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Acre

Proprietária agradece: Cães desaparecidos são localizados

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Cães foram localizados próximo ao rio Acre e entregues aos proprietários

A empresária Kristiene agradece a todos e a todas pelo o empenho e a  divulgação nas busca de encontrar os seu cães desaparecidos deste ontem em Brasileia que foram encontrados nesta segunda-feira, dia 30.

Os agradecimentos são especiais principalmente os homens que não quiseram ter seus nomes divulgados. Contaram que encontraram os cachorros próximo ao rio Acre, com acesso pelo Ramal Nazaré.

Os dois cães, Marley e Thor da raça labrador, pertencem a empresária Kristiene, foram encontrados por peões na beira do rio e avisaram. Em seguida foram levados por sua dona de volta para casa.

E assim a Kris agradece a todos(as) que diretamente ou indiretamente, ajudou ela encontrar seus dois animais de estimação.

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Acre

Reajuste do salário mínimo terá impacto de R$ 9,2 milhões nos cofres municipais do Acre em 2026

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O reajuste do salário mínimo nacional para R$ 1.621 em 2026 deverá gerar um impacto direto de R$ 9,24 milhões nas despesas das prefeituras do Acre ao longo do próximo ano. O dado consta em estudo técnico divulgado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), nesta sexta-feira (9), que projeta um aumento total de R$ 4,28 bilhões nos gastos municipais em todo o país em razão do novo piso salarial.

De acordo com o levantamento, o Acre aparece entre os estados menos impactados proporcionalmente pelo reajuste. No estado, 4.573 servidores municipais recebem remuneração de até 1,5 salário mínimo, grupo diretamente afetado pela elevação do piso nacional. Esse contingente representa apenas 0,2% do total de servidores municipais nessa faixa salarial no Brasil, colocando o Acre nas últimas posições do ranking nacional.

Quando comparado a outras unidades da Federação, o contraste é significativo. Estados como Minas Gerais, Bahia e Ceará concentram juntos cerca de 32% de todos os servidores municipais que ganham até 1,5 salário mínimo, o que se reflete em impactos anuais superiores a R$ 350 milhões em cada um deles. Em Minas Gerais, por exemplo, o custo estimado chega a R$ 537,9 milhões, enquanto na Bahia alcança R$ 452,6 milhões.

Na Região Norte, o Acre também figura entre os estados com menor pressão fiscal decorrente do reajuste. Enquanto o Pará terá um impacto superior a R$ 310 milhões e o Amazonas quase R$ 98 milhões, o valor projetado para os municípios acreanos permanece abaixo dos R$ 10 milhões, ao lado de Amapá e Roraima, que juntos com o Acre somam apenas 1% do total nacional de servidores nessa faixa salarial.

Apesar do impacto mais reduzido em termos absolutos, a CNM alerta que o reajuste exige atenção redobrada dos gestores municipais, especialmente nos municípios de pequeno porte, onde a proporção de servidores vinculados ao salário mínimo tende a ser maior. O estudo destaca ainda que o novo piso, reajustado em 6,79%, combina reposição da inflação medida pelo INPC e ganho real atrelado ao crescimento do PIB, conforme a legislação vigente.

 

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Acre

Em briga de marido e mulher, o Judiciário mete a colher

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Justiça e instituições públicas ampliam ações de enfrentamento à violência doméstica no Acre

O ditado popular “em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher” atravessa gerações e persiste na sociedade brasileira. A frase traduz uma mentalidade patriarcal que trata conflitos conjugais como assuntos privados, ou seja, isentos de qualquer intervenção, principalmente externa, como a de amigos, vizinhos e familiares.

Na prática, esse pensamento contribui para o silêncio em torno de situações de violência doméstica. Somente em 2025, 3,7 milhões de brasileiras foram vítimas de agressão. Os dados também apontam aumento do feminicídio — homicídio de mulheres em razão do gênero —; nesse ano, mais de mil casos foram cometidos em todo o país. O Acre seguiu a tendência de crescimento no número de ocorrências, com 14 registros nos últimos 12 meses.

Para enfrentar essas estatísticas, as instituições públicas vêm, sim, “metendo a colher” quando o assunto é violência doméstica e familiar, inclusive o Poder Judiciário brasileiro, que atua cada vez mais rápido em prol das vítimas. Em 2024, foram concedidas mais de 612 mil medidas protetivas de urgência em todo o país.

Além disso, o Judiciário ampliou e fortaleceu a estrutura de acolhimento às mulheres vítimas de agressão. Atualmente, o Brasil conta com 175 varas e juizados exclusivos de violência doméstica e familiar, o maior número desde o início da série histórica, em 2016, quando existiam 109 unidades.

Em âmbito estadual, a Coordenadoria Estadual das Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cosiv) do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) desenvolve ações de conscientização e promoção dos direitos das mulheres, além da articulação de políticas de prevenção e enfrentamento à violência de gênero no estado.

Políticas públicas buscam romper o ciclo da violência

Nos últimos meses, diversas iniciativas foram executadas pela TJAC, como o programa Conscientização pela Paz no Lar, voltado a alunas e alunos da rede pública. O trabalho discute com estudantes o ciclo da violência e as leis Maria da Penha (n.º 11.340/2006) e de Importunação Sexual (n.º 13.718/2018). Ao todo, mais de 2 mil jovens participaram desta edição, que contemplou nove municípios, além da capital.

Outro momento marcante foi a articulação entre os poderes para fortalecer ações de autorresponsabilização dos agressores. Durante 2025, a Cosiv dialogou com os Poderes Executivo e Legislativo municipais sobre os grupos reflexivos com homens autores de violência. A iniciativa, se implementada, pode transformar a cultura do machismo e reduzir a reincidência de novas agressões. Até o momento, sete grupos já foram instituídos no estado.

Em comparação aos anos anteriores, o Judiciário acreano também apresentou avanços na tramitação dos processos de violência doméstica e familiar. Pela primeira vez, não houve necessidade de realização de mutirões de julgamentos, uma vez que os fluxos processuais passaram a ocorrer de forma mais ágil e eficiente. Isso demonstra que a repressão desses crimes é uma prioridade da Justiça, especialmente por devolver bem-estar e proteção às vítimas.

Como buscar ajuda em caso de violência

Hoje, o desafio das instituições é combater a naturalização do ciclo da violência e reforçar a importância da denúncia. De acordo com o Instituto DataSenado, numa pesquisa realizada em 2023, 94% das mulheres do Acre conhecem exclusivamente as delegacias como serviços de proteção.

As autoridades seguem criando campanhas para que as mulheres consigam pedir ajuda e encontrar os canais adequados de denúncia. Um exemplo é o Sinal Vermelho, um xis desenhado na mão como pedido de socorro, e o Sinal Universal, no qual a vítima dobra o polegar para dentro e fecha os outros dedos sobre ele, formando um punho para sinalizar perigo de forma discreta.

Há também a Central de Atendimento à Mulher, iniciativa nacional que oferece atendimento 24 horas por dia, todos os dias da semana, de forma gratuita, com orientação sobre leis, direitos das mulheres, serviços da rede de atendimento e registro e encaminhamento de denúncias aos órgãos competentes. Para ter acesso, basta discar 180.

Em caso de emergência, a mulher deve buscar a Polícia Militar pelo telefone 190. Se não for possível acionar, procurar uma Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) ou delegacia comum e registrar Boletim de Ocorrência. O Judiciário tem até 48 horas para avaliar e conceder a medida protetiva, importante instrumento de proteção às vítimas de violência doméstica e familiar.

Você, cidadã acreana, pode buscar ajuda ainda nos seguintes canais:

Ministério Público do Acre (MPAC): (68) 99993-4701
Defensoria Pública do Acre (DPE/AC): (68) 99230-2101
Secretaria da Mulher (Semulher): (68) 99930-0420
Coordenadoria Estadual das Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cosiv): (68) 99220-1402

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Acre

Frota de veículos do Acre cresce acima da média nacional e chega a 385 mil em 2025

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Impulsionado pelas motocicletas e caminhonetes, estado registra expansão de cerca de 4%, superior ao índice do Brasil e da Região Norte.

Foto: Sérgio Vale

A frota de veículos do Acre apresentou crescimento proporcionalmente mais acelerado do que o registrado no Brasil entre janeiro de 2024 e novembro de 2025, segundo dados do Ministério dos Transportes. Enquanto a frota nacional alcançou 128,6 milhões de veículos, com aumento estimado entre 2,8% e 3% no período, o Acre chegou a 385.341 veículos, registrando expansão em torno de 4%, índice superior tanto à média brasileira quanto à da Região Norte.

No cenário nacional, o crescimento ocorreu de forma relativamente equilibrada entre automóveis, motocicletas e caminhonetes, refletindo uma retomada gradual do mercado automotivo. Os automóveis somaram 64,4 milhões de unidades em 2025, com avanço próximo de 2% em relação a 2024. Já as motocicletas alcançaram 29,7 milhões de unidades e apresentaram crescimento em torno de 4%, mantendo-se como o segundo maior grupo da frota brasileira.

No Acre, entretanto, o comportamento foi mais concentrado em determinados tipos de veículos. As motocicletas se consolidaram como o principal motor da expansão da frota estadual, alcançando 165.372 unidades em novembro de 2025. Em comparação com dezembro de 2024, o aumento foi estimado entre 6% e 7%, percentual significativamente superior à média nacional. Com isso, as motos passaram a representar cerca de 43% de toda a frota acreana, evidenciando sua centralidade na mobilidade da população, especialmente pelo menor custo de aquisição e manutenção e pela adaptação às condições urbanas e rurais do estado.

Os automóveis totalizaram 109.766 unidades em 2025 e apresentaram crescimento mais moderado, em torno de 2% no período analisado. Apesar do avanço contido, os carros de passeio seguem como o segundo principal grupo da frota estadual, embora tenham perdido participação relativa diante do crescimento mais intenso das motocicletas.

As caminhonetes também registraram desempenho acima da média, somando 36.164 veículos e apresentando crescimento estimado entre 5% e 6%. O avanço é associado à forte utilização desse tipo de veículo em áreas rurais, ramais e atividades produtivas, especialmente fora da capital.

O segmento de caminhões alcançou 8.500 unidades em circulação no Acre, com crescimento próximo de 3% entre 2024 e 2025, acompanhando a dinâmica da atividade econômica e do transporte de cargas. Em contraste, os veículos destinados ao transporte coletivo permaneceram praticamente estáveis. Os micro-ônibus chegaram a 601 unidades e os ônibus a 1.458, com variação inferior a 1%, indicando baixo nível de renovação ou ampliação dessa frota no período.

Na comparação regional, o Acre responde por cerca de 5% da frota total da Região Norte, estimada em aproximadamente 7,5 milhões de veículos. Apesar da participação modesta em números absolutos, o estado se destaca pelo crescimento proporcional acima da média regional e nacional, sobretudo nos segmentos de motocicletas e veículos utilitários.

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