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Primeira etapa do Programa Desenrola começa nesta segunda-feira
Correio Braziliense
Para faixa 1, com renda de até dois salários mínimos, ou inscritas no Cadúnico do governo federal, a primeira fase prevê a extinção de dívidas bancárias de até R$ 100
Começa, hoje, o Desenrola, programa de renegociação de dívidas do governo federal. A iniciativa será executada em três etapas. Na primeira, as instituições financeiras poderão começar a oferecer ofertas de renegociação para pessoas da faixa 2 — que têm renda mensal média acima de dois salários mínimos até R$ 20 mil.
O acordo poderá ser feito diretamente com os bancos, desde que as dívidas, de qualquer valor, tenham sido inscritas entre 2019 e 2022. Estima-se que essa renegociação beneficie mais de 30 milhões de pessoas.
Para brasileiros da faixa 1, com renda de até dois salários mínimos, ou inscritas no Cadúnico do governo federal, esta primeira fase prevê a extinção de dívidas bancárias de até R$ 100, exigindo que os bancos limpem os nomes de negativados. A expectativa é de que a medida atinja 1,5 milhão de brasileiros.
Com isso, caem restrições e a pessoa pode, por exemplo, voltar a pegar crédito ou fazer contrato de aluguel, se não tiver outras restrições. Com essa operação, o Governo Federal considera que pode beneficiar cerca de 1,5 milhão de pessoas.
Acordo
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) alertou que o acordo não irá “perdoar” a dívida e que só vale para eliminar as restrições do CPF. Os cidadãos, ainda assim, terão de pagar os débitos ou buscar formas de negociação.
“A condição de suspensão da negativação da dívida de até R$ 100 não representa um perdão. A negativação da dívida será suspensa, e o cidadão precisará renegociar caso não consiga efetuar o pagamento de uma só vez. No caso de não renegociar ou não pagar a renegociação, a negativação será feita novamente”, informou a Febraban.
Segundo o Ministério da Fazenda, a expectativa é de que o programa esteja disponível para toda a população até setembro. Antes disso, em agosto, o governo deve fazer um leilão para definir quais credores serão contemplados — os que oferecerem maiores descontos terão vantagem.
Os valores renegociados terão condições especiais, podendo ser parcelados em até 60 vezes, desde que a parcela não seja inferior a R$ 50. Os juros são de até 1,99 % e a pessoa pode ter de 30 a 59 dias para começar a pagar. Esses valores mensais podem ser pagos via débito em conta, pix ou boleto bancário.
Equilíbrio
Para o economista e sociólogo Vinicius do Carmo, o programa é um instrumento para aliviar as famílias de dívidas que são significativamente de menor importância, mas impedem que muitos brasileiros voltem a consumir. “A maior parte das dívidas são relativamente baixas, cerca de três salários mínimos. A possibilidade de renegociar e ajustar essas dívidas para volumes menores, com menores juros, possibilita a reentrada no consumo das famílias, que hoje têm seu orçamento prejudicado pela má administração das dividas”, afirmou.
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Senado aprova aumento de penas para furto, roubo e receptação

O Senado aprovou, nesta terça-feira (3/3), um projeto de lei que aumenta as penas para os crimes de furto, roubo e receptação. O projeto já tinha sido aprovado na Câmara dos Deputados, mas como o texto teve muitas alterações, voltará à Casa para nova votação.
O projeto também passa a incluir no Código Penal novos crimes ou qualificações, como o furto e a receptação de animais domésticos e o roubo de arma de fogo, que passa a ser punido com pena de 4 a 10 anos de reclusão e multa.
A redação também permite a prisão preventiva para os crimes de furto, mesmo para criminosos não reincidentes.
Furto
Roubo
Receptação
Para receptação de produto roubado, a pena passaria a ser de 1 a 6 anos de reclusão e multa (hoje é de 1 a 4 anos mais multa).
A proposta também insere no Código Penal o crime de receptação de animal doméstico, com pena de 2 a 6 anos de reclusão mais multa.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Votação na comissão especial da PEC da Segurança é cancelada

A Comissão Especial para a análise da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 18/2025, conhecida como a PEC da Segurança Pública, cancelou a votação do relatório apresentado por Mendonça Filho (União Brasil-PE) (foto em destaque) prevista para esta quarta-feira (4/3). A previsão inicial era de que a proposta fosse para o plenário ainda hoje.
Pouco antes do início da sessão, prevista para as 10h, a análise foi postergada para as 12h. Foi um pedido do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que se reuniu com o relator e o presidente da comissão especial, Aluísio Mendes (Republicanos-MA) na residência oficial para tratar da PEC.
Segundo apurou o Metrópoles, o imbróglio ainda gira ao redor do trecho sobre o plebiscito da redução da maioridade penal. O presidente da Câmara tem sugerido que o trecho fosse retirado para poder contar com a adesão do governo Lula na votação. Aluísio e Mendonça, por outro lado, se manifestaram a favor da manutenção.
A avaliação é de que a medida tem apoio da maioria dos parlamentares e que o substitutivo está pronto para ser votado.
O relator estipulou a realização de um plebiscito sobre a redução da maioridade penal no seu parecer, ponto ao qual o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se opõe. Apesar da oposição, a base do Planalto sinalizou que não tentaria adiar a votação na comissão especial, temendo desgaste com a cúpula da Câmara. A PEC da Segurança é uma proposta prioritária para o governo Lula neste ano eleitoral.
Ante o cancelamento, o presidente Hugo Motta convocou uma nova reunião de líderes nesta quarta-feira para tentar chegar a um acordo sobre o texto.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Israel afirma ter iniciado uma onda de ataques em larga escala em Teerã

As Forças de Defesa de Israel (IDF) iniciaram “ataques em larga escala contra alvos do regime terrorista iraniano em Teerã”, informou o Exército em um comunicado na manhã de quarta-feira.
Esta é a décima onda desse tipo de ataques desde o início do conflito mais recente, no sábado, segundo as IDF. Mais cedo nesta quarta-feira, o Exército afirmou que bombardeios realizados durante a madrugada atingiram o que descreveu como centros de comando usados pelas temidas forças de segurança interna do Irã e pela milícia Basij.
“Eles atacaram com bastante força na noite passada, foi uma noite ruim”, disse um morador do norte de Teerã à CNN. “Não sei exatamente onde atingiram, mas parecia que podíamos ouvir explosões ao nosso redor.”
O morador acrescentou que queria sair da cidade e fugir para as montanhas. “Mas também não sabemos onde estão os alvos militares, então é difícil dizer onde seria seguro”, afirmou.
A mídia estatal iraniana informou que explosões foram registradas em várias partes do país na manhã de quarta-feira. Uma foto geolocalizada pela CNN mostra uma grande coluna de fumaça escura perto da cidade de Isfahan.

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