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Acre

Vídeo mostra momento de contato com índios isolados no Acre

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Imagens foram gravadas durante encontro com índios ashaninkas em junho.
Índios isolados são aqueles que não têm contato com o mundo exterior.

G1/AC

Clique na imagem para ver vídeo - Foto:/Reprodução

Clique na imagem para ver vídeo – Foto:/Reprodução

Um vídeo divulgado nesta terça-feira (28) pela Fundação Nacional do Índio (Funai) mostra o contato estabelecido no dia 30 de junho entre os índios isolados e os ashaninkas, na Aldeia Simpatia, da Terra Indígena Kampa e Isolados do Alto Rio Envira, próximo ao município de Feijó, no interior do Acre. As cenas mostram o instante em que um índio entrega um cacho de bananas aos isolados. Em outra parte do vídeo, é registrado o ‘saque’ de machados e outros utensílios dentro da aldeia.

Índios isolados são aqueles que não têm contato com o mundo exterior, normalmente por opção própria. No vídeo, assim como em imagens anteriores de povos isolados, eles às vezes têm ferramentas de metal, que podem ter sido furtadas de pessoas que circulam pela floresta, como madeireiros ou outros moradores próximos, ou podem ter sido deixadas pela Funai justamente para evitar que eles busquem contato para tentar obtê-las e acabem se envolvendo em algum incidente. A política atual da Funai para os isolados é deixá-los viver em isolamento enquanto assim preferirem.

“O vídeo é uma das cenas gravadas durante o período em que os isolados mantiveram contato com a equipe da Funai e com os ashaninkas. Foi no segundo dia de contato, no dia 30”, explica o coordenador-geral de Índios Isolados e Recém Contatados da Funai, Carlos Lisboa Travassos.

Segundo Travassos, um grupo formado por oito índios isolados estabeleceu um novo contato no último domingo (27) na base da Frente de Proteção Etnoambiental (FPE) Xinane, reativada no dia 7 de julho. O coordenador espera que um outro grupo de isolados chegue nos próximos dias.

“Eles disseram [no primeiro contato] que retornariam e deram um prazo de duas luas. Estávamos nos preparando melhor para essa situação, mas no último domingo (27) oito deles chegaram à base da Funai e disseram que mais pessoas da aldeia deles, não sabemos quantas, estão descendo para a base do Xinane. Estamos reforçando a nossa equipe e posteriormente está indo uma equipe de saúde também”, afirma.

Apesar da pressão de madeireiros e narcotraficantes na região e relatos de agressões nos últimos anos feito a índios isolados, o representante da Funai afirma que ainda não é possível dizer com clareza que razões específicas levaram este grupo a estabelecer contato. “A gente não tem essa informação consolidada, não sabemos exatamente qual o motivo de eles terem estabelecido este contato específico. Acreditamos que com uma comunicação maior a gente possa compreender melhor as razões”, ressalta.

O primeiro contato
No início de junho, os ashaninkas da aldeia Simpatia entraram em contato com a Funai relatando a presença e movimentação de índios isolados próximo à comunidade. A Frente de Proteção Etnoambiental Envira se deslocou para o local em busca de vestígios de isolados e, ao confirmar a presença, implementou o plano de contingência previsto para situações de contato.

Segundo Travassos, o primeiro contato, feito de forma indireta, no dia 26 de junho, foi realizado na base da Funai, quando dois índios isolados foram avistados próximos ao rio, mas apenas no dia 29 foi realizado o primeiro contato direto, já na Aldeia Simpatia.

“No dia 29 foi estabelecido o primeiro contato direto. Nesse primeiro momento são só dois índios. No dia 30 eles [os isolados] retornaram, com três pessoas, e fizeram contato. Esse é o momento que aparece no vídeo que foi divulgado. Depois retornam no dia 5 de julho e assim ocorrem algumas vezes até que a gente consegue, com a ajuda dos intérpretes, se deslocar para a base da Funai onde é realizado um tratamento médico, porque eles já tinham contraído gripe neste período. Lá, foram feitos os tratamentos e no dia 11 eles retornaram para as malocas”, conta.

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Acre

Rio Acre sobe 45 cm em nove horas e atinge 10,89 metros em Rio Branco

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Elevação registrada neste domingo foi impulsionada por 35,6 mm de chuva; nível segue abaixo da cota de alerta

O nível do Rio Acre apresentou elevação significativa ao longo deste domingo (11) e chegou a 10,89 metros em Rio Branco, conforme medição realizada às 15h e divulgada pela Defesa Civil Municipal.

De acordo com o boletim, às 5h34 o manancial marcava 10,44 metros. Ao longo do dia, o nível subiu gradualmente, alcançando 10,60 metros às 9h, 10,75 metros ao meio-dia e 10,89 metros no período da tarde, totalizando um aumento de 45 centímetros em pouco mais de nove horas.

Nas últimas 24 horas, foram registrados 35,60 milímetros de chuva na capital, volume que contribuiu diretamente para a elevação do rio. Apesar da subida, o Rio Acre permanece abaixo da cota de alerta, fixada em 13,50 metros. A cota de transbordo é de 14 metros.

O boletim é assinado pelo coordenador municipal da Defesa Civil, tenente-coronel Cláudio Falcão.

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Acre

Vídeo; Raio atinge árvore e mata bovinos em propriedade rural de Sena Madureira

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Animais buscavam abrigo da chuva quando descarga elétrica atingiu o local, no km 25 da BR-364

Um fenômeno natural provocou prejuízo e assustou moradores da zona rural de Sena Madureira na tarde desta sexta-feira (9). Vários bovinos morreram após uma descarga elétrica atingir uma árvore em uma propriedade localizada no km 25 da BR-364, no trecho que liga o município a Rio Branco.

Imagens que circulam nas redes sociais mostram os animais já sem vida espalhados pelo pasto logo após o ocorrido. Segundo relatos de moradores, o rebanho havia se concentrado sob a copa de uma árvore isolada na pastagem para se proteger da chuva intensa, no momento em que o raio atingiu o local.

Entre os animais mortos estão vacas e bezerros, o que representa um prejuízo significativo ao produtor rural responsável pela área.

Especialistas alertam que árvores isoladas em áreas abertas funcionam como pontos de atração para descargas elétricas, aumentando o risco de acidentes durante tempestades. A orientação é que, sempre que possível, os animais sejam mantidos afastados desses locais em períodos de chuva com incidência de raios.

O caso serve de alerta para produtores rurais e moradores da zona rural durante o inverno amazônico, período em que tempestades elétricas se tornam mais frequentes na região.

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Acre

Leila Galvão condiciona candidatura a deputada federal à formação de chapa competitiva pelo MDB

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Ex-prefeita só concorre pelo MDB se partido tiver chapa competitiva; lista de possíveis candidatas inclui oito mulheres com histórico eleitoral

Caso o MDB não consiga estruturar uma campanha sólida, avalia-se que Leila Galvão poderá migrar para outra legenda que apoie a candidatura da vice-governadora Mailza Assis ao governo do estado. Foto: captada 

O cenário político do Acre para as eleições de 2026 já movimenta especulações e articulações nos primeiros dias do ano. Na região do Alto Acre, o nome da ex-prefeita Leila Galvão tem sido constantemente mencionado como possível candidata a deputada federal pelo MDB — desde que o partido consiga formar uma chapa competitiva. Caso contrário, ela avalia migrar para outra legenda que apoie a candidatura da vice-governadora Mailza Assis, apoiada oficialmente pelo governador Gladson Cameli ao governo do estado.

Além de Leila Galvão, outros sete nomes femininos com trajetória eleitoral são citados como possíveis candidatas à Câmara dos Deputados: Socorro Nery, Antônia Lúcia, Fernanda Hassem, Márcia Bittar, Vanda Milani, Perpétua Almeida e Shirley Torres. A movimentação reflete o clima de definição de alianças e composições que marca o início do ano eleitoral no estado, onde, como destacam observadores políticos, “o acreano respira política de segunda a domingo, dia e noite”.

Contexto da articulação:
  • Leila Galvão já declarou publicamente apoio a Mailza Assis, candidata oficial do governador Gladson Cameli (PP);

  • O MDB estadual ainda não definiu sua estratégia de alianças para 2026;

  • A condicionalidade reflete a busca por uma coligação viável que maximize suas chances de eleição.

Outros nomes femininos em evidência:

Além de Leila Galvão, são citadas como potenciais candidatas a deputada federal:

  • Socorro Neri

  • Antônia Lúcia

  • Fernanda Hassem

  • Márcia Bittar

  • Vanda Milani

  • Perpétua Almeida

  • Shirley Torres

  • Charlene Lima
Análise política:

A disputa por vagas femininas tende a ser acirrada, já que o Acre elege apenas oito deputados federais. A migração partidária é uma estratégia comum em anos eleitorais, especialmente quando há convergência em torno de um projeto majoritário – no caso, a eleição de Mailza Assis.

As convenções partidárias devem ocorrer entre julho e agosto, quando serão definidas as chapas e coligações. Até lá, os nomes devem circular entre legendas como PP, MDB, União Brasil, PL e Republicanos.

A condição imposta por Leila Galvão reflete o pragmatismo eleitoral que marca a política acreana: mais importante que a legenda é estar alinhada ao grupo hegemônico e ter viabilidade de votação.

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