O Secretário Municipal de Saúde James Andrade da Silva atendendo ordem do Prefeito André Hassem convocou uma reunião nesta quinta feira dia 07 para fazer oficialmente o lançamento do Plano Emergencial de combate a Dengue no Município de Epitaciolândia, o motivo da elaboração desse plano foi o aumento do índice de ocorrência de infestação do mosquito vetor da doença.
Participaram da reunião além do Secretário e profissionais do setor de endemias, representantes do Corpo de Bombeiros, Exercito Brasileiro, Vereadores, Ministério Público, Secretários e Imprensa local, o intuito é atacar de todas as formas e intensificar os serviços de informações para que a população possa se sensibilizar e continuar com as parcerias com a secretaria de saúde informou James.
Foto: Ana freitas/Assessoria
Segundo o Secretário já vem sendo feito um serviço em parceria com as Secretaria de Obras e Meio ambiente na remoção de entulhos e coleta de lixo para evitar possíveis criadouros do mosquito em locais com acúmulo de água, “Além disso, estamos fazendo o serviço de borrifação em todas as residências, estamos entrado nos quintais afim de aplicar inseticida adequada para combater o Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue”.
O secretário salientou ainda que está previsto uma grande campanha nos próximos dias envolvendo todos os setores e a comunidade em geral, culminando com o dia “D” no próximo dia 22 de fevereiro, vamos fazer palestras dentro das escolas, pois com o início do ano letivo ganharemos fortes aliados que são nosso alunos, pois combater a dengue é um dever de todos, enfatizou o secretário.
Só para que você entenda:
Fonte: SEMUSA/EPA
O município de Epitaciolândia foi classificado pelo Ministério da Saúde entre os oito municípios do Acre como risco de epidemia de Dengue.
Dessa forma, a Secretaria Municipal de Saúde, elabora um Plano de Ação de Combate à Dengue, objetivando o bloqueio nas áreas de riscos bem como a realização de exames nas unidades básicas de saúde, favorecendo o diagnóstico rápido.
Estão envolvidos neste Plano de Ação, todos os setores, programas da SEMUSA, bem como outros órgãos da administração pública municipal e estadual, que são parceiros no combate à Dengue.
Plano de combate a dengue – Foto: Ana Freitas
SITUAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA
No período de janeiro a dezembro de 2012, á Coordenação de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde de Epitaciolândia registrou nas Unidades Básicas de Saúde 17 notificações de caso suspeita de dengue.
Vale ressaltar que a maioria dos pacientes busca atendimento direto no Hospital Raimundo Chaar, situado em Brasiléia, o qual notificou 254 casos, em quando que as notificações nas UBS foram 271 casos.
Tabela 1 – Casos de Dengue notificados e confirmados em Epitaciolândia.
ANO
Notificados
Confirmados
Redução
2009
597
121
–
2010
290
67
67.4%
2011
93
08
75,8%
2012
271
08
+ 74,4%
Fonte SINAN-NET
Conforme a descrição da tabela acima, podemos observa, que houve uma redução dos casos notificados e confirmados de dengue entre os anos 2009 à 2012.
Unidades notificantes
2009
2010
2011
2012
Centro de Saúde
14
09
01
0,0
UBS Manoel A. da Costa
79
19
07
07
UBS Jose F. Nascimento
37
10
08
03
UBS João Alves da Silva
101
42
09
02
UBS São Cristovão
02
02
02
02
UBS Nari Bela Flor
01
00
0,0
02
VE. Vigilância Epidemiológica
04
00
01
01
HCRC
359
208
59
254
José Paulo
0,0
0,0
06
0,0
Total
597
290
93
271
Fonte SINAN-NET
SITUAÇÀO ENTOMOLÓGICA
O Programa Nacional de Controle da Dengue (PNCD) preconiza que os municípios infestados pelo Aedes aegypti; realizem seis ciclos de visitas anuais em todos os imóveis existentes, ou seja, a cada dois meses, e os não infestados, a cada quatro meses.
No município de Epitaciolândia dos 03 ciclos trabalhados só foi concluído o 2º por falta de Agente de Vigilância em saúde (AVS). O Índice de infestação no 1º e 3º ciclo acima de 4,30 chegando a 12,14% por localidade mostra a realidade em que se encontra o Município. Infestado pelo mosquito transmissor da dengue.
Borrifação combate a dengue bairro vitória – Foto: Wesley Cardoso
Tabela 03. Dados Entomológicos IIP índice de infestação Predial por ciclo e Localidades 2012
Localidades
Ciclo
1º
2º
3º
Vila Militar
Ciclo
0,0
0,0
0,83
Liberdade
Ciclo
5,90
2,46
8,47
Centro
Ciclo
7,06
2,34
5,75
Fontinele
Ciclo
5,52
0,0
4,36
Vila Vitória
Ciclo
2,98
1,21
4,31
Beira Rio
Ciclo
1,04
Satel
Ciclo
8,81
3,15
12,14
José Hassem
Ciclo
2,02
10,43
Bela Vista
Ciclo
1,57
L.dos Vales
Ciclo
0,60
Aeroporto
Ciclo
3,17
Por do Sol
Ciclo
0,0
Vila Progresso
Ciclo
0,0
Depósitos predominantes por ciclo foram:
Analisando os ciclos trabalhados em 2012 pode-se observar que os principais tipos de depósitos positivos para o Aedes aegypti; foram o D2. Seguido do A2 depósitos ao nível do solo caixa d’água e tanques, D1 pneus, B depósitos moveis como bebedouros de animais e outros. (Conforme gráfico acima)
Em 2012 a Coordenação de Endemias, juntamente com agentes de endemias, e apoio dos técnicos da Secretaria de Saúde do Estado realizou 03 Levantamentos de Índice Rápidos de Infestação por Aedesaegypti; (LIRAa).
Objetivo: identificar a situação de infestação no município por localidade, para garantir o direcionamento das ações de controle para as áreas mais críticas.
LIRAA
Data
Índice IIP
Índice IB
1º
25 a 30/01/2012
6,3
6,7
2º
07 a 10 /05/2012
5,4
5,8
3º
15 a 18 /10/2012
4,0
6,0
Fonte: SISFAD
Levantamento de índice rápido (lIRAa).
PE
Ponto Estratégico
Localidades Ativas
13
Bairros
Quarteirões
Existente
236
Amostra coletada
Aedes
88
Quarteirões positivos
41
Larvas Capturadas
Aedes 173
Outros 124
PE
Visitados
362
Positivos
Aedes
26
Pendência
06
1,63%
Deposito inspecionado
A2
B
C
D1
D2
E
Total
133
54
17
602
1635
06
3447
Tipos de inseticida utilizados para controle do vetor
Inseticida Utilizado Quantidade PE
Tipo
Consumo
Local de Aplicação
Cipermetryna
44 litros de caldo
Peri focal
Deltametryna
3, 875,00 ml calda
Peri focal
L1 Temephos
26, 510 Quilo
Focal
Inseticida Utilizado Quantidade Li + Tratamento
Tipo
Produto Comercial
Quarteirões Trabalhados
Cipermetryna
3418,4 ml
677
Lambdaclalotryna 5%
12003,8 ml
688
L1 Temephos
733,180 Kg
T .Focal Depósitos de Água
Veja a entrevista com Secretario James Andrade.
Link para vídeo entrevista
Borrifação combate a dengue – Foto: Wesley Cardoso
Faleceu nesta quarta-feira (31), aos 71 anos, em Rio Branco, Gilberto Bezerra de Farias, conhecido como Gil Trotamundos. Natural de Sena Madureira, ele se tornou um dos mais conhecidos ciclistas aventureiros do Brasil ao realizar três voltas ao mundo de bicicleta, percorrendo aproximadamente 500 mil quilômetros e visitando 142 países ao longo de mais de 45 anos de viagens.
Gil ganhou projeção internacional por suas jornadas sobre duas rodas, que lhe renderam reconhecimento no meio do cicloturismo e da aventura. Ao longo da carreira, publicou 12 livros em quatro idiomas e produziu 17 filmes, entre eles nove documentários sobre suas viagens — como a série Pedal da Liberdade — e outros oito voltados à história de seus antepassados no Acre.
Entre as homenagens recebidas, foi escolhido para conduzir a tocha olímpica em Rio Branco durante os Jogos Olímpicos de 2016 e também participou do revezamento da tocha nos Jogos Pan-Americanos de 2007, no Rio de Janeiro.
Em entrevistas, Gil relatava ter filhos em diferentes países, reflexo de sua vida itinerante ao redor do mundo. Nos últimos meses, enfrentava um câncer e havia se mudado para Santa Catarina em busca de tratamento e para tentar se estabelecer junto à família.
A morte de Gil Trotamundos encerra uma trajetória considerada histórica para o cicloturismo acreano e brasileiro, marcada por espírito aventureiro, produção cultural e promoção do Acre no exterior.
A Prefeitura de Rio Branco entregou, na manhã desta quarta-feira (31), a nova Ponte do Caipora, uma obra histórica e muito aguardada pelos moradores da região. A entrega contou com a presença do prefeito Tião Bocalom, do vice-prefeito Alysson Bestene, do presidente da Câmara Municipal Joabe Lira, secretários municipais, lideranças comunitárias e moradores beneficiados.
A nova estrutura representa um avanço significativo para a mobilidade e a segurança da população, encerrando um longo período de isolamento enfrentado por centenas de famílias, especialmente durante o inverno amazônico, quando as cheias impediam o deslocamento e o acesso a serviços essenciais.
Segundo o prefeito Tião Bocalom, a obra simboliza mais do que infraestrutura: representa liberdade, dignidade e cuidado com as pessoas. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
Segundo o prefeito Tião Bocalom, a obra simboliza mais do que infraestrutura: representa liberdade, dignidade e cuidado com as pessoas.
“Até o ano passado, as comunidades daqui ficavam isoladas. Teve ano em que não tinha comida, porque ninguém conseguia sair. Agora, eles vão poder ir e vir com segurança. Essa ponte representa liberdade e dignidade para todo mundo. A prefeitura colocou quase dois milhões em contrapartida, porque nosso objetivo é cuidar bem do nosso povo”, destacou o prefeito.
O vice-prefeito Alysson Bestene reforçou o impacto social da obra, ressaltando o compromisso da gestão municipal em atender quem mais precisa. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
O vice-prefeito Alysson Bestene reforçou o impacto social da obra, ressaltando o compromisso da gestão municipal em atender quem mais precisa.
“É uma obra de grande impacto. Quando garantimos que as famílias possam se deslocar com tranquilidade e segurança, quem ganha é a comunidade. A prefeitura tem buscado chegar a quem mais precisa”, afirmou.
De acordo com o secretário municipal de Infraestrutura, Cid Ferreira, a entrega da Ponte do Caipora integra um amplo programa de investimentos em infraestrutura rural e urbana.
De acordo com o secretário municipal de Infraestrutura, Cid Ferreira, a entrega da Ponte do Caipora integra um amplo programa de investimentos em infraestrutura rural e urbana. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
“Estamos concluindo cerca de 100 pontes de batisteca, e esta já é a sexta ponte de concreto desta gestão. É um compromisso com a infraestrutura e com a melhoria da vida da população”, explicou.
A ponte foi construída com recursos federais, somados à contrapartida da Prefeitura de Rio Branco. Para os moradores, a obra encerra décadas de dificuldades e garante acesso permanente a serviços como saúde, educação e abastecimento.
Moradora do Projeto Moreno Maia há 28 anos, Claucilene Oliveira destacou a importância histórica da entrega. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
Moradora do Projeto Moreno Maia há 28 anos, Claucilene Oliveira destacou a importância histórica da entrega.
“Essa ponte representa a nossa liberdade, o direito de ir e vir e a melhoria da qualidade de vida. Durante muitos anos, nas enchentes, ficávamos isolados e dependentes da ajuda do poder público. Agora esse problema não vai mais existir. É um sonho antigo dos moradores, aguardado por mais de 30 anos.”
O morador Pedro de Souza Marcial também celebrou a conquista. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
O morador Pedro de Souza Marcial também celebrou a conquista.
“Essa ponte representa um bem muito grande pra nós. A gente ficava ilhado, tinha época que não tinha nada em casa porque não dava pra ir à cidade. O Bocalom está de parabéns. É um bem precioso pra toda a vida.”
Mais investimentos em infraestrutura rural
Ainda nesta quarta-feira, o prefeito Tião Bocalom e sua equipe seguiram para o Ramal Piçarreira, na região do Calafate, onde foi entregue mais uma ponte construída integralmente com recursos próprios do município. A obra beneficia diretamente moradores e produtores rurais, facilitando o escoamento da produção agrícola e fortalecendo a economia local.
O prefeito e sua equipe seguiram para o Ramal Piçarreira, na região do Calafate, onde foi entregue mais uma ponte construída integralmente com recursos próprios do município. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
“O último dia do ano foi dedicado à entrega de obras. Estivemos na ponte do Caipora, uma obra notável, e agora entregamos outra bela ponte no Ramal Piçarreira. Essa era uma reivindicação de mais de vinte ou trinta anos.
Investimos recursos próprios, mostrando que a prefeitura tem capacidade de realizar. Isso é apoio direto aos trabalhadores e produtores rurais que colocam alimento na mesa da nossa população”, concluiu o prefeito.
Com essas ações, a Prefeitura de Rio Branco reafirma seu compromisso com o desenvolvimento, a inclusão social e a melhoria da qualidade de vida, especialmente nas áreas que por décadas conviveram com o isolamento e a falta de infraestrutura.
“Nada melhor do que concluir o ano, em um dia de feriado, trabalhando e mostrando nosso compromisso com a população”, disse Joabe. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
Presidente da Câmara Joabe Lira que acompanhou o prefeito nas agendas, ressaltou o memento especial para os moradores da zona rural.
“Um dia especial, o último do ano, 31 de dezembro. Estamos encerrando o ano, e não há melhor maneira de celebrar do que entregando obras. Isso demonstra o compromisso e a dedicação do prefeito, que também compartilhamos na Câmara, com a população de Rio Branco. Nada melhor do que concluir o ano, em um dia de feriado, trabalhando e mostrando nosso compromisso com a população”.
Chuvas agravaram crateras, erosões e deslizamentos; trechos entre Sena Madureira, Manoel Urbano e Feijó são os mais afetados. DNIT e PRF atuam em interdições parciais
Ao longo de 2025, a rodovia acumulou reclamações por más condições de trafegabilidade, e as fortes chuvas das últimas semanas pioraram ainda mais o cenário. Foto: captada
A BR-364, única ligação terrestre entre o Vale do Juruá e a capital Rio Branco, permanece em situação crítica e continua gerando preocupação entre moradores, motoristas e transportadores. Em 2025, a rodovia foi alvo de constantes críticas devido às más condições e, com as fortes chuvas recentes, o cenário piorou: crateras, erosões e deslizamentos têm tornado trechos intrafegáveis, especialmente entre Sena Madureira, Manoel Urbano e Feijó.
Nas últimas semanas, um trecho próximo à Vila Santa Luzia, em Cruzeiro do Sul, foi parcialmente interditado após o asfalto ceder com o transbordamento de um igarapé. Equipes do DNIT e da PRF atuam no local para controlar o tráfego e reduzir riscos. Motoristas relatam que o percurso de aproximadamente 635 quilômetros, que antes levava de sete a oito horas, agora pode durar de 12 a 16 horas, causando aumento no consumo de combustível, desgaste mecânico e elevação dos custos de frete.
A rodovia segue essencial para o abastecimento e a economia regional, mas a precariedade estrutural impacta diretamente a mobilidade, a segurança e a rotina dos moradores do Juruá.
Problemas recentes:
Interdição parcial próximo à Vila Santa Luzia, em Cruzeiro do Sul, após o asfalto ceder com o transbordamento de um igarapé;
Crateras, erosões e deslizamentos de pista em vários trechos, especialmente entre Sena Madureira, Manoel Urbano e Feijó;
Atuação conjunta do DNIT e da PRF para controle do tráfego e redução de riscos.
A situação precária já havia sido apontada pela CNT como uma das piores do país. Foto: captada
Impactos no tráfego:
O percurso de 635 km, que antes levava 7 a 8 horas, agora pode durar 12 a 16 horas ou mais, devido às manobras para evitar buracos e às condições climáticas.
Prejuízos econômicos:
Aumento no consumo de combustível;
Desgaste acelerado de pneus, suspensão e componentes mecânicos;
Elevação dos custos de frete e manutenção, impactando o abastecimento e a economia regional.
Motoristas relatam que a viagem se tornou “lenta e perigosa”, exigindo atenção constante para não danificar os veículos. Muitos evitam viajar à noite devido à falta de sinalização e iluminação em trechos críticos.
A BR-364 é vital para o isolado Vale do Juruá, sendo a única via para transporte de mercadorias, acesso a saúde, educação e outros serviços na capital. A situação precária já havia sido apontada pela CNT como uma das piores do país.
O DNIT afirma que está monitorando os pontos críticos e realizando intervenções emergenciais, mas obras de recuperação estrutural ainda não têm data para início. Enquanto isso, a população local cobra uma solução definitiva para o problema crônico da rodovia.
A deterioração da BR-364 reflete a vulnerabilidade logística do Acre e escancara a dependência de uma única via para integração regional – cenário que se agrava a cada temporada de chuvas.
O percurso de 635 km, que antes levava 7 a 8 horas, agora pode durar 12 a 16 horas ou mais, devido às manobras para evitar buracos e às condições climáticas. Foto: captada
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