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“Que não esqueçam do meu irmão e nos ajudem a clamar por justiça”: família cobra respostas quatro meses após crime em Epitaciolândia

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Reginaldo Silva Corrêa (Reggis) foi encontrado em cova rasa em Epitaciolândia em outubro de 2025; um suspeito segue preso e outra envolvida responde em liberdade; pais idosos enfrentam luto e problemas de saúde

“Acredito que as investigações não pararam, mas não sabemos se descobriram algo a mais”, diz irmã de professor assassinado em Epitaciolândia. Foto: captada 

“Espero que as pessoas não esqueçam do meu irmão e nos ajudem a pedir e clamar por justiça, pois isso não pode ficar impune. Foi muito cruel o que fizeram com ele que sempre foi muito querido por todas as amizades e em todos os lugares onde morou”.

Este é o relato da servidora pública Regilaine Silva Corrêa, irmã do professor de zumba Reginaldo Silva Corrêa (Reggis), quatro meses após ele ser encontrado enterrado em 1º de outubro do ano passado em uma cova rasa em Epitaciolândia, cidade divisa com Brasiléia e fronteira com Cobija.

O professor sumiu após sair para fazer uma entrega em 25 de setembro de 2025, ocasião em que não foi mais visto. A família registrou um boletim de ocorrência no dia 29 do mesmo mês após não conseguir mais contato com ele. O corpo foi encontrado no dia 1º de outubro.

Quatro meses após o assassinato do professor Reggis em Epitaciolândia, a situação dos dois acusados segue com desdobramentos distintos:

Victor Oliveira da Silva (27 anos) – Permanece preso.

De acordo com informações da audiência de custódia realizada no Fórum da Comarca de Epitaciolândia em outubro de 2025, a prisão de Victor foi mantida por decisão do juiz e do representante do Ministério Público. Ele é apontado pela investigação como o autor do homicídio.

À época, a Polícia Civil recebeu o prazo de 30 dias para reunir provas que sustentassem a acusação e garantissem a continuidade da prisão preventiva até o julgamento. Victor, que já era monitorado por tornozeleira eletrônica, confessou ter matado o professor por asfixia mecânica com um golpe de “mata-leão” após uma discussão relacionada ao relacionamento amoroso que a vítima mantinha com ele.

Marijane Maffi (48 anos) – Foi libertada com medidas cautelares.

Na mesma audiência de custódia, foi inicialmente fixada fiança de R$ 20 mil, posteriormente reduzida para R$ 10 mil após pedido da defesa. O pagamento foi efetuado ainda naquele dia, permitindo que ela responda ao processo em liberdade assistida.

Marijane, vizinha de Victor, é suspeita de ter auxiliado na ocultação do cadáver, fornecendo materiais, e de ter levado o carro da vítima para a Bolívia. O veículo foi encontrado abandonado em um ramal, a cerca de 16 km de Cobija, e a polícia investiga se chegou a ser negociado ou trocado por drogas.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que apura a dinâmica completa do crime e as circunstâncias que envolveram a morte do professor.

Victor Oliveira da Silva, autor do assassinato, e Marijane Maffi, vizinha dele, suspeita de ajudar a levar o carro de Reggis à Bolívia. Silva segue preso, enquanto Marijane foi libertada com medidas cautelares. Foto: captadas

Luto diário e planos interrompidos

Regilaine conta que o luto vivido pela família é diário, e que logo após o enterro, o pai de Reggis chegou a receber atendimento médico devido à dor da perda do filho.

Os familiares moram em Várzea Grande, no Mato Grosso, e recebiam pelo menos uma vez por ano a visita de Reggis.

“Depois que passou o enterro logo voltamos para casa, com uns dias meu pai, que é idoso, ficou internado umas duas semanas, mas graças a Deus, ele está melhor. Já a minha mãe está tentando voltar à vida normal, pois para ela é difícil, visto que sempre teve muito contato com ele por telefone”, disse.

De acordo com Regilaine, devido à distância e à saudade da família, o empresario, professor e representante comercial do Sebrae tinha planos para voltar à cidade natal.

“Ele comentava que iria passar somente mais um ano no Acre e viria morar junto dos meus pais, justamente para cuidar deles”, declarou.

Entretanto, Reggis ficava indeciso se iria ou não embora do Acre, visto que também tinha uma filha que à época tinha seis anos e morava em Epitaciolândia com a mãe.

“Ele nunca nos contou nenhum tipo de sofrimento, mas sabíamos o quanto era difícil para ele permanecer em uma cidade só, sem ninguém da família por perto. Mas, devido à filha, acredito que ele sofria muito com esses pensamentos de vir ou ficar”, contou Regilaine.

Regilaine conta que o luto vivido pela família é diário, e que logo após o enterro, o pai de Reggis chegou a receber atendimento médico devido à dor da perda do filho. Foto: captada 

Memória e comoção

Regilaine define o irmão como altruísta. À época do crime, a morte de Reggis comoveu a região de fronteira onde morava. Além de professor, ele atuava como agente territorial do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e como bailarino. “Ver a comoção dos amigos me deixou orgulhosa, pois eu sei o que ele fez para essa população, em época de alagamento e outros momentos difíceis na região. Eu sei que ele fez o seu melhor”, finalizou.

Prisão do suspeito

O principal suspeito, Victor Oliveira da Silva, de 27 anos, foi preso em flagrante em 1º de outubro de 2025, após indicar a dinâmica do crime e onde havia deixado o corpo do professor. Victor, que era monitorado por tornozeleira eletrônica, confessou ter matado Reggis por asfixia mecânica com um golpe de “mata-leão” após uma discussão relacionada ao relacionamento amoroso que a vítima mantinha com ele . Chegou a afirmar que dormiu com o corpo no próprio quarto na noite após o crime .

Victor participou da morte e ocultação de cadáver, com suposto auxílio de Marijane Maffi, de 46 anos, vizinha dele. Em novembro, a Justiça do Acre autorizou a Polícia Civil a acessar os dados da tornozeleira eletrônica de Victor. Conforme decisão da juíza de Direito Joelma Ribeiro Nogueira, o pedido visa compreender a geolocalização do suspeito e os passos do crime. Marijane foi presa, mas libertada após pagamento de fiança, e responde em liberdade com medidas cautelares.

Relembre o caso

Reggis desapareceu na noite de 29 de setembro de 2025, após dizer à ex-esposa, Keloiza Lima Paiva, que iria fazer uma entrega. Como a maior parte dos parentes mora fora do Acre, foi ela quem registrou o boletim de ocorrência. Ele havia retornado de uma viagem a Fortaleza e chegou a falar com Keloiza pouco antes de sumir.

O corpo foi localizado em um terreno entre as casas dos dois suspeitos. A polícia chegou a eles após encontrar um notebook da vítima e descobrir conversas com Victor em um aplicativo de mensagens.

Acadêmico de Educação Física, Reggis também era coreógrafo e professor de dança. Deixou uma filha de seis anos. A morte gerou comoção e notas de pesar de parentes, amigos e instituições.

Regilaine, irmã do professor Reggis, assassinado em setembro de 2025 em Epitaciolândia, afirmou que a distância dificulta o acompanhamento do caso, mas mantém a esperança de que a justiça seja feita. Foto: captada 

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Policias penais do Acre participam de curso de operador de pistola

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Com foco no preparo do policial penal para o combate ao crime organizado, o Instituto de administração Penitenciária do Acre (Iapen), por meio da Escola do Servidor Penitenciário, realiza de segunda-feira, 9 a quinta-feira, 12, um curso de operador de pistola para 40 policiais penais em Rio Branco. As aulas foram divididas em duas turmas, com duração de dois dias. No primeiro, os alunos estudam a parte teórica e no segundo vão para a parte prática.

Alunos durante aula teórica na Escola do Servidor Penitenciária. Foto: Zayra Amorim
Alunos participam de aula teórica na Escola do Servidor Penitenciária. Foto: Zayra Amorim/Iapen

A chefe da Escola do Servidor Penitenciário, Helena Guedes, explica o objetivo do curso: “O treinamento visa capacitar esses policiais para operar as pistolas com instrução de montagem e desmontagem e de tiro, com o intuito de torná-los mais hábeis no manuseio da arma. O público-alvo são policiais que trabalham na ponta, nas equipes e nos prédios”.

Helena Guedes explica que o cronograma de cursos já foi definido pela Escola do Servidor Penitenciário. Foto: Zayra Amorim/Painel

De acordo com o policial penal Caio Borges, instrutor do curso, a iniciativa é de fundamental importância para os profissionais do setor, tendo em vista que a ação está atualizada em relação às doutrinas e procedimentos com arma de fogo: “Dessa forma a gente consegue ter um trabalho melhor para a sociedade, fortalecendo o sistema penitenciário, e com isso os nossos servidores estão sempre se capacitando, procurando aprimoramento, porque a melhor forma de a gente evoluir é através do conhecimento”, afirmou.

Policiais penais recebem instrução prática no estande de tiros do Complexo Penitenciário de Rio Branco. Foto: Zayra Amorim/Iapen

Hadrien da Silva é um dos policias que está participando do treinamento e afirma que a atualização é necessária: “É muito importante a gente estar sempre se atualizando e estar por dentro do que é mais atual para o nosso trabalho lá dentro do presídio e também para a segurança pública como um todo.

Policiais do interior do estado também passarão pelo treinamento. Foto: Zayra Amorim/Iapen

Além de Rio Branco, os policiais do interior do estado também vão receber o treinamento nos próximos meses, conforme já está definido no calendário de cursos para 2026. Em seguida, será oferecido também um treinamento de sobrevivência policial. “É um curso que visa salvar a vida dos policiais penais em um momento de necessidade”, informa a chefe da escola do Servidor Penitenciário.

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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE

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No Março Mulher, Prefeitura de Rio Branco entrega kits para mulheres vítimas de violência doméstica

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A Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, realizou nesta semana a entrega de kits para 50 mulheres atendidas pela Casa Rosa Mulher. A ação integra a programação do Março Mulher e o evento ocorreu na Praça da Juventude Cidade Nova, localizada no prédio da antiga rodoviária.

Foto de entrega de kits ás mulheres
Entre os itens distribuídos estavam mantas, cobertores, roupas, utensílios domésticos e jogos de lençol, entregues conforme a necessidade de cada beneficiária. (Foto: Secom)

Os kits foram doados pela Receita Federal por meio do programa “Receita por Elas”. Entre os itens distribuídos estavam mantas, cobertores, roupas, utensílios domésticos e jogos de lençol, entregues conforme a necessidade de cada beneficiária. A seleção dos produtos e a logística de entrega ficaram sob a responsabilidade das servidoras que acompanham diretamente as mulheres atendidas pelo serviço.

A diretora de Direitos Humanos, Suhellen Farias, destacou que a iniciativa busca fortalecer a rede de apoio às vítimas de violência doméstica e incentivar a denúncia desse tipo de crime.

Foto de Suhellen Farias
A diretora de Direitos Humanos, Suhellen Farias, destacou que a iniciativa busca fortalecer a rede de apoio às vítimas de violência doméstica. (Foto: Secom)

“A determinação do prefeito Tião Bocalom é garantir apoio às mulheres que sofreram violência, oferecendo orientação, assistência e oportunidades por meio de cursos e atividades que contribuam para o desenvolvimento pessoal e a reconstrução de suas vidas”, afirmou.

O secretário municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, João Marcos Luz, ressaltou que as ações do Março Mulher também têm como objetivo promover a conscientização da sociedade sobre a importância de combater a violência contra a mulher.

Foto de João Marcos Luz
“Além de prestar assistência às vítimas, trabalhamos na sensibilização da população, incentivando a denúncia de qualquer forma de violência”, explicou João Marcos Luz. (Foto: Secom)

“Além de prestar assistência às vítimas, trabalhamos na sensibilização da população, incentivando a denúncia de qualquer forma de violência, seja ela psicológica, patrimonial ou física”, explicou.

Como parte da programação da semana, a Prefeitura de Rio Branco também promoveu um café da manhã com as mulheres assistidas pela Casa Rosa Mulher, criando um espaço de diálogo e reflexão sobre o enfrentamento à violência e o fortalecimento da rede de proteção.

Marco Mulher Fotos Secom 10
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Marco Mulher Fotos Secom 2
Marco Mulher Fotos Secom 1

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Fonte: Conteúdo republicado de PREFEITURA RIO BRANCO

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Carnaval 2026: Unidos do Fuxico se consagra campeão do Desfile de Blocos em Rio Branco

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Após análise da Comissão do Carnaval 2026, da Prefeitura de Rio Branco, foi divulgado na manhã desta quarta-feira (11), o resultado oficial do Desfile de Blocos Carnavalescos realizado durante o Carnaval da capital acreana.

A reavaliação ocorreu após a apresentação de um recurso administrativo por parte do bloco Unidos do Fuxico, que solicitou revisão de critérios previstos no regulamento do desfile. A comissão responsável analisou o pedido com base nas normas estabelecidas no edital do evento e procedeu à atualização da pontuação.

Com a revisão, a classificação final do desfile ficou definida da seguinte forma:

  • 1º lugar : Unidos do Fuxico
  • 2º lugar: Sambase
  • 3º lugar : 6 É D+
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“A comissão seguiu o que estava previsto no edital, e a Fundação Garibaldi Brasil anuncia oficialmente a classificação final dos blocos do Carnaval 2026”, destacou Klowsbey. (Foto: Secom)

De acordo com o presidente da Fundação Garibaldi Brasil (FGB), Klowsbey Pereira, todo o processo seguiu rigorosamente o que está previsto no regulamento do Carnaval 2026.

“A comissão cumpriu o que estava determinado no edital. Esse é o resultado apresentado pela comissão, e nós, enquanto Fundação Garibaldi Brasil, anunciamos oficialmente a classificação final do desfile dos blocos carnavalescos do Carnaval de 2026”, destacou.

Após a divulgação do resultado oficial, o processo será encaminhado à Procuradoria-Geral do Município para os procedimentos administrativos de homologação.

O Desfile de Blocos é um dos momentos mais tradicionais do Carnaval de Rio Branco e reúne agremiações que contribuem para fortalecer a cultura popular, a criatividade e a alegria da festa na capital.

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Fonte: Conteúdo republicado de PREFEITURA RIO BRANCO

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