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Seleção testa nova formação contra Peru na Copa América Feminina
Paraguai será o adversário do Brasil na semifinal na próxima terça

Por Lincoln Chaves
A seleção feminina enfrenta o Peru nesta quinta-feira (21), às 21h (horário de Brasília), pela última rodada da primeira fase da Copa América, realizada na Colômbia. O confronto no estádio Pascual Guerrero, em Cali, será utilizado pela técnica Pia Sundhage para testar uma nova formação. As brasileiras estão asseguradas nas semifinais e já têm a liderança do Grupo B garantida.

O Brasil venceu os três jogos que disputou e soma nove pontos. São três de vantagem para Argentina e Venezuela, que se enfrentam em jogo simultâneo, no estádio Centenário, em Armenia. Como o primeiro critério de desempate é o confronto direto, não há como a seleção canarinho ser ultrapassada. As argentinas, por terem melhor saldo que as venezuelanas, avançam às semifinais em caso de empate. O Peru, zerado após três rodadas, não tem chances de classificação.
Pia não poderá contar com a zagueira Rafaelle e a volante Angelina, suspensas pelo terceiro amarelo. Em entrevista coletiva na quarta-feira (20), a treinadora disse que colocará em prática uma formação diferente, com três defensoras, ao invés do habitual 4-4-2. A sueca também confirmou que fará mudanças na equipe, poupando atletas para a semifinal.
“[Contra o Peru] Estamos preparadas para jogar das duas formas, com três ou quatro jogadoras na linha de trás, a depender de como for o jogo. Espero bastante intensidade. Algumas das jogadoras não vêm jogando, mas vêm treinando e nos preparamos bem para essa partida. Se você está no banco, agora é a vez de brilhar. Espero velocidade de jogo, muitas emoções, muitas chances de gol e retomada de bola quando perdermos a posse”, projetou a técnica do Brasil.
“É importante que elas possam competir internamente pela vaga, que todas as jogadoras que não estão entre as 11 titulares pensem que precisam dar mais de si no próximo treino. Se você consegue criar esse ambiente, torna-se capaz de competir contra qualquer equipe do mundo. A [atacante] Gabi Portilho, por exemplo, fez um ótimo trabalho [na goleada por 4 a 0 sobre a Venezuela], garantindo que aproveitássemos mais a largura do campo do lado direito”, complementou Pia.
A provável formação diante das peruanas terá Lorena; Fê Palermo, Kathellen e Letícia Santos; Luana, Duda Sampaio, Duda Santos, Duda Francelino e Gabi Portilho; Geyse e Kerolin.
Adversário definido
O Paraguai será o adversário do Brasil na semifinal da Copa América. Na noite desta quarta-feira, as paraguaias derrotaram o Equador por 2 a 1 em Cali, em confronto direto pela segunda vaga do Grupo B. As atacantes Jessica Martínez e Lice Chamorro marcaram para a Albiroja, enquanto a meia Kerlly Real fez o gol da seleção equatoriana, comandada pela brasileira Emily Lima e que finalizou a competição com três pontos (uma vitória em quatro jogos), na quarta posição da chave.
Com a vitória, o Paraguai foi a nove pontos, em segundo lugar no Grupo B, três pontos atrás da líder Colômbia. A seleção anfitriã encerrou a primeira fase goleando o Chile por 4 a 0 em Armenia, também na quarta. A zagueira Daniela Arias, a lateral Manuela Vanegas, a meia Lia Salazar (que defende o Corinthians) e a atacante Catalina Usme balançaram as redes para as colombianas, que aguardam Argentina ou Venezuela na semifinal. As chilenas, com seis pontos (dois triunfos em quatro partidas), ficaram em terceiro na chave, eliminadas.
As três seleções mais bem colocadas da Copa América asseguram vaga na Copa do Mundo do ano que vem, em Austrália e Nova Zelândia. As duas finalistas garantem lugar na Olimpíada de Paris (França), em 2024.
Edição: Cláudia Soares Rodrigues
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Acre registra aumento de hospitalizações por influenza A, aponta Fiocruz
Nas quatro últimas semanas epidemiológicas no país, entre os casos positivos de SRAG, a prevalência foi de 20,5% de influenza A, 2,6% de influenza B, 8,5% de vírus sincicial respiratório, 33,2% de rinovírus e 19,3% de Sars-CoV-2 (Covid-19)

Diferentemente do cenário observado no Acre, o panorama nacional indica queda de casos de SRAG tanto na tendência de longo prazo, que considera as últimas seis semanas. Foto: captada
O Acre continua registrando incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em nível de risco, com sinal de crescimento na tendência de longo prazo, segundo a nova edição do Boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgada nesta quinta-feira, 22.
O avanço dos casos no estado vem sendo impulsionado principalmente pela influenza A, responsável pelo aumento das hospitalizações em crianças pequenas, jovens, adultos e idosos.
A análise tem como base a Semana Epidemiológica 2, correspondente ao período de 11 a 17 de janeiro, e também aponta situação semelhante no Amazonas. Diferentemente do cenário observado no Acre, o panorama nacional indica queda de casos de SRAG tanto na tendência de longo prazo, que considera as últimas seis semanas, quanto na de curto prazo, referente às últimas três semanas.
Nas quatro últimas semanas epidemiológicas no país, entre os casos positivos de SRAG, a prevalência foi de 20,5% de influenza A, 2,6% de influenza B, 8,5% de vírus sincicial respiratório, 33,2% de rinovírus e 19,3% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Entre os óbitos registrados no mesmo período, a presença dos vírus foi de 29,4% de influenza A, 3,2% de influenza B, 4,8% de vírus sincicial respiratório, 19% de rinovírus e 32,5% de Sars-CoV-2.
Diante do cenário no Acre, a pesquisadora do Programa de Computação Científica da Fiocruz e do InfoGripe, Tatiana Portella, recomenda a adoção de medidas de proteção pela população, como o uso de máscaras em postos de saúde e em locais fechados com grande circulação de pessoas. Ela também reforça a importância da vacinação.
“É fundamental que as pessoas do grupo prioritário, a exemplo das crianças, idosos, indígenas e pessoas que apresentam comorbidade, tomem a vacina o quanto antes, que já começou na Região Norte”, afirmou.
Situação em outros estados e capitais
Em estados como Ceará, Pernambuco e Sergipe, as hospitalizações por influenza A apresentam sinal de interrupção do crescimento ou início de queda. Na Paraíba, há um leve aumento das hospitalizações por vírus sincicial respiratório, ainda sem reflexo no crescimento de casos de SRAG em crianças pequenas.
Até a Semana Epidemiológica 2, apenas três das 27 capitais brasileiras apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco, com crescimento na tendência de longo prazo: Manaus (AM), Cuiabá (MT) e São Luís (MA).
Incidência, mortalidade e dados de 2026
Em nível nacional, os dados indicam estabilidade ou leve queda dos casos de SRAG em todas as faixas etárias, associadas à baixa circulação da maioria dos vírus respiratórios. A exceção é a influenza A, que, apesar de apresentar baixa circulação na maior parte do país, tem impulsionado o aumento dos casos no Acre e no Amazonas.
A incidência e a mortalidade semanais médias, nas últimas oito semanas epidemiológicas, mantêm maior impacto nos extremos etários. A incidência de SRAG é mais elevada entre crianças pequenas, enquanto a mortalidade se concentra principalmente entre os idosos. Casos associados à influenza A e ao Sars-CoV-2 apresentam maior incidência em crianças pequenas e idosos, com mortalidade mais acentuada na população idosa.
Em relação ao ano epidemiológico de 2026, já foram notificados 1.765 casos de SRAG no país. Desses, 399 (22,6%) tiveram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 611 (34,6%) apresentaram resultado negativo e 615 (34,8%) ainda aguardam resultado.
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Menino de 6 anos aguarda há mais de 2 semanas por otorrino no Hospital do Juruá, em Cruzeiro do Sul
Criança tem infecção com pus e dor constante; mãe denuncia que, mesmo com especialista no hospital, atendimento só tem sido feito por clínico geral

De acordo com a mãe da criança, o ouvido do menino apresenta pus visível, dor constante e não responde aos medicamentos prescritos por médicos clínicos gerais. Foto: captada
Há mais de duas semanas, um menino de 6 anos enfrenta uma infecção no ouvido com pus, dor persistente e sem resposta ao tratamento prescrito por clínicos gerais no Hospital do Juruá, em Cruzeiro do Sul. A mãe da criança denuncia que, apesar de várias idas à UPA e ao hospital, o garoto ainda não foi avaliado por um médico otorrinolaringologista.
Segundo ela, o quadro não melhora com os medicamentos receitados, e os pedidos por um especialista foram respondidos com a informação de que “o atendimento não funciona dessa forma”. Na última quarta-feira, a criança passou a tarde inteira no hospital sem ser atendida pelo otorrino, mesmo havendo um profissional disponível na unidade.
A família teme o agravamento da infecção e busca visibilidade para o caso na expectativa de que a criança receba o atendimento especializado necessário. A Secretaria de Saúde do Acre ainda não se pronunciou sobre a situação.
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Lucas Sanchez sofre fratura e está fora do Campeonato Estadual

Foto Glauber Lima: O prazo de recuperação para Lucas Sanchez é de 45 dias
O atacante Lucas Sanchez, do Santa Cruz, sofreu uma fratura na clavícula esquerda durante o confronto contra o Humaitá nessa quinta, 22, na Arena da Floresta, e está fora do Campeonato Estadual Sicredi de 2026.
O atleta foi atendido no Pronto Socorro de Rio Branco e o prazo de recuperação para a lesão é de 45 dias.
Volta aos treinos
O elenco do Santa Cruz volta aos treinos nesta sexta, 23, no CT do Cupuaçu, para um trabalho de recuperação física e inicia a preparação para o confronto contra o Vasco programado para o dia 31, no Tonicão.
Aumentar a pressão
A derrota para o Humaitá deve aumentar a pressão no Santa Cruz para o duelo da 3ª rodada. A equipe ainda não venceu no Estadual e ganhar do Vasco transformou-se em obrigação para manter as boas chances de classificação para as semifinais.

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