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Sete pessoas são presas em Marechal Thaumaturgo por furto qualificado e outros crimes
Ação da Polícia Militar resultou na recuperação de bens furtados, apreensão de arma de fogo e ferramentas usadas em arrombamentos
Sete pessoas, entre elas duas mulheres, foram presas no sábado, 13, em Marechal Thaumaturgo, durante uma ação da Polícia Militar, pelos crimes de furto qualificado, associação criminosa, posse irregular de arma de fogo, corrupção de menores e receptação.
A operação foi desencadeada após um furto a residência registrado no dia 13 de dezembro, no bairro União, de onde foram levadas joias e outros objetos de valor. A partir de informações levantadas pela guarnição, os policiais realizaram diligências em diferentes endereços, conseguindo localizar os suspeitos e recuperar parte do material furtado.
Durante as buscas, os militares apreenderam uma arma de fogo, munições e ferramentas normalmente utilizadas em arrombamentos, além de outros objetos ligados à prática criminosa. No momento da abordagem, alguns dos envolvidos tentaram fugir, mas foram contidos pela equipe policial.
Todos os suspeitos, juntamente com o material apreendido, foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil para os procedimentos cabíveis. Segundo o comandante da Polícia Militar no Vale do Juruá, major Abraão, a ação representa uma resposta direta à criminalidade na região do Alto Juruá, reforçando o compromisso do 6º Batalhão com a segurança, a ordem pública e o bem-estar da comunidade.
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Após incêndios criminosos, situação no Belo Jardim está sob controle, diz coronel

O coordenador de Segurança Pública, Coronel Atahualpa Ribeira, afirmou em entrevista à imprensa que a situação no bairro Belo Jardim, em Rio Branco, está sob controle das forças de segurança. Ele destacou que os responsáveis pelos incêndios registrados na terça-feira, 06, já foram identificados e que as investigações estão em andamento.
Os membros de uma facção criminosa teriam inclusive expulsado as duas famílias, obrigadas a mudar de endereço e morar em outro local da cidade, cujo endereço é desconhecido. De acordo com Atahualpa, o ataque ocorreu na briga entre facções que acontece há anos na região. “Um faccionado trocou de lado e os membros da facção tocaram fogo na casa dele, e ocorreu o revide do outro lado”, comentou.
O coordenador de Segurança Pública reconheceu que a situação na região é grave, e que as forças de segurança estão dando resposta à altura, com dezenas de prisões e apreensões de armas e drogas. “Estamos trabalhando duro para deixar a população com a maior segurança possível, com três linhas de policiamento: o preventivo por parte do 2º BPM, responsável pela área; o ostensivo e repressivo com o BOPE e suas companhias Giro e Rotam; e o repressivo qualificado por parte da Polícia Civil, na instauração de inquéritos, reconhecimento e indiciamentos de acusados”, explicou o coronel.
Atahualpa confirmou que, de fato, os imóveis estavam vazios no momento dos incêndios. Disse também das dificuldades enfrentadas pelas forças de segurança em obter informações, já que a população está blindada com a implantação da chamada “lei do silêncio” em todos os pontos dominados por facções. “Até as próprias vítimas se recusam a falar. Para ter uma ideia da situação, somente após o meio-dia de ontem alguém procurou a Delegacia de Polícia para fazer o registro, e mesmo assim sem fornecer maiores detalhes”, comentou.
Segundo o coordenador de segurança, desse e de outro caso semelhante registrado na região, a Polícia Civil já instaurou inquérito, e alguns infratores já estão devidamente identificados, sendo a prisão de todos uma questão de tempo. O oficial voltou a afirmar que a situação está sob controle, que o policiamento já foi reforçado na região e que a sensação de segurança no bairro Belo Jardim é o mínimo que pode ser oferecido à população.
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Tchê lamenta morte de Baixinho, pioneiro no Juruá: “Acreditava no café. Acreditava no Acre”
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Acre registra queda de 18% em roubos e furtos de celulares, mas apenas 6,7% dos aparelhos são recuperados
Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostram queda de 17,7% em relação a 2023, mas índice de recuperação segue baixo. Estado tem programa específico para tentar reverter quadro

O estado do Acre aparece na lista dos seis estados (Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro) que registrou a existência de programas estaduais de recuperação de celulares. Foto: captada
O Acre registrou 3.286 ocorrências de furto e roubo de celulares em 2024, segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública (edição 2025). Apesar da queda de 17,7% em relação a 2023 — quando foram registrados 3.976 casos —, apenas 253 aparelhos foram recuperados pelas polícias no ano passado, um número considerado baixo diante do total subtraído.
O estado está entre os seis do país que possuem programas estaduais específicos para recuperação de celulares, implementados em 2025. No entanto, especialistas apontam que, embora a redução nos registros seja positiva, a baixa taxa de devolução aos proprietários revela limitações na capacidade de investigação e processamento desses casos, indicando a necessidade de priorizar o enfraquecimento das cadeias criminosas que alimentam essa modalidade delituosa. A variação nacional de furtos e roubos de celulares foi de -12,6% no período.
Comparativo nacional:
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Queda no Acre: -17,7% (2023 → 2024)
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Queda no Brasil: -12,6% (no mesmo período)
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Recuperação: Acre recuperou menos de 7% dos celulares roubados/furtados.
Análise dos especialistas:
Pesquisadores do Anuário afirmam que, embora a redução de registros seja positiva, a oscilação na recuperação dos aparelhos “parece indicar limitações na capacidade de processamento e investigação”. Eles cobram que a devolução de celulares seja “uma agenda prioritária” para enfraquecer as cadeias econômicas do crime.
O Acre é um dos seis estados brasileiros (ao lado de MT, MS, SP, PR e RJ) que possui um programa estadual de recuperação de celulares, criado em 2025. A iniciativa, no entanto, ainda não refletiu em números expressivos de aparelhos devolvidos aos proprietários.
Estratégias de atuação:
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Rastreamento: Apenas celulares com bloqueio ativo e rastreamento têm chance maior de recuperação;
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Investigação: A baixa priorização desses crimes e a ausência de banco de dados unificadodificultam o trabalho policial;
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Mercado ilegal: Aparelhos são desmontados para venda de peças ou revendidos em outras regiões.
A Secretaria de Segurança do Acre deve reforçar a integração com operadoras e empresas de tecnologia para agilizar o bloqueio e localização. Já o programa estadual de recuperação precisa de mais divulgação à população.
A discrepância entre a queda nos registros e a baixa recuperação sugere que parte dos crimes pode estar subnotificada e que as redes criminosas seguem ativas, adaptando-se às estratégias de segurança.

Dos 3.785 aparelhos roubados e furtados em 2024, apenas 253 foram recuperados pelas polícias. Número muito pequeno diante da quantidade de aparelhos subtraídos das vítimas. Foto: captada



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