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Representação feminina e combate ao câncer de mama marcam 3ª Corrida de Mulher para Mulher do Corpo de Bombeiros do Acre

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O Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBMAC) promoveu na manhã desta sexta-feira, 18, a 3ª Corrida de Mulher Para Mulher, nas ruas de Rio Branco. Com percurso de 4 km, contou com a participação de 170 atletas profissionais e amadoras, bombeiras militares, policiais e da Força Aérea Brasileira (FAB), policiais civis, militares e federais.

3ª edição da corrida celebrou a presença das mulheres nas forças de segurança pública. Foto: Assessoria

A corrida, em alusão ao Outubro Rosa, busca chamar a atenção para a prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama. Questões também como o pioneirismo das mulheres na corporação, o desafio da mulher em exercer uma profissão culturalmente vinculada ao sexo masculino e a valorização das mulheres nas forças de segurança estão entre os objetivos da atividade.

170 mulheres participaram da corrida. Foto: Assessoria

A largada aconteceu na sede do CBMAC, no bairro Morada do Sol. O encerramento se deu no Palácio Rio Branco, onde a governadora em exercício e também secretária de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), Mailza Assis, recepcionou as corredoras. Antes, ela participou da largada na sede do CBMAC. 

Governadora em exercício destacou a participação das mulheres na corporação do CBMAC. Foto: Assessoria

“Mais um ano que participo e vejo que cada vez mais cresce. Importante porque mostra a valorização da força feminina, dos lugares, os espaços de mulheres no poder, e a celebração da força feminina, ao mesmo tempo em que chama a atenção para prevenir o câncer de mama”, disse.

Vice-governadora percorreu as ruas de Rio Branco ao lado das mulheres bombeiras e presidentes dos órgãos do governo do Estado.

Nesta edição, a sub-comandante do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais (CBMMG), coronel Daniela Lopes, esteve presente. “Esse é um momento de integração, de valorização das mulheres, de mostrar para o público que elas estão presentes, que fazem parte do dia a dia do Corpo de Bombeiros e estão dispostas a contribuir para um serviço de melhor qualidade à comunidade. A atividade empodera e garante a integração e fortalecimento das atividades . Levo uma boa referência das mulheres acreanas, com representatividade feminina, uma inspiração para todos”, disse Lopes.

Sub-comandante do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais disse que o Acre é referência na participação das mulheres na vida pública e nas forças de segurança. Foto: Assessoria

Uma das organizadoras do evento, a capitã do CBMAC, Francisca Fragoso, explicou que a motivação para a realização da corrida no mês de outubro, é incentivar as mulheres a cuidar da saúde, e também, importância das igualdade de gênero. Atualmente, o CBMAC tem 99 bombeiras militares em todo o estado.

Comandante operacional do CBMAC da capital, coordenadora do evento e integrante do Comitê Nacional de Bombeiras Militares, capitã Francisca Fragoso. Foto: Assessoria

As 170 inscritas percorreram 4 km pelas ruas de Rio Branco, e terminaram o percurso em frente ao Palácio Rio Branco.

A tenente Laiza Mendonça, sub-diretora do Colégio Militar Dom Pedro II, participa todos os anos.

“Incluímos essa corrida no Encontro Estadual das Bombeiras Militares, então, hoje ela está fazendo parte de uma das atividades dos nossos encontros. É uma forma  de chamar a atenção das mulheres para a importância da atividade física e do autocuidado, de prevenção também a doenças. Pouco a pouco a gente vem ganhando espaço nas funções. Tivemos a primeira comandante mulher, a capitã Fragoso, a primeira comandante operacional. Então, elas vêm alcançando postos cada vez mais elevados e ganhando seu espaço”, enfatizou.

Tenente Laiza Mendonça. Foto: Assessoria

O comandante-geral do CBMAC, coronel Charles Santos, demonstrou comprometimento da corporação acreana na luta feminina dentro do comando, assim como a disposição em contribuir para a construção de um futuro mais justo e igualitário para todas as mulheres que desejam seguir carreira na segurança pública.

No final, Mailza foi homenageada com a entrega de uma placa de agradecimento, uma Chalenge Coin do CBMAC.

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Violência doméstica cresce 27% no Acre nos dois primeiros meses de 2026

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Rio Branco concentra quase metade dos casos; Estado registra 1.152 ocorrências de janeiro a fevereiro

O Acre iniciou 2026 com aumento significativo nos casos de violência doméstica. Nos meses de janeiro e fevereiro, foram registrados 1.152 ocorrências, segundo dados do Núcleo de Apoio Técnico (NAT) do Ministério Público do Acre. O número representa alta de 27,3% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 905 casos.

Janeiro liderou o registro de ocorrências, com 592 casos, enquanto fevereiro apresentou leve redução, com 560 notificações. Apesar da diminuição, os números ainda mostram a gravidade e a persistência do problema.

A capital, Rio Branco, concentra quase metade dos casos, totalizando 565, o que equivale a 49,05% do total estadual. Na sequência estão Cruzeiro do Sul (110 casos), Sena Madureira (71), Tarauacá (51) e Feijó (47).

Outros municípios também registraram números significativos, como Brasiléia (45), Xapuri (41) e Senador Guiomard (38). Já cidades menores, como Jordão e Santa Rosa do Purus, tiveram seis casos cada, enquanto Assis Brasil e Rodrigues Alves registraram sete ocorrências.

O levantamento reforça a necessidade de políticas públicas efetivas de prevenção, acompanhamento e proteção às vítimas de violência doméstica em todo o estado.

Outros municípios também registraram números relevantes, como Brasiléia (45), Xapuri (41) e Senador Guiomard (38). Foto: arquivo

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Sem prisões, mortes de trabalhadores na Cidade do Povo seguem sem respostas

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Família cobra justiça após quase duas semanas do crime que matou dois jovens durante entrega de tijolos em Rio Branco

Duas semanas após as mortes de Gustavo Gabriel Bezerra Soster, de 17 anos, e Daniel Dourado de Sousa, de 22, ainda não há presos pelo crime ocorrido no Conjunto Habitacional Cidade do Povo, em Rio Branco.

A família de Daniel informou à imprensa que ainda não foi ouvida pela Polícia Civil. Uma prima da vítima, que preferiu não se identificar, afirmou que os familiares cobram justiça e vivem à espera de respostas. A reportagem não conseguiu contato com parentes de Gustavo.

Segundo a Polícia Civil, o caso segue sob investigação, mas, até o momento, nenhuma prisão foi realizada.

“Até agora estamos sem saber de nada. O meu primo nunca participou de nada errado. Tiraram o sonho dele, que era trabalhar para construir a casa e dar um teto para a filha, que chama por ele todos os dias”, relatou a prima, emocionada.

De acordo com ela, Daniel não conhecia o outro jovem morto. As vítimas teriam tido os celulares acessados pelos criminosos, que buscavam supostos indícios de ligação com facções rivais.

“Queremos justiça pelo meu primo e por outras mortes que acontecem. Isso não pode ficar impune”, acrescentou.

A família de Daniel relatou que ainda não foi ouvida pela Polícia Civil. Uma prima dele, que pediu para não ter o nome divulgado, disse que a família quer justiça pela morte do rapaz. Foto: captada 

Dinâmica do crime

Daniel e Gustavo trabalhavam em uma cerâmica e foram até o conjunto habitacional realizar a entrega de tijolos em um canteiro de obras, acompanhados de outros trabalhadores.

Durante a ação, criminosos abordaram o grupo, renderam as vítimas e sequestraram quatro pessoas. Elas foram levadas até uma área próxima à Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), onde os suspeitos verificaram os celulares em busca de possíveis vínculos com facções.

Segundo a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), ao identificarem supostos indícios, os criminosos executaram dois dos trabalhadores no local.

A Polícia Militar foi acionada, isolou a área e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) confirmou as mortes.

Ainda conforme a investigação, câmeras de segurança próximas ao local foram destruídas pelos autores do crime, o que dificulta o avanço das apurações.

Gustavo Bezerra (es.) e Daniel Dourado (dir.) entregavam tijolos no Conjunto Habitacional Cidade do Povo quando foram mortos. Foto: captadas

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Suspeito de feminicídio segue foragido mais de três meses após crime no Acre

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Homem monitorado por tornozeleira teve prisão preventiva decretada, mas ainda não foi localizado pelas autoridades

O presidiário Antônio José Barbosa Pinto, de 54 anos, continua foragido mesmo após ter a prisão preventiva decretada pela Justiça. Até o momento, ele não foi localizado pelas forças de segurança.

Segundo as investigações, o suspeito era monitorado por tornozeleira eletrônica quando cometeu o feminicídio contra Maria da Conceição Ferreira da Silva, de 46 anos.

Antônio José Barbosa Pinto é procurado pela polícia como principal suspeito de assassinar a companheira, Maria da Conceição Ferreira da Silva. Foto: captada 

A prisão preventiva foi determinada no último dia 14 de dezembro de 2025, um dia após o crime. No entanto, passados mais de três meses, Antônio José segue sendo procurado.

De acordo com o histórico criminal, ele já possuía condenações por homicídio e tentativa de assassinato. Em 17 de dezembro de 2014, matou o diarista Manoel Amorim da Silva, de 50 anos, na zona rural do município de Manoel Urbano.

De acordo com o inquérito policial, Maria da Conceição foi encontrada morta dentro de casa pela filha. Foto: captada 

Segundo a Polícia Civil, com base em perícia preliminar evidenciada pela rigidez do corpo da vítima, Maria da Conceição foi morta entre as 3h30/4h30 e o foragido rompeu a tornozeleira eletrônica às 4h37, horário apontado pelo Sistema de Monitoramento Penitenciário.

De acordo com o inquérito policial, Maria da Conceição foi encontrada morta dentro de casa pela filha por volta das 12h20 do sábado (13). Segundo relato policial, a jovem havia ido ao local para comemorar o aniversário da mãe.

Ao chegar à residência, a jovem percebeu o portão e a porta dos fundos abertos. No quarto, encontrou a mãe caída ao lado da cama, de bruços e com sangue no local, conforme descreve o relatório policial. Próximo ao corpo havia uma faca, apontada como a arma usada no crime.

A perícia inicial indicou que a vítima sofreu cerca de cinco golpes de faca na região do tórax. Ainda segundo os autos, câmeras de segurança da residência foram desligadas antes do crime.

“O desligamento das câmeras indica premeditação. O rompimento da tornozeleira minutos após a estimativa da morte indica fuga e consciência da ilicitude”, apontou a representação da Polícia Civil ao pedir a prisão preventiva do suspeito.

O crime ocorreu em dezembro do ano passado, e, até o momento, ele não foi localizado pelas forças de segurança. Foto: captada 

A Polícia Civil reforça que informações que possam ajudar na localização do foragido podem ser repassadas de forma anônima pelos telefones 181 ou 190.

Maria da Conceição era viúva e mantinha um relacionamento com Antônio José, que era irmão do falecido marido da vítima. Vizinhos relataram à polícia episódios de agressividade por parte do suspeito. Foto: captada 

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