainda mantém cerca de metade de sua capacidade.

O problema político é que o sucesso militar americano deveria ser o principal trunfo da administração. Mas os americanos demonstram pouca confiança na missão: os objetivos mudam constantemente e os custos econômicos — como o fechamento do Estreito de Ormuz e a alta nos preços de combustíveis — geram insatisfação.

Hegseth chegou a criticar a mídia por “não reconhecer os sucessos militares da campanha”: “Isso é o que a ‘fake news’ não mostra. Tomamos controle do espaço aéreo e das vias navegáveis do Irã sem tropas no solo.”

Um mês depois, o Estreito de Ormuz continua como exceção crucial, e o controle do espaço aéreo iraniano e o suposto fim do programa de mísseis não parecem tão absolutos quanto anunciado.

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Tribos iranianas disparam contra helicópteros dos EUA

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Ataques ocorrem durante busca por membro da tripulação de caça abatido sobre o Irã

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Irã permite passagem de navios com bens essenciais pelo Estreito de Ormuz

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Autorização abrange embarcações com produtos essenciais, em meio a controle reforçado da rota estratégica; Iraque terá trânsito liberado sem restrições

O Irã anunciou que permitirá a passagem de navios com “bens essenciais” pelo Estreito de Ormuz, atualmente bloqueado, informou a agência estatal Tasnim. Ainda não está claro quais produtos serão considerados essenciais nem se embarcações de países considerados hostis continuarão impedidas de transitar pela rota.

Em documento enviado ao chefe da Organização de Portos e Assuntos Marítimos, Houman Fathi, o vice de desenvolvimento comercial do órgão afirmou que a permissão vale para “navios que transportam bens essenciais – principalmente alimentos básicos e insumos para criação de animais – pelo Estreito de Ormuz”.

O funcionário destacou que a medida vale para navios que se dirigem a portos iranianos ou que já operam na região.“As autoridades competentes devem tomar as providências necessárias, seguindo os protocolos estabelecidos, para garantir a travessia dessas embarcações”, acrescentou.

Além disso, uma lista das embarcações autorizadas a atravessar a rota será “enviada para coordenação”, informou Ghazali.

O comando militar conjunto Khatam al-Anbiya do Irã afirmou que o Iraque estará livre de quaisquer restrições de trânsito pelo Estreito de Ormuz, sinalizando tratamento preferencial para Bagdá, segundo a mídia iraniana neste sábado (4).

Ainda neste sábado, o presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a ameaçar intensificar ações contra Teerã caso o país não consiga fechar um acordo ou liberar o Estreito de Ormuz.

“Lembram quando dei ao Irã dez dias para FAZER UM ACORDO ou ABRIR O ESTREITO DE ORMUZ? O tempo está se esgotando — 48 horas antes de todo o inferno se abater sobre eles. Glória a Deus!”, publicou Trump na rede social Truth Social.

*Com informações da Reuters e da CNN

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