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Rio Branco: Águas do rio Acre invadem parte do estacionamento do Educandário Santa Margarida na Base

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Coordenador da Defesa Civil Municipal, Coronel George Santos, informou que o principal afluente do Rio Acre, o Riozinho do Rola, ainda recebe muita água e apresenta profundidade de 10m54cm e continua subindo.

Rio Acre invadiram parte do estacionamento do Educandário Santa Margarida, na rua Acre, no Bairro da Base (Foto: Ac24horas)

Da Redação com Jornais Acreanos

As águas do rio Acre invadiram parte do estacionamento do Educandário Santa Margarida, na rua Acre, no Bairro da Base, na manhã desta sexta-feira, 12, depois que o rio Acre alcançou os 13, 21 metros em Rio Branco. O manancial está a 29 centímetros da cota de alerta na capital.

Segundo os dados da Defesa Civil de Rio Branco nos 11 primeiros dias de janeiro já choveu 52% do previsto para todo o mês, somente na tarde desta quinta-feira, 11, choveu 60 milímetros em duas horas.

A prefeitura deu início a execução do Plano de Contingência do Município, com a ordem de limpeza do Parque de Exposições Wildy Viana e de construção dos cem primeiros boxes para o caso de necessidade de acolher famílias desabrigadas pela cheia do manancial.

Sobre as ultimas informações o nível do Rio Acre oscilou para mais com as constantes chuva que caiu nas cabeceiras do Alto Acre, por onde o manancial corta os municípios de Brasiléia, Assis Brasil, Xapuri e Plácido de Castro. Entre quinta-feira (11) e esta sexta feira (12), ele se aproximou ainda mais da cota de alerta que é de 13m50cm. Segundo a mediçã feita às 6 horas o manancial atingiu a marca de 13m10cm em sua calha mais profunda.

Por telefone, o Coordenador da Defesa Civil Municipal, Coronel George Santos, informou que o principal afluente do Rio Acre, o Riozinho do Rola, ainda recebe muita água e apresenta profundidade de 10m54cm e continua subindo.

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Segundo George, a Defesa Civil vem fazendo o monitoramento constante, principalmente nas áreas mais baixas onde a água costuma alcançar primeiro.

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“A água do Rio Acre na Capital costuma atingir logo ali na Travessa Edem no bairro 6 de Agosto, no Santa Terezinha e na Baixada da Habitasa. Estamos atentos para dar todo suporte em caso de alguma família ficar desalojada, mas por enquanto está tranquilo. A cota de alerta é 13 metros e 50 centímetros e a de transbordamento é de 14 metros. Estamos monitorando”, tranquilizou George.

Previsão é que o Rio continue enchendo/Foto: Fagner Delgado

Um boletim extraordinário do Sistema de Alerta Hidrológico da Bacia do Rio Acre, divulgado nesta sexta (12) pelo Serviço Geológico do Brasil, indica que o manancial exige atenção e que a situação é preocupante. A previsão é que o rio atinja a cota de alerta nas próximas 12 horas.

A publicação aponta ainda que o rio está mais de 3,5 metros acima do nível normal e para as próximas horas deve subir mais 30 cm. A previsão, segundo o sistema, é de chuvas intensas para a região nos próximos dias e, caso isso ocorra em um curto espaço de tempo, pode causar inundações.

Os dado da Defesa Civil mostram ainda que nos 11 primeiros dias de janeiro já choveu 52% do que era previsto para todo o mês. Somente na quinta (11), choveu 60 milímetros em duas horas.

“Permanece a previsão de chuvas, mas queremos que as pessoas fiquem calmas, pois estamos fazendo todo o esforço possível para garantir a segurança de todos caso haja famílias desabrigadas”, destaca Santos.

Abrigos estão sendo construídos no Parque de Exposições para o caso de famílias desabrigadas com a cheia do Rio Acre (Foto: Divulgação/Prefeitura de Rio Branco )

Medidas

Com a cota do Rio Acre acima de 12 metros, a Prefeitura de Rio Branco iniciou quinta (11) a limpeza do Parque de Exposições Wildy Viana, usado como abrigo, e começou a construção de 100 boxes.

O coronel George Santos, disse que desde o início do período chuvoso, em novembro, o órgão intensifica as ações de monitoramento. Segundo ele, os níveis dos rios quantidade de chuva ao longo da bacia do Rio Acre estão sendo acompanhados.

Rio Acre no interior

Apesar de ter subido em Rio Branco, o nível do Rio Acre apresentou queda em alguns municípios no interior do Acre. Na quinta (11) o manancial chegou a 11,40 metros em Xapuri, já na manhã desta sexta (12), às 9h, o nível era de 10,98 m. A cota de alerta do município é de 12,50 m.

O mesmo ocorreu em Brasileia onde o rio apresentou baixa de 71 centímetros, saindo de 7,38 metros na quinta, para 6,67 metros nesta sexta. A cota de alerta na cidade é de 9,80 m.

A maior queda na medição ocorreu em Assis Brasil onde houve uma diminuição de 1,20 m. O manancial no município saiu de 6,14 metros para 4.85 nesta sexta.A cota de alerta em Assis Brasil é de 11,30 metros.

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Manancial chegou a 13,21 metros na manhã desta sexta (12) e Defesa Civil monitora áreas de risco. Órgão diz que em 11 dias de janeiro choveu 52% do que era previsto para todo o mês.

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*Nível Rio Acre e Principais Afluentes em metros nas primeira horas:*

12 JAN 18 – mediação das 9h
Assis Brasil – 4,85
Brasiléia – 6,67
Xapuri – 10,98
Capixaba – 11,34
Rio Branco – 13,21
Riozinho do Rola – 10,62

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Morre Gil Trotamundos, aventureiro acreano que deu três voltas ao mundo de bicicleta

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Faleceu nesta quarta-feira (31), aos 71 anos, em Rio Branco, Gilberto Bezerra de Farias, conhecido como Gil Trotamundos. Natural de Sena Madureira, ele se tornou um dos mais conhecidos ciclistas aventureiros do Brasil ao realizar três voltas ao mundo de bicicleta, percorrendo aproximadamente 500 mil quilômetros e visitando 142 países ao longo de mais de 45 anos de viagens.

Gil ganhou projeção internacional por suas jornadas sobre duas rodas, que lhe renderam reconhecimento no meio do cicloturismo e da aventura. Ao longo da carreira, publicou 12 livros em quatro idiomas e produziu 17 filmes, entre eles nove documentários sobre suas viagens — como a série Pedal da Liberdade — e outros oito voltados à história de seus antepassados no Acre.

Entre as homenagens recebidas, foi escolhido para conduzir a tocha olímpica em Rio Branco durante os Jogos Olímpicos de 2016 e também participou do revezamento da tocha nos Jogos Pan-Americanos de 2007, no Rio de Janeiro.

Em entrevistas, Gil relatava ter filhos em diferentes países, reflexo de sua vida itinerante ao redor do mundo. Nos últimos meses, enfrentava um câncer e havia se mudado para Santa Catarina em busca de tratamento e para tentar se estabelecer junto à família.

A morte de Gil Trotamundos encerra uma trajetória considerada histórica para o cicloturismo acreano e brasileiro, marcada por espírito aventureiro, produção cultural e promoção do Acre no exterior.

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Prefeitura de Rio Branco entrega Ponte do Caipora e garante mais segurança, mobilidade e dignidade à população

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A Prefeitura de Rio Branco entregou, na manhã desta quarta-feira (31), a nova Ponte do Caipora, uma obra histórica e muito aguardada pelos moradores da região. A entrega contou com a presença do prefeito Tião Bocalom, do vice-prefeito Alysson Bestene, do presidente da Câmara Municipal Joabe Lira, secretários municipais, lideranças comunitárias e moradores beneficiados.

A nova estrutura representa um avanço significativo para a mobilidade e a segurança da população, encerrando um longo período de isolamento enfrentado por centenas de famílias, especialmente durante o inverno amazônico, quando as cheias impediam o deslocamento e o acesso a serviços essenciais.

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Segundo o prefeito Tião Bocalom, a obra simboliza mais do que infraestrutura: representa liberdade, dignidade e cuidado com as pessoas. (Foto: Marcos Araújo/Secom)

Segundo o prefeito Tião Bocalom, a obra simboliza mais do que infraestrutura: representa liberdade, dignidade e cuidado com as pessoas.

“Até o ano passado, as comunidades daqui ficavam isoladas. Teve ano em que não tinha comida, porque ninguém conseguia sair. Agora, eles vão poder ir e vir com segurança. Essa ponte representa liberdade e dignidade para todo mundo. A prefeitura colocou quase dois milhões em contrapartida, porque nosso objetivo é cuidar bem do nosso povo”, destacou o prefeito.

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O vice-prefeito Alysson Bestene reforçou o impacto social da obra, ressaltando o compromisso da gestão municipal em atender quem mais precisa. (Foto: Marcos Araújo/Secom)

O vice-prefeito Alysson Bestene reforçou o impacto social da obra, ressaltando o compromisso da gestão municipal em atender quem mais precisa.

“É uma obra de grande impacto. Quando garantimos que as famílias possam se deslocar com tranquilidade e segurança, quem ganha é a comunidade. A prefeitura tem buscado chegar a quem mais precisa”, afirmou.

De acordo com o secretário municipal de Infraestrutura, Cid Ferreira, a entrega da Ponte do Caipora integra um amplo programa de investimentos em infraestrutura rural e urbana.

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De acordo com o secretário municipal de Infraestrutura, Cid Ferreira, a entrega da Ponte do Caipora integra um amplo programa de investimentos em infraestrutura rural e urbana. (Foto: Marcos Araújo/Secom)

“Estamos concluindo cerca de 100 pontes de batisteca, e esta já é a sexta ponte de concreto desta gestão. É um compromisso com a infraestrutura e com a melhoria da vida da população”, explicou.

A ponte foi construída com recursos federais, somados à contrapartida da Prefeitura de Rio Branco. Para os moradores, a obra encerra décadas de dificuldades e garante acesso permanente a serviços como saúde, educação e abastecimento.

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Moradora do Projeto Moreno Maia há 28 anos, Claucilene Oliveira destacou a importância histórica da entrega. (Foto: Marcos Araújo/Secom)

Moradora do Projeto Moreno Maia há 28 anos, Claucilene Oliveira destacou a importância histórica da entrega.
“Essa ponte representa a nossa liberdade, o direito de ir e vir e a melhoria da qualidade de vida. Durante muitos anos, nas enchentes, ficávamos isolados e dependentes da ajuda do poder público. Agora esse problema não vai mais existir. É um sonho antigo dos moradores, aguardado por mais de 30 anos.”

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O morador Pedro de Souza Marcial também celebrou a conquista. (Foto: Marcos Araújo/Secom)

O morador Pedro de Souza Marcial também celebrou a conquista.

“Essa ponte representa um bem muito grande pra nós. A gente ficava ilhado, tinha época que não tinha nada em casa porque não dava pra ir à cidade. O Bocalom está de parabéns. É um bem precioso pra toda a vida.”

Mais investimentos em infraestrutura rural

Ainda nesta quarta-feira, o prefeito Tião Bocalom e sua equipe seguiram para o Ramal Piçarreira, na região do Calafate, onde foi entregue mais uma ponte construída integralmente com recursos próprios do município. A obra beneficia diretamente moradores e produtores rurais, facilitando o escoamento da produção agrícola e fortalecendo a economia local.

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O prefeito e sua equipe seguiram para o Ramal Piçarreira, na região do Calafate, onde foi entregue mais uma ponte construída integralmente com recursos próprios do município. (Foto: Marcos Araújo/Secom)

“O último dia do ano foi dedicado à entrega de obras. Estivemos na ponte do Caipora, uma obra notável, e agora entregamos outra bela ponte no Ramal Piçarreira. Essa era uma reivindicação de mais de vinte ou trinta anos.

Investimos recursos próprios, mostrando que a prefeitura tem capacidade de realizar. Isso é apoio direto aos trabalhadores e produtores rurais que colocam alimento na mesa da nossa população”, concluiu o prefeito.

Com essas ações, a Prefeitura de Rio Branco reafirma seu compromisso com o desenvolvimento, a inclusão social e a melhoria da qualidade de vida, especialmente nas áreas que por décadas conviveram com o isolamento e a falta de infraestrutura.

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“Nada melhor do que concluir o ano, em um dia de feriado, trabalhando e mostrando nosso compromisso com a população”, disse Joabe. (Foto: Marcos Araújo/Secom)

Presidente da Câmara Joabe Lira que acompanhou o prefeito nas agendas, ressaltou o memento especial para os moradores da zona rural.

“Um dia especial, o último do ano, 31 de dezembro. Estamos encerrando o ano, e não há melhor maneira de celebrar do que entregando obras. Isso demonstra o compromisso e a dedicação do prefeito, que também compartilhamos na Câmara, com a população de Rio Branco. Nada melhor do que concluir o ano, em um dia de feriado, trabalhando e mostrando nosso compromisso com a população”.

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Fonte: Conteúdo republicado de PREFEITURA RIO BRANCO

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BR-364 segue em condições críticas e prolonga viagem de Rio Branco ao Vale do Juruá em até 16 horas

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Chuvas agravaram crateras, erosões e deslizamentos; trechos entre Sena Madureira, Manoel Urbano e Feijó são os mais afetados. DNIT e PRF atuam em interdições parciais

Ao longo de 2025, a rodovia acumulou reclamações por más condições de trafegabilidade, e as fortes chuvas das últimas semanas pioraram ainda mais o cenário. Foto: captada 

A BR-364, única ligação terrestre entre o Vale do Juruá e a capital Rio Branco, permanece em situação crítica e continua gerando preocupação entre moradores, motoristas e transportadores. Em 2025, a rodovia foi alvo de constantes críticas devido às más condições e, com as fortes chuvas recentes, o cenário piorou: crateras, erosões e deslizamentos têm tornado trechos intrafegáveis, especialmente entre Sena Madureira, Manoel Urbano e Feijó.

Nas últimas semanas, um trecho próximo à Vila Santa Luzia, em Cruzeiro do Sul, foi parcialmente interditado após o asfalto ceder com o transbordamento de um igarapé. Equipes do DNIT e da PRF atuam no local para controlar o tráfego e reduzir riscos. Motoristas relatam que o percurso de aproximadamente 635 quilômetros, que antes levava de sete a oito horas, agora pode durar de 12 a 16 horas, causando aumento no consumo de combustível, desgaste mecânico e elevação dos custos de frete.

A rodovia segue essencial para o abastecimento e a economia regional, mas a precariedade estrutural impacta diretamente a mobilidade, a segurança e a rotina dos moradores do Juruá.

Problemas recentes:
  • Interdição parcial próximo à Vila Santa Luzia, em Cruzeiro do Sul, após o asfalto ceder com o transbordamento de um igarapé;

  • Crateras, erosões e deslizamentos de pista em vários trechos, especialmente entre Sena Madureira, Manoel Urbano e Feijó;

  • Atuação conjunta do DNIT e da PRF para controle do tráfego e redução de riscos.

A situação precária já havia sido apontada pela CNT como uma das piores do país. Foto: captada 

Impactos no tráfego:

O percurso de 635 km, que antes levava 7 a 8 horas, agora pode durar 12 a 16 horas ou mais, devido às manobras para evitar buracos e às condições climáticas.

Prejuízos econômicos:
  • Aumento no consumo de combustível;

  • Desgaste acelerado de pneus, suspensão e componentes mecânicos;

  • Elevação dos custos de frete e manutenção, impactando o abastecimento e a economia regional.

Motoristas relatam que a viagem se tornou “lenta e perigosa”, exigindo atenção constante para não danificar os veículos. Muitos evitam viajar à noite devido à falta de sinalização e iluminação em trechos críticos.

A BR-364 é vital para o isolado Vale do Juruá, sendo a única via para transporte de mercadorias, acesso a saúde, educação e outros serviços na capital. A situação precária já havia sido apontada pela CNT como uma das piores do país.

O DNIT afirma que está monitorando os pontos críticos e realizando intervenções emergenciais, mas obras de recuperação estrutural ainda não têm data para início. Enquanto isso, a população local cobra uma solução definitiva para o problema crônico da rodovia.

A deterioração da BR-364 reflete a vulnerabilidade logística do Acre e escancara a dependência de uma única via para integração regional – cenário que se agrava a cada temporada de chuvas.

O percurso de 635 km, que antes levava 7 a 8 horas, agora pode durar 12 a 16 horas ou mais, devido às manobras para evitar buracos e às condições climáticas. Foto: captada 

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