Presidente do Banco da Amazônia visita o Acre e debate investimentos no Estado

Presidente do Banco da Amazônia, Marivaldo Melo – Foto: Divulgação

Raylanderson Frota

No próximo dia 03 de março, o Banco da Amazônia realiza no Acre o Encontro de Negócios e Perspectivas para 2016. O evento reunirá o setor produtivo do Estado, além de representantes dos Governos Estadual, municipais e sociedade civil para debater o cenário econômico atual, a atuação do banco em 2015 e as oportunidades de investimentos da instituição para este ano no Acre, cujos valores alcançam recursos na ordem de R$ 273,1 milhões.

Marcado para as 09 horas, no Auditório da Federação das Indústrias do Acre- FIEAC, o encontro contará com a presença do presidente do Banco da Amazônia, Marivaldo Melo – que dá prosseguimento à agenda de visitas a todos os Estados da Amazônia Legal para reafirmar o compromisso da Instituição para com o desenvolvimento sustentável da região – e do governador do Acre, Sebastião Viana. Ambos assinam um protocolo de intenções para impulsionar os negócios sustentáveis no Estado.

Durante o evento, o economista Luís Suzigan, da LCA, empresa de consultoria especializada na área econômica, ministrará a palestra “Oportunidades e riscos frente ao cenário econômico atual”, e o superintendente regional do Banco da Amazônia, José Roberto da Costa, fará palestra sobre as linhas de crédito da instituição disponíveis ao mercado.

Parceria com Governo do Acre impulsiona negócios sustentáveis

O protocolo entre o banco e o governo do Acre prevê a mobilização e a integração das classes produtivas e demais parceiros institucionais para a utilização dos valores disponíveis no Plano de Aplicação de Recursos do Banco da Amazônia 2016. O trabalho conjunto prevê, ainda, contribuir com a estruturação e o fortalecimento dos aglomerados econômicos, arranjos produtivos locais e as cadeias produtivas do Estado e criar iniciativas que reduzam as desigualdades locais.

A parceria também objetiva a promoção da cultura do empreendedorismo consciente, estimulando e apoiando a adoção de melhores práticas produtivas sustentáveis, por meio de negócios que gerem a distribuição de renda, criem oportunidades de ocupação de mão de obra e de emprego e promovam a inclusão social.

Para cumprir com esses objetivos, caberá ao Banco atuar de acordo com as políticas dos Governos Federal e Estadual, apoiar o fortalecimento do associativismo e do cooperativismo de produção do meio rural, agroindustrial e industrial e assegurar recursos para financiar o investimento, custeio e capital de giro.

Já ao Governo Estadual caberá potencializar o agronegócio, promovendo a inserção da produção familiar nos mercados, bem como os setores industriais e de serviços, a partir da expansão de atividades de maior demanda de mão de obra, intensificando a geração de emprego e renda. E, ainda, assegurar e disponibilizar os serviços de assistência técnica e extensão rural do Estado e garantir recursos financeiros para melhorar e expandir a infraestrutura econômica básica em áreas prioritárias.

Banco da Amazônia tem R$ 273,1 milhões para investir no Acre em 2016

O Banco da Amazônia tem disponível para aplicar no Acre este ano R$ 273,1 milhões, sendo R$ 236,6 milhões de créditos de fomento e R$ 36,5 milhões de créditos da carteira comercial da organização. Os valores de fomento são originários do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO).

Segundo o Plano de Aplicação de Recursos Financeiros do banco para o ano de 2016, as prioridades econômicas para financiamento estão voltadas para três eixos estratégicos. O primeiro contempla os projetos sustentáveis prioritários para os Estados da Amazônia Legal, que valorizem as potencialidades locais e, ao mesmo tempo, promovam a melhoria da qualidade de vida da população, a inclusão social e a redução das desigualdades intra e inter-regionais. O segundo e o terceiro eixos dizem respeito às oportunidades de investimentos e realização de negócios sustentáveis nas mesorregiões e microrregiões dos Estados e os arranjos produtivos locais (APL’s) prioritários nessas localidades.

A despeito da conjuntura econômica do país, onde palavras como crise e retração estão na ordem do dia dos investidores e do mercado, os Bancos da Amazônia está otimista em relação à aplicação dos recursos disponíveis. No que concerne aos investimentos e realização de negócios sustentáveis prioritários para o Acre estão os de piscicultura e suinocultura, que beneficiarão os municípios de Brasiléia, Cruzeiro do Sul, Feijó, Rio Branco, Sena, Tarauacá e Xapuri. Em todo o Estado serão beneficiados os projetos de apicultura, fruticultura, extrativismo, mandiocultura, piscicultura, pecuária de corte e de leite, produção de grãos, madeira, artesanatos, turismo, entre outros.

Investimentos do Banco da Amazônia no Acre chegam a R$ 1,0 bilhão

Nos últimos cinco anos, o Banco da Amazônia aplicou no Acre R$ 1,0 bilhão em créditos de fomento. Para o desenvolvimento do comércio e do setor de serviços foram destinados R$ 374,6 milhões, à agropecuária foram R$ 204,8 milhões, às micro e pequenas empresas foram R$ 271,4 milhões, à agricultura familiar R$ 373,1 milhões e às atividades florestais R$ 14,3 milhões.

Os recursos do Banco da Amazônia trazem benefícios socioecômicos para o Acre. Em 2015, por exemplo, o impacto sobre o valor bruto da produção (VBP), ou seja, tudo que foi gerado de riqueza no Estado, chegou a R$ 813,7 milhões. Já sobre o Produto

Interno Bruto (PIB) estadual, o impacto no ano passado foi de R$ 474,4 milhões. Os tributos gerados a partir das operações realizadas chegaram a R$ 107,3 milhões e foram mais de 25 mil empregos gerados e R$ 104,8 milhões em salários.

Segundo dados do Banco Central, a participação do Banco da Amazônia no crédito de fomento, no Acre, é de 64,36%, e 23,02% dos créditos totais. As duas agências da instituição representam 18% de toda a rede de agências do Estado. O atendimento do banco cobre 100% dos municípios e os recursos investidos serviram para potencializar as atividades realizadas por empreendedores individuais, além de mini, micro, pequenas, médias e grandes empresas locais.

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Publicado por
Alexandre Lima