Brasil
Ucrânia recusa acordo com Rússia para retirada de civis de siderúrgica
País quer a ONU como garantidora do corredor humanitário
Por Max Hunder e Michelle Nichols – Reuters – Londres


A Rússia afirmou mais cedo que iria abrir um corredor humanitário para que civis deixem a enorme siderúrgica de Azovstal, onde estão abrigados com combatentes ucranianos sob ataque das forças russas.
“É importante entender que um corredor humanitário se abre pelo acordo entre ambos os lados. Um corredor anunciado de maneira unilateral não oferece segurança, e não é, portanto, um corredor humanitário”, afirmou a vice-primeira-ministra ucraniana, Iryna Vereshchuk, no aplicativo de mensagens Telegram.
Pouco depois dos comentários, um assessor do presidente Volodymyr Zelenskiy disse que as forças russas estavam atacando a usina pelo ar, e também com artilharia e tanques.
O presidente russo, Vladimir Putin, disse na semana passada que era desnecessário invadir a fábrica, onde os últimos defensores ucranianos de Mariupol estão sitiados após dois meses de cerco e bombardeios russos.
A Ucrânia apelou à ONU para que a organização seja “iniciadora e garantidora do corredor humanitário de Azovstal para civis”, disse Vereshchuk. Ela disse que autoridades das ONU e do Comitê Internacional da Cruz Vermelha deveriam estar presentes quando qualquer corredor for estabelecido.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, que está buscando uma trégua humanitária na Ucrânia, deve se reunir com Putin em Moscou na terça-feira (26), e com Zelenskiy em Kiev na quinta-feira (28).
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Petrobras retoma perfuração na Margem Equatorial após autorização e disputa judicial
MPF pede suspensão da licença por riscos ambientais; atividade havia sido interrompida após vazamento em janeiro
A Petrobras confirmou a retomada da perfuração exploratória na Margem Equatorial, no bloco FZA-M-59, após reunião realizada na última quarta-feira (18), em Macaé (RJ). A decisão ocorre em meio a disputas judiciais, já que o Ministério Público Federal (MPF) ingressou com ações na quinta (19) e sexta-feira (20) pedindo a suspensão da licença, sob alegação de riscos ambientais e ausência de consulta a comunidades tradicionais.
A perfuração no poço Morpho havia sido interrompida em 4 de janeiro, após o vazamento de 18,44 m³ de fluido de perfuração de base não aquosa, a cerca de 2,7 mil metros de profundidade, durante operação em um navio-sonda.
A retomada foi autorizada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em fevereiro de 2026, condicionada ao cumprimento de protocolos de segurança. Para reiniciar as atividades, a Petrobras apresentou relatórios técnicos e realizou a substituição de equipamentos da sonda.
Em nota, a estatal afirmou que está cumprindo todas as exigências do licenciamento ambiental e que o incidente foi controlado com uso de material biodegradável, com validação da ANP.
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Tocantins supera 11 milhões de cabeças de gado e avança na pecuária nacional
Crescimento de 39,2% em seis anos coloca estado entre os maiores rebanhos do país e amplia exportações de carne
O rebanho bovino do Tocantins cresceu 39,2% entre 2018 e 2024, colocando o estado na sexta posição nacional em expansão, segundo dados do IBGE divulgados pela Agência de Defesa Agropecuária (Adapec).
Atualmente, o estado soma mais de 11 milhões de cabeças e figura entre os dez maiores rebanhos do país, com crescimento acima de regiões tradicionalmente consolidadas na pecuária.
A produção também avançou. Em 2024, foram abatidos cerca de 1,3 milhão de bovinos, o maior volume já registrado. A projeção mais recente aponta para mais de 1,4 milhão de animais, com produção estimada em 381 mil toneladas de carne, sendo aproximadamente um terço destinado à exportação.
No mercado externo, o Tocantins embarcou cerca de 125 mil toneladas de carne bovina em 2025. Os principais destinos são países da Ásia, além de mercados no Oriente Médio, África, América do Norte e Europa.
Segundo a Adapec, o desempenho é resultado da disponibilidade de áreas, condições climáticas favoráveis e acesso a recursos hídricos, especialmente nas bacias dos rios Tocantins e Araguaia. A adoção de sistemas mais eficientes, como a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), também tem impulsionado
