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Suspeito de planejar morte do próprio pai se entrega à Polícia Civil em Porto Velho
Investigado teria arquitetado o crime para ficar com a herança da família e enfrentar dívidas financeiras
Célio Roberto de Lima Silva Filho se entregou à Polícia Civil na última quinta-feira (11), em Porto Velho, após ser apontado como o principal suspeito de planejar o assassinato do próprio pai com o objetivo de ficar com a herança da família. Ele estava foragido desde o início da semana, quando seu nome passou a ser divulgado pelas autoridades como mentor do crime.
Segundo informações da Delegacia Especializada em Repressão a Extorsões, Roubos e Furtos (DERCV), Célio teria organizado toda a ação criminosa e contratado pessoas para executar o homicídio. As investigações indicam que ele enfrentava dívidas e forte pressão financeira, fatores que teriam motivado a tentativa de matar o pai.
Na segunda-feira (8), duas pessoas foram presas suspeitas de envolvimento no esquema. De acordo com a polícia, uma primeira tentativa de execução chegou a ser planejada, mas acabou não se concretizando. Mesmo assim, conforme apurado pelos investigadores, o suspeito teria insistido no plano e buscava articular uma nova ação criminosa.
Com a apresentação espontânea de Célio à polícia, a investigação entra agora em uma nova fase, com a coleta de depoimentos e a reconstituição detalhada de como o crime teria sido planejado. A Polícia Civil segue apurando o caso para identificar outros possíveis envolvidos e esclarecer completamente os fatos.
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Polícia Civil do Acre realiza duas prisões em operações de combate a facções criminosas

Polícia Civil avança na investigação do fluxo financeiro de organizações criminosas. Foto: cedida
A Polícia Civil do Acre (PCAC) realizou duas prisões importantes no início desta semana durante ações distintas de enfrentamento às organizações criminosas que atuam no estado. As prisões ocorreram no âmbito das operações “Cartório Central” e “Casa Maior”, ambas voltadas ao combate de crimes como extorsão, tráfico de drogas e arrecadação ilícita de recursos.
No primeiro caso, a PCAC, por meio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), deu cumprimento a dois mandados de prisão que integram a megaoperação “Cartório Central”, deflagrada simultaneamente nos estados de Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará, Acre e São Paulo. No Acre, os alvos foram localizados e presos em cumprimento às ordens judiciais expedidas no curso da investigação.
A operação “Cartório Central” tem como objetivo desarticular uma organização criminosa que mantinha um sistema próprio de arrecadação e repasse financeiro, incluindo cobrança de dívidas ilícitas, comércio de drogas e imposição de regras internas aos integrantes. “Essas organizações criam estruturas paralelas para controlar territórios e movimentar grandes volumes de dinheiro ilícito, e nosso trabalho é justamente quebrar essa engrenagem financeira e operacional”, destacou o coordenador da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic), Pedro Paulo Buzolin.
Já a segunda ação integra a operação “Casa Maior”, na qual a Polícia Civil com apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) cumpriu um mandado de prisão e dois mandados de busca e apreensão, todos em Rio Branco. O preso é investigado por extorquir comerciantes do bairro Estação Experimental, exigindo pagamentos ilegais para permitir o funcionamento dos estabelecimentos.
Durante as buscas, os policiais apreenderam materiais com anotações financeiras e panfletos relacionados a empréstimos de dinheiro a juros. Segundo Buzolin, as investigações seguem em andamento. “Estamos aprofundando a análise do material apreendido para identificar o fluxo financeiro, outros envolvidos e ampliar a responsabilização criminal, com previsão de novas fases da operação”, concluiu.
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Polícia Civil participa da renovação do termo de cooperação da FICCO no Acre

Polícia Civil participa da renovação do termo de cooperação da FICCO no Acre
Na manhã desta quarta-feira, 28, a Polícia Civil do Acre (PCAC) participou, na sede da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), da assinatura do termo de cooperação técnica entre as forças de segurança, garantindo a continuidade dos trabalhos da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) no estado.
A FICCO é uma força-tarefa composta pela Polícia Civil, Polícia Federal, Polícia Militar, Instituto de Administração Penitenciária (Iapen) e Polícia Rodoviária Federal (PRF), que atuam de forma integrada, estratégica e coordenada no combate ao crime organizado, com foco na repressão qualificada e na troca de informações.
O acordo de cooperação é formalizado periodicamente junto à Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e ao Ministério da Justiça, assegurando respaldo legal, administrativo e operacional para o desenvolvimento das ações conjuntas entre as instituições participantes.
A renovação do termo reforça o compromisso das forças de segurança com a integração institucional, a inteligência policial e a execução de operações coordenadas, consideradas fundamentais para ampliar a eficiência das investigações e das ações de repressão ao crime organizado no Acre.
Durante a assinatura, o delegado-geral da Polícia Civil do Acre, dr. José Henrique Maciel, destacou a importância da FICCO para a segurança pública do estado. “A Força Integrada representa um modelo eficiente de atuação conjunta, no qual cada instituição contribui com sua expertise. Essa cooperação fortalece as investigações, amplia a capacidade de resposta das forças de segurança e garante ações mais efetivas no combate ao crime organizado”, afirmou.
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Homem é assassinado em área rural de Porto Acre; crime intriga polícia
Vítima era monitorada por tornozeleira eletrônica e morreu após golpe de arma branca, apesar de relatos de disparos
Um homicídio registrado na noite da última terça-feira (27) está cercado de mistério e será investigado pela Polícia Civil no município de Porto Acre, interior do estado. O crime ocorreu na rua Belém, no Ramal dos Paulistas, na Vila do Incra, zona rural da cidade.
A vítima foi identificada como Josimar Ferreira, de 51 anos, que fazia uso de tornozeleira eletrônica. Segundo informações repassadas por familiares, Josimar havia ido ao mercado acompanhado da esposa, utilizando uma motocicleta, enquanto ela seguia em um carro.
De acordo com o relato da esposa, Maria Vilanir, chovia intensamente no momento do ocorrido, por volta das 18h30. Ao chegarem em casa, Josimar desceu da moto, entrou no imóvel e retornou para buscar as compras. Pouco depois, a mulher afirmou ter ouvido vários disparos de arma de fogo.
Assustada, ela saiu à procura do marido, chamou por ele, mas não obteve resposta. Em seguida, decidiu ir até o terreno ao lado da residência, onde encontrou Josimar caído e gravemente ferido.
Devido à dificuldade de acesso ao local, o socorro não conseguiu chegar de forma imediata. Vizinhos acionaram a Polícia Militar e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas, ao chegarem, os profissionais de saúde apenas constataram o óbito.
A área foi isolada para preservação da cena do crime e o Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC) foi acionado. A equipe do Instituto Médico Legal (IML) de Rio Branco realizou a perícia e a remoção do corpo. Apesar de testemunhas relatarem sons semelhantes a disparos, o IML confirmou que a morte foi causada por ferimento de arma branca, possivelmente uma faca, na região da cabeça.
O caso será apurado pela Delegacia Geral de Polícia Civil de Porto Acre, que busca esclarecer a motivação e identificar a autoria do homicídio.



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