Cotidiano
Presidentes de federações elogiam sucesso financeiro da CBF
Encerrada a reunião, na sede da CBF, no Rio, presidentes de federações falaram ao site da CBF sobre a gestão de Ednaldo Rodrigues.

CBF tem receitas de R$ 1,3 bilhão, com superávit de R$ 238 milhões. Lucas Figueiredo/CBF
DA REDAÇÃO DA CBF
As contas da CBF referentes a 2023, apresentadas nesta terça (30) em Assembleia Geral Ordinária, foram aprovadas por unanimidade pelas 27 federações afiliadas. Enaltecendo os avanços mais recentes no futebol brasileiros, os presidentes dessas entidades elogiaram bastante a atual gestão de Ednaldo Rodrigues.
Ao abrir a Assembleia, o presidente fez um discurso em que resumiu o sucesso financeiro da entidade no período avaliado.
“Em mais um ciclo de nossa gestão evidenciamos o crescimento consistente e a solidez financeira da entidade, bem como a pujança do futebol brasileiro. Tivemos mais um ano de recordes, a começar pelas receitas e pelo superávit que alcançaram marcas históricas – R$ 1,3 bilhão de receitas, com superávit de R$ 238 milhões de reais”, disse Ednaldo.
SEM PRECEDENTES
Ele ressaltou que essa é a maior prova de uma administração austera e transparente:
“Alcançamos resultados sem precedentes que não seriam alcançados sem uma gestão eficiente, disciplinada e austera e com constante aprimoramento de nossa governança, tampouco sem o inteiro alinhamento de toda a diretoria, colaboradores, prestadores de serviços e também da Assembleia formada pelas 27 federações.”
Encerrada a reunião, na sede da CBF, no Rio, presidentes de federações falaram ao site da CBF sobre a gestão de Ednaldo Rodrigues.
GESTÃO DE TRANSPARÊNCIA
“Quero parabenizar o presidente Ednaldo pela gestão, pela transparência, por tudo que vem fazendo ao futebol brasileiro, por todo incentivo, todo fomento, que inclui futebol de base, futebol feminino, federações. A ajuda para custear reforma de gramados, iluminação de estádios; só temos que agradecer”, disse Daniel Vasconcelos, que preside a Federação de Futebol do Distrito Federal.

Presidente Ednaldo Rodrigues ao lado de Daniel Vasconcelos, da Federação de Futebol do Distrito Federal Créditos: Rafael Ribeiro / CBF
RESPONSABILIDADE
Para Gustavo Vieira, presidente da Federação de Futebol do Espírito Santo, a unanimidade da aprovação das contas evidencia a avaliação positiva do trabalho feito por Ednaldo Rodrigues:
“É uma gestão pautada pela transparência, austeridade, pela responsabilidade com as contas da entidade, com números expressivos, um superávit de grande empresa e um faturamento altíssimo. Além disso, a CBF tem feito investimentos no futebol que têm crescido de forma exponencial ano após ano em todas as séries, categorias, no feminino, na base. Fica aqui o registro da nossa confiança.”

Presidente Ednaldo Rodrigues e Gustavo Vieira, da Federação de Futebol do Espírito Santo
Créditos: Rafael Ribeiro / CBF
MOMENTO HISTÓRICO
Luciano Hocsman, presidente da Federação de Futebol do Rio Grande do Sul, também exaltou o resultado da Assembleia Geral:
“Saio daqui extremamente feliz, satisfeito e honrado de poder ter participado desse processo da gestão do presidente Ednaldo Rodrigues. O relatório e os números apresentados demonstram a correção e a excelência do trabalho que tem sido feito pelo presidente e por sua diretoria. Saio daqui muito feliz por estar fazendo parte desse momento histórico do futebol brasileiro.”

Luciano Hocsman (ao centro), da Federação Gaúcha de Futebol
Créditos: Rafael Ribeiro / CBF
ENTIDADE FORTALECIDA
Outro que enalteceu o balanço de 2023 da CBF e os avanços da entidade na gestão de Ednaldo Rodrigues foi o presidente da Federação Cearense de Futebol, Mauro Carmélio:
“A Assembleia foi excelente pela apresentação do trabalho que está sendo realizado. Foram aprovadas com louvor a organização e a administração financeira da nossa entidade, que está fortalecida. Isso é de muita importância para o crescimento do futebol brasileiro, que tem desafios pela frente, como a Copa América, a Olimpíada e com a possibilidade real de sediarmos a Copa do Mundo Feminina.”

Ednaldo Rodrigues recebe um presente de Mauro Carmélio, da Federação Cearense de Futebol
Créditos: Rafael Ribeiro / CBF
AUSTERIDADE FINANCEIRA
No mesmo tom de seus pares, o presidente da Federação Paraense de Futebol, Ricardo Paul, fez coro aos elogios à atual administração da CBF:
“Tivemos mais uma oportunidade de verificar o crescimento da CBF; vem crescendo a cada ano e isso proporciona mais fomento para o futebol brasileiro, com as federações altamente prestigiadas. Os clubes e o futebol brasileiro evoluem com essa austeridade financeira que a CBF tem imposto nos últimos anos, com transparência. Quem ganha com isso é o futebol brasileiro. Saio daqui mais uma vez muito satisfeito de ver as contas muito bem conduzidas pela gestão.”

Ricardo Paul, da Federação de Futebol do Pará, e o presidente Ednaldo Rodrigues
Créditos: Rafael Ribeiro / CBF
SALVA DE PALMAS
No início da reunião, na sede da CBF, no Rio, os presentes deram uma salva de palmas e respeitaram um minuto de silêncio em homenagem a Mauro Cesar Carneiro Bastos, pai do presidente da Federação Paulista de Futebol e vice-presidente da CBF, Reinaldo Carneiro Bastos. Mauro faleceu no domingo (28), aos 94 anos.
A homenagem foi extensiva ao tetracampeão Zagallo, ao vice-presidente da Federação Catarinense de Futebol, Marco Antônio Martins, e ao membro do Conselho Fiscal da CBF, José Gomes dos Santos. Os três faleceram em 2024.
O presidente Ednaldo Rodrigues aproveitou a oportunidade para lembrar também de brasileiros que nos deixaram em 2023 e que tanto contribuíram para o engrandecimento do futebol do País. Ele citou Roberto Dinamite, Palhinha, Marinho Perez, Rubens Minelli, Fernando Ferretti e o ex-árbitro Romualdo Arpi Filho.
Comentários
Cotidiano
Faculdades de medicina têm até sexta para aderir ao Bolsa Permanência
Para as universidades públicas federais estão disponíveis 375 vagas, distribuídas em 37 campi de 32 instituições de ensino superior públicas

O programa busca reduzir desigualdades sociais ao contribuir para a permanência e a diplomação de estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Foto: captada
As instituições de ensino superior (IES) públicas e privadas que oferecem cursos de graduação em medicina pelo Programa Mais Médicos têm até as 23 horas e 59 minutos de sexta-feira (13), no horário de Brasília, para aderir ao Programa Bolsa Permanência (PBP-PMM), do Ministério da Educação (MEC).
A adesão da instituição deve ser formalizada pelo representante legal da instituição (reitor) ou da mantenedora, diretamente no Sistema de Gestão da Bolsa Permanência (SISBP). É preciso ter conta na plataforma Gov.br.
O programa busca reduzir desigualdades sociais ao contribuir para a permanência e a diplomação de estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica, matriculados em cursos de graduação presenciais e participantes do Mais Médicos.
O auxílio financeiro é de R$ 700 por mês para alunos em situação de vulnerabilidade socioeconômica, a fim de garantir condições materiais para a conclusão do curso e diminuir a evasão escolar.
Bolsas
Para este ano, o MEC oferece 1,5 mil novas bolsas do Programa Bolsa Permanência do Programa Mais Médicos. Para custeá-las, a pasta fará um investimento anual de R$ 12,6 milhões.
No total, 25% bolsas são destinadas a estudantes de universidades federais e 75% para bolsistas integrais das instituições de ensino privadas.
Pelo critério de distribuição, do total de vagas ofertadas, 1.125 são para bolsistas de 59 instituições privadas de ensino superior. Para as universidades públicas federais estão disponíveis 375 vagas, distribuídas em 37 campi de 32 instituições de ensino superior públicas.
Cada instituição de ensino terá garantido o mínimo de três bolsas permanência.
O MEC esclarece que a distribuição das bolsas priorizou municípios com maiores índices de vulnerabilidade, com adoção de critérios diferenciados de pontuação e acréscimo de vagas para instituições de ensino superior localizadas na Amazônia Legal e em faixas de fronteira.
Seleção de estudantes
Os candidatos à Bolsa Permanência já podem se cadastrar ao processo de seleção, que deve ser feito exclusivamente pelo Sistema de Gestão da Bolsa Permanência (SISBP). O prazo termina em 20 de fevereiro.
Para direcionar o benefício aos estudantes que mais precisam, os requisitos obrigatórios são:
- estar inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico), com cadastro ativo e atualizado;
- ter renda bruta familiar por pessoa de até um salário mínimo e meio;
- ter matrícula ativa em um curso de medicina em instituições que participam do Programa Mais Médicos;
- não ter concluído qualquer outro curso superior; e
- não ser beneficiários do programa de Bolsa Permanência em outra modalidade.
Para concorrer, é obrigatório que o estudante assine o termo de compromisso do programa federal, conforme estabelecido no edital nº 8/2026.
Comentários
Cotidiano
Acre já registra 265 casos e três mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave em 2026
Notificações quase dobraram em relação ao mesmo período de 2025; estado está entre os que contrariam tendência nacional de queda

No Amazonas e Acre, o aumento é causado pela influenza A, que afeta jovens, adultos e idosos, e pelo vírus sincicial respiratório (VSR) que atinge principalmente crianças pequenas. Foto: captada
O Acre já contabiliza 265 notificações e três mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em menos de dois meses de 2026. Os óbitos ocorreram em Feijó, onde uma mulher de 59 anos e uma criança indígena de 6 anos faleceram na última semana de janeiro após infecção por influenza A e rinovírus.
Segundo a Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre), o número de notificações até o último domingo (8) é quase 100% maior que o registrado no mesmo período de 2025, quando foram contabilizadas 133 notificações até 9 de fevereiro. A coordenadora do Núcleo Epidemiológico de Feijó, Elaine Souza, informou que exames detectaram predominância de influenza.
Dados do Boletim InfoGripe da Fiocruz apontam que o Acre está entre os estados da região Norte que contrariam a tendência nacional de queda nas notificações, ao lado de Amazonas, Roraima e Rondônia. No Acre e no Amazonas, o aumento está relacionado aos vírus influenza A, que atinge jovens, adultos e idosos, e ao vírus sincicial respiratório (VSR), que afeta principalmente crianças pequenas.
A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações no Acre (PNI), Renata Quiles, disse que a cobertura vacinal contra gripe está em apenas 22%. Com uma estimativa de vacinar 300 mil pessoas, o número de imunizados é de apenas 38 mil dentro do grupo prioritário.
“Então, isso nos preocupa, principalmente com o idoso, a gestante e a criança, que são os grupos de risco e a procura é cada vez menor”, disse.
No Acre, a campanha de vacinação contra a gripe ocorre no mês de setembro, devido às peculiaridades climáticas da região. Ainda conforme a Saúde, entre os principais vírus respiratórios estão: a Covid-19, influenza A, adenovírus e vírus sincicial respiratório e dezenas de notificações ainda estão em investigação.

A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações no Acre (PNI), Renata Quiles, disse que a cobertura vacinal contra gripe está em apenas 22%. Foto: captada
Comentários
Cotidiano
Câmara aprova projeto que cria a Universidade Federal do Esporte
O texto aprovado em plenário é um substitutivo do relator, deputado Julio Cesar Ribeiro (Republicanos-DF). Ele retirou do texto expressões como misoginia, racismo e gênero no trecho sobre as finalidades da nova universidade ligadas ao enfrentamento dessas questões no esporte

A autarquia contará ainda com receitas eventuais, a título de remuneração por serviços prestados compatíveis com sua finalidade. Foto: ilustrativa
A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (10) o projeto de lei que cria a Universidade Federal do Esporte (UFEsporte), com sede em Brasília, para atuar na área do conhecimento relativa à ciência do esporte. A proposta será enviada ao Senado.

O Projeto de Lei 6133/25 foi uma iniciativa do governo federal, apresentada no fim do ano passado. Na mesma época, o governo também anunciou a criação da Universidade Federal Indígena (Unind), cujo projeto segue em tramitação.
O texto aprovado em plenário é um substitutivo do relator, deputado Julio Cesar Ribeiro (Republicanos-DF). Ele retirou do texto expressões como misoginia, racismo e gênero no trecho sobre as finalidades da nova universidade ligadas ao enfrentamento dessas questões no esporte.
Pela proposta, fica permitida a abertura futura de campi em outros estados.
O estatuto da nova autarquia definirá sua estrutura organizacional e forma de funcionamento, observado o princípio de não separação das atividades de ensino, pesquisa e extensão. A instituição poderá utilizar formas alternativas de ingresso, estratégias de atendimento e fomento, respeitadas as normas de inclusão e de cotas.
“A criação da UFEsporte se justifica pelo fato de o Brasil carecer de profissionais qualificados nas áreas de gestão, ciência do esporte e políticas públicas, situação que contrasta com a reconhecida capacidade do país em descobrir grandes talentos esportivos”, destacou o relator, ao ler seu voto em plenário.
Além de outros bens, legados e direitos doados, a UFEsporte contará com bens móveis e imóveis da União que o projeto permite doar para a instituição começar a funcionar administrativamente. A autarquia contará ainda com receitas eventuais, a título de remuneração por serviços prestados compatíveis com sua finalidade; e de convênios, acordos e contratos celebrados com entidades e organismos nacionais e internacionais.
Parte da receita de apostas em bets também poderá ser direcionada pelo Ministério do Esporte.
Segundo o que prevê o projeto, caberá ao governo federal nomear o reitor e o vice-reitor com mandato temporário até que a universidade seja organizada na forma de seu estatuto. Caberá ao reitor temporário estabelecer as condições para a escolha do reitor de acordo com a legislação.
Dentro de 180 dias da nomeação do reitor e vice-reitor temporários, a instituição enviará ao Ministério da Educação propostas de estatuto e regimento geral.
“A oferta pública e gratuita de cursos de tecnólogos, graduação e pós-graduação, com abrangência em todas as regiões do país, enfocando a qualidade da formação de novos profissionais e assegurando condições de acesso e permanência a atletas estudantes, parece-nos bastante positiva e tende a suprir uma carência histórica dos profissionais do setor”, continuou o deputado Julio César Ribeiro, em seu voto.
Concurso público
Após autorização de lei orçamentária, a instituição poderá organizar concurso público de provas e de títulos para o ingresso na carreira de professor do magistério superior e na carreira de técnico-administrativo.
Para o líder do governo, deputado José Guimarães (PT-CE), a criação da universidade é muito mais uma demanda da sociedade do que iniciativa do governo.
“Isso vem sendo discutido há muito tempo. Todos os esportistas brasileiros pedem que essa universidade exista, inclusive como formadora de atletas e de diretrizes para o esporte brasileiro nas suas variadas modalidades”, disse.
Contrário à proposta, o deputado Alberto Fraga (PL-DF), vice-líder da oposição, afirmou que o projeto é “eleitoreiro e populista”.
“O governo anuncia a criação sem colocar um centavo no Orçamento. É marketing puro, é uma promessa vazia que gera manchete hoje e será esquecida amanhã”, disse.
A deputada Julia Zanatta (PL-SC) criticou o fato de o governo criar universidades sem conseguir manter as instituições de ensino já existentes.

A deputada Julia Zanatta (PL-SC)

Você precisa fazer login para comentar.