Acre
PRF prende foragidos da justiça e mulher com cocaína na BR-317
Agentes da Polícia Rodoviária Federal realizaram nesta segunda-feira (02) a prisão de dois foragidos da justiça e apreenderam 1,2 kg de cocaína com uma jovem em um táxi. As ações ocorreram na BR-317, em Senador Guiomard, distante 25 km da capital.
Um dos flagrantes aconteceu quando os PRFs abordaram um Peugeot/207 e, durante a fiscalização do veículo e do condutor, verificaram que havia um mandado de prisão em aberto para o homem por crime de estelionato, expedido pela Justiça Federal do Mato Grosso. A outra prisão aconteceu durante fiscalização de rotina em um táxi lotação com apenas um passageiro, que não possuía documentos e ainda forneceu dados pessoais falsos aos policiais. Após ser conduzido à delegacia de polícia civil, constatou-se que o indivíduo tinha um mandado de prisão em aberto expedido pela Vara de Execuções Penais da Comarca de Rio Branco.
Ainda nesta segunda, os agentes prenderam uma jovem com 1,2 kg de cocaína. Ela era passageira de um táxi que trafegava sentido Plácido de Castro – Rio Branco. O comportamento da mulher chamou a atenção dos policiais pelo nervosismo e respostas desconexas acerca da motivação de sua viagem até Rio Branco. Depois de uma busca mais minuciosa, foram encontrados dois pacotes contendo 1,2 kg de cocaína.
A passageira admitiu ter recebido a droga de um desconhecido em Plácido de Castro e que a entregaria a uma pessoa em Rio Branco.
As três ocorrências foram encaminhadas para os procedimentos legais na polícia judiciária.
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Professor aprovado pela SEE relembra passado nas ruas e destaca força da educação e do hip hop
“Eu tinha que ser o homem da casa para sustentar. Acordava de madrugada, ia para a rua pedir dinheiro para tentar comprar um quilo de sal, farinha, açúcar. Às vezes a gente sobrevivia só com jacuba e caldo de caridade.” Foi com essas lembranças que Francisco Leandro Santos, 34 anos, assinou no último dia 5 o termo de posse no concurso da Educação.

Agora professor efetivo do Estado, aprovado no maior certame já realizado pela Secretaria de Educação e Cultura (SEE), ele transforma em impulso as memórias de infância difícil para seguir mudando vidas por meio do ensino, assim como, segundo ele, foi salvo pela educação e pelo hip hop.
“Tive que sobreviver sozinho, sem pai, sem mãe e sem amigos. Durante o tempo em que meus pais estavam separados, consegui seguir em frente graças à ajuda de parceiros que me deram casa e comida. Foi isso que me sustentou e me deu forças para continuar. Também já fui moleque de rua desde muito cedo, antes dos 12 anos, enquanto minha mãe cuidava de três crianças pequenas em casa eu saía para pedir.”
Morador de Sena Madureira, Leo do Hip Hop, como é conhecido, relembra a infância difícil, mas destaca que a arte e a cultura o fizeram sonhar com um futuro melhor. Formado em Física pelo Instituto Federal do Acre (Ifac), ele atuou como professor provisório em 2025 e, neste ano, foi convocado no concurso da Educação.

Os sonhos, porém, não param por aí. Com a segurança da efetividade, Leo planeja voos mais altos, como se tornar servidor federal, enquanto transforma a vida de jovens dentro da sala de aula, assim como, um dia, teve a sua própria vida transformada.
“Também devo minha resiliência à cultura hip hop, que me deu base, conhecimento e força para resistir. Foi essa cultura que me salvou de entrar no mundo do crime, já que muitos me julgavam dizendo que eu não ia prestar. O hip hop, ao contrário, me ensinou a enxergar novos horizontes e alcançar novos patamares por meio da cultura, da dança e do break. Por isso, devo muito a essa cultura e à minha trajetória profissional”, relembra.
‘Não quero parar’
Entre 2019 e 2020, ele conquistou uma bolsa de estudos pelo Ifac e acredita que ser professor é uma forma de ajudar outros jovens a mudarem de vida, incentivando sonhos e planos.
“Eu conheço uma realidade que ainda existe. Já fui para a sala de aula com fome, sem sandália, e percebia que alguns professores não entendiam que quem vai com fome não consegue acompanhar o raciocínio. Quando comecei a ministrar aulas, aprendi a ser flexível com isso. Sabemos que há adolescentes sem a presença dos pais ou da família, e a escola precisa ser uma válvula de escape, acolher, entender o aluno, tirar um tempo para ouvir, conversar e estender a mão.”
O concurso que assumiu lhe deu a garantia de poder planejar o futuro. Como pretende se tornar professor universitário, ele afirma que precisa se preparar com mais estudo, enquanto aguarda o momento certo para dar mais um passo importante na carreira.
“Quero continuar seguindo com humildade, sabendo qual é o meu lugar e qual é o momento certo de ocupar os espaços. A posse foi marcante, um instante em que pude refletir sobre tudo o que passei na vida, sobre todas as humilhações que enfrentei. Mesmo assim, nunca desisti de mim. Sempre acreditei em mim e, apesar de todas as dificuldades, não me deixei levar pelo que o sistema queria que eu fosse”, reforça.

Persistência
Desistir não faz parte do vocabulário do servidor, que sempre acreditou que daria certo e se tornou persistente ao traçar o caminho que queria seguir.
“Passou um filme na minha cabeça, porque não foi fácil conquistar uma vaga. Por isso, é preciso acreditar no seu potencial, acreditar em você e também estudar. Quando pensamos em ser servidores, se não sacrificarmos nosso tempo e não abrirmos mão de certas coisas, dificilmente vamos conseguir. Às vezes alguns têm sorte, mas eu não acredito tanto em sorte; acredito mais em persistência, em trabalho árduo e em sacrifício, porque Deus honra. Tenho certeza de que essa nova fase da minha vida vai contribuir muito para a sociedade no campo educacional. Precisamos fazer com que o aluno se sinta humano. Não podemos tratá-lo como um robô, como um produto ou apenas números, mas como alguém com potencial para contribuir com a nossa sociedade”, finaliza.

Posses
A educação básica do Acre recebeu um reforço expressivo com a posse de 713 novos professores, em cerimônia realizada na última segunda-feira, dia 5, no auditório do Departamento de Trânsito do Acre (Detran), em Rio Branco, acompanhada pelo governador Gladson Cameli e pela vice-governadora Mailza Assis.
O investimento destinado às contratações soma R$ 221.816.719,40, recurso que possibilita ampliar o quadro docente para atender os 22 municípios do estado, garantir melhor qualidade no ensino e consolidar o maior aporte já realizado na educação acreana.
O governador Gladson Camelí ressaltou que investir em educação é o maior compromisso social que uma gestão pública pode assumir. Segundo ele, garantir ensino de qualidade é fundamental para assegurar um futuro promissor às crianças e jovens acreanos.
“Qualquer governo que investe em educação está fazendo o maior investimento social possível. Não existe cidadania e desenvolvimento econômico sem uma base sólida”, afirmou.
Camelí enfatizou que o acesso ao conhecimento é a chave para enfrentar problemas sociais, afastar jovens da criminalidade e prepará-los para o mercado de trabalho. “O professor é um construtor de vidas, responsável por formar cidadãos conscientes e preparados para servir à sociedade”, completou.
O secretário de Educação e Cultura do Estado, Aberson Carvalho, destacou o avanço no processo de convocação de novos profissionais para a rede pública estadual. Ele lembrou que o governo realizou o maior concurso da história da Educação, com mais de 52 mil inscritos para 3 mil vagas, sendo 2,5 mil destinadas a professores e 500 a servidores administrativos. Do total, 2.612 candidatos foram aprovados e todos serão convocados.
“O governador Gladson Camelí, junto com a vice-governadora Mailza Assis, tem demonstrado compromisso com a educação. Gladson é o gestor que mais deu posse a profissionais efetivos na área. Ao final de sua gestão, serão mais de 4 mil servidores nomeados. Esse esforço já mostra resultados: mais alunos da rede pública estadual estão ingressando em universidades federais em todo o país”, destacou.
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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE
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Festival Kãda Shawã Kaya celebra demarcação da terra indígena e união do Povo Shawadawa
Começou na Aldeia da Foz do Nilo, às margens do Rio Cruzeiro do Vale, um afluente do Rio Juruá, as festividades dos indígenas da Nação Shawadawa, que estão reunidos para celebrar sua cultura. A abertura foi na quinta-feira, 8, e o Festival se estende até domingo, 11.
Durante esses quatro dias, são realizadas muitas brincadeiras e danças inspiradas nos animais da floresta e em elementos da natureza. As pessoas se pintam com grafismos característicos, conhecidos como kenês, e se vestem com roupas típicas dos seus antepassados.

Simultaneamente durante as noites no kupichwa (templo), são realizadas cerimônias espirituais tradicionais, com medicinas da floresta. Os rituais com cantos, danças e pinturas corporais são embalados por instrumentos musicais, com o propósito de despertar a consciência dos participantes para o conhecimento ancestral dos povos originários.
A secretária extraordinária de Povos Indígenas do Acre, Francisca Arara, que tem sua origem na Aldeia Foz do Nilo, é uma incentivadora do Festival Cultural do Povo Shawadawa.
“Esse é um reencontro do nosso povo, que comemora a demarcação do Território Arara [nome dado pelos brancos para os Shawadawa] e simboliza a libertação da sua escravidão aos seringalistas. Nesse tempo fomos obrigados a deixar de falar o nosso idioma original e perdemos muitos costumes. O Festival é um marco para a retomada cultural do Povo Shawadawa”, lembra Francisca.

Um dos aspectos mais importantes do Festival é o reencontro dos Shawadawa dos mais diferentes lugares.
“Estamos reunindo 11 aldeias, em torno de mil araras dos rios Cruzeiro do Vale, Bagé, Valparaiso, e também muitos que moram em cidades como Cruzeiro do Sul, Rio Branco, Marechal Thaumaturgo, Tarauacá e Feijó. E também recebemos visitantes Shanenawa, Puyanawa, Kuntanawa e pessoas de outros estados e países”, relata a secretária.
O 6º Festival Kãda Shawã Kaya teve o patrocínio da ONG norte-americana EDF e o apoio do governo do Acre, por meio da Secretaria Extraordinária de Povos Indígenas (Sepi) e da Secretaria de Empreendedorismo e Turismo (Sete) e também da Prefeitura de Porto Walter.

“Foram investidos, na organização, 800 mil reais, que, na verdade, foram distribuídos para as diversas famílias que trabalharam na produção do Festival. Esse tipo de evento gera distribuição de renda para as comunidades indígenas. E movimenta o comércio de toda a região do Juruá. Em 2026, o governo do Acre terá, no seu calendário oficial, 24 festivais de diferentes etnias indígenas e todos receberão apoio do Estado”, informa Francisca.
Para a secretária, o mais importante desses eventos, além da geração de oportunidades e renda, é a divulgação e o fortalecimento das culturas originárias ancestrais do Acre.
“É inspirador ver a juventude à frente de todo o movimento cultural e o reconhecimento da riqueza desses conhecimentos por muitas pessoas que participam do Festival, do Brasil e do exterior. Isso é um alento para as novas gerações Shawadawa”, analisa Francisca Arara.

Momento de união do Povo Shawadawa
O professor Antonio Arara, com mais de 30 anos de magistério, é responsável pela alfabetização de milhares de Shawadawa espalhados pelas diferentes aldeias do Rio Cruzeiro do Vale, no município de Porto Walter. Ele tem uma participação ativa nas festividades.
“O Festival traz muita alegria para o nosso povo. A gente está recebendo ‘parentes’ indígenas de diversos lugares do estado e muitos brancos que são os nossos aliados”, conta.

“Durante esses dias, o nosso foco é debater o desenvolvimento econômico e social do nosso povo, brincando, dançando, apresentando a nossa culinária e as nossas pinturas. Mas, sobretudo, esse encontro é para mantermos a nossa união e o respeito uns pelos outros. Fora isso, todo esse movimento traz ainda recursos financeiros para as nossas famílias e fortalece a nossa cultura”, reflete o educador indígena.
Para Antônio Arara, todos os esforços para a produção do Festival Kãda Shawã Kaya se refletirão num futuro melhor para os jovens Shawadawa.

“Essa manifestação cultural do nosso povo é muito importante, porque envolve toda a juventude. A conexão com a ancestralidade, através das medicinas da floresta, dos cantos, das histórias dos nossos antepassados e das danças, afasta os nossos jovens da marginalidade e de outras tentações, como o consumo de álcool e drogas”, afirma o professor.
O exemplo e a inspiração da matriarca Shawadawa
Aidée Arara ou Kanamari (nome tradicional) tem 89 anos e acompanha todo o movimento do Festival Kãda Shawã Kaya da sua cozinha, de piso de paxiúba e cobertura de palha. Ali recebe os filhos, filhas, amigos e amigas, netos, bisnetos, sobrinhos, noras e genros, que chegam dos mais diferentes lugares para participar das festividades.
Todos vêm pedir a bênção de dona Aidée e aprender alguma coisa sobre a cultura Shawadawa. Ela domina o idioma tradicional e conhece as histórias das conquistas e também dos momentos difíceis do seu povo.

Muitos dos cantos, das danças e pinturas do Festival foram ensinados por Aidée para os mais jovens. Ela é mãe da secretária Francisca Arara e uma referência importante para a retomada cultural dos Shawandawa.
“Nós, preservando as nossas tradições, todos saberão sempre quem somos e seremos reconhecidos pela nossa cultura. Com essa idade que eu tenho, com 12 filhos, nunca senti ‘dor de mulher’ porque eu me alimento sem comer carne de gado e sem açúcar. Tomo os remédios naturais da floresta quando fico doente. Então o que eu ensino para o meu povo é viver como os nossos ‘antigos’, dando sempre valor aos conhecimentos dos nossos ancestrais”, conta.
“Preservando as nossas tradições”, afirma Aidée. Foto: Cleiton Lopes/Secom
Tudo o que acontece durante o Festival Aidée fica sabendo e comenta.
“Fico aqui da minha casa, ouvindo esses cantos lindos. Às vezes, vou lá no terreiro onde acontece o Festival dar uma olhada no que está acontecendo. Mas tenho que estar na minha casa para receber a todos. E quando acaba o Festival, fico só lembrando de tudo o que aconteceu, com uma saudade enorme”, afirma a matriarca.
As atividades do Festival Kãda Shawã Kaya são realizadas durante o dia todo e a noite inteira, com breves intervalos para alimentação e descanso. Ele fomenta a união e o fortalecimento dos conhecimentos ancestrais Shawadawa.
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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE
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Epitaciolândia se destaca no Campeonato Acreano de Ciclismo
O município de Epitaciolândia foi destaque no Campeonato Acreano de Ciclismo, com a expressiva participação de atletas locais nas modalidades Speed e MTB. Os ciclistas representaram o município com excelência, demonstrando alto nível técnico, dedicação e compromisso com o esporte, alcançando resultados importantes e levando o nome de Epitaciolândia ao pódio da competição.
Os destaques do campeonato foram:
🏆 Campeão – Master B: Marivaldo Pires
🥈 Vice-campeão – Master A: Roberto Abreu
🥈 Vice-campeão – Master C: Plácido Moreira
🥈 Vice-campeã – Iniciante Feminino: Fernanda MoreiraO desempenho dos atletas reafirma o potencial esportivo do município e o crescimento do ciclismo na região, fruto do esforço individual dos competidores e do apoio às práticas esportivas.
A Prefeitura de Epitaciolândia, por meio do prefeito Sérgio Lopes, parabeniza todos os atletas pelo excelente desempenho e pelo orgulho proporcionado ao município, reforçando o compromisso da gestão com o incentivo, valorização e fortalecimento do esporte local. A administração municipal também agradece à Federação Acreana de Ciclismo (FAC) pelo reconhecimento recebido, destacando a importância da parceria para o desenvolvimento do esporte no Acre.














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