Cotidiano
Roubo de celulares aumentou em mais de 72% no primeiro semestre de 2019 em Rio Branco
Apenas este ano, foram registradas mais de 1,9 mil ocorrências de roubo de celulares na capital acreana.

Principal causa dos roubos é o uso de celular nas ruas, diz polícia — Foto: Reprodução
Por Kelton Pinho, Jornal do Acre 1ª edição — Rio Branco
É muito comum encontrar na rua alguém distraído mexendo no celular. Mas, esse tipo de comportamento tem deixado as pessoas mais vulneráveis para ações de bandidos.
O número de roubo de celulares aumentou 72% no período de um ano em Rio Branco, segundo dados da Polícia Civil.
Entre janeiro e junho do ano passado foram 1.112 boletins de ocorrências. O número aumentou para 1.918 no mesmo período deste ano. A falta de cuidado no manuseio do aparelho é um atrativo para os criminosos.
A desempregada Marinete Nascimento costuma tomar alguns cuidados para não ter o celular roubado. “Só atender em casos de emergência. Atendo, escondo na bolsa e coloco a bolsa na frente porque se colocar pra trás o cara leva”, diz.
Dalila Gomes conta que também só atende o celular em casos de urgência, quando está na rua. “Quando é preciso sim. Uso meu celular só para me comunicar com meus filhos para dizer onde estou”, afirmou.
A auxiliar de saúde bucal Rosivânia Morais usa muito o celular na rua e justifica que é por necessidade.
“Como trabalho no celular, ficou todo tempo falando com os clientes, pacientes pelo celular”, afirma.
A diarista Julliana de Freitas se arrisca mesmo já tendo sido assaltada na rua.
“Se estiver na rua e me ligarem atendo. Não tenho essa questão ‘estou na rua e não vou atender’. Tenho medo sim, mas atendo. Já aconteceu de estar no bolso e a pessoa levar, fui procurar e não tinha mais” lamentou.
Registros
Os boletins de ocorrências para esse tipo de ação criminosa cresceram consideravelmente, se compararmos com os dados da Polícia Civil do primeiro semestre de 2018 e 2019.
Segundo a Polícia Militar do Acre (PM-AC), a distração é a principal causa para roubos de celulares. De acordo com o major Kleison Albuquerque, o ideial é que as pessoas não usem o aparelho na rua, nos pontos de ônibus e até mesmo no Terminal Urbano, por exemplo. É preciso adotar alguns cuidados.
“Desembarcou no Terminal, não sai com o celular na mão. Ou, quando for embarcar, não vá com o celular na mão, guarde em local seguro. Às vezes, no tumulto, o ladrão puxa o aparelho e vai embora, não consegue nem identificar. Não guarde na mochila e coloque nas costas, coloque na frente, ou então, guarde no bolso o aparelho. Tiver em ponto de ônibus, só use se for seguro, se tiver sozinho não utiliza, aguarde o melhor momento para atender”, frisou.
Outra recomendação é quanto à compra de celulares em grupos de venda na internet. Segundo o major, as pessoas devem evitar esse tipo de ação, já que alguns desses aparelhos podem ser roubados.
Ele também explica sobre a importância das vítimas procurarem a delegacia, já que as ações da polícia são direcionadas aos bairros com maiores ocorrências.
“Quando não se faz o registro da ocorrência, o que é muito comum, as pessoas vão reclamar. Quando se vai pegar os registros não tem nada, a rua é a mais calma da cidade. Aí, a gente pergunta se a pessoa que foi assaltada se registrou a ocorrência, diz que não”, advertiu.
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Acre registra 111 crianças e adolescentes órfãos de feminicídio entre 2021 e 2025, aponta encontro no TCE
Reunião discutiu aplicação da Política Estadual de Proteção a Órfãos do Feminicídio; quatro famílias já solicitaram auxílio financeiro previsto em lei

Durante o encontro, a presidente do TCE-AC, Dulce Benício, afirmou que o Estado precisa garantir proteção às crianças afetadas pela violência. Foto: cedida
O Acre registrou 111 crianças e adolescentes órfãos de feminicídio entre 2021 e 2025. Os dados foram apresentados nesta quarta-feira (4), durante reunião no Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC), que reuniu representantes de órgãos públicos para discutir a aplicação da Política Estadual de Proteção e Atenção Integral às Órfãs e Órfãos de Feminicídio.
A política foi criada pela Lei nº 4.065/2022 e prevê assistência a filhos de mulheres vítimas de feminicídio. Também houve definições de critérios para concessão de auxílio financeiro e organização do atendimento especializado.
Durante o encontro, a presidente do TCE-AC, Dulce Benício, afirmou que o Estado precisa garantir proteção às crianças afetadas pela violência. “A dor causada pelo feminicídio não se encerra no ato criminoso. Ela se prolonga na vida dos filhos que permanecem e que precisam do amparo do Estado. Nosso compromisso é assegurar que essa política pública se traduza em proteção concreta”, disse.
A reunião contou com representantes do Tribunal de Justiça, Ministério Público, Assembleia Legislativa, Defensoria Pública e secretarias do governo estadual. A juíza Evelin Campos Cerqueira Bueno destacou a necessidade de atenção aos processos de guarda das crianças que perderam suas mães.
“O encaminhamento é priorizar os processos de guarda e fortalecer a rede de proteção para garantir acompanhamento dessas crianças”, afirmou.
Auxílio financeiro e dados estaduais
Segundo a Secretaria de Estado da Mulher, responsável pela execução da política pública, quatro solicitações de famílias já foram registradas para concessão do auxílio financeiro previsto na lei. Os pedidos estão em análise.
De acordo com dados apresentados na reunião, o Brasil registra em média quatro feminicídios por dia. No Acre, a média é de um caso por mês.
As instituições também discutiram a ampliação da articulação com prefeituras para fortalecer a rede de proteção nos municípios e garantir o acesso das crianças e adolescentes aos serviços previstos na política estadual.

A reunião contou com representantes do Tribunal de Justiça, Ministério Público, Assembleia Legislativa, Defensoria Pública e secretarias do governo estadual. Foto: captada
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Ministro André Mendonça nega habeas corpus e mantém preso ex-presidente do PP Jovem no Acre
Hélio do Nascimento Bezerra Júnior foi preso em abril de 2025 na Operação Renitência, que investiga tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro e associação criminosa

A prisão de Hélio Bezerra ganhou repercussão no meio político acreano por ele ter atuado como dirigente da juventude de um partido político no estado. Foto: arquivo
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu negar o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa de Hélio do Nascimento Bezerra Júnior, ex-presidente do PP Jovem no Acre. A decisão foi divulgada nesta terça-feira (3) e mantém o investigado em prisão preventiva.
Hélio foi preso pela Polícia Federal em abril de 2025 durante o avanço das investigações da Operação Renitência, que apura a atuação de um grupo suspeito de envolvimento em atividades criminosas no estado.
De acordo com as autoridades, o esquema investigado teria ligação com tráfico internacional de drogas e armas, além de associação criminosa e lavagem de dinheiro. Os investigadores também buscam esclarecer como os recursos obtidos de forma ilegal eram inseridos novamente na economia formal.
No pedido apresentado ao Supremo, a defesa pretendia derrubar uma decisão anterior do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que já havia determinado a manutenção da prisão do investigado.

Hélio do Nascimento Bezerra Júnior permanece detido à disposição da Justiça Federal. Foto: arquivo
Ao analisar o caso, o ministro André Mendonça entendeu que não há base jurídica para o STF rever a decisão monocrática de um ministro de tribunal superior, salvo em situações excepcionais em que fique comprovada ilegalidade evidente. Com esse entendimento, o magistrado decidiu não dar prosseguimento ao habeas corpus, mantendo válida a determinação de prisão preventiva.
A prisão de Hélio Bezerra ganhou repercussão no meio político acreano por ele ter atuado como dirigente da juventude de um partido político no estado.
Até o momento da publicação desta reportagem, a defesa de Hélio do Nascimento Bezerra Júnior não havia se manifestado publicamente sobre a decisão do STF. O espaço segue aberto caso a defesa deseje se manifestar.

Durante a vistoria em um dos carros na época, foi encontrado um carregador de fuzil com 27 munições calibre .222 Remington (5.56 mm) e mais 19 munições do mesmo tipo, armazenadas separadamente. Foto: arquivo
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PRF flagra caminhão sem silenciador e com ocupantes na carroceria durante fiscalização em Feijó
Veículo trafegava na BR-364 com ruído acima do permitido e pessoas em partes externas, configurando infrações de trânsito e possível crime ambiental por poluição sonora

Os policiais verificaram que o caminhão estava sem o silenciador no sistema de escapamento. A ausência do equipamento impede o controle adequado dos níveis de ruído e da emissão de gases. Foto: captada
Durante patrulhamento de rotina no km 490 da BR-364, no município de Feijó, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) abordou um caminhão M.Benz/L 1313, de cor azul, que apresentava diversas irregularidades.
Segundo a corporação, o veículo trafegava com duas pessoas posicionadas em partes externas da carroceria, expondo os ocupantes a risco iminente de acidentes. Além disso, o caminhão emitia ruídos muito acima dos limites permitidos, o que chamou a atenção da equipe e motivou a interceptação para uma fiscalização mais detalhada.
Durante a inspeção, os policiais verificaram que o caminhão estava sem o silenciador no sistema de escapamento. A ausência do equipamento impede o controle adequado dos níveis de ruído e da emissão de gases, configurando infração de trânsito e possível crime ambiental por poluição sonora.
A conduta foi inicialmente enquadrada com base no artigo 54 da Lei nº 9.605/1998, que trata de causar poluição em níveis que possam resultar em danos à saúde humana.
A PRF reforçou que o uso do silenciador é obrigatório, conforme normas do Conselho Nacional de Trânsito, sendo essencial para reduzir impactos ambientais e riscos à saúde, como danos auditivos causados pela exposição prolongada a ruídos excessivos.
O caso será encaminhado ao Ministério Público Estadual e aos órgãos ambientais competentes para apuração das responsabilidades administrativas e criminais. Os dados pessoais dos envolvidos não foram divulgados.

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