Cotidiano
Sindicato de saúde no Acre tem pedido para afastar 750 servidores do grupo de risco da Covid-19 negado
Sintesac e mais três sindicatos pediram em março para afastar profissionais que possuem doenças preexistentes e comorbidades. Decisão cabe recurso.
Por Aline Nascimento
A Justiça do Acre negou um mandado de segurança que solicitava o afastamento de cerca de 750 servidores da Saúde do grupo de risco da Covid-19. O pedido foi feito pelo Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Acre (Sintesac), com apoio do Sindicato dos Enfermeiros, dos Farmacêuticos e também de Condutores de ambulância.
A decisão é do Tribunal Pleno Jurisdicional e cabe recurso.
Em justificativa, os desembargadores afirmaram que os afastamentos precisam ser avaliados individualmente para que nenhum profissional seja prejudicado e nem os pacientes.
O Sintesac afirmou que vai recorrer do resultado.
Dados da Secretaria de Saúde (Sesacre) mostraram que até o dia 23 de junho, quando foi feito o último levantamento, havia 438 profissionais afastados por causa da Covid-19.
A Sesacre recebeu 4.045 notificações de profissionais com sintomas do novo coronavírus. Destes, 774 testaram positivo, 283 são considerados curados, 128 estão em tratamento domiciliar, cinco internados, mais de 1,9 mil testaram negativo para Covid-19 e quatro servidores morreram.
A Saúde detalhou também que mais de 1,3 mil casos estão sem informações.
Ação
O presidente do Sintesac, Adailton Cruz, explicou que o pedido foi feito em março, logo no início da quarentena no Acre. Segundo ele, a ação foi baseada na falta de esclarecimentos no decreto governamental sobre o afastamento de servidores do grupo de risco da doença.
“Essa decisão é lamentável. Era para proteger os profissionais e garantir também uma qualidade na assistência para população, mas, infelizmente, o Tribunal de Justiça desaponta a sociedade e os profissionais negando um pedido básico desse”, criticou.
Cruz alegou também que o pedido visava garantir que o Estado fornecesse a quantidade de Equipamento de Proteção Individual (EPI) para os profissionais.
“Ainda hoje temos deficiência, mas à época era extremamente escandalosa essa deficiência, tanto em quantidade e qualidade. O decreto do governo, à época, não dava direito do trabalhador de saúde do grupo de risco se afastar. Os casos eram analisados e correndo o risco de não ter o pedido aceito”, frisou.
O sindicalista afirmou que a técnica de enfermagem Miriam Assis, que morreu vítima do novo coronavírus no último dia 9, foi uma das que pediu para ser afastada do serviço, mas não conseguiu.
“A Miriam pediu para ser afastar, negaram, ela contraiu a Covid e morreu. A gente lamenta, vamos recorrer e esperamos que Judiciário entendesse que o objetivo da ação é proteger vidas”, concluiu
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Mailza Assis cobra apoio de Bocalom à sua candidatura e reclama de falta de reciprocidade política
Vice-governadora afirma que prefeito foi “beneficiário direto” da base atual, mas mantém discurso cauteloso; clima de desgaste silencioso avança na base governista

Vice-governadora considera que respaldou prefeito em eleições anteriores e esperava gesto público em retorno; clima político entre Palácio Rio Branco e prefeitura aquece. Foto: captada
A relação política entre a vice-governadora Mailza Assis (PP) e o prefeito Tião Bocalom (PL) passou por tensões nos bastidores após manifestações de descontentamento da aliada histórica do gestor municipal. Mailza tem dito a interlocutores próximos que se sente frustrada pela falta de reciprocidade do prefeito no atual cenário pré-eleitoral.
Segundo a vice-governadora, seu apoio foi decisivo para as vitórias de Bocalom em 2020 e 2024, quando ela ainda era senadora. Agora, na fase de composição da chapa para a eleição estadual de 2026, Mailza esperava um gesto público de apoio à sua pré-candidatura ao governo do estado — o que, até o momento, não aconteceu.
O clima entre o Palácio Rio Branco (sede do governo) e a prefeitura da capital segue em análise, enquanto Bocalom preparou oficialmente sua própria candidatura ao governo do Acre anunciada na última segunda-feira, dia 19, e a ausência de declarações de apoio à vice-governadora pode indicar um afastamento estratégico às vésperas da disputa.

Para aliados, a ausência de respaldo público reflete um desgaste silencioso dentro da base governista, que ainda tenta fechar uma chapa unificada para a sucessão estadual. Foto: captada
A vice-governadora também tem ressaltado que sua pré-candidatura não se trata de um projeto pessoal, mas da continuidade do grupo político que atualmente governa o Acre, do qual o prefeito da capital foi beneficiário direto, tanto em termos eleitorais quanto institucionais.
Apesar das críticas, Mailza adota um discurso cauteloso ao tratar do tema. Ela afirma respeitar o direito de Tião Bocalom de fazer suas próprias escolhas políticas e de conduzir sua estratégia eleitoral. No entanto, não esconde a mágoa pela ausência de um apoio claro e consolidado à sua postulação, o que, para aliados, evidencia um desgaste silencioso dentro da base governista.

Mailza diz que sua pré-candidatura representa continuidade do grupo no poder e aguarda apoio de Bocalom. Foto: captada
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Acre fortalece protagonismo ambiental e assume vice-presidência do Fórum de Secretários de Meio Ambiente da Amazônia Legal
O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), participou nesta terça-feira, 21, de reuniões estratégicas promovidas pelo Consórcio Amazônia Legal, em Brasília, com foco no fortalecimento da agenda ambiental, no avanço do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e no planejamento das ações para 2026.

Participaram da reunião secretários dos estados da Amazônia Legal, além de representantes da Força-Tarefa dos Governadores para o Clima e as Florestas (GCF Task Force) e da Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente (Abema), bem como de instituições do governo federal ligadas à agenda ambiental.
Representando o Acre, estiveram presentes o secretário de Estado do Meio Ambiente, Leonardo Carvalho, e o diretor de Meio Ambiente, Erisson Cameli.

Pela manhã, os gestores participaram da reunião da Câmara Setorial de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, que teve como principal objetivo a consolidação e aprovação do Plano de Ação para 2026, com o objetivo de alinhar diretrizes, prioridades e estratégias conjuntas voltadas à sustentabilidade e à regularização ambiental.
Durante o encontro, foi realizada a eleição da nova composição do Fórum de Secretários de Meio Ambiente da Amazônia Legal, do GCF e da Câmara de Meio Ambiente. Na ocasião, o secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará, Raul Protázio Romão, foi eleito presidente do colegiado, enquanto o secretário do Meio Ambiente do Acre, Leonardo Carvalho, assumiu a vice-presidência, reforçando o protagonismo do Acre e sua atuação estratégica nos espaços de governança ambiental interestadual.

“Esses encontros fortalecem a cooperação entre os estados da Amazônia Legal e permitem a construção de soluções conjuntas para desafios comuns, como a regularização ambiental, a segurança jurídica e a implementação efetiva do Código Florestal. A eleição da nova composição do Fórum, com o Acre assumindo a vice-presidência, reforça o reconhecimento do trabalho que o estado vem desenvolvendo e amplia nossa responsabilidade e contribuição nos espaços de governança ambiental interestadual”, enfatizou o secretário Leonardo Carvalho.
No período da tarde, a delegação acreana participou de agendas técnicas voltadas ao alinhamento e ao fortalecimento das políticas ambientais. Entre os compromissos, esteve a reunião sobre a ADPF 743, com foco no acompanhamento do Plano de Ação dos estados relacionado ao Cadastro Ambiental Rural (CAR), avaliando avanços, desafios e encaminhamentos conjuntos.

A programação contou ainda com reunião com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) para alinhar a participação dos estados nas ações previstas para 2026.
Encerrando a agenda, os representantes participaram de um encontro sobre o Programa de Cooperação Regional para a Prevenção e o Controle do Desmatamento e das Queimadas na Amazônia Legal, conduzido pelo Funbio, com apoio do Green Climate Fund, voltada ao fortalecimento de ações integradas de enfrentamento desmatamento e queimadas na Amazônia Legal.
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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE
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Deracre entra na fase final da obra da Casa do Produtor

O governo do Acre, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária (Deracre), avança na fase final da obra da Casa do Produtor, em Sena Madureira. A construção está na etapa de acabamentos e se aproxima da entrega, após meses de execução no local.
A obra foi pensada a partir da rotina de produtores rurais que saem das comunidades ainda de madrugada e passam o dia na cidade para vender o que produzem. Segundo a presidente do Deracre, Sula Ximenes, essa realidade foi determinante para o formato do projeto.
“Tem produtor que chega cedo, fica horas esperando, muitas vezes sem ter onde descansar ou organizar a carga. A Casa do Produtor nasce dessa necessidade simples: oferecer um lugar de apoio para quem passa o dia inteiro na cidade trabalhando”, afirmou.
Executada com recursos de parceria entre o governo do Estado e o governo federal, a construção atende determinação do governador Gladson Camelí e integra o conjunto de obras voltadas ao apoio direto à produção rural no interior.

“Não é uma obra para ficar fechada ou sem uso. É para funcionar no dia a dia, para quem realmente precisa. Agora estamos na fase final, cuidando dos detalhes, para entregar uma estrutura que seja útil desde o primeiro dia”, completou Sula Ximenes.
A construção já conta com as instalações elétrica, hidráulica e hidrossanitária concluídas, além do piso e do forro finalizados. No momento, os serviços estão concentrados no revestimento cerâmico das áreas molhadas e na pintura interna. Na parte externa, seguem os trabalhos de adequação do entorno, acabamento do muro, execução das calçadas e implantação da área de convivência.

A Casa do Produtor contará com dormitórios coletivos, área de convivência, copa, depósito e banheiros adaptados para pessoas com deficiência, com capacidade para atender produtores de Sena Madureira e de comunidades vizinhas que utilizam a cidade como ponto de comercialização da produção agrícola.

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