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Ulysses será palestrante no Fórum Sobre o Combate ao Crime Organizado Transnacional

A convite da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, o deputado federal Coronel Ulysses (UB-AC) proferirá na quinta-feira, 10, palestra no Fórum Panamericano sobre o Combate ao Crime Organizado Transnacional. Abordará sobre as “medidas alternativas de combate a grupos criminosos de tipo mafioso”.
O Fórum é promovido pela embaixada norte-americana em parceria com George C. Marshall European Centre for Security Studies, órgão do Departamento de Defesa dos EUA destinado a debater questões relacionadas às questões de segurança regional e transnacional. Os debates ocorrerão de 8 a 10 de agosto na sede do Consulado dos EUA em São Paulo.
O convite a Ulysses é fruto de sua participação no Fórum Internacional do Combate ao Crime Organizado Transnacional, realizado de 23 a 25 de maio em Roma, na Itália. Naquele encontro – com a participação de profissionais de segurança, promotores e formuladores de políticas de segurança de todo o mundo – foram debatidas as tendências atuais e como operam as organizações criminosas transnacionais.
O Fórum debaterá, além do combate ao crime organizado transnacional, o tráfico ilícito transatlântico, lavagem de dinheiro da organização criminosa, e o grupo Primeiro Comando da Capital (PCC). A iniciativa contará com representantes de órgãos do Judiciário, Ministério Público, Legislativo e segurança pública de países europeus, Estados Unidos e da América do Sul. O encontro terá interpretação simultânea em inglês, espanhol e português, sendo organizado pelo Consulado dos Estados Unidos em São Paulo.
Vice-presidente da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado na Câmara, Coronel Ulysses classifica como de “extrema importância” o Fórum, agora realizado no Brasil sob o patrocínio da embaixada norte-americana. “Os crimes transnacionais são uma preocupação global”, aponta Ulysses.
Segundo Ulysses, o Fórum avaliará a natureza evolutiva do crime organizado transnacional. Atualmente, explica, “as facções criminosas se valem da corrupção como facilitador de suas ações, o que deve ser combatido com rigor para se evitar a impunidade”. Coronel Ulysses cita com uma de suas preocupações o PCC, facção brasileira que hoje possui tentáculos com vários cartéis de drogas e organizações da América Latina e da Europa. “No Fórum, agora realizado no Brasil, vamos discutir experiências coletivas de combate às organizações criminosas transnacionais da América do Sul, além de avaliarmos os novos fluxos de tráfico de drogas para porto europeus provenientes do Cone Sul”, explica Ulysses.
O deputado Coronel Ulysses é também advogado especializado em Segurança Pública e Instrutor Master de Técnicas SWAT, Anti-Kidnap e Contraterrorismo da United State Police Instructot Teams (Orlando-USA).
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“DJ” que desdenhava da Polícia Civil nas redes sociais é preso por descumprimento de medida protetiva em Rio Branco
A prisão ocorreu no bairro Tancredo Neves, em Rio Branco, durante uma ação integrada da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), do Departamento de Inteligência (DI) e do Departamento de Polícia da Capital e do Interior (DPCI)

Após meses de investigação, a PCAC prendeu investigado que ameaçava a ex-companheira e ironizava o trabalho policial. Foto: cedida
O que seria mais uma prisão por lesão corporal e descumprimento de medida protetiva no âmbito da Lei Maria da Penha acabou se tornando um exemplo da resolutividade e eficiência do trabalho da Polícia Civil do Acre (PCAC). Na manhã desta quarta-feira, 21, oficiais investigadores lograram êxito na captura de um homem que, além de perseguir e ameaçar a ex-companheira, desdenhava publicamente da atuação policial.
O investigado, identificado pelas iniciais F.F.D.G., de 31 anos, que se apresenta como “DJ”, já vinha sendo procurado há meses pela Polícia Civil. Inconformado com o fim do relacionamento, ele passou a descumprir reiteradamente medidas protetivas de urgência determinadas pela Justiça, além de responder por lesão corporal no contexto de violência doméstica.
A prisão ocorreu no bairro Tancredo Neves, em Rio Branco, durante uma ação integrada da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), do Departamento de Inteligência (DI) e do Departamento de Polícia da Capital e do Interior (DPCI). A operação foi resultado de um trabalho investigativo minucioso, desenvolvido de forma estratégica pelas equipes envolvidas.
O que chamou ainda mais atenção no caso foi a postura do investigado, que chegou a utilizar redes sociais para zombar da Polícia Civil, duvidando da capacidade da instituição em capturá-lo. Em algumas publicações, o DJ escreveu em tom irônico “Não foi dessa vez tenta mais tarde k [sic]”. Um dos artifícios para ameaçar sua ex-companheira e intimida-la era dizer que ele estava em companhia de supostos integrantes de facção criminosa.
Apesar das tentativas de intimidação e do desdém demonstrado, o homem acabou surpreendido pela atuação silenciosa e eficiente da Polícia Civil. Após a prisão, F.F.D.G. foi encaminhado à Deam, onde será ouvido pela autoridade policial e ficará à disposição da Justiça para a adoção dos procedimentos legais cabíveis.

Na manhã desta quarta-feira, 21, oficiais investigadores lograram êxito na captura de um homem que, além de perseguir e ameaçar a ex-companheira, desdenhava publicamente da atuação policial. Foto: cedida
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Gladson sanciona leis que equiparam férias de defensores às de juízes e reajustam salários de comissionados da DPE

O governador do Acre, Gladson Cameli (Progressistas), sancionou nesta quarta-feira, 21, duas leis complementares que promovem mudanças na Defensoria Pública do Estado do Acre (DPE-AC). As medidas preveem desde equiparação de férias aos membros da magistratura e do Ministério Público do Acre (MPAC) até a reestruturação do quadro de cargos comissionados e reajuste salarial.
A Lei Complementar nº 509/2026 altera a Lei Orgânica da Defensoria Pública, garantindo que os defensores públicos tenham direito a férias fracionadas em até três períodos ou acumuladas em até dois períodos em casos excepcionais. Além disso, a lei estabelece que membros da DPE que estiverem respondendo à sindicância ou processo administrativo disciplinar não poderão usufruir de férias, exceto se a fase de instrução já estiver concluída.
A legislação também amplia as atribuições institucionais da Defensoria, autorizando a promoção de cursos de especialização, seminários, estágios, palestras e conferências, com o objetivo de qualificar os profissionais e fortalecer o atendimento à população.
Já a Lei Complementar nº 508/2026 reestrutura o quadro de pessoal de apoio da DPE, incluindo cargos em comissão e chefias de gabinetes, diretores setoriais e coordenadorias. A lei ainda prevê reajuste salarial de 5,08% para todos os cargos em comissão, a ser aplicado a partir de junho de 2026, com valores que vão de R$ 2.558,59 até R$ 18.327,63, dependendo do cargo.
Segundo as leis, todas as despesas serão custeadas dentro das dotações orçamentárias da Defensoria Pública, condicionadas à disponibilidade financeira, e entram em vigor a partir de 1º de janeiro de 2026.
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Lei autoriza transferência de recursos da DPE do Acre para militares da reserva

Foto: Joabes Guedes/PMAC
A Defensoria Pública do Estado do Acre (DPE) está autorizada a transferir até R$ 403.926,80 anualmente para a Polícia Militar do Estado do Acre (PMAC) com o objetivo de custear despesas com a designação temporária de militares da reserva remunerada para atuar na segurança das unidades da DPE.
A autorização foi formalizada por meio da Lei nº 4.770, sancionada pelo governador Gladson Cameli nesta quarta-feira (21). A transferência dos recursos dependerá da celebração de convênio específico entre a DPE e a PMAC e deverá seguir normas previstas na legislação federal e na Lei de Responsabilidade Fiscal.
Segundo a lei, os recursos deverão ser atualizados anualmente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) ou outro índice que venha a substituí-lo, e todas as despesas serão custeadas pelo orçamento da Defensoria Pública. A lei já entra em vigor na data de sua publicação.
O repasse busca reforçar a segurança institucional das unidades da Defensoria, garantindo proteção a servidores e cidadãos que utilizam os serviços do órgão.

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