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Acre

Tribunal do Júri condena réu a 17 anos de prisão por matar cabeleireiro em crime motivado por ciúmes

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Foram consideradas as qualificadoras de motivo fútil e utilização de recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

O Juízo da Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Bujari julgou e condenou o réu Willian Silva do Nascimento a uma pena de 17 anos de reclusão, em regime inicial fechado, pelas práticas dos crimes de homicídio qualificado e corrupção de menores.

A sentença, do juiz de Direito Manoel Pedroga, ainda aguardando publicação no Diário da Justiça Eletrônico (DJE), considerou a incidência, no caso, das qualificadoras de motivo fútil e utilização de recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

Um menor também envolvido no crime de homicídio qualificado já foi sentenciado pela Justiça Estadual ao cumprimento de medida de internação definitiva no Centro Socioeducativo Santa Juliana.

Entenda o caso

De acordo com a denúncia do Ministério Público do Acre (MPAC), o acusado teria matado a vítima U. V. de A. no dia 29 de maio de 2016, mediante disparo de arma de fogo, nas imediações do Ramal Linha Nova, juntamente com um adolescente, que contava à época com 16 anos de idade.

Segundo a representação criminal, o menor manteria relacionamento homoafetivo com a vítima e teria ficado enciumado pelo fato desta ter “dado atenção a outros rapazes durante um arraial”, evidenciada, assim, a motivação fútil da ação delitiva.

A denúncia também assinala que U. V. foi morto em momento no qual “não esperava a agressão”, incidindo, dessa forma, ainda, a qualificadora de crime cometido à traição, por emboscada ou com utilização de recurso que dificultou/impossibilitou a defesa da vítima.

Sentença

Ao julgarem o caso, os jurados do Conselho de Sentença da Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Bujari entenderam que o réu é culpado pelas práticas de homicídio qualificado e corrupção de menores face à comprovação da materialidade (conjunto de evidências e provas materiais que indicam a real ocorrência de um crime) e autoria.

Dessa forma, o juiz de Direito Manoel Pedroga, ao fixar a pena em 17 anos de reclusão, em regime inicial fechado, levou em consideração que restaram satisfatoriamente demonstradas ambas as circunstâncias qualificadoras apontadas na denúncia ministerial (motivo fútil e utilização de recurso que dificultou/impossibilitou a defesa da vítima).

Ainda cabe recurso da sentença junto à Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre.

Menor apreendido

O menor envolvido no crime de homicídio foi apreendido e julgado pelo Juízo da Infância e da Juventude da Comarca de Bujari ao cumprimento de medida de internação definitiva no Centro Socioeducativo Santa Juliana, em Rio Branco, pelo prazo de três anos.

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Acre

Defesa Civil interdita rua Marechal Rondon após erosão provocada pela cheia do Rio Acre em Brasileia

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Na noite desta quinta-feira, 15, a Defesa Civil Municipal e a Prefeitura de Brasiléia emitiram um comunicado conjunto e realizam a interdição da rua Marechal Rondon, antiga Rua da Goiaba, após serem identificados sinais avançados de erosão no local.

De acordo com a Defesa Civil, o desbarrancamento foi causado pela força da água do rio, que permanece acima da cota de alerta.

No início da noite, o nível do Rio Acre em Brasileia estabilizou em 10,07 metros, ultrapassando a cota de alerta, que é de 9,80 metros, e se aproximando da cota de transbordamento.

O prefeito de Brasileia, Carlinhos do Pelado, e o coordenador da Defesa Civil Municipal, major Sandro, estiveram pessoalmente no local para acompanhar a situação e definir as medidas emergenciais.

Segundo o prefeito, a interdição foi necessária para garantir a segurança da população. “Estamos aqui na rua Marechal Rondon, e presenciamos mais cedo que, devido à enchente do Rio Acre, o solo está desbarrancando. Diante desse cenário, tomamos a decisão de interditar o trecho para evitar riscos maiores”, afirmou.

O gestor municipal reforçou o pedido para que motoristas evitem utilizar a via, que é uma das principais rotas de acesso à ponte e a rotatória. “Desde já agradecemos à população de Brasileia que utiliza essa via. Sabemos que é um caminho mais prático para chegar à ponte e acessar a rotatória mas pedimos que evitem o uso, pois pode causar um acidente, um transtorno e até algo fatal”, alertou o prefeito.

O coordenador da Defesa Civil Municipal, major Emerson Sandro, destacou que a interdição faz parte de um conjunto de medidas preventivas e que a prefeitura já iniciou ações paliativas no local. “Neste momento, a Defesa Civil está fazendo os devidos paliativos, com sinalização e interdição da avenida, para que a prefeitura possa executar os reparos necessários com segurança”, explicou ele.

A Prefeitura de Brasileia e a Defesa Civil seguem monitorando o nível do Rio Acre de forma contínua e informam que novas medidas poderão ser adotadas caso o volume de água volte a subir. A orientação é para que a população acompanhe os comunicados oficiais e evite áreas de risco durante o período de cheia.

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Acre

Empresário acreano morre ao salvar filhas de afogamento em praia de Fortaleza

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Márcio Neri morreu afogado em Fortaleza nesta quinta-feira (15) — Foto: Reprodução

Empresário acreano e ex-coordenador da AMAC conseguiu resgatar as crianças, mas foi arrastado pela correnteza e não resistiu

O empresário e ex-coordenador da Associação dos Municípios do Acre (AMAC), Marcio Neri, morreu nesta quinta-feira (15) após entrar no mar para salvar as duas filhas que estavam sendo arrastadas por uma forte correnteza em uma praia de Fortaleza, no Ceará.

De acordo com informações apuradas, Neri conseguiu, com grande esforço, levar as crianças em segurança até a areia. No entanto, exausto após o resgate, acabou sendo puxado novamente pelas ondas e desapareceu diante da família.

O Corpo de Bombeiros foi acionado imediatamente e iniciou as buscas. O corpo do empresário foi localizado já sem sinais vitais. Socorristas ainda tentaram reanimá-lo por vários minutos com manobras de ressuscitação cardiopulmonar, mas não houve sucesso. A morte foi constatada ainda no local, em meio à comoção de banhistas e familiares.

Natural do Acre, Marcio Neri era uma figura conhecida no estado, especialmente por sua atuação na AMAC, onde exerceu por anos a função de coordenador, participando da articulação de políticas públicas voltadas ao fortalecimento dos municípios acreanos.

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Acre

Revista nacional levanta suspeitas de que Jorge Viana faz tráfico de influência na presidência da Apex

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Publicação aponta que, ao levar investidores internacionais para conhecerem fazendas de café no Acre, o executivo acreano mostrou a “Colônia Floresta”, de sua propriedade, o que caracteriza lobby privado com recursos públicos

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