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Projeto do ONS permitirá que alunos criem jogo digital sobre energia
Inscrições poderão ser feitas a partir de segunda-feira

Ibiraci (MG) – O ministro Moreira Franco participa da inauguração da linha de transmissão de energia que liga a Hidrelétrica de Belo Monte ao Sudeste do País. A construção do linhão é parte do Agora, é Avançar Parcerias (Beth Santos/Secretaria-Geral da PR)
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) abre na próxima segunda-feira (6) inscrições para um projeto destinado a alunos e professores do ensino médio de escolas públicas de todo o país, batizado GamethONS. A iniciativa estimula jovens e professores a desenvolverem um jogo digital inédito a ser publicado em HTML, cujo tema é o setor elétrico nacional e sustentabilidade, estimulando a reflexão sobre a importância da energia. As inscrições podem ser feitas no site www.gamethons.com.br até o dia 28 deste mês.

O diretor de Tecnologia da Informação (TI), Relacionamento com Agentes e Assuntos Regulatórios do ONS, Marcelo Prais, destacou, em entrevista à Agência Brasil, que essa trajetória foi iniciada em 2020 e que já houve quatro hackthons (maratonas de programação para desenvolvedores de softwares, ou programas de computador). “Nessa quinta edição, tem um viés diferente dos anteriores porque nasce aderente à formulação do plano de sustentabilidade do ONS em seu pilar social”, informou Prais.
Uma das ideias é difundir, desde o ensino médio, o significado de energia elétrica e do setor elétrico, despertar o interesse dos alunos pelo setor, para que eles possam buscar, na primeira graduação, alguma área voltada para o setor elétrico, além de oportunizar períodos de estágio no ONS. O diretor informou ainda que a ideia é criar oportunidade para que esses alunos e professores conheçam não só o setor elétrico, mas também o ONS, além de “oferecer uma infraestrutura, para populações mais vulneráveis, que lhes permita ter mais acesso à informação de uma maneira mais ampla, e do setor elétrico, mais especificamente”.
Equipes
Serão formadas equipes compostas por um professor e dois estudantes. As 50 primeiras equipes inscritas participarão da sessão de abertura do GamethONS, prevista para o dia 3 de abril. Na live de abertura, será finalizado o terceiro e último passo para confirmar a participação, que é a validação da inscrição na plataforma onde serão realizadas as atividades. A iniciativa é integralmente online. A sessão de abertura vai aproximar a organização dos grupos inscritos e servirá ainda para tirar dúvidas e dar explicações sobre as etapas do projeto.
A engenheira de Assuntos Regulatórios e Procedimentos de Rede Integrante da Comunidade de Inovação do ONS, Isabella Marchetti, disse que, desde a concepção do projeto, havia a ideia de trabalhar com esse público mais jovem e incentivar a criatividade e a mente livre de vícios dentro do órgão, para resolver os problemas. “A gente sabe que é um desafio trabalhar com estudantes pela primeira vez. Por isso, a ideia não é ser um hackthon expresso, que vai durar um ou dois dias e acabou. A gente quer dar para os alunos e professores uma infraestrutura maior para que eles possam desenvolver e aprender juntos.”
O programa prevê uma etapa de formação e capacitação. Para isso, o ONS conta com a parceria da empresa Sincroniza Educação, que vai ajudar, inclusive, com questões pedagógicas, e trabalhar o material para que ele fique mais acessível para estudantes e professores. Foram preparados módulos para ajudar a transmitir o conhecimento para o desenvolvimento do jogo.
O assessor executivo da Diretoria de TI, Relacionamento com Agentes e Assuntos Regulatórios do ONS, Carlos Alexandre Prado, mencionou que, nesse projeto, a entidade trabalha com três vertentes centrais para a instituição. Uma delas é o ONS+Digital, que pretende levar a ideia de uma organização orientada à tecnologia e levar a tecnologia para quem tiver a oportunidade de transformar; o ONS+Social, que pretende aproximar as escolas públicas e populações que têm mais dificuldade de acesso a recursos de aprendizado; e em terceiro lugar, a estratégia de comunicação. “O setor elétrico é muito hermético para a sociedade em geral e o ONS, mais hermético ainda. Então, a comunicação tem o desafio de simplificar a imagem do ONS para o público em geral. Tem que ser mais digital, mais social e tem que ser mais simples também de ser conhecido”, disse em entrevista à Agência Brasil.
Premiação
Marcelo Prais informou que o processo será concluído com premiação aos melhores trabalhos, no dia 8 de agosto, quando se comemoram os 25 anos do ONS. Após a live no dia 3 de abril, as equipes terão um mês para o processo de capacitação, sendo um módulo por semana. O primeiro será sobre energia, seguindo-se sustentabilidade, recursos educacionais digitais e, por fim, jogos digitais na educação. “Isso se encerra no dia 4 de maio. A partir daí, eles colocam a mão na massa”, disse Isabella. Significa que eles terão de maio até julho para desenvolverem e aprimorar o jogo. Estão programadas tutorias e mentorias com voluntários do ONS para cada grupo, que ajudarão alunos e professores a incorporar os desafios do setor elétrico dentro do game.
Os trabalhos serão avaliados por uma comissão formada por funcionários do ONS e representantes da Sincroniza Educação. Os critérios que serão observados pelos avaliadores são: adequação ao tema; jogabilidade; originalidade de game design e recursos; coerência entre o projeto/documentação e o produto final.
As equipes vencedoras receberão prêmios que vão desde notebooks até documentos digitais de menção honrosa. Além disso, os estudantes das equipes classificadas entre as dez primeiras colocações poderão concorrer a uma oportunidade de estágio de curta duração na área de Tecnologia da Informação do ONS. As vagas são para seis meses e estão sujeitas ao interesse dos participantes, à aprovação dos representantes legais e à aprovação da escola.
Edição: Juliana Andrade
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Após Enamed, presidente da Comissão de Saúde na Câmara cobra MEC

Marcelo Camargo/Agência Brasil
O presidente da Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados, o deputado Zé Vitor (PL-MG), afirma que irá enviar um ofício ao Ministério da Educação (MEC) ainda nesta quarta-feira (21/1) solicitando esclarecimentos sobre cursos de Medicina que foram punidos ou avaliados negativamente por má qualidade de ensino nos exames e instrumentos oficiais da pasta.
Como mostrou o Metrópoles, cerca de 3 em 10 cursos de Medicina avaliados tiveram desempenho ruim, ficando nos conceitos 1 e 2, e devem sofrer algum tipo de sanção.
Além das cobranças ao ministério, o presidente da Comissão de Saúde diz que não descarta propor, no âmbito da Câmara, a abertura de um debate sobre a criação de um exame nacional para médicos, nos moldes do aplicado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), como forma de reforçar o controle de qualidade na formação profissional.
“Há um desafio no Brasil: garantir atendimento de saúde, para isso precisamos de médicos suficientes. Mas, obviamente, não qualquer médico. Suspender vestibulares, rediscutir a emissão de diplomas e interromper o avanço de qualquer curso que não tenha estrutura e plano pedagógico adequado para formar bons médicos. Como parte desse processo, não descarto que seja efetivado um exame como da OAB”, afirmou.

Deputado federal Zé Vitor (PL-MG)
No documento, o parlamentar afirma que os dados acendem um alerta sobre a qualidade da formação médica e justificam a necessidade de maior transparência em sua avaliação.
“Considerando que a medicina é uma profissão regulamentada com impacto direto na vida e na integridade física dos cidadãos, o baixo desempenho acadêmico de parcela significativa das instituições de ensino superior gera legítima preocupação social”, afirma o documento.
No requerimento, Zé Vitor pede que o Ministério da Educação informe os resultados detalhados das avaliações aplicadas aos cursos de Medicina, com a identificação das instituições, municípios e estados, além da forma de avaliação utilizada, especialmente nos casos de notas consideradas baixas, entre os conceitos 1 e 3.
O deputado também questiona quais critérios são levados em conta na avaliação dos cursos, como desempenho dos estudantes, qualificação do corpo docente, infraestrutura, projeto pedagógico e campos de prática e estágio. Outro ponto abordado diz respeito às medidas adotadas pelo MEC diante dos resultados, sobretudo em relação aos cursos com desempenho insatisfatório.
A divulgação dos resultados foi recebido com surpresa por membros da classe médica e representantes de associações ligadas à profissão, dado o alto número de cursos que ficaram em níveis insatisfatórios.
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), contudo, admitiu que houve inconsistências em dados prévios do Enamed 2025 relacionadas à base de dados utilizada como insumo para o cálculo do conceito em que cada curso se enquadrava.
O esclarecimento foi feito em ofício encaminhado às instituições de ensino superior participantes da prova, depois que diversas instituições passaram a questionar suas respectivas notas ao MEC.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Caminhada não deve passar pela Papudinha, avisa Nikolas Ferreira

Deputados que participam da “caminhada pela liberdade“, organizada por Nikolas Ferreira (PL-MG), afirmam que o grupo não deve passar pela Papudinha, no Complexo da Papuda, local em que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está preso no Distrito Federal. O próprio parlamentar alertou sobre o fato.
Encabeçado por Nikolas, o grupo saiu do interior de Minas Gerais na segunda-feira (19/1) em direção a Brasília. O ato foi convocado como uma reação contra a prisão de Bolsonaro e em defesa dos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.
A programação prevê que o grupo deve chegar à capital federal no próximo domingo (25/1). Aliados do ex-presidente e participantes da caminhada têm convocado uma manifestação para o mesmo dia.
Nikolas Ferreira afirmou ao Metrópoles que decidiu não alongar o trajeto do ato e evitar a passagem pelo complexo penitenciário. Segundo parlamentares que acompanham o mineiro, os detalhes do ato de domingo ainda estão sendo definidos junto ao governo do Distrito Federal.
A expectativa, no entanto, é que o grupo não se aproxime da Esplanada dos Ministérios em razão de outros eventos agendados para o entorno, como a Copa Brasil de Marcha Atlética.
“Eu preferi não passar por lá [Papuda] porque é uma área de segurança nacional e também alongaria mais o trecho. O trajeto a gente está fazendo ainda, mas o destino final com certeza é a Praça do Cruzeiro”, afirmou Nikolas.
Em uma rede social, . O deputado Carlos Jordy (PL-RJ) afirmou que o GDF tem ajudado a definir qual será o melhor trajeto.
Segundo um aliado de Nikolas, o último planejamento do grupo prevê, no entanto, que eles sigam até a Praça do Cruzeiro pela Estrada Parque Indústria e Abastecimento (Epia) — sem passar pelo complexo da Papuda.
O ato de Nikolas Ferreira deve percorrer mais de 200 km. Em seu terceiro dia, a caminhada tem atraído políticos e simpatizantes do grupo aliado de Bolsonaro. O entorno do parlamentar mineiro espera reunir um número ainda maior de manifestantes no domingo, com a chegada de caravanas de outros estados.
Parlamentares de direita têm convocado manifestantes pelas redes sociais. Ex-líder da oposição na Câmara e pré-candidato ao Senado no Rio Grande do Sul, Zucco (PL) disse que o “destino final” da caminhada será uma “grande manifestação por liberdade, justiça e pelo Brasil”.
A “caminhada pela liberdade” começou em Paracatu (MG) e segue em direção a Brasília. A previsão é que o grupo percorra cerca de 200 km até a capital federal.
Nas redes, os aliados de Bolsonaro têm afirmado que o ato é contra as “prisões injustas” do 8 de janeiro e pelo que avaliam ser uma “perseguição” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.
O ato encabeçado por Nikolas Ferreira conta com a participação de um dos filhos do ex-presidente, o ex-vereador carioca Carlos Bolsonaro (PL). Também estão ao lado do mineiro os deputados Gustavo Gayer (PL-GO), André Fernandes (PL-CE), Zucco (PL-RS) e Zé Trovão (PL-SC), e os senadores Márcio Bittar (PL-AC) e Magno Malta (PL-ES).
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Psol aciona STF contra ‘gratificação faroeste’ para policiais
O artigo chegou a ser integralmente vetado pelo governador Cláudio Castro, sob a justificativa de ausência de previsão orçamentária para os pagamentos, mas o veto acabou derrubado dm dezembro pela Assembleia Legislativa o Rio de Janeiro

Policiais civis em operação de combate ao tráfico de drogas: governo do Rio criou gratificação por bandido morto. Foto: Erlon Rodrigues/PC-AM
O Diretório Nacional do Psol acionou o STF (Supremo Tribunal Federal) nesta terça-feira (20) contra a chamada “gratificação faroeste”, um bônus de produtividade criado pelo governo do Estado do Rio de Janeiro para premiar, entre outros critérios, o policial civil que tenha se destacado por matar criminosos.
A relatoria do caso foi designada para o ministro Alexandre de Moraes, por prevenção, devido à relação do tema com a chamada ADPF das Favelas, ação de descumprimento de preceito fundamental que trata da letalidade policial no Rio de Janeiro.
O partido de oposição ao governo fluminense pede uma liminar (decisão provisória e urgente) para suspender de imediato a gratificação. “O dispositivo é inconstitucional na forma e no conteúdo”, afirma o Psol, que chamou o bônus de “incentivo financeiro à violência policial”.
Para a sigla, a gratificação é inconstitucional desde a partida, uma vez que foi criada por iniciativa do Legislativo, e não do Executivo, que detém a exclusividade para apresentar propostas que criam despesas de pessoal.
Entenda
Aprovada em outubro de 2025, a Lei Estadual nº 11.003/2025 trata da reestruturação do quadro de servidores da Secretaria Estadual de Polícia Civil, e em seu artigo 21 prevê uma bonificação entre 10% a 150% do salário em casos como os de vitimização em serviço, apreensão de armas de grosso calibre ou, ainda, quando ocorrer a chamada “neutralização de criminosos”.
O artigo chegou a ser integralmente vetado pelo governador Cláudio Castro, sob a justificativa de ausência de previsão orçamentária para os pagamentos, mas o veto acabou derrubado dm dezembro pela Assembleia Legislativa o Rio de Janeiro. Na ocasião, o próprio líder do governo, deputado Rodrigo Amorim (União), defendeu a derrubada do veto
Diversos órgãos também se manifestaram pela ilegalidade e inconstitucionalidade da gratificação faroeste. Ainda antes da aprovação da lei, a PDU (Defensoria Pública da União), por exemplo, divulgou nota técnica que classificou a medida como um estímulo aos confrontos letais entre policias e bandidos.
Segundo a Defensoria, o próprio termo “neutralização”, usado na lei, é impreciso e por si só viola a dignidade da pessoa humana.

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