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Triste fim: Corpo encontrado em Xapuri era de menor desaparecido

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Jardean estva desaparecido a cinco dias. Exames de DNa poderá identificar se corpo encontrado pode ser, ou não, do adolescente. - Foto/Arquivo

Jardean esteva desaparecido a cinco dias. Exames de DNA identificaram que o corpo encontrado era do adolescente. – Foto/Arquivo

Menor foi morto com um golpe de arma branca (faca) no abdômen.

Alexandre Lima, da redação

O corpo encontrado em estado de decomposição na tarde do último sábado (19), no município de Xapuri, era do menor, Jardean da Costa Oliveira, de 14 anos, considerado desaparecido desde a última terça-feira (15). A informação foi confirmada na manhã desta segunda-feira (21), pela assessoria de Polícia Civil.

Corpo foi encontrado no mesmo bairro onde o jovem morava.

Corpo foi encontrado no mesmo bairro onde o jovem morava.

O cadáver, de acordo com o delegado, foi encontrado sendo consumido por urubus em um matagal do bairro Constantino de Melo Sarkis, há cerca de 200 metros da casa onde o adolescente morava com a irmã, no bairro Armando Nogueira, conhecido com “Cidade de Deus”. Jardean, apesar da pouca idade, já tinha passagem pela polícia pelo crime de furto e estaria se envolvendo com tráfico de drogas.

O cadáver foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde foram realizados exames que contataram na região toráxica, uma perfuração feira por arma branca.

Após a necrópsia o corpo foi liberado  a família no domingo (20).

O caso está sendo investigado pelo delegado titular de Xapuri, Cristiano Bastos com o apoio do investigador, Eurico Feitosa. Diligencias já estão sendo realizadas para elucidar o crime.

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Corpo é encontrado em decomposição em Xapuri; pode ser de jovem desaparecido a 5 dias

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Gladson Cameli anuncia saída do governo no dia 2 de abril para disputar o Senado

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Governador antecipa desincompatibilização em dois dias; vice-governadora Mailza Assis assume o cargo e é apontada como candidata à reeleição

Com a saída de Gladson, quem assume o governo do estado é a atual vice-governadora, Mailza Assis. Durante a fala, o governador elogiou a aliada e afirmou que ela é sua candidata à reeleição. Foto: captada 

O governador Gladson Cameli anunciou nesta quinta-feira (5) que irá antecipar sua saída do governo do Acre para o dia 2 de abril, dois dias antes do prazo final previsto na legislação eleitoral para desincompatibilização de chefes do Executivo que pretendem disputar outros cargos.

A declaração foi feita durante o 2º Encontro de Vereadores do Acre, realizado em Rio Branco. Na ocasião, o governador afirmou que deixará o cargo para disputar uma vaga no Senado Federal nas eleições deste ano.

Pela lei eleitoral, governadores que desejam concorrer a outros cargos precisam deixar o mandato até o dia 4 de abril. Segundo Gladson, a saída será antecipada e marcada por uma cerimônia de transição de governo no Palácio Rio Branco.

“Eu quero aproveitar essa oportunidade para começar a me despedir de vocês. Eu deixarei o mandato no dia 2 de abril, quando farei a transição. Tenho que cumprir constitucionalmente a desincompatibilização”, afirmou.

Dever cumprido

Durante o discurso, o governador também destacou que pretende deixar o cargo com a sensação de dever cumprido.

“Tenho certeza de que deixo o governo com sentimento de dever cumprido. Peço desculpas por algum momento de intransigência ou se faltei com vocês em algum momento”, declarou.

Transição e sucessão

Com a saída de Gladson, quem assume o governo do estado é a atual vice-governadora, Mailza Assis. Durante a fala, o governador elogiou a aliada e afirmou que ela é sua candidata à reeleição.

“Ela ficará no governo e é minha candidata à reeleição para dar continuidade a todo o planejamento feito com muita responsabilidade”, disse.

Gladson também convidou os vereadores presentes no encontro para participarem da cerimônia de transição no dia 2 de abril. Segundo ele, o momento marcará simbolicamente o fim de seu mandato.

“Eu vou chegar como governador e sair como ex-governador, descendo as escadas do Palácio Rio Branco. Como eu disse no dia 1º de janeiro de 2019, eu subi aquelas escadas e vou descer de cabeça erguida”, afirmou.

A declaração foi feita durante o 2º Encontro de Vereadores do Acre, realizado em Rio Branco, nesta quinta-feira, dia 4. Foto: captada 

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Motociclista sofre fratura após colisão com carro em frente à rodoviária de Brasiléia

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Acidente aconteceu após motorista de nacionalidade boliviana tentou realizar conversão em local proibido; condutor foi encaminhado à delegacia

Um acidente de trânsito registrado na Avenida Rui Lino, no Centro de Brasiléia, deixou uma motociclista (não identificada) ferida na na manhã desta quinta-feira (5), nas proximidades da rodoviária da cidade.

De acordo com informações da polícia, a guarnição foi acionada pelo COPOM, juntamente com uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), para atender a ocorrência envolvendo um automóvel e uma motocicleta em uma via urbana, em frente ao cartório.

No local, os policiais constataram a colisão entre os veículos, que resultou em danos materiais. A condutora da motocicleta foi encontrada caída ao solo e apresentava fratura na perna esquerda. Ela recebeu atendimento da equipe do SAMU e foi encaminhada ao hospital para avaliação médica. Segundo foi apurado, a mulher foi transferida para a Capital, onde passaria por cirugia no local afetado.

A perícia técnica esteve no local e realizou os procedimentos necessários para apurar as circunstâncias do acidente.

Segundo informações levantadas no local, a colisão ocorreu após o motorista do automóvel realizar uma manobra de conversão em local proibido, atingindo a motocicleta.

O condutor do carro não apresentava ferimentos e informou possuir habilitação emitida em seu país de origem. No entanto, os dados não puderam ser registrados no sistema por se tratar de documento estrangeiro.

Após os procedimentos, o motorista foi conduzido à delegacia para as providências legais. O automóvel, por ser estrangeiro, foi removido por guincho e levado ao pátio competente, enquanto a motocicleta foi retirada do local e entregue a um responsável.

VEJA VÍDEO DENTRO DE INSTANTES

 

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Tríplice fronteira do Acre é apontada como rota do garimpo ilegal e do tráfico de mercúrio na Amazônia

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Estudo da Abin, FBSP e Ministério do Meio Ambiente aponta que região de Assis Brasil, Bolpebra e Iñapari está inserida em dinâmicas transnacionais da mineração ilegal; 40 mil garimpeiros atuam no lado peruano

 

O relatório aponta que áreas próximas ao território acreano estão inseridas nas dinâmicas transnacionais da mineração ilegal e do tráfico do metal utilizado na extração de ouro. Foto: captada 

A região da tríplice fronteira do Acre com a Bolívia e o Peru, especialmente na área dos municípios de Assis Brasil (Acre), Bolpebra (Bolívia) e Iñapari (Peru), aparece no contexto regional de expansão do garimpo ilegal e da circulação clandestina de mercúrio na Amazônia, segundo estudo elaborado pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin), pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). O relatório aponta que áreas próximas ao território acreano estão inseridas nas dinâmicas transnacionais da mineração ilegal e do tráfico do metal utilizado na extração de ouro.

Intitulada “Mercúrio na Amazônia: redes criminosas transnacionais, vulnerabilidade socioambiental e desafios para a governança” e publicada em outubro de 2025, o estudo analisa as rotas internacionais do mercúrio, os impactos ambientais da mineração ilegal e as redes criminosas que operam na região amazônica.

Madre de Dios: polo de mineração ilegal

De acordo com o estudo, um dos principais polos de mineração ilegal na Amazônia está no leste do Peru, na região de Madre de Dios, área que faz fronteira direta com o Acre, nas proximidades do município de Assis Brasil. Essa região também mantém conexões logísticas com cidades acreanas da faixa de fronteira, como Brasiléia e Epitaciolândia, que funcionam como portas de entrada e circulação de pessoas e mercadorias entre os dois países.

As paisagens de mineração de ouro no sul do Peru e nos Yungas bolivianos. Esquerda: Minas industriais e garimpos. Direita: Minas industriais e garimpos de áreas protegidas e terras indígenas. Foto: captada

Segundo o relatório, cerca de 40 mil garimpeiros informais atuam na região peruana, sendo responsáveis por aproximadamente 70% da produção ilegal de ouro do país. A atividade ocorre majoritariamente fora de qualquer controle estatal e gera forte pressão ambiental sobre toda a faixa de fronteira amazônica.

Acre inserido no contexto regional

A proximidade geográfica com municípios acreanos faz com que o estado esteja inserido no contexto regional das cadeias logísticas da mineração ilegal, que envolvem circulação de trabalhadores, equipamentos e insumos entre países da Amazônia. O estudo destaca que a presença do mercúrio, amplamente utilizado no garimpo para separar o ouro dos sedimentos, representa grave risco à saúde das populações ribeirinhas e indígenas, além de contaminar os rios da bacia amazônica.

Estima-se que 3 mil toneladas de mercúrio tenham contaminado rios da Amazônia nas últimas duas décadas

A contaminação por mercúrio na Amazônia acende alerta para os graves impactos ambientais e sanitários na região de fronteira do Acre com Peru e Bolívia. De acordo com o estudo “Mercúrio na Amazônia: redes criminosas transnacionais, vulnerabilidade socioambiental e desafios para a governança”, cerca de 3 mil toneladas do metal foram despejadas nos rios da região de Madre de Dios, no Peru, ao longo das últimas duas décadas.

Estima-se que cerca de 3 mil toneladas do metal tenham sido despejadas nos rios da região de Madre de Dios ao longo de duas décadas, contaminando ecossistemas e comunidades locais. Foto: captada 

O mercúrio é amplamente utilizado no garimpo ilegal para separar o ouro dos sedimentos, mas possui alta toxicidade. No ambiente aquático, o metal pode se transformar em metilmercúrio, substância que se acumula na cadeia alimentar e chega aos seres humanos principalmente por meio do consumo de peixe contaminado.

Risco às populações tradicionais

Populações indígenas e ribeirinhas da Amazônia estão entre as mais vulneráveis à contaminação, devido à dependência do pescado como principal fonte de alimentação. A exposição prolongada ao metilmercúrio pode causar danos neurológicos, problemas de desenvolvimento em crianças e complicações de saúde em adultos.

A proximidade geográfica com os municípios acreanos de Assis Brasil, Brasiléia e Epitaciolândia coloca essas comunidades na rota dos impactos socioambientais da mineração ilegal, ainda que a atividade não ocorra em território brasileiro. O estudo reforça a necessidade de políticas integradas de monitoramento e controle na faixa de fronteira para mitigar os danos à saúde e ao meio ambiente.

O relatório mostra ainda que o Brasil não possui produção própria de mercúrio, o que faz com que praticamente todo o metal utilizado no país seja importado ou contrabandeado. Foto: captada

Rotas clandestinas na Bolívia e Guiana abastecem garimpos ilegais com mercúrio contrabandeado, aponta estudo

O estudo “Mercúrio na Amazônia: redes criminosas transnacionais, vulnerabilidade socioambiental e desafios para a governança” revela a existência de uma cadeia internacional que abastece garimpos ilegais na região amazônica com mercúrio contrabandeado. O relatório, elaborado pela Abin, FBSP e Ministério do Meio Ambiente, aponta que o Brasil não possui produção própria do metal, o que torna o país dependente de importações e vulnerável ao desvio para atividades criminosas.

De acordo com o estudo, entre os principais pontos de entrada do mercúrio contrabandeado estão Bolívia e Guiana, que funcionam como centros de redistribuição do metal para garimpos ilegais em diferentes regiões da Amazônia brasileira. No caso do material produzido ou transportado pela Bolívia, a rota mais frequente ocorre por balsas no Rio Madeira e em locais de exploração em Mato Grosso, próximos à fronteira, a exemplo da Terra Indígena Sararé.

O estudo aponta que o mercúrio frequentemente passa por países como Emirados Árabes Unidos, Índia e Rússia antes de chegar à América do Sul. Foto: captada 

Essas rotas fazem parte de uma cadeia internacional complexa, que envolve produtores e intermediários globais. O estudo aponta que o mercúrio frequentemente passa por países como Emirados Árabes Unidos, Índia e Rússia antes de chegar à América do Sul, onde é direcionado para mercados ilegais ligados à mineração de ouro.

Desafios para o controle

A ausência de produção nacional de mercúrio e a dificuldade de rastreamento do metal após sua entrada legal no continente criam desafios significativos para as autoridades de fiscalização. O comércio internacional do mercúrio é legal em diversas jurisdições, mas o desvio para atividades ilegais ocorre com frequência na região amazônica, alimentando o garimpo e agravando os impactos socioambientais.

O estudo reforça a necessidade de cooperação internacional e políticas integradas de monitoramento para combater o contrabando do metal e reduzir os danos à saúde das populações ribeirinhas e indígenas, além da contaminação dos ecossistemas aquáticos.

O mercúrio é utilizado para separar o ouro do sedimento, mas possui alta toxicidade, a substância se acumula na cadeia alimentar e chega aos seres humanos principalmente por meio do consumo de peixe. Foto: captada 

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