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Previsão alarmante dos principais cientistas do mundo sobre a gravidade do aquecimento global

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A análise sombria pode ter resultados catastróficos para a humanidade e o planeta

O mundo está experimentando a vida a 1,5 graus Celsius pela primeira vez. (Imagem ilustrativa Infobae)

Fonte: infobae.com

Numa previsão sombria partilhada por centenas dos principais cientistas climáticos do mundo, a Terra caminha para um aquecimento global que excederá em muito o limite internacionalmente acordado de 1,5°C.

Este aumento previsto de pelo menos 2,5°C (4,5°F) neste século poderá ter resultados catastróficos para a humanidade e para o planeta, revelou uma pesquisa exclusiva do The Guardian .

Quase 80% dos entrevistados, todos membros do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) , prevêem este aumento severo, enquanto quase metade apresenta um cenário ainda pior, que o aumento atinja pelo menos 3°C (5,4°F)

Os cientistas do IPCC, que estão na vanguarda da investigação sobre alterações climáticas, oferecem previsões alarmantes baseadas em modelos climáticos avançados, e na observação contínua das tendências de emissões de gases com efeito de estufa.

“Isto é apenas o começo: apertem os cintos ”, alertou Jesse Keenan, da Universidade de Tulane, nos Estados Unidos.

Quase metade dos cientistas prevê um aumento de pelo menos 3°C. (EFE/Daniel Cáceres)

Consequências catastróficas

A imagem descrita pelos especialistas é quase assustadora, com visões de futuros atormentados pela fome, conflitos e migração em massa .

“Penso que haverá graves perturbações sociais nos próximos cinco anos”, disse Gretta Pecl, da Universidade da Tasmânia. “As autoridades ficarão sobrecarregadas com eventos extremos após eventos extremos, a produção de alimentos será interrompida. “Eu não poderia sentir maior desespero em relação ao futuro”, acrescentou.

Eventos extremos como ondas de calor, incêndios florestais, inundações e tempestades não só se tornarão mais intensos como também mais frequentes. Estes acontecimentos já começaram a manifestar-se com uma força e frequência que superam tudo o que se conhecia até agora, prevendo uma era de desastres naturais sem precedentes.

Os fenómenos meteorológicos extremos intensificam-se, confirmando as previsões. (Imagem ilustrativa Infobae)

Muitos cientistas expressam uma mistura de desesperança, fúria e medo face à inacção global , especialmente a dos governos, que não conseguiram tomar medidas eficazes, apesar das provas científicas esmagadoras da aceleração das alterações climáticas.

Intensificação de fenômenos extremos

Os efeitos que os cientistas previram que ocorreriam como resultado das alterações climáticas globais estão agora a manifestar-se: perda de gelo marinho, subida acelerada do nível do mar e ondas de calor mais longas e intensas. Eventos como secas, incêndios florestais e precipitações extremas estão a ocorrer mais rapidamente do que anteriormente avaliado.

As últimas enchentes no Brasil são um exemplo claro das consequências do aquecimento global. (Foto AP Andre Penner)

Mudanças na precipitação

À medida que o planeta aquece, a precipitação torna-se mais extrema. Para cada grau que o termômetro sobe, o ar pode reter aproximadamente 7% mais umidade. Este aumento da umidade na atmosfera pode levar a inundações repentinas e furacões mais destrutivos e, ironicamente, a tempestades de neve mais fortes.

Cada fração de grau mitigado reduz o sofrimento humano. (Imagem ilustrativa Infobae)

Mudança nos ecossistemas

Os glaciares e as camadas de gelo estão a diminuir, o gelo dos rios e lagos está a romper-se mais cedo todos os anos e a distribuição geográfica de muitas plantas e animais está a mudar. As árvores e as plantas estão a florescer mais cedo do que o habitual, sinais claros de que os padrões climáticos tradicionais estão a ser alterados.

O derretimento das geleiras acelera o risco de inundações costeiras. (Imagem ilustrativa Infobae)

Elevação do nível do mar

subida do nível do mar é outra consequência direta do aquecimento global, resultado do derretimento do gelo terrestre e da expansão da água do mar à medida que aquece. Este fenómeno aumenta o risco de inundações costeiras , afectando ecossistemas e comunidades humanas.

Urgência para ação contínua

Apesar das projeções sombrias, há um apelo unânime entre os cientistas para que persistam na luta contra as alterações climáticas. Cada fração de grau mitigada poderá significar uma redução considerável do sofrimento humano. Como sublinha Peter Cox, da Universidade de Exeter, as alterações climáticas já são perigosas e não serão “o fim do jogo” se os 2°C forem ultrapassados, um cenário que parece cada vez mais provável.

A pesquisa revela também diferenças na percepção do futuro climático entre cientistas de várias idades e géneros, bem como entre cientistas de diferentes continentes. Os cientistas mais jovens, tanto homens como mulheres, tendem a ser mais pessimistas em relação às projecções de aquecimento em comparação com os seus colegas mais velhos e do sexo masculino.

Os países ricos são criticados por não fornecerem ajuda suficiente ao sul global afectado. (Imagem ilustrativa Infobae)

Cientistas consultados pelos prestigiados meios de comunicação britânicos afirmaram que o fracasso em abordar adequadamente a crise climática é amplamente atribuído à falta de vontade política e aos interesses arraigados das empresas, especialmente da indústria dos combustíveis fósseis.

Esta crítica é acompanhada por uma condenação da desigualdade e da ajuda insuficiente dos países ricos aos mais afectados pelos impactos das alterações climáticas no sul global.

Dipak Dasgupta, do Instituto de Energia e Recursos de Nova Deli, afirmou: “Se o mundo, por mais rico que seja, ficar parado e fizer muito pouco para resolver a situação dos pobres, todos perderemos no final”.

Muitos também mencionaram a desigualdade e a incapacidade do mundo rico de ajudar os pobres, que sofrem mais com as consequências das alterações climáticas. “Espero um futuro semi-distópico com muita dor e sofrimento para os habitantes do Sul”, disse um cientista sul-africano que preferiu não revelar o seu nome. “A resposta do mundo até agora é repreensível: vivemos numa época de tolos”, concluiu ele, desesperadamente.

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Eduardo acusa Moraes de perseguição após ida de Bolsonaro à Papudinha. Vídeo

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O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro reagiu a transferência do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), para a Sala de Estado Maior do 19º Batalhão da Polícia Militar, em Brasília (DF), conhecida como “Papudinha”, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quinta-feira (15/1).

Em vídeo, Eduardo Bolsonaro criticou duramente a decisão do ministro Alexandre de Moraes e classificou a transferência como perseguição política.

“Alexandre de Moraes acaba de ordenar a transferência de Jair Bolsonaro da Superintendência da Polícia Federal para o presídio comum, a Papudinha. Isso demonstra, mais uma vez, a sua total insensibilidade, a sua psicopatia. A gente sabe que Bolsonaro não cometeu crime algum, que não houve tentativa de golpe no Brasil, e que a prisão dele só serve para tirá-lo da corrida presidencial”, afirmou.

Segundo o ex-deputado, a decisão teria motivação eleitoral. “A todo custo, Alexandre de Moraes quer impedir que Bolsonaro tenha influência sobre as eleições deste ano. Esse é o motivo real, o motivo político pelo qual ele não cede em enviar Bolsonaro para uma prisão domiciliar, o que já seria injusto por si só”, disse.

Eduardo também comparou o caso com decisões anteriores do STF. “Em outros casos muito mais leves, como o do ex-presidente Fernando Collor, houve concessão de prisão domiciliar por decisão do próprio Alexandre de Moraes”, declarou.

Ao final, o ex-deputado fez um apelo político. “Este ano é crucial para reverter tudo o que está acontecendo no Brasil. Todos nós podemos fazer alguma coisa: eleger senadores comprometidos com a causa da liberdade e apoiar um presidente que não compactue com esse sistema. Se Deus quiser, o Brasil vai sair dessa ainda mais forte”, concluiu.

Bolsonaro estava detido na Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal e, por determinação de Moraes, passará a cumprir sua pena no batalhão da PM, onde também estão presos o ex-ministro da Justiça Anderson Torres e o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques. Segundo a decisão judicial, o ex-presidente ficará em uma cela separada dos demais.

O ex-presidente foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão acusado de liderar uma tentativa de golpe de Estado.

Motivações para a decisão

Na decisão, o ministro Alexandre de Moraes afirmou que o sistema prisional brasileiro enfrenta, há anos, um cenário de elevada população encarcerada e déficit estrutural de vagas, o que resulta em índices persistentes de superlotação e péssimas condições estruturais, especialmente no regime fechado.

O ministro usou dados do sistema de Informações Penitenciárias (Infopen), divulgado pela Secretaria Nacional de Políticas Penais, órgão vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, que apontam 941.752 pessoas sob custódia penal no primeiro semestre de 2025.

Frisou que a realidade do sistema carcerário brasileiro revela, ainda, que, historicamente, a execução da pena privativa de liberdade não ocorre de maneira uniforme para todos os indivíduos submetidos ao regime fechado, pois a maioria das pessoas privadas de liberdade enfrenta estabelecimentos marcados por superlotação, precariedade estrutural e restrição severa de direitos básicos.

Moraes, no entanto, ressaltou que Bolsonaro, por ser ex-presidente, estava em cela especial, na Sala de Estado Maior da Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal.

Condição diferente de todos os demais réus condenados à penas privativas de liberdade pelo atentado contra o Estado Democrático de Direito e Tentativa de Golpe de Estado ocorrida em 8 de janeiro de 2023, dos quais 145 réus estão presos, sendo 131 presos definitivos.

Ainda assim, diversas reclamações chegaram ao STF acerca da cela onde Bolsonaro estava até esta quinta-feira (15/1). Moraes listou todas as reclamações da defesa e afirmou que mesmo diante da cela especial, a prisão não é “uma colônia de férias”.

“As medias não transformam o cumprimento definitivo da pena de Jair Bolsonaro, condenado pela liderança da organização criminosa na execução dos gravíssimos crimes praticados contra o Estado Democrático de Direito e suas Instituições, em uma estadia hoteleira ou em uma colônia de férias, como erroneamente várias das manifestações anteriormente descritas parecem exigir, ao comparar a Sala de Estado Maior a um “cativeiro”, ao apresentar reclamações do “tamanho das dependências”, do “banho de sol”, do “ar-condicionado”, do “horário de visitas”, ao se desconfiar da “origem da comida” fornecida pela Polícia Federal, e, ao exigir a troca da “televisão por uma SMART TV”, para, inclusive, “ter acesso ao YOUTUBE”, diz Moraes.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Papudinha: Bolsonaro está sozinho em cela para 4 pessoas

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Michael Melo/Metrópoles @michaelmelo
Jair Bolsonaro deixou o Hospital DF Star, em Brasília, onde realizou um pequeno procedimento dermatológico Metropoles 5

Uma cela com capacidade para até quatro detentos na Papudinha, unidade do Complexo Penitenciário da Papuda, está sendo utilizada de forma exclusiva pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), conforme a definição do modelo de custódia adotado após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

O ex-presidente foi transferido para a penitenciária federal nesta quinta-feira (15/1), após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a saída de Bolsonaro da Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde ele estava preso desde novembro do ano passado.

Em contraste, outros dois condenados pela trama golpista, o ex-ministro da Justiça Anderson Torres e o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques, dividem juntos uma unidade semelhante à reservada ao ex-presidente. Ambos também estão na Papudinha.

Torres foi ministro da Justiça no governo Bolsonaro e recebeu condenação do STF a 24 anos por participação nos atos que atentaram contra o Estado Democrático de Direito. Já Vasques também foi condenado pela mesma trama, a 24 anos e seis meses, e acabou preso no Paraguai após a decisão judicial.

Privilégios a Bolsonaro

Na decisão que determinou a transferência de Bolsonaro para a Papudinha, o ministro Alexandre de Moraes pontou que, embora houvesse uma série de críticas às condições do pai, os filhos de Bolsonaro, como o senador Flávio, Bolsonaro tinha umasituação cercada de privilégios na carceragem da PF.

Moraes citou desde a presença de frigobar e ar-condicionado, dentre um total de 13 privilégios, que o diferenciavam de outros quase 4 mil detentos que cumprem pena em regime fechado atualmente e precisam enfrentar superlotação dos espaços.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Michelle busca apoio de Gilmar Mendes para domiciliar de Bolsonaro

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imagem colorida de Michelle Bolsonaro

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) buscou apoio em Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para tentar interceder por Jair Bolsonaro (PL).

Michelle relatou ao ministro as condições de saúde do marido, preso após condenação de 27 anos e 3 meses de prisão, e tentou uma sensibilização por prisão humanitária domiciliar.

A informação foi dada pela jornalista Andrea Sadi, do G1, e confirmada pelo Metrópoles.

As intenções de Michelle seriam de que o decano da Corte conversasse com os outros ministros.

Em especial, a conversa deveria ocorrer com Alexandre de Moraes, que já negou a prisão domiciliar de Bolsonaro por diversas vezes devido às possibilidades de fuga.

Em 1º/1, Moraes negou o pedido da defesa de Jair Bolsonaro de prisão domiciliar humanitária, após o ex-presidente deixar o Hospital DF Star, onde estava internado desde a véspera do Natal para série de procedimentos médicos.

Na decisão, Moraes citou a ausência de requisitos legais para a concessão da prisão domiciliar e o risco concreto de fuga.

“Há total ausência dos requisitos legais para a concessão de prisão domiciliar, bem como diante dos reiterados descumprimentos das medidas cautelares diversas da prisão e de atos concretos visando a fuga”, detalha a decisão.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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