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Últimos dias de inscrição nos cursos técnicos e superiores do Ifac

O Instituto Federal do Acre (Ifac) está com vagas abertas para cursos técnicos e superiores do Processo Seletivo 2023/2. No total, estão sendo ofertadas 520 vagas para 13 cursos na capital e nos municípios de Sena Madureira, Tarauacá e Epitaciolândia. As inscrições deverão ser feitas pela internet no endereço https://www.ifac.edu.
Graduação – Entre os cursos superiores, o Ifac tem vagas para o Bacharelado em Zootecnia e a Licenciatura em Física, ofertados no Campus Sena Madureira. O curso de Física forma profissionais para a docência e tem duração de quatro anos. As aulas ocorrem no período noturno. Já o curso de Zootecnia forma profissionais para atuarem na área de produção animal, buscando maior produtividade e rentabilidade na criação de animais e no desenvolvimento de produtos de origem animal como carne, ovos, leite e seus derivados. O curso tem duração de cinco anos e as aulas ocorrem de manhã e de tarde.
Além destes, o Campus Rio Branco está ofertando vagas nos cursos superiores de Licenciatura em Ciências Biológicas (noturno), Tecnologia em Logística (noturno) e Tecnologia em Processos Escolares (noturno).
Cursos Técnicos – Em Rio Branco, o Ifac está com inscrições abertas em três cursos técnicos subsequentes ao ensino médio no Campus Baixada do Sol: Agroecologia (matutino), Zootecnia (vespertino) e Agropecuária (vespertino). Todos os cursos têm duração de um ano e meio.
O estudante de Agroecologia aprende sobre sistemas de produção agropecuária e extrativista fundamentados em princípios agroecológicos e técnicas de sistemas orgânicos de produção, unindo a preservação e conservação de recursos naturais à sustentabilidade social e econômica. O profissional pode atuar em cooperativas e associações; empresas de planejamento, desenvolvimento de projetos, assessoramento técnico e consultoria; propriedades rurais, ONGs e órgãos públicos.
Já o estudante do técnico em Agropecuária aprende a executar atividades da agricultura – como preparo da terra, plantio, manejo das culturas e colheita – e da pecuária – como criação, reprodução, alimentação e sanidade de ovinos, bovinos e outras espécies animais – de maneira sustentável, tecnológica, econômica e social. O profissional pode atuar em propriedades rurais, agências de defesa sanitária, indústrias de insumos agropecuários, de máquinas e implementos agrícolas, indústrias de processamento de produtos de origem animal e vegetal, cooperativas e associações rurais.
Também com vagas abertas, o curso técnico em Zootecnia forma profissionais para atuar na área de produção animal, com base nos princípios da ética, sustentabilidade econômica e ambiental e da segurança alimentar. O profissional pode trabalhar em propriedades rurais, empresas de nutrição animal, de assistência técnica, extensão e pesquisa, clínicas veterinárias e cooperativas agropecuárias.
Ainda na capital, o Campus Rio Branco, localizado no conjunto Xavier Maia, abriu vagas nos cursos técnicos em Segurança do Trabalho (matutino) e em Serviços Jurídicos (noturno).

Instalações do Ifac Campus Tarauacá
No interior do estado há oportunidade de formação profissional no Campus Tarauacá que tem vagas no curso técnico subsequente em Serviços Públicos. O curso tem duração de um ano e meio e aulas no período noturno. O estudante deste curso aprende competências e habilidades voltadas para executar funções administrativas no setor público, utilizando técnicas inovadoras relacionadas à área de gestão corporativa, associando teoria e prática nos diversos tipos de organizações no setor público.
Outra oportunidade é para a comunidade residente em Epitaciolândia, onde o Ifac, por meio do Campus Xapuri, está com vagas abertas nos cursos técnicos subsequentes em Alimentos (noturno) e em Agropecuária (noturno), ambos com duração de um ano e meio. O curso técnico em Alimentos forma profissionais inovadores e empreendedores, capazes de transformar as matérias-primas de origem animal e vegetal em produtos e subprodutos industrializados, com consequente agregação de valor.
Edital dos cursos técnicos subsequentes: https://editais.
Edital de cursos superiores: https://editais.
A classificação dos candidatos aos cursos técnicos será feita pelo desempenho nas disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática, constantes no Histórico Escolar do Ensino Médio. Essas informações devem ser fornecidas no momento que o candidato realiza sua inscrição no processo seletivo.
A classificação dos candidatos dos cursos superiores terá como base seu desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em uma das edições de 2010 a 2022. O boletim do Enem pode ser gerado através do site: https://enem.inep.gov.br/
Em caso de dúvidas, ou necessidade de esclarecimentos, os candidatos podem entrar em contato com o Ifac pelo e-mail [email protected] (cursos técnicos) ou pelo [email protected] (cursos superiores).
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AMPAC repudia live de juiz aposentado antes de operação contra o crime organizado no Acre
Transmissão exibiu comboio policial momentos antes da deflagração de ação do Gaeco e da Polícia Civil, que resultou em ao menos 15 prisões em vários estados
A Associação dos Membros do Ministério Público do Estado do Acre (AMPAC) divulgou, nesta terça-feira (13), uma nota pública de repúdio à transmissão ao vivo realizada pelo juiz aposentado e advogado Edinaldo Muniz momentos antes da deflagração de uma grande operação do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Acre (MPAC), em conjunto com a Polícia Civil.
A live, publicada nas primeiras horas da manhã, mostrou um comboio de viaturas e agentes que se preparavam para cumprir mandados judiciais. A operação ocorreu de forma simultânea em Rio Branco, Cruzeiro do Sul e Tarauacá, além de outros seis estados, e resultou na prisão de pelo menos 15 pessoas, atingindo a cúpula de uma facção criminosa envolvida com tráfico de drogas e cobrança de “taxa de segurança”.
Durante a transmissão, Edinaldo Muniz abordou agentes ainda na madrugada e questionou a movimentação policial, sem obter respostas. Ao final do vídeo, afirmou não ter recebido informações sobre a ação, mas exibiu imagens completas do comboio.
A atitude gerou forte repercussão nas redes sociais e críticas de internautas, que apontaram risco à investigação sigilosa. Em nota assinada pela presidente da entidade, Juliana Maximiano Hoff, a AMPAC destacou que operações de combate ao crime organizado exigem planejamento rigoroso, atuação integrada e absoluto sigilo, devido ao elevado risco enfrentado pelos agentes públicos.
Segundo a associação, a transmissão ao vivo criou uma possibilidade concreta de frustração das medidas judiciais, ocultação de provas e fuga de investigados, além de expor indevidamente os profissionais envolvidos, aumentando o risco de reações criminosas. A entidade afirmou ainda que o único beneficiado por esse tipo de conduta é o próprio crime organizado.
A AMPAC ressaltou que a gravidade do caso é ampliada pelo fato de a live ter sido realizada por um juiz aposentado, com décadas de atuação na magistratura e pleno conhecimento da necessidade de sigilo em ações dessa natureza. Ao final, a associação repudiou veementemente a transmissão, reafirmou apoio às instituições de segurança pública e defendeu que o êxito dessas operações depende de responsabilidade, prudência e compromisso com o interesse público.
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Operação ‘Casa Maior’ cumpre mais de 100 ordens judiciais no Acre e em outros seis estados

Polícia Civil do Acre e o Ministério Público concederam entrevista coletiva para apresentar detalhes e novos desdobramentos da Operação Casa Maior, que combate o crime organizado com atuação no Acre e em outros estados. Foto: Dhárcules Pinheiro/ Secom
Uma ação conjunta entre a Polícia Civil do Acre (PCAC) e o Ministério Público resultou no cumprimento de mais de 100 ordens judiciais nesta quarta-feira, 13, no Acre e em outros estados do país. A ofensiva, batizada de Operação Casa Maior, teve como foco o enfrentamento a uma organização criminosa com forte atuação interestadual, envolvida em tráfico de drogas, extorsão e crimes violentos.
No Acre, a operação foi coordenada pelo Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic) e executada pela Delegacia de Repressão ao Narcotráfico (Denarc), em conjunto com a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), e contou com o apoio do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público.
Ao todo, foram expedidos 62 mandados de prisão preventiva e 39 mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de contas bancárias utilizadas pelo grupo criminoso. Até o momento, 15 pessoas foram presas, mais de R$ 27 mil em dinheiro foram apreendidos, além de uma arma de fogo, munições e veículos.

Até o momento, 15 pessoas foram presas e houve apreensão de dinheiro, arma de fogo, veículos e bloqueio de contas ligadas ao crime organizado. Foto: Emerson Lima/ PCAC
As medidas judiciais foram cumpridas nos municípios de Rio Branco, Tarauacá e Cruzeiro do Sul, além dos estados de Minas Gerais, Goiás, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Paraíba e Mato Grosso. Segundo as autoridades, devido à ampla ramificação da organização criminosa, a operação precisou ser estendida para outros seis estados da federação, onde alvos estratégicos foram localizados e presos.
Em coletiva de imprensa, o Delegado-Geral da Polícia Civil do Acre, José Henrique Maciel, frisou que a operação representa apenas mais uma etapa de um trabalho investigativo contínuo de anos de investigação.
“As investigações não param por aqui. Estamos falando de um grupo criminoso altamente estruturado, que atuava na cobrança de pedágio de comerciantes, deliberava comandos para execuções e exercia papel decisivo dentro da organização criminosa. Não descartamos novas prisões e apreensões, pois esse trabalho não se encerra com a operação de hoje. As investigações continuam”, destacou o delegado-geral.

Arma de fogo e munições foram apreendidos durante a ação policial: Foto: Dhárcules Pinheiro
O coordenador do Gaeco, promotor de Justiça Bernardo Albano, ressaltou a complexidade da investigação e o alcance interestadual do esquema criminoso. “Foi identificada uma ligação direta entre criminosos do Acre com presos do sistema prisional do Rio de Janeiro e também com foragidos daquele estado. A investigação revelou ainda a participação de advogados já condenados por integrar organização criminosa, além do envolvimento de esposas de lideranças, que passaram a expedir ordens após a prisão de seus maridos”, afirmou o promotor.
As apurações também identificaram e resultaram no bloqueio de um grande fluxo financeiro utilizado para financiar as atividades criminosas e manter o padrão de vida das lideranças da facção. Além disso, os investigadores conseguiram mapear o processo decisório interno, as disputas de poder e a hierarquia dentro da organização.
Além do tráfico de drogas, a Operação Casa Maior desarticulou esquemas de extorsão contra comerciantes do centro de Rio Branco, que eram obrigados a pagar supostas “taxas de segurança” impostas por criminosos. A ação representa um duro golpe contra o crime organizado e reforça a atuação integrada das forças de segurança e do Ministério Público no combate às facções criminosas no Acre e no país.
Fonte: PCAC
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PM e ICMBio prendem caçadores com 11 animais silvestres abatidos dentro de terra indígena no Acre
Operação na Terra Indígena Kampa do Amônia apreendeu armas artesanais, munições e carne de porcos-do-mato, macacos, jacaré e mutum; indígenas haviam denunciado invasão

Na embarcação, os policiais localizaram cinco armas de fogo artesanais nos calibres 16 e 28, diversas munições intactas e instrumentos usados para caça. Foto: captada
Uma ação conjunta do 6º Batalhão da Polícia Militar do Acre e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) resultou na prisão de dois homens por caça predatória dentro da Terra Indígena Kampa do Amônia, no município de Marechal Thaumaturgo. A operação foi acionada após denúncias de indígenas sobre a invasão de moradores da área urbana.
Durante a abordagem no igarapé Arara, foram encontrados jabutis vivos e carne de 11 animais silvestres abatidos — incluindo quatro porcos-do-mato, cinco macacos guariba, um jacaré e um mutum —, além de seis quilos de sal e insumos para conservação. Na embarcação dos suspeitos, os policiais apreenderam cinco armas de fogo artesanais, munições e equipamentos de caça.
Os envolvidos confessaram que estavam caçando há cinco dias dentro da área protegida. Foram presos em flagrante sem resistência e levados à delegacia de Marechal Thaumaturgo junto com todo o material apreendido.



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