Acre
Servidores da Saúde fecham avenida em frente ao PS contra terceirização e secretário contesta

Dezenas de servidores da Secretaria de Saúde do Acre interditaram na manhã desta quarta-feira, 06, a avenida Nações Unidas, em frente ao Pronto Socorro de Rio Branco, em protesto contra a terceirização dos serviços na unidade.
“A terceirização escraviza, mutila e mata. Está mais que provado a incompetência da gestão desse governo desgovernado”, diz a secretária geral do Sintesac, Francinete Barros.
Segundo o sindicato, o governo estaria alegando falta de recursos para manter os serviços do Hospital de Urgência e Emergência. A intenção é de que os serviços sejam terceirizados até o dia 25 deste mês. O sindicato teme a precarização do atendimento com a terceirização.
O servidores prometem permanecer no local até as 11h da manhã desta quarta-feira. Eles devem manter uma agenda de manifestação e protestos contra a proposta do governo durante toda esta semana.

Já o secretário de Saúde do Acre, Gemil Júnior, considera que há um equívoco na pauta do sindicato. Ele diz que o governo não está propondo uma terceirização, mas uma parceria público-privada com o Pronto Socorro por meio de uma OS (Organização Social), entidade privada sem fins lucrativos que recebe subvenção do Estado para prestar serviços de interesse público.
“Essa OS está em discussão. Será uma parceria com o Pronto Socorro. Ela aumenta a capacidade de atendimento, acelera contratações de serviços e até aumenta a quantidade de leitos”, afirma o secretário.
Por Luciano Tavares
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Acre
Nível do Rio Acre volta a cair e confirma tendência de vazante em Rio Branco
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Acre
Acre fica fora do ranking dos 100 melhores hospitais públicos do SUS no Brasil
Levantamento nacional aponta desigualdade regional na saúde; apenas Pará e Amazonas representam a Região Norte na lista

Um levantamento nacional divulgado nesta semana revelou que o Acre está entre os sete estados brasileiros que não possuem hospitais classificados entre os 100 melhores do País no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Além do Acre, também ficaram fora do ranking Amapá, Rondônia e Roraima, na Região Norte, além de Alagoas, Mato Grosso e Paraíba, evidenciando a desigualdade regional na distribuição de unidades hospitalares de referência.
O estudo foi realizado pelo Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (Ibross), em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), o Instituto Ética Saúde (IES), o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). A avaliação considerou hospitais federais, estaduais e municipais com gestão integral pelo SUS, com dados coletados entre agosto de 2024 e julho de 2025.
De acordo com o ranking, São Paulo lidera a lista nacional, concentrando 30% dos hospitais selecionados. Em seguida aparecem Goiás, com dez unidades, Pará e Santa Catarina, com sete cada, além de Pernambuco e Rio de Janeiro, com seis hospitais cada.
Na Região Norte, apenas os estados do Pará e do Amazonas conseguiram inserir unidades entre as 100 melhores, com sete e três hospitais, respectivamente. Os demais estados da região, incluindo o Acre, ficaram de fora da seleção. Ao todo, os hospitais avaliados estão distribuídos em 19 estados e no Distrito Federal, com forte concentração nas regiões Sudeste e Centro-Oeste.
Segundo o Ibross, os critérios utilizados na avaliação incluíram acreditação hospitalar, indicadores de mortalidade, taxa de ocupação, número de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e tempo médio de internação. A lista integra a primeira edição do Prêmio Melhores Hospitais Públicos do Brasil, que ainda irá selecionar os dez melhores hospitais públicos do País, com divulgação prevista para o mês de maio.
Ao comentar o resultado, o secretário de Estado de Saúde do Acre, Pedro Pascoal, afirmou que o levantamento reflete um problema histórico enfrentado pelo País, especialmente nas regiões mais distantes dos grandes centros urbanos. Segundo ele, a ausência de hospitais acreanos no ranking revela uma desigualdade estrutural acumulada ao longo de décadas. Ainda assim, destacou que o governo estadual tem adotado medidas para mudar esse cenário.
“O Acre tem desafios importantes, mas estamos trabalhando para fortalecer a rede pública de saúde, com investimentos, modernização das unidades, regionalização dos serviços e melhoria contínua da assistência. Nosso objetivo é garantir que a população do interior tenha acesso ao mesmo padrão de cuidado oferecido nos grandes centros”, afirmou o secretário.
Com informações de AC24horas
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Acre
Rio Acre segue em queda e permanece bem abaixo da cota de alerta em Rio Branco
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Foto: Sérgio Vale

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