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Segurança transfere 14 presos e atua para evitar possível retaliação no Acre; não há policial penal afastado

A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Acre (Sejusp) reuniu nesta quarta-feira, 27, a cúpula envolvida nas investigações que apuram a rebelião do último 26 de julho e detalhou a transferência de detentos. Foram 14 presos de todo o complexo penitenciário transferidos de Rio Branco é não apenas do presídio Antônio Amaro Alves.
A secretaria nacional de políticas penais é quem irá definir o destino dos detentos e a Sejusp evitou revelar os nomes dos transferidos por questão de segurança, uma vez que as investigações seguem em andamento.

Cúpula envolvida nas investigações que apuram a rebelião do último 26 de julho no presídio do Acre – Foto: David Sahid
O representante da Sejusp, coronel José Américo Gaia, afirmo que nenhum servidor do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen-AC) foi afastado de suas funções após a rebelião no Antônio Amaro.
“Houve mudança na estrutura, o que é comum acontecer após um caso como esse, mas todos estão trabalhando”, garantiu.
Dois inquéritos foram instaurados, um para apurar a morte dos cinco detentos e outra para investigar o que aconteceu no dia da rebelião. A segurança diz que já vem trabalhando para evitar possíveis retaliações que poderiam haver após a transferência de presos.

Uma grande escolta foi montada por policiais militares, civis e federais para transportar os detentos da unidade prisional até o Aeroporto Internacional da capital – Foto: Sejusp
“Há um trabalho que monitora todas as ações dos faccionados no que diz respeito à retaliação. Há informes de que um grupo pode estar se desfazendo e outro se sobrepondo. Por isso, trabalhamos de forma preocupada e intensificada”.
A última transferência de detentos do sistema prisional acreano havia ocorrido foi em 2018. A depender do trabalho investigativo, mais presos podem ser transferidos ou não.

A secretaria nacional de políticas penais é quem irá definir o destino dos detentos – Foto: Sejusp
De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil no Acre, Henrique Maciel, as investigações estão avançadas. “Já temos muitos elementos e indícios de provas evidentes que temos de concluir várias situações, mas esperamos concluir essas investigações no menor tempo possível para dar resposta à justiça e à sociedade”.
A transferência ocorrida após dois meses da rebelião se deu por conta da série de levantamentos e relatórios da inteligência policial. “A Sejusp se reuniu diversas vezes cuidando da identificação dos responsáveis daquele dia, tanto a nível de execução da rebelião quanto ao nível de tomada decisória para que ela ocorresse. Foi um trabalho minucioso com oitivas dessas pessoas, capturas de áudio e vídeo, que culminou com essa transferência”, declarou Gaia.
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Elzinha Mendonça defende proteção absoluta à infância e denuncia avanço da violência doméstica no Acre
Vereadora cobra rigor na proteção de crianças, celebra 94 anos do voto feminino e reforça compromisso com políticas públicas para mulheres
Em um discurso marcado por firmeza e defesa dos direitos humanos, a vereadora Elzinha Mendoça utilizou a tribuna na sessão do dia 24 de fevereiro para tratar de temas sensíveis e urgentes: a proteção à infância, o combate à violência contra a mulher e a valorização da participação feminina na política.
Proteção à infância e combate ao abuso
A parlamentar expressou indignação diante de decisão judicial envolvendo caso de estupro de vulnerável, reforçando que crianças devem ser protegidas de forma absoluta.
“Quando o tema envolve criança não existe relativização possível: criança não consente, criança não escolhe, criança precisa ser protegida”, afirmou.
Elzinha destacou que a Constituição assegura prioridade absoluta à infância e que essa garantia deve prevalecer acima de qualquer interpretação que fragilize a proteção.
“A prioridade absoluta significa acima de qualquer interpretação que fragilize essa proteção… o que ecoa na sociedade é a insegurança para crianças”, declarou.
A vereadora também chamou atenção para os índices preocupantes no Estado. “O estado do Acre está entre os cinco estados com maior taxa de estupro de vulnerável no país… precisamos fortalecer as políticas públicas com seriedade.”
Encerrando o tema, reforçou: “Criança não é adulta em miniatura, criança é prioridade absoluta e nisso não pode haver divisão ideológica, isso é humanidade.”
94 anos do voto feminino
Elzinha Mendoça também celebrou os 94 anos da conquista do voto feminino no Brasil, marco histórico ocorrido em 24 de fevereiro de 1932.
“Quando a mulher se movimenta, toda a sociedade se movimenta com ela”, pontuou.
“Não foi um presente, não foi nada dado de mão beijada, foi muita luta, muita resistência e muito enfrentamento… ocupar a política é honrar aquelas que lutaram antes de nós.”
Para ela, a data deve representar mais que memória histórica: “Que esse dia 24 de fevereiro não seja apenas uma lembrança, mas que ele represente um chamado à responsabilidade.”
Alerta sobre violência doméstica no pós-Carnaval
Outro ponto central do pronunciamento foi a divulgação de dados da Polícia Civil sobre violência doméstica durante o período carnavalesco no Acre.
“Somente no período do carnaval foram registrados 56 casos de violência doméstica e 41 pedidos de medidas protetivas”, destacou.
Elzinha criticou a naturalização da agressão contra mulheres. “O que deveria ser celebração virou medo e dor… parece que ficou naturalizada a agressão contra a mulher.”
“Violência doméstica não é problema privado, é problema social, é responsabilidade do poder público”, afirmou.
Em referência às homenagens do mês de março, fez um alerta: “Muitas vezes, por trás dessas flores, vem a violência e muitas mulheres se calam por medo.”
Encerrando sua fala, reafirmou: “Serei sempre a voz daquelas que precisarem de mim. Abaixo a violência sempre!”
Atuação legislativa e solenidades
A vereadora também cobrou a tramitação e votação de um pacote de leis apresentado por ela no ano anterior, voltado à proteção integral de crianças e adolescentes.
Foi anunciado ainda que Elzinha Mendoça conduzirá, ao lado da vereadora Lucilene, sessão solene no dia 9 de março em alusão ao Dia Internacional da Mulher, com homenagens às mulheres de Rio Branco.
A Câmara Municipal de Rio Branco segue acompanhando as pautas relacionadas à proteção da infância, enfrentamento à violência doméstica e valorização da participação feminina na vida pública.
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Justiça mantém condenação do Estado do Acre e fixa indenização de R$ 50 mil à família de jovem que morreu sob custódia policial
Orlair da Silva Cavalcante, de 21 anos, morreu em novembro de 2014 após ser liberado do hospital e retornar à Delegacia de Flagrantes; decisão reconhece falha no atendimento médico
A Justiça do Acre manteve a condenação por danos morais contra o Estado do Acre e determinou o pagamento de R$ 50 mil à família de Orlair da Silva Cavalcante, de 21 anos, que morreu após passar mal dentro da Delegacia de Flagrantes (Defla), em Rio Branco, em novembro de 2014. Cabe recurso da decisão.
Segundo o Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC), a decisão foi mantida em segunda instância e reconheceu falha no atendimento médico prestado ao jovem enquanto ele estava sob custódia policial.
De acordo com o processo, Orlair apresentou sinais de traumatismo craniano após sofrer uma queda antes da prisão. Ele chegou a ser atendido duas vezes no Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb), mas foi liberado sem permanecer em observação.
Horas depois, já de volta à delegacia, ele não resistiu e morreu em decorrência de hemorragia intracraniana. De acordo com a ação, movida pelos pais do jovem, o filho morreu por negligência médica e omissão. Eles pediram indenização por danos morais e materiais, incluindo despesas com funeral e pensão mensal.
Decisão judicial
Na decisão de primeira instância, a Justiça afastou a existência de erro médico direto, mas entendeu que houve falha no serviço ao não manter o paciente em observação, o que teria reduzido as chances de recuperação. Por isso, a condenação ao pagamento de R$ 50 mil por danos morais.
O pedido de pensão para a família foi negado por falta de comprovação de dependência econômica.
Recurso do Estado
O Estado recorreu em 1ª instância, alegando que não teve responsabilidade pela morte e sustentou que o próprio jovem teria dado causa às lesões ao cair do telhado e resistir à prisão.
Apesar disso, a Justiça considerou que, ao assumir a custódia, o poder público passa a ser responsável pela integridade física do preso e que houve falha ao liberar o paciente sem acompanhamento adequado diante do quadro clínico.
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Acidente envolvendo três veículos é registrado na BR-364 entre Sena Madureira e Rio Branco

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