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Soja avança 106% em apenas dois anos no Acre e Tarauacá vira celeiro agrícola

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Por: Edmilson Ferreira

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta terceira semana do mês de setembro os resultados da pesquisa Produção Agrícola Municipal (PAM) 2020, apresentando os principais produtos da agricultura estadual, enfatizando os detalhes a nível municipal. O levantamento trouxe algumas surpresas, como o impressionante avanço da soja em apenas dois anos e o status de Tarauacá como celeiro agrícola do Acre, contrariando o senso comum que aponta o Vale do Rio Acre como grande produtor de alimentos do Estado.

A pesquisa é uma das principais fontes de estatísticas municipais, levantando informações sobre área plantada, área destinada à colheita, área colhida, quantidade produzida, rendimento médio obtido e valor da produção das culturas temporárias e permanentes. Em 2020, o valor da produção das principais culturas do Acre atingiu R$ 432,3 milhões, um crescimento de 2,0% em relação ao ano anterior, de R$ 424,3 milhões.

Os 10 principais produtos agrícolas, em 2020, apresentaram crescimento no valor de produção, na comparação com o ano anterior, com exceção da mandioca e feijão.

Entre as culturas agrícolas que mais contribuiu para maior valor de produção, destaque para a mandioca, que alcançou a marca de 586, toneladas, gerando R$ 210,5 milhões em valor bruto, o que representou um decréscimo de 4,9% frente à safra anterior, no volume produzido. A produção de banana, que obteve incremento de 0,7% na produção, atingindo 88,7 mil toneladas, que geraram um valor bruto de R$ 65,1 milhões, número 8,0% superior ao registrado no ano anterior. A produção de milho, registrou aumento frente a safra anterior, com crescimento de valor da produção na ordem de 8,0% no ano, apresentando R$ 59,3 milhões.

A produção de soja apresentou excepcionais 106% de crescimento de produção entre 2019 e 2020 e com valor de produção de R$14,4 milhões. Outras culturas que evoluíram positivamente foram as culturas do café e maracujá com respectivamente R$ 9,9 milhões e R$ 3,2 milhões.

“Modéstia a parte a banana de Tarauacá é muito boa. Estamos levando 25 toneladas em média por mês para Porto Velho. Acrelândia tem dificuldade nesta época e grande parte do pessoal que compra na Ceasa de Rio Branco vem para Tarauacá”, disse ao ac24horas Narcelio Silva, secretário de Agricultura de Tarauacá, município que saiu de 9,11% para 9,34% sua participação na produção agrícola do Acre entre 2019 e 2020.

A produção de farinha é grande e agrega valor. No Tauari e Taquari, na região próxima do Rio Liberdade, há zonas de alta produtividade. A prefeita quer resgatar a produção do abacaxi, consolidando Tarauacá como terra desse fruto. “Estamos trabalhando para produzir frutos com peso como antes, de 13 ou mais quilos”, completou, anunciando a implantação do Complexo de Produção de Tarauacá, uma novidade que será lançada na Feira do Abacaxi, em outubro.

Com recursos obtidos pelo marido da prefeita, o deputado federal Jesus Sérgio, o município pretende produzir 150 mil mudas de café e expandir a produção na região.

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Bombeiros resgatam cavalo vítima de maus-tratos que estava solto na Estrada do Amapá, em Rio Branco

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Animal circulava na pista oferecendo risco a motoristas e foi levado ao quartel; corporação pede ajuda para identificar tutor e acolhe voluntários para tratamento veterinário

Corpo de Bombeiros resgata cavalo com sinais de maus-tratos na Estrada do Amapá e pede apoio da população para denunciar o agressor. Foto: captada 

Uma equipe do 2º Batalhão do Corpo de Bombeiros Militar do Acre resgatou, na noite de quarta-feira (18), um cavalo que estava solto na Estrada do Amapá, em Rio Branco, em situação de risco e com sinais de maus-tratos.

De acordo com o tenente Eduardo, da Guarnição de Salvamento, a prioridade foi evitar acidentes.

“O animal estava na pista, oferecendo perigo aos veículos e aos condutores. A primeira ação da guarnição é preservar a vida e evitar sinistros”, explicou.

Durante o atendimento, os militares constataram que o cavalo apresentava sinais evidentes de maus-tratos. Após o resgate, ele foi encaminhado às dependências do batalhão, onde permanece sob cuidados provisórios.

A corporação agora pede a colaboração da população para identificar o tutor do animal. “Quem souber quem é o responsável, que nos procure e denuncie. Precisamos localizar o tutor”, reforçou o tenente.

Além disso, o Corpo de Bombeiros faz um apelo por voluntários, especialmente médicos veterinários, que possam auxiliar no tratamento e recuperação do cavalo. Interessados em ajudar podem entrar em contato com o 2º Batalhão.

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Com 90% dos serviços concluídos, Prefeitura prevê entrega do elevado Mamedio Bittar para 20 de março: “Novo cartão-postal de Rio Branco

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O prefeito Bocalom destacou que os trabalhos estão em estágio avançado, com pintura da estrutura metálica, instalação da iluminação, construção dos lagos na parte inferior e início da colocação das placas laterais

Tenho certeza absoluta que o povo de Rio Branco vai continuar se orgulhando do nosso trabalho, principalmente nessa parte de infraestrutura”, declarou Bocalom. Foto: cedida 

O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, realizou na manhã desta quinta-feira, 19, uma visita técnica ao elevado Mamedio Bittar, localizado na Avenida Ceará. A agenda contou ainda com a presença do vice-prefeito Alysson Bestene. Durante a vistoria, o gestor reconheceu que a obra enfrentou atrasos, mas garantiu que o cronograma está na fase final.

“Sem dúvida nenhuma, a gente sabe que tivemos problemas seríssimos nessa obra. Foi entrega de aço que demorou demais, indústrias que vieram do Rio de Janeiro, a questão da chuva, muita chuva no mês de dezembro e janeiro. Tudo contribuiu para atrasar a entrega. Mas agora a informação que eu tenho da empresa é que até o dia 20 nós vamos ter tudo isso pronto”, afirmou.

O prefeito destacou que os trabalhos estão em estágio avançado, com pintura da estrutura metálica, instalação da iluminação, construção dos lagos na parte inferior e início da colocação das placas laterais.

“Eu acredito que, se Deus quiser, dia 20 de março a gente vai ter essa bela obra, que está marcando a nova estrutura da nossa cidade. Tenho certeza absoluta que o povo de Rio Branco vai continuar se orgulhando do nosso trabalho, principalmente nessa parte de infraestrutura”, declarou.

Tião Bocalom, realizou na manhã desta quinta-feira, 19, uma visita técnica ao elevado Mamedio Bittar, localizado na Avenida Ceará. Foto: captada 

O vice-prefeito Alysson Bestene ressaltou a importância estratégica do elevado para a mobilidade urbana. Segundo ele, o trecho da Avenida Ceará concentra grande fluxo de veículos, especialmente por conta das universidades e de prédios públicos instalados na região.

“Já já a gente vai poder entregar para a população. Aqui tínhamos em torno de 20 a 25 minutos de trânsito paralisado por causa do fluxo. Essa decisão foi tomada para dar fluidez ao trânsito, baseada em estudos sobre o crescimento da cidade”, explicou.

Bestene também destacou que o viaduto vai além da mobilidade e se tornará um novo cartão-postal da capital, com valorização cultural por meio de grafites e intervenções artísticas de artistas locais. “Não é só uma obra de aço e concreto. É um marco cultural que resgata a identidade da cidade”, pontuou.

A agenda contou ainda com a presença do vice-prefeito Alysson Bestene. Durante a vistoria, o gestor reconheceu que a obra enfrentou atrasos, mas garantiu que o cronograma está na fase final. Foto: cedida 

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Com tema sobre desigualdade social, Campanha da Fraternidade 2026 é lançada no Acre: ‘Conversão pessoal e social’

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Lema escolhido foi ‘Ele veio morar entre nós’ (João 1:14), a fim de despertar a igreja e a sociedade para o déficit habitacional no Brasil. Campanha foi lançada nesta quarta-feira (18)

Em Rio Branco, o anúncio da campanha aconteceu na Catedral Nossa Senhora de Nazaré. Foto: Aline Pontes

Por Pâmela Celina

Quando o verbo faz moradia, a dignidade humana torna-se missão. É essa a direção que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) quer seguir e levar aos fiéis católicos na Campanha da Fraternidade 2026 que tem como tema “Fraternidade e Moradia” e lema “Ele veio morar entre nós”.

Em Rio Branco, o anúncio da campanha ocorreu nesta quarta-feira (18) na Catedral Nossa Senhora de Nazaré, no Centro da capital.

De acordo com a Igreja Católica, a proposta ‘busca promover uma profunda reflexão sobre o direito à moradia digna como um bem essencial para todas as pessoas e como compromisso de fé e cidadania’.

Conforme o bispo Dom Joaquín Pertiñez, bispo da Diocese de Rio Branco, a campanha, realizada há mais de seis décadas, se inicia junto ao período da Quaresma e traz pautas comunitárias e sociais, cujas práticas devem ecoar durante todo o ano.

“A campanha convida a reconhecer que a presença de Deus se manifesta na vida concreta da humanidade, especialmente na realidade de tantos que ainda vivem sem casa, em condições precárias ou em territórios marcados pela desigualdade social”, destacou.

O principal ponto abordado pela campanha, como aponta Dom Joaquín, está nos dados da realidade habitacional brasileira.

“6,2 milhões de famílias não têm moradia adequada e cerca de 328 mil pessoas vivem em situação de rua. Para a Campanha, a casa é a porta de entrada para todos os demais direitos. Sem moradia, faltam segurança, saúde, educação e dignidade. Inspirada na Encarnação de Cristo ‘Ele veio morar entre nós’, a proposta convida à conversão pessoal e social”, detalhou.

O objetivo central da Campanha da Fraternidade 2026 é, justamente, despertar tanto a igreja como a sociedade para o déficit habitacional que o país enfrenta. Além disso, busca incentivar também ações, debates e iniciativas que promovam o acesso à moradia, à terra e ao trabalho como direitos fundamentais.

Os objetivos específicos da Campanha da Fraternidade 2026 são:
  1. Analisar a realidade da moradia precária, admitida como normal e que culpabiliza os pobres e segrega milhões de pessoas no Brasil.
  2. Identificar omissões do poder público e da sociedade civil frente à universalização dos direitos à moradia e à cidade, bem como iniciativas pastorais, governamentais e da organização popular que promovem a moradia.
  3. Conscientizar, a partir da Palavra de Deus e do Ensino Social da Igreja, sobre a necessidade sagrada de teto, terra e trabalho para todos.
  4. Corrigir a compreensão da moradia como mercadoria, objeto de especulação ou mérito individual.
  5. Fortalecer a presença eclesial e o compromisso sociotransformador junto aos mais pobres, caminhando com os movimentos e organizações populares que promovem a moradia.
  6. Empenhar-se para efetivar leis e viabilizar políticas públicas de moradia em todas as esferas sociais e políticas.

Texto base da Campanha da Fraternidade 2026 apresenta seis objetivos específicos. Foto: Aline Pontes

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