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Brasil

Vanda Milami promove debate sobre  recursos para merenda e adequação do transporte fluvial escolar

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A Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia da Câmara Federal, em atendimento a requerimento da deputada dra.Vanda Milani(SD), realizou audiência pública esta terça-feira,13, para tratar  da equivalência das comunidades ribeirinhas da Amazônia para efeito de  repasses dos recursos do FUNDEB,PNAE e PNAT aos mesmo valores dos indígenas e quilombolas   e  alternativas de transporte escolar fluvial que atenda a realidade e as necessidades dos rios e igarapés do Acre e região.

A audiência tratou também da atualização dos recursos  destinados à  merenda escolar. Os valores per capita do programa são definidos pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação(FNDE). A deputada destacou que entre 1994 e 2003 , o valor per capita esteve congelado em R$ 0,13. A partir de 2004 até 2010 o reajuste passou a ser em torno de 130%. “Em 2012 foi feito mais um reajuste. Já em 2017 foi feito o último reajuste, nos termos da Resolução/FNDE 1/2017”, ressaltou. Esta bandeira – de combate à defasagem dos valores destinados à merenda escolar – foi levantada pela parlamentar, constante inclusive de requerimento elaborado.

A mesa condutora dos debates, notavelmente  presidida por Vanda Milani,  contou com as presenças dos convidados e expositores Ilderlei Cordeiro (prefeito de Cruzeiro do Sul/Progressistas), Orleison Silva( secretário de Planejamento de Cruzeiro) e Borba Coimbra (coordenador-geral substituto do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação). A audiência foi prestigiada pela maioria da bancada acreana na Câmara Federal, além de Isaac Pianko (prefeito de Marechal Taumaturgo/MDB), vereador Chaguinha (Cruzeiro do Sul/PDT) e parlamentares integrantes da Comissão. Todos unânimes em reconhecer a importância dos temas postos em debate pela deputada.

Em sua exposição, Orleison Silva enfatizou que o modelo de barco disponibilizado para transporte escolar fluvial se mostra inadequado-sobretudo durante o verão-em virtude de seu grande calado. Com isto, muitas vezes, ficam abandonados às margens de pequenos rios e igarapés, onde se encontra a grande maioria dos alunos ribeirinhos. “O que acarreta uma enorme despesa pelos municípios  com  condutores de pequenos barcos para garantir  o transporte dos alunos às escolas”, explicou.

No Juruá existem em torno de 500 barqueiros contratados pelos municípios e Estado para atendimento da demanda em barcos de pequeno porte (alumínio e madeira com motor de rabeta). Custo muito alto para os municípios e Estado, uma vez que são impossibilitados de serem atendidos pela política nacional de Transporte Fluvial Escolar, tendo em vista que o modelo disponível é inadequado para a navegação nos rios e igarapés do Acre.

Já o prefeito Ilderlei Cordeiro adiantou que seu município já vem construindo barcos de alumínio, com assento, cobertura e motor de rabeta, perfeitamente adaptado às peculiaridades locais, o que provocou vivo interesse dos técnicos do Ministério da Educação presentes na audiência que decidiram  ver a iniciativa in loco.

Repasse.

A deputada Vanda Milani salientou que a equivalência nos repasses é um direito dos ribeirinhos uma vez que – juntamente com quilombolas e indígenas – são considerados comunidades tradicionais por decreto presidencial. Os deputados presentes elogiaram a iniciativa de Vanda Milani por trazer a debate temas tão essenciais à educação na região amazônica.

Vanda Milani finalizou dizendo: “Nós, deputados do Acre, procuramos trazer nossa realidade que creio ser a do povo amazônida. Acredito que alcançamos o objetivo da Audiência, porque, como foi dito, o Brasil tem diversas realidades e a nossa é bem diferenciada das demais regiões do Estado brasileiro. Tivemos hoje a oportunidade de trazer e fazer ver  aos senhores representantes do Governo Federal nossas necessidades e realidades. Serão muito bem vindos ao nosso Estado e contamos com vosso sentimento e bom préstimo a nos estender a mão, mão aos nossos alunos amazônidas ”.

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Brasil

Senado aprova “vulnerabilidade absoluta” de vítimas de estupro de até 14 anos

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Jonas Pereira/Agência Senado
Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária

O Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (24/2), um projeto de lei que estabelece que vítimas de estupro com menos de 14 anos de idade serão sempre consideradas vulneráveis, e que a punição do agressor não poderá ser influenciada pelo histórico sexual da vítima nem pela gravidez decorrente da violência.

O texto segue agora para sanção presidencial. A proposta foi aprovada de forma simbólica, sem contagem nominal de votos.

O projeto foi proposto pela deputada federal Laura Carneiro (PSD-RJ). A relatora no Senado, Eliziane Gama (PSD-MA), afirmou que a presunção absoluta de vulnerabilidade da vítima “reforça a intenção do legislador de não permitir discussões que possam desvirtuar a finalidade da norma, focando na proteção do incapaz de consentir, como infelizmente ainda sói ocorrer com frequência nos julgados de alguns Tribunais de Justiça do país.”

O projeto estava parado no Senado Federal desde dezembro de 2024, mas ganhou força após a Justiça de Minas Gerais absolver um homem de 35 anos acusado de estuprar uma menina de 12 anos.

Na ocasião, a 9ª Câmara Criminal Especializada também absolveu a mãe da criança, que respondia por conivência. Para o tribunal, em decisão que gerou críticas em todo o país, não houve crime, sob o entendimento de que existia um “vínculo afetivo consensual” entre os dois.

Com a repercussão do caso, a mãe da garota e o homem  foram presos nesta quarta-feira (25/2). Relator do caso, o desembargador Magid Nauef Láuar acolheu os embargos do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), que havia recorrido da decisão, e restabeleceu as duas condenações no processo que apura o estupro da menor.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Leite, Ratinho Jr. e Caiado participam de filiações junto com Kassab

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Fábio Vieira/Metrópoles
Gilberto Kassab tarcísio

O presidente nacional do Partido Social Democrático (PSD), Gilberto Kassab, levará, no ínicio de março, os governadores Eduardo Leite, Rio Grande do Sul, Ratinho Júnior, Paraná, e Ronaldo Caiado, Goiás, para eventos da sigla em São Paulo. A agenda garante a presença dos governadores nas cerimônias de filiação de 12 políticos em cinco cidades de São Paulo.

O três são cotados para concorrer à Presidência pelo partido nas eleições deste ano. Na última sexta-feira (20/2), por meio de uma publicação nas redes sociais, Kassab reafirmou que a sigla lançará a própria candidatura ao cargo. De acordo com o presidente do PSD, “o Brasil estará muito bem servido se puder contar” com qualquer um dos três possíveis candidatos à frente da Presidência em 2027.

Veja agenda

Sexta-feira (6/3) – Sorocaba

16h – Filiação dos deputados Vitor Lippi e Maria Lucia Amary.

18h – Filiações dos deputados estaduais paulistas Analice Fernandes, Barros Munhoz, Carlão Pignatari, Dirceu Dalben, Márcio Nakashima e Rogério Nogueira.

Sábado (7/3)

10h – Santos: filiações do deputado Paulo Alexandre Barbosa e da Audrey, vice-prefeita de Santos.

13h – Itapevi: Filiação do ex-prefeito Igor Soares.

16h30 – Presidente Prudente – filiação do deputado Mauro Bragatto.

Segunda-feira (9/3) – São Paulo

9h – Participam da reunião do Conselho Político e Social (COPS) da Associação Comercial de São Paulo (ACSP)

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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MJ sobre crítica por acordo no PL Antifacção: "Ficaríamos na retórica"

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Valter Campanato/Agência Brasil
Wellington César Lima e Silva assume o Ministério da Justiça

Após a aprovação do PL Antifacção pela Câmara dos Deputados, nessa terça-feira (24/2), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, saiu em defesa da atuação da pasta nas negociações do texto final e respondeu às críticas sobre o acordo construído em torno da proposta.

O projeto, relatado pelo deputado Guilherme Derrite (PP-SP), retomou pontos da versão original da Câmara, como a divisão de recursos de bens apreendidos entre a Polícia Federal (PF) e os estados — trecho criticado pelo governo e pela própria corporação.

Nos bastidores, integrantes da PF questionaram a articulação e alegaram falta de diálogo. Diante das críticas, Wellington César afirmou que o ministério atuou dentro dos limites regimentais possíveis no momento da votação.

“A iniciativa do projeto foi do governo. Todavia, existiam várias versões inicialmente na Câmara e depois uma versão no Senado”, explicou o ministro.

Segundo ele, quando ficou claro que a Mesa Diretora levaria a plenário a versão da Câmara — e não o texto aprovado pelo Senado —, o espaço de manobra era restrito. “Só existiam duas posturas possíveis: ou cruzarmos os braços e deixar que aquela versão tramitasse ou buscássemos melhorar aquela versão.”

Embora reconheça “grande afinidade” com o texto do Senado, o ministro afirmou que não havia possibilidade de defender formalmente aquela versão, pois ela não seria votada.

A estratégia, de acordo com o ministro, foi apresentar emendas de redação ao texto que iria ao plenário. “A única maneira possível de operar essa melhora, sob o ponto de vista do cabimento regimental, era através das emendas de redação. E nós buscamos exatamente, extraindo o sentido daquelas proposições constantes do PL do Senado, incorporá-las no texto indicado para a votação.”

Sugestões

Wellington César afirmou, durante entrevista coletiva, que parte significativa das sugestões foi acolhida. “Foram 23 proposições — 12 a 14, depende do critério de sublíderes — incorporadas. Então nós temos certeza de que produzimos um texto melhor.”

Ele argumentou que, sem essa iniciativa formal, a atuação do ministério teria sido apenas simbólica. “Se nós expressássemos apenas uma simpatia pelo texto do Senado e não fizéssemos as propostas regimentalmente cabíveis, nós ficaríamos limitados a esse âmbito retórico.”

A proposta segue agora para sanção ou veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para o ministro, a pasta cumpriu seu papel institucional. “Além da iniciativa do governo, o Ministério da Justiça, nessa tradição, nessa ocasião, exerceu o papel que devia: melhorar o produto legislativo final.”

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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