Brasil
Previsão de repasses de R$ 2,6 bilhões de FPE para o governo do Acre não deve se cumprir
Outro dado que também desanimador são em relação aos repasses do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). A expectativa é que o Estado em 2019 recebesse R$ 731,6 milhões

Governador do Acre, Gladson Cameli – Foto: Alexandre Lima/Arquivo
Por
Anunciando em entrevista coletiva que terá até o mês de dezembro deste ano para pagar mais de R$ 384 milhões de dívidas da gestão do PT, o governador Gladson Cameli sabe, mas não expôs, que o Estado não deve receber os valores da projeção do início do ano dos repasses do Fundo de Participação dos Estados (FPE).
No início do ano, o Tesouro Nacional divulgou que existia um projeção que o Acre poderia receber pouco mais de R$ 2,6 bilhões, mas até esta sexta-feira, 11, dia em que cai a primeira parcela o duodécimo do mês de outubro, o Acre recebeu a totalidade de quase R$ 2,1. Ou seja, o Estado precisaria que mais de R$ 500 milhões sejam disponibilizados em repasses até o último dia de dezembro.
O que ocorre é que os cofres estaduais não trabalham mais com essa hipótese de chegar perto da projeção. De acordo com a secretária da fazenda, Semírames Dias, o governo já vinha trabalhando com o cenário pessimista e que esses dados já foram repassados ao governador, Casa Civil, Secretaria de Gestão e Planejamento e Controladoria-Geral do Estado.
Outro dado que também desanimador são em relação aos repasses do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). A expectativa é que o Estado em 2019 recebesse R$ 731,6 milhões, mas até o momento já foram creditados pouco mais de R$ 520 milhões.
O governo do Estado tem apostado todas as suas fichas que a melhor coisa que pode ocorrer até o final do ano é a renegociação de das dívidas do Estado no valor superior a R$ 3 bilhões. A expectativa é que uma instituição financeira compre essa dívida dos credores do Estado para que o Estado tenha um “suspiro financeiro” de até R$ 200 milhões por ano. Outra sinalização para o cenário não caótico, é a promessa do governo federal de repassar os valores da Cessão Onerosa aprovada nesta semana no Congresso Nacional até o dia 24 de dezembro. O Acre receberia mais de R$ 300 milhões.
Comentários
Brasil
Acre tem uma das maiores taxas de internações por acidente de trânsito do país, aponta ranking
Estado ocupa 23ª posição nacional, com 21,2 hospitalizações a cada 10 mil habitantes; apenas quatro estados têm índices piores
O Acre figura entre os estados brasileiros com maiores índices de internações hospitalares decorrentes de acidentes de trânsito, segundo o Ranking de Competitividade dos Estados 2025, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). O estado ocupa a 23ª posição, com uma taxa de 21,2 hospitalizações a cada 10 mil habitantes.
O indicador, que passou por atualização metodológica nesta edição, mede a morbidade hospitalar provocada por acidentes de transporte terrestre. A mudança incluiu a padronização da taxa por 10 mil habitantes e a alteração da nomenclatura, agora denominada “Morbidade Hospitalar por Acidente de Trânsito” . Os dados têm como base informações do DataSUS e do IBGE.
Comparação nacional
No cenário nacional, o Acre aparece à frente apenas de :
| Posição | Estado | Taxa (por 10 mil hab.) |
|---|---|---|
| 27º | Tocantins | 21,2 |
| 26º | Acre | 21,2 |
| 25º | Piauí | 21,6 |
| 24º | Mato Grosso do Sul | 22,9 |
| 23º | Espírito Santo | 30,5 |
Fonte: Ranking de Competitividade dos Estados 2025 (CLP)
Cenário na região Norte
Na região Norte, o desempenho do estado também preocupa. Enquanto o Amazonas lidera o país com apenas 4,1 internações por 10 mil habitantes, Rondônia (13) e Pará (20,4) apresentam índices inferiores ao acreano.
O ranking completo mostra que os estados com melhores índices são Amazonas (4,1), Acre? (dados em análise) e Ceará (9,5). Na outra ponta, Espírito Santo (30,5), Mato Grosso do Sul (22,9) e Piauí (21,6) lideram as maiores taxas de internações.

O Acre figura entre os estados brasileiros com maiores índices de internações hospitalares decorrentes de acidentes de trânsito, segundo o Ranking de Competitividade dos Estados 2025. Foto: captada
Alertas e soluções
Os dados acendem um alerta para a necessidade de políticas públicas voltadas à segurança viária e à redução de acidentes no Acre, especialmente considerando que o estado já enfrenta desafios estruturais em sua malha rodoviária, como a precariedade da BR-364, principal via de ligação entre Rio Branco e o interior.
Especialistas apontam que investimentos em infraestrutura, fiscalização e campanhas educativas são fundamentais para reduzir os índices de hospitalizações por acidentes de trânsito, que impactam diretamente o sistema de saúde e a economia do estado.
Comentários
Brasil
Acre registra mais de 640 casos de tuberculose e 15 mortes em 2025; taxa de cura supera 80%
O Acre registrou 641 casos de tuberculose em 2025, segundo dados repassados pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), a pedido do portal A GAZETA, nesta terça-feira, 24, data em que é celebrado o Dia Mundial de Combate à Tuberculose.
De acordo com o levantamento, a maioria dos pacientes evoluiu para cura, com 320 casos, o que representa 83% do total. Ainda assim, foram registrados 40 casos de abandono do tratamento (10,3%) e 15 óbitos (3,9%).
A forma mais comum da doença no estado é a tuberculose pulmonar. Em comparação com 2024, houve leve redução no número total de casos, que passou de 661 para 641 em 2025.
Os dados também apontam que o Acre foi reconhecido pelo Ministério da Saúde como referência no controle da tuberculose, com 68,2% dos municípios atingindo a meta de cura de casos novos com confirmação laboratorial.
Campanha e mobilização
Neste ano, a campanha segue o tema internacional “Sim! Podemos acabar com a tuberculose”, reforçando a possibilidade de eliminação da doença por meio de ações coordenadas e investimento em saúde.
Durante a Semana Estadual de Mobilização e Luta Contra a Tuberculose, que ocorre de 23 a 27 de março, estão sendo realizadas ações em unidades de saúde da capital e do interior, como busca ativa de pacientes com sintomas, palestras, distribuição de materiais informativos e atividades de conscientização.
Entre as ações previstas está uma mobilização em Rio Branco, com passeata e atividades educativas para orientar a população sobre prevenção, diagnóstico e tratamento.
Sintomas e tratamento
A Sesacre orienta que pessoas com tosse por três semanas ou mais procurem uma unidade de saúde. Outros sintomas incluem febre no período da tarde, suor noturno e perda de peso.
O diagnóstico e o tratamento são oferecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O tratamento dura no mínimo seis meses e não deve ser interrompido.
Segundo a secretaria, após cerca de 15 dias de tratamento, o risco de transmissão da doença diminui significativamente.
Investimentos e estratégias
Para 2026, o estado conta com cerca de R$ 640 mil em recursos federais destinados ao enfrentamento da tuberculose. O valor será aplicado na ampliação do diagnóstico e no fortalecimento das equipes de vigilância em saúde nos 22 municípios.
Entre as estratégias adotadas estão a realização de testes rápidos, a busca ativa de casos, o acompanhamento dos pacientes e o incentivo à adesão ao tratamento, considerado um dos principais desafios no controle da doença.
A Sesacre destaca que a eliminação da tuberculose depende do diagnóstico precoce, da continuidade do tratamento e da ampliação das ações de prevenção e conscientização.
Comentários
Brasil
Pedro Longo oficializa filiação ao MDB e terá pré-candidatura a deputado federal chancelada por Baleia Rossi
Parlamentar destacou trajetória histórica do partido na redemocratização do país; sigla aposta em protagonismo na bancada federal
O deputado Pedro Longo oficializou sua entrada no MDB nesta quarta-feira (25). A filiação ocorreu na capital federal e contou com o aval direto do presidente nacional da sigla, o deputado federal Baleia Rossi (SP), que chancelou a pré-candidatura de Longo à Câmara dos Deputados.
Ao optar pela legenda, Longo destacou a trajetória histórica do partido no cenário brasileiro.
“A história do MDB se confunde com a luta pela democratização do Brasil, em episódios marcantes como as campanhas pela anistia, em prol das eleições diretas e pela convocação da constituinte”, relembrou o parlamentar, pontuando o simbolismo dos 60 anos da agremiação.
Baleia Rossi não poupou elogios ao novo correligionário, enfatizando que a chegada de Longo qualifica o quadro emedebista no estado.
“O MDB do Acre e o Diretório Nacional ficam honrados em receber um líder respeitado, com uma bonita história de vida, agora disposto a vir para Brasília para bem representar o povo acreano”, afirmou o dirigente nacional.
Expectativas para 2026
Para Rossi, a engenharia política que está sendo montada no Acre deve garantir um desempenho acima da média nas urnas. Ele acredita que o partido retomará o protagonismo histórico na bancada federal, elegendo nomes de peso que resgatem a tradição de representatividade do MDB acreano no Congresso Nacional.
Cenário eleitoral
Com o prazo de filiações se aproximando do fim, o tabuleiro político para 2026 começa a se definir com clareza. A chapa do MDB surge como uma das mais robustas para a Câmara Federal, rivalizando em competitividade com a recém-anunciada federação União Progressista. Ambos os blocos caminham alinhados ao projeto político liderado pelo governador Gladson Cameli e pela vice-governadora Mailza Assis.

Você precisa fazer login para comentar.