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Tema da redação pega candidatos do Acre de surpresa: ‘Pensei que ia cair algo mais atual’

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Candidatos ficaram surpresos, mas, mesmo assim, opiniões divergiram quanto ao nível de dificuldade para desenvolver o tema da redação.

ENEM 2019 – DOMINGO (3) – RIO BRANCO (AC) – Candidatas falam sobre o primeiro dia de priva do Enem e sobre o tema da prova de redação — Foto: Alcinete Gadelha/G1 e Aline Vieira/Rede Amazônica Acre

Por Alcinete Gadelha, Aline Vieira e Janine Brasil, G1 AC / Rede Amazônica Acre

O tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem 2019), aplicado neste domingo (3), foi “Democratização do acesso ao cinema no Brasil”. No Acre, os candidatos ficaram surpresos, mas, mesmo assim, as opiniões divergiram quanto ao nível de dificuldade para desenvolver a redação.

Segundo professores ouvidos pelo reportagem, o tema não estava entre as principais apostas e discussões nos cursinhos ou redes sociais durante o ano, e a área de cultura há anos não aparecia no Enem.

A bióloga Joquebede Zacarias Alves, de 24 anos, disse que ficou surpresa com o tema da redação esse ano. Segundo ela, esperava que caísse alguma coisa que estava entre as discussões mais atuais.

“Estava muito difícil o tema da redação, fui pega de surpresa, pensei que ia cair outro tema, alguma coisa mais atual, tipo o que está acontecendo nos oceanos”, falou.

Ela, que é cearense e chegou ao Acre há apenas três meses, falou que está fazendo o exame para tentar entrar no curso de letras/libras na Universidade Federal do Acre (Ufac).

“Estava estudando, mas não era rotineiro, estava pegando alguns assuntos, mas achei o nível de dificuldade mediano. Só no próximo domingo [10] para eu saber se vai dar para entrar ou não”, complementou.

Já a vendedora Bruna fadoul, de 20 anos, disse que terminou a prova em duas horas e que as questões estavam fáceis.

“O tema de redação estava muito bom, achei tudo tranquilo, por isso terminei tão rápido. Eu já faço faculdade de administração em uma instituição particular, mas quero passar para direito na federal. Faço Enem há três anos, mas era como treineira porque ainda fazia o Ensino Médio, acho que as provas do próximo domingo [10] vão ser as mais difíceis”, afirmou.

A estudante de odontologia Elen Kelen, de 18 anos, também foi pega de surpresa com o tema da redação. Ela quer conseguir uma bolsa de 100% do Prouni [Programa Universidade para Todos] para aplicar na faculdade que já cursa.

“É a segunda vez que faço, estudo sozinha em casa, mas já faço faculdade em uma instituição particular. Faço pelo Fies [Fundo de Financiamento Estudantil] e esse ano ganhei uma bolsa de 50%, mas quero chegar a 100%. Achei um pouco complicada a prova de redação. Complicou porque eu esperava um tema de algum assunto que estava acontecendo nos dias atuais. Na prova em geral tinha muito textinho para interpretar”, lembrou.

O Acre teve 38.649 candidatos confirmados para fazer o Enem. Os portões abriram às 10h e fecharam às 11h para quem vai fazer as provas no estado acreano. As provas são aplicadas em 17 municípios do estado.

1º DIA DE PROVAS – 3 DE NOVEMBRO

Conteúdo da prova:

45 questões de linguagens

45 questões de ciências humanas

redação

duração da prova: 5h30

Perfil dos candidatos

No Acre, a maioria dos inscritos é do sexo feminino, com 22.827, que representam 59,1% do total dos inscritos. A faixa etária com mais candidatos é entre 21 e 30 anos, com 14.221 pessoas – 36,8% do total.

Pessoas de cor parda são maioria entre os inscritos no Acre, chegando a 26.214 (67,8%) da totalidade. Ainda segundo os dados do instituto, 74,5% do total de candidatos já concluíram o ensino médio.

Entre as 17 cidades do Acre onde serão aplicadas as provas, Rio Branco é a que tem mais candidatos inscritos, com 25.590 pessoas, o equivalente a 66,2% do total. A segunda maior cidade do Acre, Cruzeiro do Sul, teve 5.384 inscritos.

Confira o total de inscritos por município:

Acrelândia: 536 (1,4%)

Brasileia: 635 (1,6%)

Cruzeiro do Sul: 5.384 (13,9%)

Epitaciolândia: 344 (0,9%)

Feijó: 629 (1,6%)

Jordão: 119 (0,3%)

Mâncio Lima: 710 (1,8%)

Marechal Thaumaturgo: 225 (0,6%)

Plácido de Castro: 409 (1,1%)

Porto Acre: 374 (1,0%)

Porto Walter: 97 (0,3%)

Rio Branco: 25.590 (66,2%)

Santa Rosa do Purus: 25 (0,1%)

Sena Madureira: 1.239 (3,2%)

Senador Guiomard: 1.096 (2,8%)

Tarauacá: 898 (2,3%)

Xapuri: 339 (0,9%)

ENEM 2019 – 1º DIA

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Homem é condenado a mais de 7 anos por roubo de celular dentro de cemitério em Rio Branco

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Lelândio Lopes Lima, de 44 anos, já tinha outras condenações e praticou o crime usando tornozeleira eletrônica; juiz nega liberdade para recorrer

Lelândio Lopes e um comparsa, ainda não identificado, invadiram o cemitério, no início da tarde do dia 10 de novembro do ano passado. Foto: captada 

Pela terceira vez, Lelândio Lopes Lima, de 44 anos, foi condenado pela Justiça do Acre — agora por roubar o celular de um funcionário do Cemitério São João Batista, em Rio Branco, em novembro do ano passado. O juiz da Vara de Delitos de Roubo e Extorsão da capital julgou procedente a denúncia do Ministério Público e aplicou pena de 7 anos, 4 meses e 16 dias de reclusão em regime semiaberto.

O crime ocorreu no início da tarde do dia 10 de novembro, quando Lelândio e um comparsa ainda não identificado invadiram o cemitério, renderam um funcionário que trabalhava em uma obra e levaram o aparelho celular. As imagens de câmeras de segurança mostraram a ação e a fuga dos criminosos, perseguidos pela vítima.

Investigadores da Delegacia de Crimes de Roubo e Extorsão (DCORE) identificaram Lelândio por meio das gravações e constataram que ele usava tornozeleira eletrônica no momento do crime. Dados do Instituto de Administração Penitenciária (IAPEN) confirmaram sua presença no local, e a vítima o reconheceu na sede da polícia.

O réu não poderá recorrer em liberdade, pois cometeu o delito enquanto cumpria pena por outro crime.

Veja vídeo:

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Homem de 51 anos é morto a faca em comunidade ribeirinha de Porto Walter

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Raimundo Nonato foi atingido após discussão; acesso difícil ao local atrasa chegada da polícia

Ainda conforme os primeiros levantamentos, tanto a vítima quanto o suspeito são moradores da sede do município de Porto Walter e não residiam na comunidade onde o homicídio foi registrado. Foto: captada 

Um homicídio foi registrado na Comunidade Anorato, localizada às margens do Rio Cruzeiro do Vale, na zona rural de Porto Walter, no interior do Acre. A vítima foi identificada como Raimundo Nonato, de 51 anos, que morreu após ser atingido por um golpe de faca.

Segundo informações preliminares, o crime ocorreu após um desentendimento entre Raimundo e o agressor. Relatos indicam que a vítima consumia bebida alcoólica no momento, o que pode ter contribuído para a discussão. Tanto Raimundo quanto o suspeito são moradores da sede de Porto Walter e não residiam na comunidade ribeirinha.

A polícia foi acionada, mas o difícil acesso à região, agravado pelo baixo nível do rio, tem atrasado o deslocamento das equipes. A expectativa é que os policiais retornem à sede do município apenas na manhã desta terça-feira (11) para prosseguir com as investigações.

Relatos iniciais apontam que Raimundo Nonato consumia bebida alcoólica no momento do ocorrido, o que pode ter contribuído para o início da discussão, embora as circunstâncias ainda estejam sob apuração. Foto: ilustrativa

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Ministério da Justiça regulamenta indicador nacional e evidencia eficiência da Polícia Civil do Acre em crimes contra a vida

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O delegado-geral da Polícia Civil do Acre, José Henrique Maciel, ressaltou que a publicação da portaria é fruto de uma luta antiga da instituição e das polícias civis de todo o país por uma métrica justa e transparente

Portaria do MJ fortalece reconhecimento da eficiência da Polícia Civil do Acre na elucidação de homicídios e feminicídios. Foto: Saac Amorim/MJSP

A Polícia Civil do Acre (PCAC) passa a contar com um importante reconhecimento nacional na mensuração de sua eficiência investigativa com a publicação da Portaria MJSP nº 1.145, de 9 de fevereiro de 2026, pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. A norma uniformiza, em todo o Brasil, os critérios para cálculo dos índices de elucidação de homicídios e feminicídios, estabelecendo parâmetros objetivos e comparáveis entre os estados.

A nova regulamentação define que um crime será considerado elucidado quando o inquérito policial for relatado e encaminhado ao Judiciário ou ao Ministério Público com autoria e materialidade identificadas, ou ainda quando houver conclusão pela inexistência de crime, reconhecimento de excludentes legais ou extinção da punibilidade, exceto nos casos de prescrição. Também foram criados o Índice Nacional de Elucidação de Homicídios (INEH) e o Índice Nacional de Elucidação de Feminicídios (INEF), que passam a medir oficialmente o desempenho das polícias civis em todo o país.

O avanço é resultado de amplo debate no âmbito do Conselho Nacional dos Chefes de Polícia Civil (CONCPC) e contou com atuação direta do Comitê Nacional dos Diretores de Departamento de Homicídios (CNDH), presidido pelo delegado de Polícia Civil do Acre, Alcino Sousa Júnior, titular da Delegacia de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). Ele esteve à frente da construção técnica da proposta e da interlocução com o Ministério da Justiça para a consolidação do novo modelo.

Para Alcino, a portaria representa um divisor de águas na segurança pública brasileira. “Trata-se de um marco para o Brasil. Pela primeira vez, temos um indicador oficial, pactuado e tecnicamente estruturado, capaz de mensurar com maior fidelidade a capacidade investigativa das Polícias Civis na elucidação de homicídios e feminicídios, com critérios claros e dados mais confiáveis”, destacou o delegado.

O delegado-geral da Polícia Civil do Acre, José Henrique Maciel, ressaltou que a publicação da portaria é fruto de uma luta antiga da instituição e das polícias civis de todo o país por uma métrica justa e transparente. “Essa regulamentação pelo Ministério da Justiça é uma conquista histórica. Sempre defendemos que a investigação policial precisa ser medida com critérios técnicos e realistas, e agora temos uma ferramenta que demonstra, de fato, a eficiência da Polícia Civil acreana na resolução dos crimes contra a vida, especialmente homicídios e feminicídios”, afirmou.

Segundo Maciel, o novo modelo corrige distorções antigas, já que antes os indicadores extraoficiais consideravam apenas as denúncias oferecidas pelo Ministério Público, deixando de fora casos com autoria atribuída a adolescentes ou situações amparadas por excludentes legais. “Hoje, a sociedade passa a enxergar com mais clareza o trabalho investigativo que é feito diariamente pelos nossos policiais civis, muitas vezes em condições adversas, mas com resultados concretos”, completou.

Com a padronização nacional e a integração dos dados ao Sinesp, a expectativa é que a nova metodologia fortaleça a gestão por evidências, permita diagnósticos mais precisos sobre o desempenho investigativo e subsidie políticas públicas mais eficientes, consolidando o papel da Polícia Civil do Acre como referência na apuração de crimes contra a vida.

Delegado Alcino Sousa Júnior (gravata vermelha), presidente do CNDH e titular da DHPP do Acre, teve papel central na construção da nova métrica nacional de elucidação de homicídios e feminicídios. Foto: cedida

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