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Brasil

TCU alerta que governo não pode mirar limite da meta fiscal

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Governo espera déficit de R$ 30,2 bilhões, perto do limite máximo de R$ 31 bilhões. O ministro Fernando Haddad diz mirar centro da meta

O Tribunal de Contas da União (TCU) alertou, nesta quarta-feira (24/9), que o governo federal não pode organizar as contas tendo como objetivo o limite máximo da margem de tolerância para os gastos públicos de 2025. O aviso está no relatório de acompanhamento dos resultados do 2º bimestre de 2025.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aprovou no Congresso uma meta fiscal de déficit zero para este ano, ou seja, a arrecadação deve ser igual às despesas. No entanto, há uma margem de tolerância de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB). Isto significa que, em valores absolutos, déficit de até R$ 31 bilhões, ou seja, os gastos seriam maiores do que a arrecadação.


Confira, conforme a PLDO de 2025, quais são as metas do governo para os próximos anos:

2026: superávit de 0,25% do PIB (R$ 33,1 bilhões).
2027: superávit de 0,50% do PIB (R$ 70,7 bilhões).
2028: superávit de 1% do PIB (R$ 150,7 bilhões).


O alerta do TCU é justamente para que o governo federal trabalhe tendo como meta central o déficit zero, e não a possibilidade de um déficit até R$ 31 bilhões.

O acórdão da decisão do TCU determina que o governo deve “dar ciência ao Ministério do Planejamento e Orçamento de que a adoção do limite inferior do intervalo de tolerância, em substituição ao centro da meta do resultado primário, como parâmetro para liberação de empenho e movimentação financeira revela-se incompatível com o regime jurídico-fiscal vigente”.

Na última segunda-feira (22/9), o governo federal divulgou, no Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias (RARDP) do 4º bimestre, que espera um déficit fiscal de R$ 30,2 bilhões neste ano. O número está dentro do limite máximo de déficit (R$ 31 bilhões), mas é justamente isto que o TCU é contra.

Os dados do RARDP foram divulgados pelos ministérios da Fazenda e Planejamento. Na prática, eles elevaram a perspectiva de déficit em relação ao relatório anterior. O valor divulgado no bimestre passado era de R$ 26,3 bilhões, e agora passou para os R$ 30,2 bilhões.

Haddad

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quarta, ao deixar a pasta, que a situação de 2025 é semelhante à da do ano passado.

“O ano passado, por exemplo, a gente seguiu a regra e chegou perto do centro da meta, longe da banda, longe do piso, né? Então, nós estamos buscando. Estamos agindo como agimos no ano passado”, esclareceu.

Para atingir os resultados fiscais almejados, a Fazenda trabalha em duas frentes: aumento de arrecadação e contenção de despesas. Também na segunda, o governo elevar para R$ 12 bilhões o bloqueio no orçamento. O valor é R$ 1,4 bilhão maior do que o anterior.

Um fator que alivia a pressão sobre o governo é o aumento na arrecadação de impostos. A Receita Federal informou, na terça-feira (23/9), que a arrecadação com o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) foi de R$ 8,44 bilhões em agosto. O valor representa alta real (corrigida a inflação) de 35,57% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram recolhidos R$ 6,23 bilhões — uma diferença de cerca de R$ 2,2 bilhões.

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Análise: EUA perdem aviões e domínio militar sobre o Irã é questionado

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Dois caças abatidos evidenciam limites do poder americano na região e riscos da guerra assimétrica

A guerra no Irã, que já enfrentava resistência entre os americanos, entrou em uma fase mais delicada após a notícia de que um caça dos EUA foi derrubado em território iraniano.

Ainda há muitas incógnitas, especialmente sobre a situação dos dois tripulantes. A CNN apurou que um deles foi resgatado e recebe atendimento médico, mas o destino do outro permanece desconhecido.

Pouco depois, o Irã atingiu uma segunda aeronave de combate americana na sexta-feira (3). O piloto conseguiu levar o avião para fora do território iraniano antes de ejetar e foi posteriormente resgatado, segundo um oficial dos EUA.

Apesar disso, esses episódios não colocam o Irã em pé de igualdade militar com os Estados Unidos. As baixas americanas seguem limitadas, sem mortes conhecidas nas últimas três semanas. Ainda assim, o caso evidencia os riscos da guerra assimétrica, cujos custos o público americano já questiona.

Os incidentes também colocam em xeque as declarações da administração Trump sobre o “controle absoluto” do espaço aéreo iraniano, questionando a imagem de invulnerabilidade que vinha sendo divulgada.

O presidente Donald Trump e o secretário de Defesa Pete Hegseth haviam afirmado que EUA e Israel tinham liberdade total para voar pelo Irã, retratando Teerã como incapaz de reagir.

Em coletiva de 4 de março, Hegseth disse que o domínio do espaço aéreo estava “a poucos dias de se concretizar”:

“Em poucos dias, as duas forças aéreas mais poderosas do mundo terão controle total do espaço aéreo iraniano”, disse, classificando-o como “incontestável”. “O Irã não poderá fazer nada”, completou.

Nas semanas seguintes, Trump reforçou essa ideia: “Temos aviões voando sobre Teerã e outras partes do país; eles não podem fazer nada”, disse em 24 de março. Ele afirmou que os EUA poderiam atacar usinas e que o Irã não teria capacidade de reagir.

O presidente chegou a afirmar que o Irã não possuía “marinha”, “forças armadas”, “força aérea” ou “sistemas antiaéreos” — chegando a declarar: “Seus radares foram 100% destruídos. Somos imparáveis como força militar.”

No entanto, estamos falando de apenas dois aviões abatidos em meio a milhares de aeronaves. A administração admitiu que poderiam ocorrer incidentes, incluindo perdas humanas. Hegseth já havia reconhecido que “alguns drones podem passar ou tragédias acontecerem”.

Mesmo assim, o discurso oficial sobre o domínio militar era absoluto, com termos como “controle total” e “espaço aéreo incontestável”, sugerindo que o Irã sequer teria armamento para reagir.

Este episódio é mais um exemplo de exagero por parte de Trump e de seus aliados sobre supostos sucessos militares.

Após os ataques a instalações nucleares iranianas em junho passado, Trump chegou a afirmar que o programa nuclear havia sido “obliterado” — o que não correspondia às avaliações de inteligência americana. Meses depois, o país voltou a ser retratado como ameaça nuclear iminente.

Logo após o início da guerra, Trump chegou a culpar o Irã por um ataque a uma escola primária, que investigações preliminares indicam ter sido causado por ação americana.

Recentemente, a CNN apurou que a destruição de lançadores de mísseis iranianos, apontada por Trump, foi fortemente exagerada. O Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica ainda mantém cerca de metade de sua capacidade.

O problema político é que o sucesso militar americano deveria ser o principal trunfo da administração. Mas os americanos demonstram pouca confiança na missão: os objetivos mudam constantemente e os custos econômicos — como o fechamento do Estreito de Ormuz e a alta nos preços de combustíveis — geram insatisfação.

Hegseth chegou a criticar a mídia por “não reconhecer os sucessos militares da campanha”: “Isso é o que a ‘fake news’ não mostra. Tomamos controle do espaço aéreo e das vias navegáveis do Irã sem tropas no solo.”

Um mês depois, o Estreito de Ormuz continua como exceção crucial, e o controle do espaço aéreo iraniano e o suposto fim do programa de mísseis não parecem tão absolutos quanto anunciado.

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Tribos iranianas disparam contra helicópteros dos EUA

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Ataques ocorrem durante busca por membro da tripulação de caça abatido sobre o Irã

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Irã permite passagem de navios com bens essenciais pelo Estreito de Ormuz

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Autorização abrange embarcações com produtos essenciais, em meio a controle reforçado da rota estratégica; Iraque terá trânsito liberado sem restrições

O Irã anunciou que permitirá a passagem de navios com “bens essenciais” pelo Estreito de Ormuz, atualmente bloqueado, informou a agência estatal Tasnim. Ainda não está claro quais produtos serão considerados essenciais nem se embarcações de países considerados hostis continuarão impedidas de transitar pela rota.

Em documento enviado ao chefe da Organização de Portos e Assuntos Marítimos, Houman Fathi, o vice de desenvolvimento comercial do órgão afirmou que a permissão vale para “navios que transportam bens essenciais – principalmente alimentos básicos e insumos para criação de animais – pelo Estreito de Ormuz”.

O funcionário destacou que a medida vale para navios que se dirigem a portos iranianos ou que já operam na região.“As autoridades competentes devem tomar as providências necessárias, seguindo os protocolos estabelecidos, para garantir a travessia dessas embarcações”, acrescentou.

Além disso, uma lista das embarcações autorizadas a atravessar a rota será “enviada para coordenação”, informou Ghazali.

O comando militar conjunto Khatam al-Anbiya do Irã afirmou que o Iraque estará livre de quaisquer restrições de trânsito pelo Estreito de Ormuz, sinalizando tratamento preferencial para Bagdá, segundo a mídia iraniana neste sábado (4).

Ainda neste sábado, o presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a ameaçar intensificar ações contra Teerã caso o país não consiga fechar um acordo ou liberar o Estreito de Ormuz.

“Lembram quando dei ao Irã dez dias para FAZER UM ACORDO ou ABRIR O ESTREITO DE ORMUZ? O tempo está se esgotando — 48 horas antes de todo o inferno se abater sobre eles. Glória a Deus!”, publicou Trump na rede social Truth Social.

*Com informações da Reuters e da CNN

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