Mulheres no Afeganistão temem pelo futuro, relembrando a opressão exercida pelo Talibã no passado Divulgação
Zahid Mahmood da CNN
O medo está aumentando entre mulheres e meninas no Afeganistão depois que o Talibã orientou que ficassem em casa, admitindo que elas não estão seguras na presença dos soldados do grupo islâmico.
O porta-voz do Talibã, Zabiullah Mujahid, disse em entrevista coletiva na terça-feira (24) que, para sua própria segurança, as mulheres não deveriam trabalhar. A declaração mina esforços do grupo para convencer observadores internacionais de que Talibã seria mais tolerante com as mulheres do que no outro momento em que estiveram no poder.
A instrução veio no mesmo dia em que o Banco Mundial suspendeu o financiamento no Afeganistão — citando preocupações sobre a segurança das mulheres — e poucas horas depois de a ONU pedir uma “investigação transparente e imediata” em relatos de abusos de direitos humanos desde a tomada de poder do Talibã.
Mujahid disse que a orientação para ficar em casa seria temporária e permitiria ao grupo encontrar maneiras de garantir que as mulheres não sejam “tratadas de maneira desrespeitosa” ou “Deus me livre, que se machuquem”. Ele admitiu que a medida era necessária porque os soldados do Talibã “sempre mudam e não são treinados”.
“Estamos felizes por elas entrarem nos edifícios, mas queremos ter certeza de que não enfrentem nenhuma preocupação”, disse ele. “Portanto, pedimos-lhes que tirem uma folga do trabalho até que a situação volte ao normal e os procedimentos relacionados às mulheres estejam em vigor, então elas podem retornar aos seus empregos assim que for anunciado.”
Quando esteve no poder entre 1996 e 2001, o Talibã proibiu as mulheres de trabalharem, impediu-as de sair de casa desacompanhadas e obrigou-as a cobrir todo o corpo.
O grupo insiste em afirmar que sua nova era no comando será mais moderada, mas os líderes do Talibã se recusam a garantir que os direitos das mulheres não serão retirados. Muitas já enfrentaram violência no país.
Na declaração do Banco Mundial ao suspender o apoio financeiro ao Afeganistão, a porta-voz da instituição, Marcela Sanchez-Bender, expressou a preocupação com mulheres afegãs.
“Estamos profundamente preocupados com a situação no Afeganistão e o impacto nas perspectivas de desenvolvimento do país, especialmente para as mulheres”, disse.
Nessa terça, cinco mulheres da renomada equipe de robótica do Afeganistão chegaram ao México após receberem vistos humanitários.
Nos primeiros meses do ressurgimento do Talibã no Afeganistão, as mulheres ficaram cada vez mais isoladas da sociedade e muitas foram alvo de perseguições e ataques — incluindo o assassinato de três jornalistas em março.
No início de julho, os insurgentes entraram nos escritórios do Banco Azizi, no sul da cidade de Kandahar, e ordenaram que nove mulheres, que trabalhavam lá, saíssem. As bancárias foram informadas de que parentes do sexo masculino tomariam seu lugar.
Em meio à crescente preocupação da comunidade internacional, após uma reunião de emergência, as Nações Unidas pediram uma “investigação transparente e rápida” sobre os abusos dos direitos humanos “cometidos por todas as partes no conflito”.
Mas a agência foi criticada por uma série de organizações sem fins lucrativos por analisar sua linguagem após a adoção da resolução, inicialmente proposta pelo Paquistão.
John Fisher, diretor da Human Rights Watch, em Genebra, disse em um comunicado que a ONU “falhou em criar um forte órgão de monitoramento dos direitos humanos e cumprir sua responsabilidade de proteger o povo afegão”.
Ele afirma que a resolução “é uma bofetada na cara dos defensores dos direitos humanos e ativistas dos direitos das mulheres afegãos, que assistem com horror ao estado de direito desmoronar em torno deles”.
O Talibã também alertou na terça-feira que os EUA devem cumprir o prazo da próxima semana, dia 31 de agosto, para retirada do país e disseram que “não estão mais permitindo a evacuação de afegãos”, embora uma fonte familiarizada com a situação tenha dito à CNN nesta quarta-feira (25) que a aparente proibição ainda não havia teve um efeito perceptível nas chegadas ao aeroporto de Cabul.
A fonte disse que cerca de 1.000 pessoas estavam no aeroporto na manhã de hoje. Alguns afegãos locais prioritários receberiam ajuda nas próximas horas, embora alguns candidatos ao programa Visto de Imigrante Especial (SIV) — uma via para afegãos que trabalharam para as forças e agências dos EUA saírem do país — tenham que esperar.
A fonte também descreveu um processo delicado no qual as tropas americanas se coordenariam com o Talibã para permitir a entrada de apenas alguns veículos.
“O maior problema hoje e ontem são enormes grupos de imigrantes especiais evacuados aparecendo no portão comercial do sul pedindo para passar pelos postos de controle do Talibã sem coordenação prévia”, disse a fonte.
Aproximadamente 19.000 pessoas foram evacuadas do Afeganistão na terça-feira (24), incluindo 11.200 refugiados em voos militares dos EUA e 7.800 em voos da coalizão, disse um funcionário da Casa Branca.
Isso é um pouco menor em relação ao dia anterior, quando os EUA relataram que 21.000 pessoas foram retiradas do aeroporto de Cabul por meio de 37 voos militares dos EUA transportando 12.700 pessoas, além de 57 voos da coalizão com 8.900 pessoas.
Uma frenética operação de evacuação ocidental no aeroporto de Cabul forneceu a única oportunidade para muitos afegãos escaparem do país nos últimos dias, e as multidões fora das instalações aumentaram desde que o Talibã tomou o poder.
O presidente dos EUA, Joe Biden, reiterou que pretende cumprir o prazo de 31 de agosto para retirar as tropas do Afeganistão — contanto que o Talibã não interrompa as operações de evacuação em andamento ou o acesso ao aeroporto.
Menino ficou desacordado e foi socorrido em estado gravíssimo ao Pronto-Socorro de Rio Branco
Uma criança de 1 ano e 5 meses foi vítima de afogamento na tarde desta sexta-feira (6), em uma residência localizada na Rua Maria Elza Castelo, Quadra 14, nas proximidades da creche José Maria Maciel, no Conjunto Habitacional Cidade do Povo, em Rio Branco.
De acordo com testemunhas, a mãe estava em casa com o menino e os outros filhos quando, após cerca de 30 minutos, percebeu a ausência da criança. Ao iniciar as buscas, ela encontrou o filho dentro da caixa d’água, desacordado, e o retirou imediatamente.
Moradores acionaram o Corpo de Bombeiros e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que enviou duas ambulâncias, sendo uma de suporte básico e outra de suporte avançado. As equipes médicas realizaram os primeiros socorros e iniciaram as manobras de reanimação cardiopulmonar. Após cerca de 30 minutos, a criança foi reanimada, colocada na ambulância de suporte avançado e encaminhada ao Pronto-Socorro de Rio Branco, em estado de saúde gravíssimo.
A Polícia Civil esteve no local e acompanhou os procedimentos. O caso será investigado para apurar as circunstâncias do ocorrido.
O fortalecimento da Defesa Civil Municipal tornou-se uma das marcas da atual gestão da Prefeitura de Rio Branco. Ao relembrar a trajetória de organização do órgão, o prefeito de Rio Branco Tião Bocalom destacou que a estruturação da unidade não foi apenas uma decisão administrativa, mas uma missão pautada na experiência prática e no compromisso inegociável com a segurança da população.
A sensibilidade para a importância de uma Defesa Civil atuante surgiu ainda em 2005. Naquele ano, diante de uma crise de queimadas sem precedentes que atingiu o estado, o atual gestor, então prefeito no interior, foi o único a decretar situação de emergência, mesmo enfrentando resistências políticas à época. A decisão permitiu a chegada de reforços, como o Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, e resultou na preservação da histórica Fazenda Bonal, salvando centenas de hectares de seringueiras e pupunha, além de proteger a economia e o meio ambiente da região.
Desafios e Transformações
Ao assumir a gestão da capital, o cenário encontrado era de uma Defesa Civil que existia apenas formalmente. “Eu senti na pele o que é a função da Defesa Civil e procurei organizar o que praticamente não existia em Rio Branco”, afirmou o prefeito. Para liderar esse processo de transformação, a gestão investiu na valorização técnica do órgão, com a atuação do coordenador municipal da Defesa Civil, tenete-coronel Cláudio Falcão, cuja trajetória de dedicação foi fundamental para estruturar e consolidar a unidade.
Atualmente, a Defesa Civil de Rio Branco conta com equipes capacitadas, logística de resposta rápida, estrutura adequada e foco permanente na prevenção e no monitoramento de riscos, o que tem garantido maior eficiência no atendimento à população em momentos de emergência.
“Eu senti na pele o que é a função da Defesa Civil e procurei organizar o que praticamente não existia em Rio Branco”, afirmou o prefeito. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
O principal indicador desse trabalho é a preservação de vidas. Mesmo diante de eventos climáticos severos e enchentes históricas registradas nos últimos anos, Rio Branco mantém um dado expressivo em comparação a outros centros urbanos do país: zero óbitos decorrentes de desastres naturais.
“Estou muito feliz de ver um grupo de pessoas comprometidas em salvar vidas. Em qualquer lugar do Brasil, eventos dessa magnitude costumam registrar óbitos, mas aqui não tivemos nenhum. Isso é fruto de uma Defesa Civil preparada e que trabalha com foco na prevenção”, ressaltou o prefeito.
Integração e Reconhecimento Nacional
De acordo com o coordenador municipal da Defesa Civil, Cláudio Falcão, a atuação integrada da gestão municipal foi determinante para garantir o atendimento às famílias atingidas pelas enchentes, incluindo o acolhimento daquelas que precisaram ser encaminhadas para o abrigo público instalado pela Prefeitura de Rio Branco.
Segundo o coordenador da Defesa Civil, Cláudio Falcão, a ação conjunta da Prefeitura foi essencial para garantir o atendimento e o acolhimento das famílias afetadas pelas enchentes. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
“Defesa Civil é fundamental. Nenhuma prefeitura, especialmente de capital, pode funcionar sem uma Defesa Civil estruturada. Mas isso só acontece com o apoio direto do chefe do Executivo. Em Rio Branco, temos o respaldo do prefeito Tião Bocalom para avançar cada vez mais, seja com equipamentos, viaturas, estrutura física ou capacitação. A Defesa Civil do município cresceu exponencialmente nas duas gestões e hoje é referência, com reconhecimento nacional e até internacional”, destacou Falcão.
Com uma estrutura sólida e em constante aprimoramento, a Prefeitura de Rio Branco reafirma que a Defesa Civil é mais do que um órgão de resposta a emergências: é um instrumento essencial de proteção à vida e de apoio direto ao cidadão nos momentos de maior vulnerabilidade.
Com o objetivo de fortalecer a transparência, a ética e a integridade na administração pública, a Prefeitura de Rio Branco lançou, na manhã desta sexta-feira (6), no auditório do Tribunal de Contas do Estado (TCE), o Programa de Integridade Pública do Poder Executivo Municipal. A iniciativa é voltada ao aprimoramento da gestão e à correta aplicação dos recursos públicos, em benefício da população rio-branquense.
Iniciativa é voltada ao aprimoramento da gestão e à correta aplicação dos recursos públicos, em benefício da população rio-branquense. (Foto: Anderson Oliveira/Secom)
Idealizador do programa, o prefeito Tião Bocalom destacou que a principal finalidade da ação é o combate à corrupção, ressaltando que a consolidação de uma cultura organizacional ética depende do engajamento de todos os servidores públicos.
“A coisa pública precisa ter o máximo de transparência. É necessário cuidar com zelo do dinheiro público para que ele renda e gere mais benefícios à sociedade. Cada servidor precisa cuidar bem da sua área, trabalhar com responsabilidade e buscar resultados, porque quando todos cuidam corretamente dos recursos, não há espaço para a corrupção”, enfatizou o prefeito.
Segundo o controlador-geral Oscar Vareda Moreira Neto, o Programa de Integridade fortalece a transparência e aproxima a gestão municipal da população. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
Segundo o controlador-geral do município, Oscar Vareda Moreira Neto, o Programa de Integridade representa um avanço significativo na aproximação entre a administração pública e a população, ao ampliar os mecanismos de transparência e controle social.
“O programa envolve princípios como transparência, gasto ético e gasto eficiente. Quando a população compreende como os recursos estão sendo utilizados, ela pode acompanhar, fiscalizar e cobrar seus gestores. Isso garante mais confiança e segurança de que o dinheiro público está sendo aplicado de forma correta”, explicou.
Durante o evento, o prefeito Tião Bocalom assinou a Declaração de Compromisso com a Integridade, ao lado de secretários e dirigentes, reafirmando o apoio da Prefeitura à implantação do programa. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
Durante o evento, foi realizada a assinatura da Declaração Pública de Compromisso com a Integridade, momento em que o prefeito Tião Bocalom fez questão da presença de todos os secretários municipais e dirigentes de autarquias. Na ocasião, o gestor reafirmou o apoio institucional da Prefeitura para a implantação do programa.
“Manifestamos o compromisso de apoiar a estruturação e implementação do Programa de Integridade e Gestão de Riscos no âmbito do município de Rio Branco, garantindo prioridade política e administrativa às ações previstas e assegurando suporte às unidades envolvidas”, destacou.
Com a iniciativa, a Prefeitura de Rio Branco reforça seu compromisso com uma gestão pública responsável, ética e transparente, voltada à eficiência administrativa e à confiança da sociedade.
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