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Ucrânia: missão da ONU diz que inspeção em usina nuclear levará dias
Inspetores seguiram hoje de Kiev para Zaporizhzhia
Inspetores nucleares da Organização das Nações Unidas (ONU) seguiram para a usina de Zaporizhzhia, na Ucrânia, nesta quarta-feira (31), afirmando que sua missão é evitar um acidente nuclear e tentar estabilizar a situação, após semanas de bombardeios nas proximidades.
Um repórter da Reuters, que acompanha a equipe da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) em um comboio a partir da capital Kiev, disse que os inspetores chegaram à cidade vizinha de Zaporizhzhia, onde provavelmente passarão a noite antes de visitar a usina, que fica em território controlado pela Rússia.
Autoridades russas, instaladas na área perto da usina, sugeriram que a visita poderá durar apenas um dia, enquanto autoridades da AIEA e ucranianas indicaram que deverá durar mais.
“A missão levará alguns dias. Se conseguirmos estabelecer uma presença permanente, ou uma presença contínua, será prolongada. Mas este primeiro segmento levará alguns dias”, disse o diretor-geral da agência, Rafael Grossi, durante entrevista em Zaporizhzhia.
“Temos uma tarefa muito importante a cumprir lá – avaliar a situação real, ajudar a estabilizar a situação o máximo que pudermos”, disse ele, acrescentando que a equipe da AIEA tem garantias da Rússia e da Ucrânia para entrar na zona de guerra.
A Rússia capturou a usina, a maior da Europa, no início de março, como parte do que Moscou chama de “operação militar especial”, o que Kiev e o Ocidente descrevem como invasão não provocada visando a tomar terras e apagar a identidade ucraniana.
Uma força militar russa está na usina desde então, assim como a maior parte da força de trabalho ucraniana que trabalha para continuar operando a instalação, que tradicionalmente abastecia a Ucrânia com 20% de suas necessidades de eletricidade.
Combates foram relatados tanto perto da usina quanto mais longe, com Kiev e Moscou reivindicando sucessos no campo de batalha. A Ucrânia monta contraofensiva para recapturar território no Sul. A Reuters não pôde verificar esses relatos de forma independente.
Há semanas, a Ucrânia e a Rússia trocam de colocar em perigo a segurança da usina com ataques de artilharia ou drones e arriscar um desastre de radiação como em Chornobyl.
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Economia do Acre cresce 327% em 30 anos e fica entre as que mais avançaram no Brasil
Estudo aponta que estado teve desempenho superior à média nacional entre 1995 e 2025 e ocupa a 10ª posição no ranking de crescimento econômico.

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Anvisa libera medicamentos para diabetes e câncer de mama

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou novos medicamentos para o tratamento do diabetes tipo 1, para o câncer de mama e para o angioedema hereditário. Os registros foram publicados no Diário Oficial da União (DOU) na última segunda-feira (9).
A agência aprovou o Tzield® (teplizumabe), indicado para retardar o início do diabetes tipo 1, estágio 3, em pacientes adultos e pediátricos com 8 anos de idade ou mais que já estejam no estágio 2. O diabetes tipo 1 é uma doença autoimune grave e de longa duração, que costuma se manifestar na infância e pode gerar aumento de complicações, como doenças cardíacas, renais e oculares.
Também foi aprovado o Datroway®, indicado para o tratamento de pacientes adultos com câncer de mama irressecável ou metastático, com receptor hormonal positivo e HER2 negativo, que já tenham se submetido a terapia endócrina e a pelo menos uma linha de quimioterapia para doença irressecável (que não pode ser removida completamente por cirurgia) ou metastática (que se espalhou do local original para outras partes do corpo).
O Andembry® (garadacimabe) também teve o registro aprovado. O medicamento é indicado para prevenção do angioedema hereditário (AEH). A doença genética é considerada rara e causa inchaços (edemas) repentinos e dolorosos em diversas partes do corpo, que podem afetar de forma recorrente a pele, as mucosas e os órgãos internos.
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Endividamento das famílias chega a 80,2%, o maior da série histórica

O percentual de endividamento das famílias chegou a 80,2% em fevereiro deste ano, de acordo com a nova pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), divulgada nesta quarta-feira (11/3). O número representa o maior índice da série histórica.
Em comparação com fevereiro de 2025, o índice apresenta um crescimento de 3,8 pontos percentuais — era de 76,4% há um ano. Em relação ao mês de janeiro deste ano, houve crescimento de 0,7 ponto percentual — era de 79,5%.
O índice de endividamento consiste nas famílias que relataram ter dívidas a vencer em cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, cheque pré-datado e prestações de carro e casa.
19,7% dos entrevistados pela CNC em fevereiro afirmaram não ter dívidas. Em janeiro, eram 20,5%.
O endividamento recorde das famílias está acompanhado de aumento na inadimplência. Após três meses de retração, o índice voltou a aumentar, atingindo 29,6% dos entrevistados. A taxa é a maior desde novembro do ano passado (30%).
Embora tenha sido registrado aumento no endividamento e na inadimplência de janeiro para fevereiro, houve recuo no percentual de famílias que não terão condições de pagar as dívidas em atraso. A redução foi sensível, de 0,1 ponto percentual, com o índice atingindo 12,6%.
A pesquisa mostra que todas as faixas de renda apresentaram aumento no endividamento. Mas essa variação foi mais importante nas famílias com renda acima de cinco salários.
Famílias endividadas por faixa de renda:
- 0 a 3 salários mínimos: 82,9%
- 3 a 5 salários mínimos: 82,9%
- 5 a 10 salários mínimos: 78,7%
- mais do que 10 salários mínimos 69,3%
Comprometimento da renda
A parcela dos consumidores que tem mais da metade da renda vinculada a dívidas ficou estável, em 19,5%, após registrar alta por dois meses consecutivos.
Para 56,1% das famílias, o comprometimento da renda com dívidas varia de 11% a 50%. No entanto, o percentual médio de comprometimento da renda com dívidas ficou em 29,7% em fevereiro deste ano. No mesmo mês de 2025, o resultado foi de 29,9%.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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