Acre
Vinte prefeitos do Acre confirmam presença em encontro nacional
Segundo o site da Amac, o encontro reunirá 20 mil representantes dos 5.568 municípios brasileiros.
O Encontro Nacional de Novos Prefeitos e Prefeitas, que será realizado de 28 a 30 de janeiro em Brasília (DF), contará com a participação de 20 dos 22 novos prefeitos do Acre.
Apenas o prefeito de Capixaba, Vareda (PCdoB), e de Manuel Urbano, Ale Araújo (DEM) não confirmaram. O objetivo do encontro é buscar novas parcerias para a municipalidade.
De acordo com informações da direção da Associação de Municípios do Acre (Amac), a não confirmação dos dois prefeitos se deve ao fato deles já estarem comprometidos com outras agendas políticas.
O evento, coordenado pela secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, reunirá prefeitos de todo o País para estabelecer parcerias e promover o crescimento econômico com inclusão social, equilíbrio ambiental e participação cidadã.
A primeira edição do evento foi em 2009, e neste ano contará com a participação da presidenta da República, Dilma Roussef (PT).
Serão apresentados aos novos prefeitos os principais programas federais, nos eixos: Desenvolvimento Social, Desenvolvimento Econômico, Desenvolvimento Ambiental e Urbano e Participação Social e Cidadania.
Cada temática destacará as políticas dos ministérios e órgãos federais voltados ao respectivo tema.
A agenda de compromissos representa um pacto entre o governo federal e os municípios, na execução de planos e programas orientados aos Objetivos do Milênio, de promover melhorias das condições de vida da população.
Segundo o site da Amac, o encontro reunirá 20 mil representantes dos 5.568 municípios brasileiros.
“Encontro importante para as prefeituras do nosso Estado. Vamos buscar recursos”, escreveu Telma Chaves.
Gina Menezes
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Acre
INSS antecipa 13º salário para mais de 80 mil beneficiários no Acre; pagamentos começam em abril
Decreto do governo federal autoriza antecipação que injetará R$ 149,1 milhões na economia do estado; primeira parcela será paga entre 24 de abril e 8 de maio
Mais de 80 mil benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) no Acre terão o valor do 13º salário antecipado nos meses de abril e maio deste ano, conforme o Decreto nº 12.884, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicado em edição extra do Diário Oficial da União no último dia 19 de março.
A antecipação transferirá R$ 149,1 milhões aos beneficiários do estado, representando uma injeção significativa de recursos na economia local.
Calendário de pagamento
O pagamento será dividido em duas parcelas. A primeira parcela corresponde a 50% do valor do benefício devido na competência de abril e será paga de 24 de abril a 8 de maio. A segunda parcela será paga de 25 de maio a 8 de junho e corresponde à diferença entre o valor total do 13º salário e a parcela já antecipada.
A data de pagamento é definida de acordo com o número final do cartão de benefício, desconsiderando o dígito verificador (o último número antes do traço). Confira o calendário completo:
Primeira parcela (até um salário mínimo)
| Final do benefício | Dia do crédito |
|---|---|
| 1 | 24 de abril |
| 2 | 27 de abril |
| 3 | 28 de abril |
| 4 | 29 de abril |
| 5 | 30 de abril |
| 6 | 4 de maio |
| 7 | 5 de maio |
| 8 | 6 de maio |
| 9 | 7 de maio |
| 0 | 8 de maio |
Primeira parcela (acima do salário mínimo)
| Final do benefício | Dia do crédito |
|---|---|
| 1 e 6 | 4 de maio |
| 2 e 7 | 5 de maio |
| 3 e 8 | 6 de maio |
| 4 e 9 | 7 de maio |
| 5 e 0 | 8 de maio |
Segunda parcela (até um salário mínimo)
| Final do benefício | Dia do crédito |
|---|---|
| 1 | 25 de maio |
| 2 | 26 de maio |
| 3 | 27 de maio |
| 4 | 28 de maio |
| 5 | 29 de maio |
| 6 | 1º de junho |
| 7 | 2 de junho |
| 8 | 3 de junho |
| 9 | 5 de junho |
| 0 | 8 de junho |
Segunda parcela (acima do salário mínimo)
| Final do benefício | Dia do crédito |
|---|---|
| 1 e 6 | 1º de junho |
| 2 e 7 | 2 de junho |
| 3 e 8 | 3 de junho |
| 4 e 9 | 5 de junho |
| 5 e 0 | 8 de junho |
Quem tem direito?
Terão direito à antecipação do 13º salário os segurados que receberam, em 2026, os seguintes benefícios:
-
Auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença)
-
Auxílio-acidente
-
Aposentadoria (todas as modalidades)
-
Salário-maternidade
-
Pensão por morte
-
Auxílio-reclusão
Quem não recebe?
Não têm direito ao 13º salário as pessoas contempladas pelo Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS) — pago a idosos com mais de 65 anos e pessoas com deficiência de baixa renda — e os beneficiários de Renda Mensal Vitalícia.
Casos especiais
Se o benefício for encerrado antes de 31 de dezembro de 2026, o beneficiário receberá o valor proporcional do 13º salário. O ajuste de contas será realizado automaticamente.
Nacional
Em todo o Brasil, cerca de 35,2 milhões de benefícios serão contemplados com a antecipação, totalizando um investimento de R$ 78,2 bilhões na economia brasileira — R$ 39 bilhões para cada parcela. Esta é a sexta vez consecutiva que o governo federal antecipa o pagamento do 13º salário aos beneficiários do INSS.
Os beneficiários podem consultar as datas de pagamento e o extrato do benefício pelo aplicativo ou site Meu INSS, ou ainda pelo telefone 135.
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Alunos da rede pública tomam posse no âmbito do programa Jovem Parlamentar Acreano
Além da posse e diplomação, foi realizada também a eleição da mesa diretora do programa, composta pelos estudantes Emanoel Magalhães (Senador Guiomard) como presidente; Naomi Araújo (Brasileia), como vice-presidente
Alunos do ensino médio da rede pública de ensino foram diplomados e tomaram posse na tarde desta terça-feira, 24, como deputados, no âmbito do programa Jovem Parlamentar Acreano (JPA), que é desenvolvido pela Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) em parceria com a Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE) e o Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
Na quarta edição do evento, a solenidade de posse contou com a participação do titular da SEE, Aberson Carvalho (SEE); do presidente da Aleac, deputado Nicolau Júnior; e da juíza Rogéria Mesquita, representante do TRE.
O programa tem a duração de quatro meses e, além da posse e diplomação, os alunos que fazem parte da vivência parlamentar até esta sexta-feira, 27, assistem a palestras e oficinas de consultoria técnica, elaboração de projetos e ética parlamentar, além de participar de um tour guiado pelo Museu da Borracha, Museu dos Povos Acreanos e Memorial dos Autonomistas.

Posse e diplomação do programa Jovem Parlamenar Acreano foi realizada na Aleac. Foto: Mardilson Gomes/SEE
A quarta edição do programa Jovem Parlamentar contou com a participação de estudantes dos 22 municípios acreanos, por meio da simulação de um legítimo pleito. Para serem selecionados, compuseram uma redação e participaram de um processo de eleição em suas escolas. Em Rio Branco e Cruzeiro do Sul, o TRE forneceu urnas eletrônicas e, nos demais municípios, cédulas de votação.
Além da posse e diplomação, foi realizada também a eleição da mesa diretora do programa, composta pelos estudantes Emanoel Magalhães (Senador Guiomard) como presidente; Naomi Araújo (Brasileia), como vice-presidente; Carla da Silva (Cruzeiro do Sul), secretária-geral; e Jeferson Sales (Marechal Thaumaturgo), como segundo-secretário. Ao todo, a chapa recebeu 23 votos.
Maioria de mulheres
Durante a solenidade, o secretário Aberson Carvalho destacou que a maioria da “bancada” é composta por mulheres. “Estou orgulhoso, sinto que estamos no caminho certo”, observou.

Secretário Aberson Carvalho destacou a participação feminina no programa. Foto: Mardilson Gomes/SEE
O gestor explicou que as primeiras edições do programa foram realizadas em Rio Branco e que agora passa por todos as regionais do estado, chegando a todos os municípios acreanos. “Temos aqui lideranças que foram constituídas em nossas unidades escolares, como alunos que se destacaram e foram eleitos nesse processo”, afirmou. “Então, agora eles estão visitando a estrutura da Aleac, conhecendo como é o trabalho de um parlamentar e isso com certeza fará desses estudantes, no futuro, agentes políticos de consciência. Essa é a grande transformação que este projeto visa desenvolver”, frisou.
Agradecendo as parcerias
O deputado Nicolau Júnior agradeceu as parcerias firmadas para a realização do programa. “Quero agradecer à SEE e ao TRE pelo apoio que deram nessa eleição, para que essa juventude pudesse estar aqui, na Casa do Povo, e eu ficou muito feliz”, disse.

Presidente da Aleac, deputado Nicolau Júnior, destacou as parcerias. Foto: Mardilson Gomes/SEE
“Isso é fundamental para que eles possam ver como funciona o meio parlamentar, como funcionam as regras da justiça eleitoral. Sem a educação, fica mais difícil realizar esse programa, e eu só tenho a desejar uma boa permanência a esses jovens”, enfatizou.
Ainda de acordo com o deputado, o programa é fundamental para despertar o interesse da juventude pela boa política. “Este é um momento importante, para que eles possam vivenciar o processo político em nosso estado”, acrescentou.
Municípios de difícil acesso representados
Outra grande marca desta edição do programa é o esforço realizado pelo governo do Estado, por meio da SEE, para garantir a logística de deslocamento de estudantes de todos os municípios acreanos, sobretudo dos considerados de difícil acesso, para que estivessem presentes.

Jeferson da Rocha representa o município de Marechal Thaumaturgo. Foto: Mardilson Gomes/SEE
Entre os alunos que participam do programa está Jeferson da Rocha, da Escola Elvira Ferreira Gomes, de Marechal Thaumaturgo. Para o jovem, trata-se de uma grande responsabilidade representar o município: “Temos muita coisa a aprender sobre ser um jovem parlamentar e eu só tenho a agradecer”.
Outro aluno da quarta edição do Jovem Parlamentar Acreano é Luiz Eduardo Pedrosa, da Escola Borges de Aquino, de Porto Walter. Para ele, tem sido “incrível” participar do programa. “Apesar da dificuldade de logística, tenho carinho em representar o meu município, sobretudo por ser a minha primeira vez”, disse.
Veja quem são os representantes do JPA, edição 2026
- Ana Carolina Menezes (Manoel Urbano)
- Ana Flávia Lima (Porto Acre)
- Vinicius Oliveira (Acrelândia)
- Carla da Silva (Cruzeiro do Sul)
- Elen Paiva (Feijó)
- Emanoel Magalhães (Senador Guiomard)
- Hanierison Araújo (Jordão)
- Isabel Gouveia (Rio Branco)
- Isabele Queiroz (Capixaba)
- Jamile Silva (Feijó)
- Jeferson Sales (Marechal Thaumaturgo)
- João Pedro de Oliveira (Mâncio Lima)
- Luiz Eduardo Pedrosa (Porto Walter)
- Mariana Lima (Assis Brasil)
- Mirela Farias (Rodrigues Alves)
- Naomi Araújo (Brasileia)
- Priscila Gomes (Tarauacá)
- Samuel Queiroz (Rio Branco)
- Sidney da Silva (Feijó)
- Nágila dos Santos (Rodrigues Alves)
- William Lima (Senador Guiomard)
- Yasmin Freitas (Cruzeiro do Sul)
- Yasmin Silva (Epitaciolândia).
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Acre
Raízes familiares e preservação da floresta impulsionam produção sustentável de café na Reserva Chico Mendes
No estado, predomina o cultivo do robusta amazônico, uma variedade marcada pelo sabor intenso e características únicas da Região Norte
No coração da Reserva Extrativista Chico Mendes, em meio à Amazônia acreana, uma família encontrou uma forma de se reinventar. Um fruto pequeno, mas rico em aromas e sabores, foi responsável pela maior virada de chave na vida do casal Keyti Kety Souza e Jorge Souza. O que no início parecia um investimento arriscado, hoje se consolida como uma história de sucesso que não apenas transformou a realidade da família, mas também a de todos ao redor: o café.
A ideia de iniciar a produção surgiu durante a pandemia da covid-19, que impactou o mundo inteiro. Na tentativa de se proteger do vírus, o casal decidiu retornar às origens familiares de Jorge, criado na Reserva Chico Mendes. Foi nesse contexto que o então chefe de cozinha, ao lado da esposa e dos filhos, deu início a um trabalho que até então nunca havia imaginado seguir.
“Aos 12 anos de idade, o Jorge foi para a cidade para estudar e, só depois de muitos anos, com o medo de ser mais uma vítima do vírus, tentamos nos refugiar em algum lugar e retornamos para junto da família do meu esposo, na floresta. Foi quando, no segundo semestre de 2020, ele sugeriu que plantássemos café. E foi uma surpresa para todos”, conta Keyti.

Na floresta amazônica, família descobriu como plantar café dentro dos pilares da sustentabilidade. Foto: Alice Leão/Secom
Nos últimos anos, a cafeicultura tornou-se um dos pilares da economia acreana e, assim como na trajetória de Jorge e Keyti, a cadeia produtiva do café tem transformado a realidade de centenas de famílias. No estado, predomina o cultivo do robusta amazônico, uma variedade marcada pelo sabor intenso e características únicas da Região Norte.
Para o governador Gladson Camelí, acompanhar os resultados dos investimentos realizados por meio da Secretaria de Agricultura (Seagri) e, consequentemente, contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos produtores, representa um sentimento de dever cumprido.
“O café tem se consolidado como uma das grandes forças econômicas do Acre. A produção cresce de forma exponencial, mostrando a vitalidade do nosso campo e a capacidade dos nossos produtores rurais. O governo do Estado tem sido parceiro nessa caminhada, oferecendo incentivos concretos, como o edital que garante a compra de mudas de viveiristas acreanos, fortalecendo a cadeia produtiva desde a base”, destaca.

Gladson celebra o momento histórico que o estado vive na produção de café. Foto: Ingrid Kelly/Secom
Além disso, o governo tem assegurado o fornecimento de insumos não apenas para o café, mas também para outras culturas estratégicas, fortalecendo um ambiente de desenvolvimento que gera renda, amplia oportunidades de emprego e contribui diretamente para o crescimento da economia local.
“Essa política integrada está mudando a realidade das famílias acreanas, reafirmando que o futuro do Acre passa pela força do campo e pelo trabalho de quem acredita na nossa terra”, completa Camelí.
Utilização de área desmatada
A marca da família, batizada de Raízes da Floresta, nasce da proposta de resgatar a trajetória construída por Jorge dentro da reserva extrativista, valorizando suas origens, sua relação com a terra e a história de vida que se entrelaça com a floresta. O nome carrega esse simbolismo de pertencimento e de respeito às raízes familiares e culturais que sustentam a produção.
Inseridos em um território protegido, todo o processo produtivo segue rigorosamente os pilares da sustentabilidade. Desde o cultivo até a colheita, há o compromisso com práticas que preservam o meio ambiente, garantem o uso responsável dos recursos naturais e mantêm o equilíbrio com a floresta, reforçando que é possível produzir com qualidade sem abrir mão da conservação.

Jorge e Keyti são pais de três: Anabella, Jorge Henrique e Ana Gabrielly. Foto: Alice Leão/Secom
“Aproveitamos a área já desmatada para implantar café. Tanto que aqui toda a mata alta, que já é a floresta, é o limite da plantação, porque não derrubamos nenhuma árvores para mais plantio”, defende Jorge.
O agricultor detalha ainda as formas de produção e destaca que, atualmente, o café é comercializado em diferentes regiões do país, com ponto de revenda em São Paulo e venda em Rio Branco. “Trabalhamos com três modalidades: o café especial, que é aquele aquele bem trabalhado e fermentado. Além disso, também temos o especial não fermentado que é o natural. Por fim, temos o café tradicional, que é aquele que não precisa fermentar ou selecionar.”
Incentivo do Estado
A trajetória da Seagri nos últimos anos consolidou um período de transformação estrutural para o campo acreano. Sob a diretriz estratégica do governo estadual, a agricultura deixou de ser vista apenas como uma atividade de subsistência para se tornar a principal ferramenta econômica de desenvolvimento rural, impulsionando o Produto Interno Bruto (PIB) estadual e gerando novas perspectivas para as famílias do interior.

Café Raízes da Floresta já foi vendido aos Estados Unidos e à China. Foto: Alice Leão/Secom
Desde o início, o governo se fez presente na vida de Jorge e Keyti. A Seagri levou mudas de café de Acrelândia até a Reserva Chico Mendes, dando os primeiros passos para a implantação da cultura na localidade. A partir disso, os produtores passaram a contar com visitas técnicas frequentes e capacitações voltadas ao manejo adequado da produção, ampliando o conhecimento e garantindo mais segurança no cultivo.
Além da assistência técnica, também foram disponibilizados insumos essenciais, como adubo, e realizada a construção de um tanque para armazenamento de água, fundamental para enfrentar o período do verão amazônico. O apoio inclui ainda a entrega de uma máquina secadora tecnológica, que deve acelerar o processo produtivo e assegurar ainda mais qualidade aos grãos.

“Agora, será necessário apenas dois dias para a secagem total dos grãos”, disse Souza. Foto: Alice Leão/Secom
“O governo tem sido extremamente importante, pois, com esse suporte, hoje temos, acima de tudo, água em nossa lavoura. Assim, conseguimos ampliar ainda mais a produção, porque, até então, ela era bem pequena. Além disso, estudos mostram que, quando a lavoura é irrigada, a produção aumenta significativamente”, observa Keyti.
Aliado a importantes parcerias, o café Raízes da Floresta já ganhou visibilidade além das fronteiras do Acre, marcando presença em eventos de grande relevância, como a Semana Internacional do Café (SIC), em Belo Horizonte. A participação nesses espaços tem sido fundamental para ampliar o reconhecimento da marca e fortalecer sua inserção no mercado nacional.
O momento mais marcante da trajetória do casal veio quando Keyti conseguiu levar o produto a diversas cidades e províncias da Itália, durante uma missão articulada pela Seagri e pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). A experiência representou não apenas a expansão internacional da marca, mas também a consolidação de um trabalho construído com dedicação.
A secretária de Agricultura, Temyllis Silva, reforça que, ao contrário do que muitos ainda imaginam, é possível produzir com sustentabilidade. Segundo ela, manter a produção em harmonia com a floresta exige um cuidado e uma dedicação adicionais, mas o governo do Estado tem trabalhado com todos os mecanismos necessários para tornar esse modelo viável.

Temyllis Silva destaca a importância da cadeia do café para a economia do Acre. Foto: Alice Leão/Secom
“Fechamos uma parceria com o ICMBio para que nos autorizassem a construir tanques para armazenamento de água, que é um dos principais insumos que proporcionamos. Com todos os produtores, mantemos essa colaboração, sempre respeitando a legislação ambiental, mas buscando soluções para que o produtor possa usufruir da terra que possui. Foi aí que se evidenciou a importância da liderança do governador Gladson nesses últimos anos no fortalecimento da estrutura local”, pontua Temyllis.
Reconhecimento
O reconhecimento é um marco importante para quem dedica tempo e paixão ao campo, e, no caso deles, tem sido a prova de que o trabalho desenvolvido dentro da floresta tem alcançado resultados de destaque. A produção ganhou visibilidade ao chegar à final do Concurso Florada Premiada, considerado um dos maiores concursos mundiais de cafés especiais produzidos por mulheres, promovido pela 3 Corações.
Na ocasião, conquistaram o 11º lugar entre os melhores cafés do Brasil e ainda receberam uma homenagem especial da cantora Simone Mendes, embaixadora do evento, durante a Semana Internacional do Café. Já na segunda edição do QualiCafé, uma premiação acreana, o produto do Raízes da Floresta alcançou o 5º lugar, com uma pontuação expressiva de 86 pontos, consolidando-se entre os melhores do estado.

Keyti Kety reforça que o apoio do governo foi crucial para a produção. Foto: Alice Leão/Secom
Segundo Temyllis Silva, os resultados positivos da cafeicultura local têm sido impulsionados pelo apoio do Estado por meio de capacitações contínuas. A gestora destaca que, com acompanhamento técnico adequado, o produtor consegue ampliar a produção e, sobretudo, garantir mais qualidade.
“O Acre possui um território pequeno. Cada vez mais, precisamos produzir mais em menos espaço, respeitando as questões ambientais. Então, quando trazemos técnicos de referência, inclusive de fora, ou quando levamos os técnicos daqui para se capacitarem, para que possam trazer essas experiências aos produtores, estamos garantindo que esse produto tenha mais qualidade e maior quantidade na produção”, salienta a titular da Seagri.
Do campo à mesa escolar
Em janeiro deste ano, os produtores foram os primeiros a serem habilitados no Edital da Chamada Pública nº 001/2025, para fornecer café ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), que atende estudantes da rede estadual de ensino. Pela primeira vez, o café produzido no Acre vai passar a integrar o cardápio das escolas públicas.
O Pnae, coordenado pela Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE), visa promover mais dignidade à comunidade escolar e fortalecer a economia local ao priorizar a seleção de produtores do próprio estado.
Keyti Kety relata que teve acesso ao edital por meio das redes sociais e que, após analisar os critérios exigidos, iniciou a organização da documentação necessária para participar do processo seletivo: “Na abertura dos envelopes, foi identificado que nós fomos selecionados, os primeiros e únicos, já que é uma novidade no Pnae eles inserirem o café neste chamamento.”
Dessa forma, a bebida produzida no Acre passa a integrar a mesa escolar dos próprios acreanos. Mais do que incentivar a produção desde a base, o governo garante retorno imediato às famílias ao assegurar a comercialização dentro do próprio estado, fortalecendo a cadeia produtiva local e contribuindo para uma alimentação escolar de qualidade.

Café é uma fruta de sabor intenso e cheiro único, que se transforma na bebida mais consumida do mundo. Foto: Alice Leão/Secom

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