manifesto-funcionarios-saude_-65Da redação

Insatisfeitos com a falta de segurança no Hospital Raimundo Chaar, os funcionários saíram as ruas portando cartazes, com frases de protestos. A caminhada aconteceu nessa quinta-feira, dia 10, no município de Brasileia, quando os servidores da saúde e apoiadores deixaram a unidade de hospitalar, percorreram parte da Avenida Rui Lino, seguiram ao longo até a ponte José Augusto, e retornaram ao Ministério Publico, onde protocolaram a solicitação de providencias, em caráter de urgência, para a situação de insegurança vivenciada ao longo dos anos, nas dependências do Hospital de referencia regional do Alto Acre.

O manifesto contou com o apoio do presidente eleito do SINTESAC – Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Estado do Acre, Adailton Cruz, e do representante Coren/Ac – Conselho Regional de Enfermagem do Acre, Pablo José, onde cobraram mais atenção do Estado aos profissionais que ali trabalham.

Segundo Adailton, a partir do dia 29 próximo, a categoria poderá iniciar a greve em todo o estado do Acre, uma vez que a Secretaria de Saúde (Sesacre) vem esquecendo todos os municípios nas mais diversas áreas.

A manifestação ocorreu após o insucesso das inúmeras reivindicações as autoridades competentes, com fins a garantir a segurança de pacientes e servidores no hospital, além de outras benesses na unidade hospitalar que vem sendo abandonada pelo Estado.

Para os organizadores do ato de repúdio, os gestores terão que acordar e dar a devida atenção, para a gravidade da situação. Insatisfeitos com o descaso, em plenária, avaliaram a vulnerabilidade em que permanecem, e decidiram expor à realidade a população ao mesmo tempo em que buscam meios que resultem na garantia de trabalho com segurança.

Por todo esse tempo de luta, não e difícil observar a ausência de apoio efetivo, por parte dos representantes políticos, da regional, que foram eleitos com a promessa de defender os interesses da população do Alto Acre. Mas, para os servidores, coragem de lutar não e problema, revelam que a fortaleza da classe é a bravura e juntos não desistirão.

Não aceitam mais, trabalhar em condições desumanas, correndo risco de morte, visto os usuários agressores, desconhecerem a realidade cruel e os responsabilizam pelas péssimas condições em que permanece o atendimento em saúde, no município de Brasileia.

Diante do caos em que permanecem os serviços de saúde no Alto Acre, onde o hospital é referencia regional, com demanda e problemas crescentes, os servidores prometem não descansar enquanto não houver soluções praticas. Referem se tratar de uma luta legitima, por isso dizem não a falta de condições mínimas de trabalho.

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