Cotidiano
Vídeo mostra indígena com deficiência sendo torturado por facção criminosa em Jordão, no interior do Acre
Polícia Civil investiga caso de violência extrema praticada pelo Comando Vermelho; crime reacende alerta sobre avanço de facções em comunidades indígenas

O indígena seria uma pessoa com deficiência, o que aumentou ainda mais a indignação da população diante da violência registrada no vídeo. Foto: captada
Um vídeo que circula nas redes sociais e aplicativos de mensagem nesta semana mostra um indígena sendo submetido a agressões por integrantes de uma facção criminosa no município de Jordão, no interior do Acre. As imagens, que causaram forte repercussão e indignação entre os moradores, teriam sido gravadas nos últimos dias.
De acordo com informações iniciais, a vítima seria uma pessoa com deficiência, o que tornou a violência ainda mais chocante para quem teve acesso às imagens. O homem teria sido alvo de uma espécie de “disciplina” aplicada por membros do Comando Vermelho, prática utilizada pela organização criminosa para impor regras e intimidar moradores em áreas onde atua.
A Polícia Civil do Acre informou que já iniciou as investigações para identificar tanto a vítima quanto os suspeitos envolvidos na tortura. As autoridades buscam apurar as circunstâncias em que o crime ocorreu e responsabilizar criminalmente os agressores.
O caso não é isolado na região. Em fevereiro deste ano, a Polícia Civil já havia prendido dois indivíduos identificados pelos apelidos de “Caxiado” e “Caboco” no município de Jordão, flagrados enquanto praticavam extorsão contra moradores indígenas. Na ocasião, um dos detidos já respondia a inquérito pela prática de tortura contra um adolescente da comunidade.

As imagens, que teriam sido gravadas nesta semana, provocaram forte repercussão e indignação entre moradores da cidade. Foto: captada
Avanço do crime organizado
A violência registrada em Jordão reacende o alerta sobre a infiltração do crime organizado em comunidades e terras indígenas da região amazônica. Autoridades e lideranças têm demonstrado preocupação com o avanço dessas organizações, que frequentemente pressionam ou aliciam jovens indígenas para participar de atividades ilícitas, como o tráfico de drogas.
Esse cenário tem gerado um ambiente de medo em comunidades isoladas, onde a presença do Estado é mais limitada e as facções tentam impor controle por meio de violência e intimidação.
Ações recentes contra o crime
O avanço das facções na região tem sido alvo de operações policiais. Em janeiro deste ano, a Polícia Civil deflagrou a Operação “Casa Maior”, que desarticulou núcleos do Comando Vermelho no Acre, resultando em 15 prisões. A investigação, conduzida em parceria com o Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), apontou que integrantes da facção, mesmo presos, continuavam gerenciando atividades criminosas, incluindo extorsão de comerciantes em bairros periféricos.
Em fevereiro, a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/AC) também deflagrou a Operação Regresso, que resultou na apreensão de cerca de 350 kg de cocaína e no cumprimento de mandados em Rio Branco, Cruzeiro do Sul e Aracaju.
Outras ameaças às comunidades indígenas
Além da violência direta de facções, as terras indígenas do Acre enfrentam outras pressões. O Ministério Público Federal investiga uma invasão de grileiros e madeireiros na Terra Indígena Huni Kuin (Kaxinawá) Seringal Independência, também localizada no município de Jordão. Segundo associações indígenas, os invasores derrubaram árvores nativas para extração de madeira e construíram estruturas para abrigar mais de 600 cabeças de gado em território protegido. A área desmatada equivale a mais de 250 campos de futebol.
A Polícia Civil segue investigando o caso da tortura divulgado em vídeo e busca identificar todos os responsáveis pelas agressões. A expectativa é que novas diligências sejam realizadas nos próximos dias para esclarecer os fatos e levar os criminosos à justiça.
Veja vídeo com Juruá em Tempo:
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Maior produtor de soja do Acre e filho se filiam ao PSDB e reforçam projeto de Bocalom ao governo
Jorge Moura e Marcelo Moura assinaram ficha de filiação na noite desta segunda-feira; Marcelo deve integrar chapa do partido como pré-candidato a deputado federal

O ato fortalece o projeto “Produzir para Empregar”, liderado pelo pré-candidato ao Governo do Acre. Foto: captada
Produtores rurais se filiam ao PSDB e fortalecem chapa de Bocalom ao governo
O maior produtor de soja do Acre e pecuarista, Jorge Moura, e seu filho, Marcelo Moura, assinaram ficha de filiação ao PSDB na noite desta segunda-feira (30). O ato fortalece o projeto “Produzir para Empregar”, liderado pelo pré-candidato ao Governo do Acre e prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom.
A filiação reforça a estratégia do partido, pelo qual Bocalom disputará o governo do Estado, de montar uma chapa competitiva com candidatos a deputado federal e estadual. O evento aconteceu na sede do PSDB, na Rua Rio Grande do Sul, no mesmo dia em que Jorge e Marcelo Moura visitaram a indústria de leite de soja, que será inaugurada na manhã desta terça-feira (31), logo após o prefeito Tião Bocalom ter inaugurado a nova sede própria da Câmara Municipal de Rio Branco.

A filiação reforça a estratégia do partido, pelo qual Bocalom disputará o governo do Estado. Foto: captada
Marcelo Moura deve disputar vaga na Câmara Federal
Marcelo Moura deve integrar o grupo de candidatos a deputado federal do PSDB nas próximas eleições, com a expectativa de contribuir para a eleição de um a três parlamentares. Em sua declaração, ele destacou a confiança na gestão de Bocalom e a necessidade de o Acre avançar na produção e na autonomia econômica.
“O Bocalom é um guerreiro que tem história e trabalho neste estado. Já mostrou que sabe cuidar bem do dinheiro público, tem visão de futuro e capacidade de gestão. O Acre precisa deixar de depender de programas sociais e de outros estados para se alimentar. Somos trabalhadores, sabemos produzir, e precisamos de um governador com essa visão do Tião Bocalom para que o Acre ande com as próprias pernas”, afirmou Marcelo Moura.
Bocalom intensifica articulações antes de saída da prefeitura
Tião Bocalom, que se afasta da Prefeitura no próximo dia 3 de abril, segue com uma agenda de inaugurações e articulações políticas visando as eleições. Segundo ele, até o dia 4 estará com um grupo fortalecido para a disputa rumo ao Palácio Rio Branco, à Assembleia Legislativa e ao Congresso Nacional.
“Com a chegada de Jorge e Marcelo Moura, o projeto ‘Produzir para Empregar’ se fortalece ainda mais. Eles sempre acreditaram na nossa proposta e agora vêm somar para concretizar o sonho de chegarmos ao governo e reorganizarmos o nosso estado. Tenho confiança de que, com um time comprometido e preparado, vamos mudar para melhor a história do povo acreano”, declarou Bocalom.

Marcelo Moura deve integrar o grupo de candidatos a deputado federal do PSDB nas próximas eleições. Foto: captada
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Acre tem tendência de queda nos casos de dengue em 2026, aponta projeção da FGV e Fiocruz
Estado deve registrar cerca de 6,5 mil casos prováveis na temporada 2025-2026, número inferior ao do ano anterior; cenário nacional ainda preocupa com 1,8 milhão de casos esperados

A principal forma de prevenção continua sendo o combate aos criadouros do mosquito. Foto: captadas
Acre acompanha redução nacional de dengue, mas especialistas alertam para prevenção
O Acre está entre os estados com tendência de queda nos casos de dengue durante a temporada 2025-2026, segundo projeção do sistema InfoDengue-Mosqlimate, desenvolvido pela Fundação Getulio Vargas (FGV EMAp) em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
De acordo com o levantamento, o Acre deve registrar cerca de 6.478 casos prováveis da doença em 2026, número inferior ao observado na temporada anterior. A redução também é prevista para unidades como Amapá, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo.
Apesar da queda em algumas regiões, o cenário nacional ainda preocupa. A estimativa é de aproximadamente 1,8 milhão de casos de dengue em todo o país no período entre outubro de 2025 e outubro de 2026. Embora elevado, o número representa uma redução significativa em relação a 2024, quando o Brasil ultrapassou 6,5 milhões de notificações.
Cenário atual e variação entre estados
Os dados mais recentes do Ministério da Saúde indicam que, somente em 2026, o país já acumula mais de 175 mil casos prováveis. Em 2025, foram registrados mais de 1,6 milhão de casos e 1.821 mortes confirmadas.

Os dados mais recentes do MS indicam, somente em 2026, o país já acumula mais de 175 mil casos. Foto: captada
O estudo também aponta que o comportamento da doença varia entre os estados. Enquanto há previsão de aumento em unidades como Distrito Federal, Minas Gerais e Santa Catarina, outras regiões devem apresentar estabilidade ou redução nos índices.
Prevenção e vacinação
A dengue é uma doença viral transmitida pela fêmea do mosquito Aedes aegypti e pode variar de quadros leves a formas graves. Os sintomas mais comuns incluem febre alta, dores no corpo, dor de cabeça, náuseas e manchas vermelhas na pele.
A principal forma de prevenção continua sendo o combate aos criadouros do mosquito, com a eliminação de água parada em recipientes domésticos. Além disso, o Brasil disponibiliza vacina contra a doença pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ampliando as estratégias de enfrentamento à arbovirose.

O Acre está entre os Estados com tendência de queda nos casos de dengue durante a temporada 2025-2026. Foto: art
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Semana Santa aquece comércio de pescados no Acre; peixarias ampliam horário e vendem até 20 toneladas
Tradição católica impulsiona procura por peixe na Quaresma; na Ceasa de Rio Branco, Peixaria Rio Purus atende clientes das 4h às 22h e reforça equipe para dar conta da demanda

Durante a Semana Santa que a demanda atinge seu ponto mais alto. Foto: captada
Com Domingo de Ramos, comércio de pescado no Acre se prepara para maior movimento do ano
Com a chegada do Domingo de Ramos, o comércio de pescados no Acre entra em um dos períodos mais importantes do ano. A tradição católica de evitar carne vermelha durante a Quaresma e a Semana Santa impulsiona o consumo de peixe, aumentando significativamente a movimentação nas peixarias em todo o estado.
Ao longo dos 40 dias que antecedem a Páscoa, a procura cresce de forma gradual, mas é na Semana Santa que a demanda atinge o pico, refletindo diretamente nas vendas e na rotina dos comerciantes, que precisam se adaptar para atender o fluxo de clientes.
Um dos principais pontos de venda em Rio Branco é a Peixaria Rio Purus, localizada na Ceasa. Com mais de uma década de atuação, o local amplia o horário de funcionamento para até 18 horas por dia, começando às 4h da manhã e seguindo até a noite, além de reforçar a equipe para dar conta da demanda.
O negócio carrega forte tradição familiar. O empresário Flávio Santos, que comanda a peixaria ao lado da esposa Samira Sales, segue os passos do pai e do avô, que já trabalhavam com pescado. A experiência acumulada ao longo de três gerações se tornou um diferencial na qualidade dos produtos oferecidos, consolidando a fidelidade dos clientes.
Tambaqui é o carro‑chefe
Entre os produtos mais procurados na Ceasa, o tambaqui se destaca como o carro-chefe. O peixe é vendido diariamente em diferentes cortes e com preparo personalizado, garantindo praticidade para os consumidores. Durante o período, a peixaria chega a comercializar cerca de 20 toneladas de pescado, com expectativa de até 8 toneladas apenas na Semana Santa.

Os produtos mais procurados, o tambaqui se destaca. O peixe é vendido diariamente em diferentes cortes. Foto: captada
Para atender à alta demanda, a logística é intensificada desde o início da Quaresma. A equipe praticamente dobra de tamanho e o abastecimento é reforçado, com os peixes sendo armazenados adequadamente até a Sexta-feira Santa. Além do atendimento ao consumidor final, o negócio também fornece para restaurantes e marmitarias nas regionais do estado.
Desafios e importância do período
Apesar do crescimento nas vendas, os comerciantes ainda enfrentam desafios, como a dificuldade em obter algumas espécies mais procuradas. Mesmo assim, o período é visto como essencial para o setor. Além de fortalecer o faturamento, a Semana Santa também ajuda a consolidar o hábito de consumo de pescado ao longo de todo o ano, garantindo continuidade para o negócio mesmo após o período religioso.

Os comerciantes ainda enfrentam desafios, como a dificuldade em obter algumas espécies mais procuradas. Foto: captada

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