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Rio Juruá atinge quase 14 metros e famílias são levadas para abrigo em Cruzeiro do Sul
Nível do rio chegou a 13,53 metros nesta segunda-feira (3). Mais 20 famílias estão em aluguel social ou em casa de parentes.
Por Mazinho Rogério , G1 AC
Na manhã desta segunda-feira, mais duas famílias procuraram o posto de atendimento aos desabrigados que foi montado em uma tenda, no porto da cidade, para solicitar apoio para sair de casa.
O agricultor Antônio da Silva, de 56 anos, que mora no bairro Miritizal, procurou os representantes da Defesa Civil, às 10h, para pedir que fosse providenciada a mudança de sua família para uma casa que ele tem na comunidade rural onde trabalha. Ele mora com a esposa, uma sobrinha e a mãe de 82 anos.
“Se subir mais um pouco cobre o piso da minha casa e eu estou precisando sair porque minhas criações já estão tudo dentro da água. O galinheiro já cobriu e minhas galinhas já estão dentro da água e eu não tenho onde colocar. Tem também minha mãe que eu cuido e está difícil com tudo alagado e nem posso sair para trabalhar”, disse o produtor rural.
Equipes de socorro avaliaram a situação da casa do agricultor e providenciaram a munda da família ainda nesta segunda. Além dele, outra família também pediu apoio para ir até a casa de familiares.
De acordo com o prefeito de Cruzeiro do Sul, Ilderlei Cordeiro, a administração já havia preparado abrigos para as famílias afetadas pela cheia.
“Já estávamos com tudo preparado para receber estas famílias, pois já trabalhávamos com esta possibilidade. A prefeitura tem que estar preparada para situações de emergência”, frisou.
Com relação ao aumento das proporções da enchente, o assessor de imprensa da Corpo de Bombeiros, major Falcão, afirma que há possibilidade de aumento no nível do rio.
“Embora em Marechal Taumaturgo já tenha dado sinais de vazante, mas essa água toda chega a Cruzeiro então é possível que ele aumente ainda mais”, diz.
Com mais as duas famílias removidas, subiu para 29 o número de casas que foram desocupadas pelos moradores dos bairros que estão inundados na segunda maior cidade do Acre. A prefeitura montou um abrigo coletivo no ginásio de esportes Alailton Negreitos para onde já foram levadas 9 famílias e outras 20 estão em casas de familiares ou por conta de aluguel social.
De acordo com a Defesa Civil, o nível do rio chegou a baixar 1 cm neste domingo (3), mas voltou a subir e está 56 cm acima da cota de transbordo, que é de 13 m. O prefeito de Cruzeiro do Sul, Ilderlei Cordeiro anunciou que, se a cheia alcançar a marca de 13,60 metros, o município deverá decretar estado de emergência.
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Rio Acre inicia segunda com leve queda no nível, aponta Defesa Civil

Foto: Sérgio Vale
O nível do Rio Acre apresentou recuo na medição das 5h19 desta segunda-feira (19), em Rio Branco. De acordo coma boletim divulgado pela Defesa Civil Municipal, o rio marcou 14,52 metros, permanecendo acima da cota de transbordo, que é de 14 metros, mas indicando tendência de estabilização após dias consecutivos de elevação.
Na última leitura do dia anterior, às 21h de domingo (18), o manancial havia atingido 14,59 metros, o maior nível registrado no período. Já à meia-noite, o rio apresentou leve queda, chegando a 14,58 metros, movimento que se manteve na medição da madrugada desta segunda.
O boletim também informa o registro de 8,60 milímetros de chuva nas últimas 24 horas, fator que mantém a atenção das equipes de monitoramento, mesmo com a redução do nível. A cota de alerta é de 13,50 metros, patamar já ultrapassado há vários dias.
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Faccionado é preso por violência doméstica após ameaçar companheira com arma de fogo em Assis Brasil

Um homem foi preso em flagrante pela Polícia Militar do Acre (PMAC) na tarde de domingo, 18, no município de Assis Brasil, após ameaçar a companheira com um revólver calibre .38 durante uma ocorrência de violência doméstica, no bairro Bela Vista.
A guarnição foi acionada por denúncia anônima informando sobre uma briga de casal com uso de arma de fogo. Ao chegar ao local, os policiais ouviram um disparo e, na abordagem, encontraram o suspeito com um revólver calibre .38 em punho, com seis munições, sendo cinco intactos e uma deflagrada.
O homem de 22 anos, integrante de uma facção criminosa, foi detido sem oferecer resistência. A vítima, de 35, apresentava escoriações pelo corpo e demonstrava medo, recusando-se a acompanhar a ocorrência até a delegacia por temer represálias.
A arma de fogo, as munições e dois aparelhos celulares foram apreendidos e encaminhados à Delegacia de Polícia Civil, juntamente com o suspeito. O caso foi registrado como tentativa de lesão corporal dolosa no contexto de violência doméstica contra a mulher.
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MPAC investiga destruição de cerca de 54 hectares de floresta amazônica em Mâncio Lima
Procedimento apura desmatamento em áreas de preservação ambiental e pode resultar em TAC, ações civis e sanções aos responsáveis

O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) instaurou um procedimento preparatório para apurar a destruição de aproximadamente 54 hectares de floresta nativa do bioma Amazônico no município de Mâncio Lima, no interior do Acre. A medida foi formalizada por meio da Portaria nº 138/2025, assinada pela promotora de Justiça Manuela Canuto de Santana Farhat.
Segundo o MPAC, o procedimento resulta da conversão de Notícias de Fato Criminal encaminhadas pela Procuradoria-Geral de Justiça, fundamentadas em Autos de Infração Ambiental lavrados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). As infrações apontam o desmatamento de 26,98 hectares em uma área e de outros 27,20 hectares em uma segunda área, ambas situadas em locais de especial preservação ambiental.
O órgão ministerial destaca que o dano ambiental é considerado de grande magnitude, o que exige não apenas a quantificação econômica dos prejuízos causados, mas também a elaboração de projetos técnicos para a recuperação das áreas degradadas. Caso a recomposição ambiental seja inviável, a obrigação poderá ser convertida em compensação financeira.
O MPAC ressalta ainda que a legislação ambiental brasileira estabelece a responsabilidade civil objetiva nos casos de dano ao meio ambiente, ou seja, independentemente da comprovação de culpa. Além disso, as condutas lesivas podem resultar em sanções administrativas, civis e penais, conforme previsto na Constituição Federal.
No âmbito do procedimento, foram determinadas diversas diligências, incluindo a notificação dos investigados, identificados pelas iniciais M.A.S. e J.S.B., para que apresentem documentação como comprovação de posse ou propriedade dos imóveis, licenças ambientais, Cadastro Ambiental Rural (CAR), adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA) e cronograma de recuperação das áreas degradadas.
O MPAC também requisitou ao Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac) a realização de vistoria técnica nas áreas afetadas, com o objetivo de verificar a existência de Áreas de Preservação Permanente (APPs), identificar os responsáveis pelo desmatamento e avaliar possíveis sobreposições entre os imóveis investigados. A Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e o Cartório de Registro de Imóveis foram acionados para fornecer informações técnicas e fundiárias.
As investigações buscam reunir elementos suficientes para subsidiar a adoção das medidas cabíveis, que podem incluir a expedição de recomendações, a celebração de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), a instauração de inquérito civil ou o eventual arquivamento do procedimento.



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