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TRE-AC é destaque nacional na execução do orçamento
A Secretaria de Orçamento e Finanças do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou o resultado da execução orçamentária e financeira de 2018, em reunião realizada na última quarta-feira, 22, em Brasília, na qual foi anunciada que o Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC) superou as metas nacionais em 3 dos 4 itens analisados: atingiu a 1ª colocação em limite de pagamento (execução de 99,9%); a 2ª em perdas orçamentárias (executou 99,8% do orçamento autorizado no exercício) e foi o 8º Tribunal que menos inscreveu despesas em restos a pagar.
Para o secretário de Administração e Orçamento do TRE-AC, Antonio Galvão, que coordenou as atividades avaliadas pela SOF/TSE, os números refletem um esforço coletivo empreendido ao longo de todo o exercício de 2018. Segundo ele, as diretrizes repassadas pela presidente do TRE, desembargadora Regina Ferrari, o apoio e o envolvimento direto do diretor-geral, Carlos Venícius Ribeiro, e o empenho dos gestores de contrato e da área de orçamento e finanças, entre outros, foram decisivos para se obter os avanços noticiados. Acrescenta, ainda, que mais importante do que os números em si são as melhorias que a utilização do dinheiro público proporcionou, ou seja, a qualidade do gasto.
“Apesar de 2018 ter sido ano de eleições, foram reformados 6 imóveis (sedes de 4 Fóruns eleitorais e dois de Postos de Atendimento ao Eleitor) , o que permitiu oferecer ambientes mais adequados para atendimento ao público e para a organização dos serviços administrativos, que foram algumas de nossas grandes conquistas”, enfatizou a presidente do TRE-AC.
Na mesma reunião, a SOF/TSE comunicou ter aprovado R$ 21,6 milhões para a continuidade da construção da sede do TRE-AC em 2020, atendendo integralmente ao pedido feito pela Presidência e pela Diretoria-Geral. O montante é suficiente para concluir a obra.
“O TSE deu um voto de confiança à administração local ao aprovar quantia tão significativa, certamente amparado na capacidade de execução que demonstramos nos últimos dois anos, especialmente em 2018, quando a execução física da obra saltou de 12% para 42%”, concluiu a presidente.
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No AC, justiça mantém salários de policial preso acusado de matar homem
A Justiça do Acre decidiu manter o pagamento dos salários do policial civil Elves Gomes de Lima, preso preventivamente e acusado de envolvimento na morte do jovem Antônio Luan Menezes Viana, de 21 anos, em Feijó, no interior do estado. A decisão, publicada na última terça-feira (24), foi tomada por unanimidade pela 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), que negou recurso do Estado e confirmou sentença favorável ao servidor.
O governo estadual tentava suspender a remuneração sob o argumento de que o policial está preso e afastado das funções. No entanto, o colegiado acompanhou o voto da relatora, desembargadora Waldirene Cordeiro, e entendeu que a medida não encontra respaldo legal antes de uma condenação definitiva ou da conclusão de processo administrativo disciplinar.
Segundo o acórdão, a prisão preventiva tem natureza cautelar e não pode ser tratada como punição antecipada. A Corte destacou que a suspensão de vencimentos nessas condições afronta princípios constitucionais como a presunção de inocência, a dignidade da pessoa humana e a irredutibilidade salarial.
Os desembargadores também ressaltaram que o fato de o servidor estar preso e impossibilitado de exercer suas funções não autoriza automaticamente o corte da remuneração. Outro argumento rejeitado foi o de que o auxílio-reclusão poderia substituir o salário, já que o benefício possui caráter assistencial e não se confunde com a remuneração de servidor ativo.
O caso que originou a decisão remonta a setembro de 2024, quando Antônio Luan Menezes Viana foi morto a tiros e um adolescente de 16 anos ficou ferido durante um ataque em via pública no município de Feijó. De acordo com as investigações, as vítimas estavam com amigos quando um carro se aproximou e os ocupantes efetuaram disparos. Antônio Luan foi atingido pelas costas, chegou a ser socorrido e transferido para outra unidade de saúde, mas não resistiu aos ferimentos.
Dias após o crime, Elves Gomes de Lima foi preso em Rio Branco, suspeito de participação no ataque, junto com outro investigado. A prisão preventiva foi autorizada pela Justiça a partir de investigação conduzida pela Polícia Civil, por meio da Corregedoria-Geral.
O Ministério Público do Acre denunciou os dois acusados em novembro de 2024. Segundo a acusação, eles teriam agido em conjunto, por motivo considerado fútil e com recurso que dificultou a defesa das vítimas. Além do homicídio qualificado, o policial também responde por tentativa de homicídio, fraude processual e por dirigir sob efeito de álcool.
Em 2025, o processo avançou com a realização de audiência de instrução e julgamento, fase em que foram ouvidas testemunhas e produzidas provas. O caso ainda pode ser submetido ao Tribunal do Júri.
Com a decisão do TJAC, o policial seguirá recebendo salários enquanto não houver condenação penal definitiva, com trânsito em julgado, ou a conclusão de eventual processo administrativo que determine a aplicação de sanção.
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