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Turismo, vivências indígenas, artesanato e culinária regional garantem resultados positivos na Expoacre

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Em levantamento feito pela Secretaria de Estado de Turismo e Empreendedorismo (Sete), turismo, vivências indígenas, artesanato e culinária acreana garantiram resultados positivos durante as nove noites da Expoacre.

Governador Gladson Cameli visitou os estandes da Sete e apreciou o desfile indígena na Expoacre. Foto: Diego Gurgel/Secom

A Sete atuou em quatro frentes durante a maior feira de negócios do estado com a Casa do Artesanato Acreano, Galpão do Empreendedorismo, Oca Indígena em parceria com a Secretaria Extraordinária dos Povos Indígenas (Sepi), e o estande institucional com a experiência imersiva nos pontos turísticos do estado.

Vice-governadora do Acre, Mailza Assis, prestigiou a vista da Serra do Divisor, no estande da Sete, na Expoacre. Foto: José Caminha/Secom

“Levamos as belezas de atrativos turísticos que temos no estado, o nosso artesanato, as comidas típicas da nossa região e as vivências indígenas dos povos originários para a Expoacre e o resultado veio em forma de interesse dos visitantes em conhecer outras regiões do Acre. Estamos muito felizes com o retorno positivo de todos os presentes”, destacou o secretário de Turismo e Empreendedorismo, Marcelo Messias.

Estande institucional

Utilizando tecnologia como óculos 3D e espaços preparados para experiências imersivas com telões e trilhas musicais, a Sete levou as experiências da Serra do Divisor, Rio Croa e a Trilha Chico Mendes, além de apresentar as vivências indígenas com cantos, danças, pinturas e artesanato.

Experiência imersiva no Rio Crôa foi um dos destaques do estande da Sete. Foto: José Caminha/Secom

Também foram apresentados os Geoglifos, o Palácio Rio Branco e a Catedral Nossa Senhora da Glória, local histórico de Cruzeiro do Sul, segunda maior cidade do estado.

“A proposta da Sete de trazer um estande inovador e tecnológico proporcionou uma imersão virtual nos atrativos turísticos que deixou todos encantados com tanta beleza que temos na região. O nosso objetivo principal era dar visibilidade para fomentar o turismo interno, e acredito que conseguimos surpreender. Os visitantes saíram com vontade de conhecer melhor o nosso Estado”, destacou a diretora de Turismo da Sete, Sirlânia Venturin.

Degustação de produtos regionais

A degustação de vinho, licor, café, chocolates e brigadeiros também foi atrativo no estande institucional da Secretaria de Estado de Turismo e Empreendedorismo. Todos os produtos apresentados são de empreendimentos locais, produzidos no estado.

Degustação de produtos regionais agradou o paladar do público. Foto: Marcos Rocha/Sete

Visitando a Expoacre, Lorena Lima aproveitou para fazer uma parada no estande da Sete, conhecer os destinos apresentados e degustar dos produtos: “Além de conhecer mais um pouquinho sobre o nosso estado, a gente ainda pode se deliciar com cafezinho e com brigadeiro, que é uma combinação perfeita. E tudo produzido pelo nosso estado. Essa é a melhor parte”, destacou.

Lorena Lima aprovou a degustação de produtos regionais no estande da Sete. Foto: Marcos Rocha/Sete

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel – Seccional Acre) esteve no estande com representatividade das empresas Maria e João Doceria e Café Náuas.

A Ligeirinho Agroindústria também esteve presente com a Aquiry Chocolates, licor de chocolate, cachaça mineira e caldo de cana.

A Florisa disponibilizou a degustação dos vinhos de açaí e cupuaçu, e o Café Raízes da Floresta também apresentou seu produto. O estande também apresentou as Velas Aromáticas La Luz.

Oca indígena

Novidade no ano passado, o espaço da Oca indígena voltou a ter agenda de apresentações na Expoacre. Organizado pela Secretaria de Estado de Turismo e Empreendedorismo (Sete), em parceria com a Secretaria Extraordinária dos Povos Indígenas (Sepi), o espaço teve pintura, artesanato, apresentações musicais e desfiles dos povos Yawanawa e Huni Kuin.

Designer Nedina Yawanawa, ao centro, acompanhada de seus modelos convidados. Foto: Marcos Santos/Secom

O governador do Acre, Gladson Cameli, visitou o estande da Sete e destacou a importância de integrar o desenvolvimento econômico com o respeito às culturas tradicionais do estado.

Governador Gladson Cameli prestigiou a programação da Oca indígena na Expoacre. Foto: Diego Gurgel/Secom

“Nosso compromisso é fortalecer o ecoturismo no Acre, promovendo destinos que valorizam nossa biodiversidade e as culturas tradicionais. A presença das comunidades indígenas aqui na Expoacre reforça a importância de integrarmos a cultura e o turismo em uma só agenda”, reforçou o secretário de Turismo e Empreendedorismo, Marcelo Messias.

Galpão do empreendedorismo

A comercialização de pratos típicos da culinária regional, artesanato e jardinagem do Galpão do Empreendedorismo, organizada pela Secretaria de Turismo e Empreendedorismo, faturou R$ 500 mil em vendas, durante as nove noites da Expoacre, realizada no final de agosto e início de setembro, na capital.

Galpão do Empreendedorismo foi sucesso de vendas na Expoacre. Foto: Alice Leão/Sete

Neste ano, oitenta empreendimentos dos segmentos de alimentação, artesanato e jardinagem preencheram o espaço com variedade de produtos. Além disso, a Sete fechou parceria com a Sem Fronteiras, para disponibilizar internet gratuita para os feirantes.

“O Galpão do Empreendedorismo, neste ano, foi uma grande inovação para a Expoacre, com um ambiente novo, diferenciado, arejado, trazendo mais amplitude para as barracas. Nós recebemos um feedback muito positivo dos clientes que lotaram as mesas nas nove noites da feira”, destacou a diretora de Empreendedorismo da Sete, Bianca Muniz.

Casa do Artesanato Acreano

No estande da Casa do Artesanato Acreano, o faturamento chegou a R$ 4.6 mil, com a comercialização de peças exclusivas de artesãos acreanos como a marchetaria, cerâmica, cestarias, madeira, biojoias e peças de látex. O estande foi montado pela Sete, em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-AC).

No estande da Casa do Artesanato Acreano, o faturamento chegou a R$ 4.6 mil. Foto: Ascom/Sete

No domingo, 8, última noite de feira, o estande registrou o maior número de faturamento durante a feira, com R$ 1,3 mil em vendas. “A Casa do Artesanato Acreano foi fundamental para a divulgação do nosso artesanato acreano e também foi uma fonte de renda, atingindo o valor de R$ 4,6 mil com os produtos demonstrados. Foi uma amostra do artesanato florestal existente no nosso estado, riquíssimo em sementes, látex, madeira e fibras vindas do Juruá”, destacou Bianca Muniz, diretora de Empreendedorismo da Sete.

Jovem de Sena Madureira se apresenta na Expoacre

Outro destaque da Sete foi o apoio ao jovem de 13 anos, Henry Gabriel, de Sena Madureira, que realizou o sonho de cantar para um grande público, na abertura do show da banda Limão com Mel, na terça-feira, 3, na Arena de Rodeios da Expoacre. A apresentação foi organizada em parceria com a Secretaria de Estado de Agricultura (Seagri) e, ainda, com a Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM), com apresentações nos palcos alternativos, na quarta-feira, 4.

De Sena Madureira, Henry Gabriel, de 13 anos, se apresentou no palco da Arena de Rodeios da Expoacre. Foto: Marcos Santos/Secom

“Só tenho a agradecer a todos. Estou muito feliz por estar me apresentando hoje na Expoacre e fico muito agradecido pelo povo acreano estar me recebendo, e à banda Limão com Mel, que me acompanhou nas músicas. É um sonho que realizei. Mando um abraço para todos os meus amigos lá de Sena Madureira, meu irmãozinho Rodolfo e meu tio Marcio”, disse Henry Gabriel.

Fonte: Governo AC

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Acre

Alcolumbre mantém quebra dos sigilos de Lulinha

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BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Davi Alcolumbre estampa adesivo com a frase Criança é prioridade absoluta - PL 2628 já. Projeto ECA Digital, proteção de crianças e adolescentes em ambientes digitais. Adultização infantil Felca

O presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP), decidiu nesta terça-feira (3/3) manter a decisão da CPMI do INSS que quebrou os sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

A decisão foi anunciada durante uma sessão do Senado. A medida foi embasada em um parecer da Advocacia do Senado e rejeitou um recurso apresentado pela base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para anular as quebras contra o filho do petista.

Segundo Alcolumbre, os argumentos apresentados pelos governistas não foram suficientes para confirmar a “suposta violação das normas regimentais e constitucionais” da CPMI do INSS.

As quebras foram aprovadas na quinta-feira (26/2), em uma sessão marcada por tumultos. Os pedidos haviam sido apresentados pelo relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL). A votação ocorreu de forma simbólica, sem registro nominal dos votos.

  • Ao abrir a deliberação, o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG) pediu que os parlamentares contrários se manifestassem. Ele contabilizou sete votos contra os requerimento — afirmando ter considerado apenas os membros titulares e desconsiderado suplentes — e declarou que os pedidos estavam aprovados.
  • O governo defende que a contagem foi feita de forma incorreta e que eles tinham 14 votos contrários à quebra dos sigilos.

No recurso, os parlamentares da base de Lula criticaram a condução dos trabalhos de Viana e argumentaram que as medidas aprovadas na última quinta deveriam ser suspensas. Viana negou qualquer irregularidade.

Ao analisar o pedido dos governistas, Davi Alcolumbre afirmou que, ainda que fossem considerados os parlamentares apontados pelo governo, não haveria maioria para rejeitar a quebra dos sigilos.

“O número de votos contrários não seria suficiente para a configuração da maioria. Isso porque o quórum de presença do momento, mostrado no painel e verificado na votação anterior, era de 31 parlamentares. A maioria, com esse quórum, portanto, equivale a 16 parlamentares”, disse.

“Diante desse quadro e considerando o parecer da Advocacia do Senado, esta Presidência conclui que a suposta violação das normas regimentais e constitucionais pelo presidente da CPMI do INSS não se mostra evidente e inequívoca, razão pela qual — em respeito aos precedentes — não se faz necessário, no presente momento, uma intervenção da Presidência da Mesa do Congresso na reunião de 26 de fevereiro de 2026”, acrescentou Davi Alcolumbre.

Lulinha passou a ser alvo da CPMI após investigados por desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) mencionarem um suposto vínculo dele com o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.

Como revelou o Metrópoles, na coluna de Tácio Lorran, o filho de Lula é citado como possível sócio oculto de Antunes em negócios na área da saúde junto ao governo federal. Uma das iniciativas mencionadas previa o fornecimento de cannabis em larga escala ao Ministério da Saúde.

Questionamento durante a sessão

O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) criticou, ainda durante a sessão que quebrou os sigilos de Lulinha, a condução dos trabalhos de Viana. E afirmou que houve erro na contagem.

Logo após o resultado, ele chegou a pedir que o senador anulasse a deliberação, mas teve o pleito rejeitado pelo presidente da CPMI.

“No momento da votação, 14 parlamentares votaram contrários aos requerimentos. Há um contraste visual entre os que estavam de pé e os que permaneciam sentados”, argumentou Pimenta.

No recurso apresentado a Alcolumbre, o grupo afirma que Carlos Viana desempenhou a sua função de forma “acerba e antidemocrática”.

“O senador incorreu, em tese, em violação a tais deveres, ofendendo não apenas a Constituição da República e a normativa interna do Senado Federal, mas também os princípios estruturantes do regime democrático e representativo”, dizem os parlamentares.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Acre recebe gestores de ensino de São Paulo para conhecer modelo de prevenção à violência nas escolas

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Representantes da rede estadual de ensino de São Paulo estão no Acre para conhecer de perto as estratégias desenvolvidas pela Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE) voltadas à prevenção da violência e à promoção de uma convivência mais segura nas escolas da rede estadual.

Equipe visita Escola Estadual de Ensino Médio em Tempo Integral Sebastião Pedrosa. Foto: Mardilson Gomes

A visita ocorre após um encontro realizado em Brasília, promovido pelo Ministério da Educação (MEC), que reuniu representantes de diferentes estados para discutir políticas públicas voltadas à proteção e ao bem-estar no ambiente escolar. Durante o evento, as iniciativas desenvolvidas pelo Acre chamaram a atenção da equipe paulista, especialmente pela forma como o estado articula diferentes instituições da rede de proteção para atuar de maneira integrada com as escolas.

Uma das unidades visitadas nesta terça-feira, 3, foi a Escola Estadual de Ensino Médio em Tempo Integral Sebastião Pedrosa, localizada no Segundo Distrito de Rio Branco. A escola atende estudantes de diversos bairros da região e tem se destacado por experiências bem-sucedidas na prevenção da violência e na promoção de um ambiente escolar baseado no diálogo e na convivência.

Durante visita, gestora da unidade compartilhou experiências bem-sucedidas na escola. Foto: Mardilson Gomes/SEE

De acordo com Daniele Quirino, diretora de Clima, Convivência e Proteção Escolar da rede estadual de São Paulo (DiCLIP), a forma como o Acre organiza essa articulação institucional foi um dos pontos que mais despertou o interesse da equipe.

“A gente ficou muito impressionado com a maneira como o Acre faz a articulação da rede de proteção. Estamos falando da integração entre diferentes instituições, como assistência social, saúde, conselho tutelar e Ministério Público, para garantir que os estudantes estejam protegidos e seguros no ambiente escolar”, destacou.

Daniele Quirino, diretora de Clima, Convivência e Proteção Escolar da rede estadual de São Paulo afirma que a forma como o Acre organiza a articulação institucional despertou o interesse da equipe. Foto: Mardilson Gomes/SEE

Segundo ela, estudos apontam que um ambiente escolar seguro e acolhedor é fundamental para o processo de aprendizagem.

“Hoje já sabemos que a convivência e a proteção escolar são fatores essenciais para a aprendizagem. Não há aprendizagem se o estudante não se sentir seguro e acolhido dentro da escola”, acrescentou.

Acre adequa ações ao programa Escola que Protege

Assim como São Paulo e outras redes de ensino do país, o Acre aderiu ao Escola que Protege, programa do governo federal voltado à prevenção da violência nas escolas e ao fortalecimento da convivência escolar.

Mylla Almeida de Oliveira, chefe do Departamento de Segurança Escolar da SEE, relata que o estado já desenvolvia ações semelhantes por meio do Observatório de Segurança Escolar. Foto: Mardilson Gomes/SEE

Segundo Mylla Almeida de Oliveira, chefe do Departamento de Segurança Escolar da SEE, o estado já desenvolvia ações semelhantes por meio do Observatório de Segurança Escolar, iniciativa que articula diferentes instituições da rede de proteção.

“Sabemos que a escola tem limites enquanto espaço pedagógico e não consegue lidar sozinha com todas as situações. Por isso, temos uma articulação muito organizada entre a rede de proteção e instituições como Secretaria de Justiça e Segurança Pública, Ministério Público, Polícia Civil, Polícia Militar, Conselho Tutelar, CRAS, CREAS e a área da saúde”, explicou.

Com a adesão ao programa federal, a rede estadual passa a alinhar e adequar as estratégias já existentes às diretrizes nacionais.

“No Acre, muitas dessas ações já aconteciam por meio do Observatório de Segurança Escolar. Agora, com a adesão ao programa Escola que Protege, vamos adequar e fortalecer essas iniciativas dentro das orientações do Ministério da Educação”, acrescentou Mylla.

Escola que fortalece o diálogo com a comunidade

Na Escola Sebastião Pedrosa, o trabalho desenvolvido tem como base a aproximação entre escola, estudantes e comunidade. A gestora da unidade, Sandy Guedes, destaca que o diálogo e a transparência são fundamentais para fortalecer essa relação.

Gestora Sandy Guedes afirma que diálogo e transparência são fundamentais para fortalecer a relação entre escola e comunidade. Foto: Mardilson Gomes/SEE

“Acredito que o principal fator é a transparência. Precisamos conversar com todos, manter a comunidade informada sobre o que acontece na escola. Isso faz com que todos se sintam mais seguros e confiantes no trabalho que está sendo desenvolvido”, explicou.

Atualmente, a escola atende cerca de 490 estudantes matriculados e também oferece cursos técnicos. A procura por vagas é grande e há inclusive lista de espera para ingresso na unidade.

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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE

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‘Tem sido desesperador’, diz mãe de menino autista diagnosticado com síndrome rara que causa paralisia em Xapuri

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orlan Melo de Lima Júnior tem 3 anos, é de Xapuri e trata a Síndrome de Guillain-Barré (SGB) no Hospital da Criança em Rio Branco. Em agosto do ano passado, família sofreu acidente grave e ficou com sequelas

Família enfrenta dificuldades financeiras e emocionais após diagnóstico de síndrome rara no filho. Foto: Arquivo pessoal

Por Walace Gomes, g1 AC — Rio Branco

“Quando recebemos o diagnóstico, ficamos em desespero pois nosso filho é uma criança ativa que ama correr e brincar. Naquele dia entramos em pânico ao saber da doença que causa tetraplegia e que serão meses de reabilitação, mas espero que tudo fique bem com meu filho”.

Ainda emocionada, a estudante acreana Euricleia Barbosa de Souza, de 24 anos, contou que os dias têm sido difíceis após o filho autista Jorlan Melo de Lima Júnior, de apenas 3 anos, ter sido diagnosticado com a Síndrome de Guillain-Barré (SGB), considerada rara e autoimune, em fevereiro.

A família, natural de Xapuri, no interior do Acre, trata a doença do filho no Hospital da Criança em Rio Branco desde quando recebeu o diagnóstico e onde ele permanece internado desde então.

A SGB é uma condição neurológica grave em que o sistema imunológico do corpo ataca o sistema nervoso periférico, resultando em uma inflamação dos nervos que, por sua vez, leva à fraqueza muscular, dormência e, em casos mais graves, paralisia, como aconteceu com Jorlan.

No caso da criança, foi a partir de vômito e de uma fraqueza muscular na perna, ocorrida em 31 de dezembro do ano passado, que a família percebeu que alguma coisa estava fora do normal. “Ele foi levado ao hospital pois havia quebrado [a perna] devido à fraqueza, mas a neuropediatra imediatamente pediu novos exames”, disse Euricleia.

O diagnóstico da Síndrome de Guillain-Barré foi dado no dia 17 de fevereiro, quase dois meses depois. Contudo, antes de saber da doença, Jorlan Júnior recebeu ao todo quatro atendimentos médicos entre a primeira internação e o diagnóstico.

“A gente levava ao hospital em Xapuri, mas dias depois o vômito voltava. A descoberta da síndrome foi um grande desespero pois ninguém esperava. No momento, o Jorlan está estável, graças a Deus mais ainda não consegue andar”, destacou a mãe.

A avó da criança, Lene Melo, compartilhou da aflição dos pais ao relembrar a vida saudável e ativa do pequeno.

“O Júnior, uma criança forte, super saudável que corria bastante e brincava muito, adoeceu no dia 24 de dezembro, apresentando sintomas de dengue e alguns dias depois do início dos sintomas, começou a apresentar fraqueza muscular nas pernas evoluindo para paralisia das mesmas passando depois para os braços es as mãos, chegando ainda a ter dificuldade para respirar”, complementou.

Jorlan Melo de Lima Júnior, de três anos, foi diagnosticado com a rara Síndrome de Guillain-Barré no Acre. Foto: Arquivo pessoal

Família sofreu acidente de carro há seis meses

Antes do diagnóstico, a família passou por um momento traumático após sofrer um acidente na Estrada da Variante, em Xapuri, no dia 16 de agosto. Na época, o pneu estourou e o esposo de Euricléia, o mecânico Jorlan Melo de Lima, de 25 anos, perdeu o controle do veículo que capotou. O automóvel era emprestado de um amigo da família.

O pequeno Jorlan, diagnosicado com Transtorno do Espectro Autista (TEA) desde os dois anos, chegou a ficar entubado em estado gravíssimo por conta do acidente, mas logo se recuperou. A mãe da criança, no entanto, ainda tem sequelas do acidente que a impedem de trabalhar.

“Ainda estou me recuperando, visto que tive uma lesão medular incompleta e agora que estou voltando a andar, mas a gente tem muita fé que logo vai ficar tudo bem”, declarou.

Devido à condição de saúde limitada, a mãe da criança não pode trabalhar e o pai precisou vir para capital, onde o tratamento do filho está sendo feito. Apesar do atendimento gratuito e adequado às necessidades da criança, a renda da casa tem contado com ajuda de familiares.

Tem sido desesperador. Muitas dificuldades em poucos meses e estamos fazendo arrecadação pra custear as despesas, mas graças a Deus o Estado e as pessoas têm nos ajudado bastante”, afirmou.

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