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Mâncio Lima lança projeto que resgata história da cidade em imagens

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Aline da Silva, aluna do 1º Ano do Ensino Médio da Escola Francisco Freire de carvalho, só conhecia a história da cidade de ouvir falar. É a primeira vez que viu uma exposição como esta

Nessa terça-feira, 4, no auditório da Escola Freire de Carvalho, em Mâncio Lima, o gabinete da vice-prefeita Ângela Valente lançou o projeto “Memorial Fotográfico e Audiovisual”, que resgata em imagens a história do município de Mâncio Lima. A exposição tem como tema: aqui nasci, aqui cresci, aqui cheguei e aqui vou ficar, eu amo Mâncio Lima.

O Projeto pretende reunir vários componentes, que contam a história de Mâncio Lima por meio de acervos fotográficos, com coleção de imagens históricas e contemporâneas, acervo audiovisual com documentários, entrevistas, eventos históricos, músicas tradicionais, exposições virtuais em plataforma online para acesso público (site da Prefeitura de Mâncio Lima) e a criação de um espaço físico denominado Museu Municipal, dedicado a memória da cidade em um local a ser definido.

“O povo que não conhece sua história, seu passado pouco pode fazer pelo presente, melhorando a cidade e contribuindo para um futuro brilhante. Nossa intenção com este projeto é reconstruir de maneira fotográfica e audiovisual a nossa história, com um projeto que visa criar um local de memórias de Mâncio Lima, com símbolos e objetos que retratam a cidade que hoje somos”, citou o responsável.

O acervo conta fatos de quando a cidade ainda era a Vila Japiim, ligada ao distrito de Cruzeiro do Sul. Uma galeria mostra os primeiros governantes da cidade, desde o coronel Mâncio Lima, seu desbravador ao atual prefeito Isaac Lima.

“Em pouco mais de um ano que estou em Mâncio Lima já me senti parte da história dessa cidade, já falo bem dela aonde vou. Nós precisamos saber de onde viemos e para onde vamos, valorizar a nossa história, os povos que aqui já habitavam e valorizar aqueles que chegaram para fazer a cidade que é hoje. Vou convocar os nossos servidores a também contribuírem com a história da cidade fornecendo os recursos e materiais que tem em casa que lembram a história da cidade. É um projeto brilhante que precisa ser ampliado e divulgado em todos os meios de comunicação. E que brevemente tenhamos um espaço para olhar para a história dessa cidade tão bonita e acolhedora”, destacou a juíza de Direito da Comarca de Mâncio Lima, Glaucia Aparecida Gomes.

Aline da Silva, aluna do 1º Ano do Ensino Médio da Escola Francisco Freire de carvalho, só conhecia a história da cidade de ouvir falar. É a primeira vez que viu uma exposição como esta. “Eu estou encantada em ver um acervo tão rico como esse da história da nossa cidade que eu não conhecia. Não fazia ideia das pessoas que deram a sua parcela de contribuição no desenvolvimento de Mâncio Lima”, finalizou a aluna Aline Silva.

Os passos seguintes são pesquisas, seleção e catalogação do acervo que será apresentado ao público com uma agenda de visitação. Dentro do acervo haverá registros da Cultura, Esporte, Turismo, Arquitetura, patrimônio histórico, famílias pioneiras/tradicionais, vultos históricos do município, ações governamentais, economia local, povos originários e festas religiosas.

Instituições como a Comarca de Mâncio Lima, Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Desporto, Secretaria de Articulação Institucional, Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Escolas estaduais e municipais, fazedores de cultura e a Fundação Elias Mansour Assinaram o Termo de Cooperação para contribuir com o desenvolvimento do projeto.

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Análise: EUA perdem aviões e domínio militar sobre o Irã é questionado

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Dois caças abatidos evidenciam limites do poder americano na região e riscos da guerra assimétrica

A guerra no Irã, que já enfrentava resistência entre os americanos, entrou em uma fase mais delicada após a notícia de que um caça dos EUA foi derrubado em território iraniano.

Ainda há muitas incógnitas, especialmente sobre a situação dos dois tripulantes. A CNN apurou que um deles foi resgatado e recebe atendimento médico, mas o destino do outro permanece desconhecido.

Pouco depois, o Irã atingiu uma segunda aeronave de combate americana na sexta-feira (3). O piloto conseguiu levar o avião para fora do território iraniano antes de ejetar e foi posteriormente resgatado, segundo um oficial dos EUA.

Apesar disso, esses episódios não colocam o Irã em pé de igualdade militar com os Estados Unidos. As baixas americanas seguem limitadas, sem mortes conhecidas nas últimas três semanas. Ainda assim, o caso evidencia os riscos da guerra assimétrica, cujos custos o público americano já questiona.

Os incidentes também colocam em xeque as declarações da administração Trump sobre o “controle absoluto” do espaço aéreo iraniano, questionando a imagem de invulnerabilidade que vinha sendo divulgada.

O presidente Donald Trump e o secretário de Defesa Pete Hegseth haviam afirmado que EUA e Israel tinham liberdade total para voar pelo Irã, retratando Teerã como incapaz de reagir.

Em coletiva de 4 de março, Hegseth disse que o domínio do espaço aéreo estava “a poucos dias de se concretizar”:

“Em poucos dias, as duas forças aéreas mais poderosas do mundo terão controle total do espaço aéreo iraniano”, disse, classificando-o como “incontestável”. “O Irã não poderá fazer nada”, completou.

Nas semanas seguintes, Trump reforçou essa ideia: “Temos aviões voando sobre Teerã e outras partes do país; eles não podem fazer nada”, disse em 24 de março. Ele afirmou que os EUA poderiam atacar usinas e que o Irã não teria capacidade de reagir.

O presidente chegou a afirmar que o Irã não possuía “marinha”, “forças armadas”, “força aérea” ou “sistemas antiaéreos” — chegando a declarar: “Seus radares foram 100% destruídos. Somos imparáveis como força militar.”

No entanto, estamos falando de apenas dois aviões abatidos em meio a milhares de aeronaves. A administração admitiu que poderiam ocorrer incidentes, incluindo perdas humanas. Hegseth já havia reconhecido que “alguns drones podem passar ou tragédias acontecerem”.

Mesmo assim, o discurso oficial sobre o domínio militar era absoluto, com termos como “controle total” e “espaço aéreo incontestável”, sugerindo que o Irã sequer teria armamento para reagir.

Este episódio é mais um exemplo de exagero por parte de Trump e de seus aliados sobre supostos sucessos militares.

Após os ataques a instalações nucleares iranianas em junho passado, Trump chegou a afirmar que o programa nuclear havia sido “obliterado” — o que não correspondia às avaliações de inteligência americana. Meses depois, o país voltou a ser retratado como ameaça nuclear iminente.

Logo após o início da guerra, Trump chegou a culpar o Irã por um ataque a uma escola primária, que investigações preliminares indicam ter sido causado por ação americana.

Recentemente, a CNN apurou que a destruição de lançadores de mísseis iranianos, apontada por Trump, foi fortemente exagerada. O Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica ainda mantém cerca de metade de sua capacidade.

O problema político é que o sucesso militar americano deveria ser o principal trunfo da administração. Mas os americanos demonstram pouca confiança na missão: os objetivos mudam constantemente e os custos econômicos — como o fechamento do Estreito de Ormuz e a alta nos preços de combustíveis — geram insatisfação.

Hegseth chegou a criticar a mídia por “não reconhecer os sucessos militares da campanha”: “Isso é o que a ‘fake news’ não mostra. Tomamos controle do espaço aéreo e das vias navegáveis do Irã sem tropas no solo.”

Um mês depois, o Estreito de Ormuz continua como exceção crucial, e o controle do espaço aéreo iraniano e o suposto fim do programa de mísseis não parecem tão absolutos quanto anunciado.

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Tribos iranianas disparam contra helicópteros dos EUA

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Ataques ocorrem durante busca por membro da tripulação de caça abatido sobre o Irã

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Irã permite passagem de navios com bens essenciais pelo Estreito de Ormuz

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Autorização abrange embarcações com produtos essenciais, em meio a controle reforçado da rota estratégica; Iraque terá trânsito liberado sem restrições

O Irã anunciou que permitirá a passagem de navios com “bens essenciais” pelo Estreito de Ormuz, atualmente bloqueado, informou a agência estatal Tasnim. Ainda não está claro quais produtos serão considerados essenciais nem se embarcações de países considerados hostis continuarão impedidas de transitar pela rota.

Em documento enviado ao chefe da Organização de Portos e Assuntos Marítimos, Houman Fathi, o vice de desenvolvimento comercial do órgão afirmou que a permissão vale para “navios que transportam bens essenciais – principalmente alimentos básicos e insumos para criação de animais – pelo Estreito de Ormuz”.

O funcionário destacou que a medida vale para navios que se dirigem a portos iranianos ou que já operam na região.“As autoridades competentes devem tomar as providências necessárias, seguindo os protocolos estabelecidos, para garantir a travessia dessas embarcações”, acrescentou.

Além disso, uma lista das embarcações autorizadas a atravessar a rota será “enviada para coordenação”, informou Ghazali.

O comando militar conjunto Khatam al-Anbiya do Irã afirmou que o Iraque estará livre de quaisquer restrições de trânsito pelo Estreito de Ormuz, sinalizando tratamento preferencial para Bagdá, segundo a mídia iraniana neste sábado (4).

Ainda neste sábado, o presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a ameaçar intensificar ações contra Teerã caso o país não consiga fechar um acordo ou liberar o Estreito de Ormuz.

“Lembram quando dei ao Irã dez dias para FAZER UM ACORDO ou ABRIR O ESTREITO DE ORMUZ? O tempo está se esgotando — 48 horas antes de todo o inferno se abater sobre eles. Glória a Deus!”, publicou Trump na rede social Truth Social.

*Com informações da Reuters e da CNN

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