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Presidente da Bolívia anuncia mandado de prisão contra Evo Morales

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Morales entrou como candidato ao asilo político e, ao chegar, pediu ao governo de Alberto Fernández que lhe concedesse o status de refugiado político

Presidente da Bolívia anuncia mandado de prisão contra Evo Morales

Por Sebastian Puerta

A presidente interina da Bolívia Jeanine Añez, declarou durante a visita a Jacuiba, na fronteira com a Argentina, que o ex-presidente Evo Morales deve responder à justiça por crimes de sedição e terrorismo e anunciou uma ordem de captura que está sendo processada contra ele.

“Certamente nos próximos dias esse mandado de prisão será emitido porque já fizemos as queixas relevantes”, disse Añez em declarações divulgadas por Éxito Noticias.

Quando perguntado se o ex-presidente poderia retornar em silêncio ao país, Añes respondeu que “ele pode voltar quando quiser. Ele saiu porque quis”.

No entanto, ela acrescentou que Morales “tem problemas com a justiça, então ele terá que enfrentá-los, porque cometeu sedição e terrorismo. Ele, como um asilado, não respeitou essa condição, e isso não nos surpreende”.

Ao mesmo tempo, ela enfatizou que o ex-presidente não respeitou “nem a Constituição que foi escrita e aprovada”.

“Se você tem que vir à Bolívia, sabe que precisa dar respostas ao país e que possui contas pendentes na justiça, portanto terá que se ater a isso”, afirmou.

Depois de um mês como líder do executivo em um período de transição para convocar novas eleições, a presidente interina disse que não temia que Morales agora estivesse mais perto da Bolívia.

“Nós não precisamos; No entanto, ele é um homem irresponsável no país. Ele foi a causa de tal perturbação apenas por causa da necessidade de poder, embora os bolivianos lhe dessem muitas mensagens de que seu mandato havia terminado”, afirmou, referindo-se a um referendo que negou ao presidente renunciado um quarto mandato presidencial.

“Ele só queria manter o poder e perturbar o país inteiro”, disse o líder.

Evo Morales renunciou ao poder em 10 de novembro. Ele foi exilado no México e viajou para Cuba. Ao chegar à Argentina em 12 de dezembro, ele se estabeleceu em Orán, uma cidade perto da Bolívia, a poucos quilômetros de onde Añes emitiu suas declarações. A presidente havia participado do encerramento do curso de treinamento XXXVIII dos Satinadores, na Escola de Condores do Exército da Bolívia, em Yacuiba.

Morales escolheu o local por causa da acessibilidade proporcionada a diferentes cidades do país vizinho, segundo o jornal El Expreso de Salta.

Um grupo de ex-diplomatas bolivianos estava encarregado de alugar a casa, que será usada como centro de comando da campanha política que eles pretendem fazer à distância, acrescenta o relatório. Além de Morales, o ex-vice-presidente Álvaro García Linera e outras doze pessoas serão instalados no local.

O governo argentino determinou que o ex-presidente boliviano terá custódia policial, informou El Expreso de Salta.

Morales entrou como candidato ao asilo político e, ao chegar, pediu ao governo de Alberto Fernández que lhe concedesse o status de refugiado político.

Nova investigação

Entre as muitas controvérsias em que ele esteve envolvido o líder plantador de coca é alvo de uma investigação recente que o vincula a um grupo de supostos empresários acusados ​​de corrupção, segundo Erbol.

Óscar Ortiz, senador da Bolívia, informou em 14 de dezembro que decidiu abrir uma investigação para conhecer os verdadeiros donos de diferentes empresas, entre as quais alguns meios de comunicação. Algumas dessas empresas atuariam em procedimentos de enriquecimento ilícito.

Segundo o reclamante, o conglomerado de empresas estaria vinculado tanto a Morales quanto ao ex-vice-presidente por meio de um representante legal que serviria de ponte com outros empreendedores.

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Gladson Cameli protocola renúncia ao governo do Acre para disputar o Senado

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Vice-governadora Mailza Assis assumirá o comando do Estado a partir de 2 de abril

O governador do Acre, Gladson Cameli, protocolou nesta terça-feira (24) um ato voluntário de renúncia ao cargo. A carta foi entregue à Assembleia Legislativa e será lida na sessão ordinária do dia, dando início ao processo que deve ser concluído em 2 de abril de 2026, data em que ele deixará oficialmente a função.

Com a saída, a vice-governadora Mailza Assis assumirá o comando do Palácio Rio Branco por, no mínimo, oito meses.

Na mensagem encaminhada à Mesa Diretora, Cameli afirmou que a decisão ocorre em um momento institucional adequado, com o objetivo de garantir a continuidade administrativa, a estabilidade do governo e o respeito ao calendário eleitoral.

Vice-governadora Mailza Assis assumirá o comando do Palácio Rio Branco por, no mínimo, oito meses. Foto: Felipe Freire/Secom

O governador também explicou que a renúncia atende à exigência constitucional de desincompatibilização, necessária para quem pretende disputar outro cargo eletivo. Cameli confirmou que será candidato ao Senado nas eleições de 2026.

Segundo ele, embora o prazo legal para afastamento comece em 4 de abril, a escolha do dia 2 de abril foi feita para evitar coincidência com a Sexta-feira da Paixão, celebrada em 3 de abril daquele ano.

A saída antecipada marca uma nova fase no cenário político do Acre, com a transição de governo e o início das articulações para o próximo ciclo eleitoral.

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Tião Bocalom, inaugura o Mercado Municipal do São Francisco e defende modelo de gestão compartilhada

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O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, inaugurou o Mercado Municipal do São Francisco, localizado na parte alta da cidade. A obra, avaliada em mais de R$ 1,3 milhão, integra a estratégia da gestão municipal para fortalecer o comércio local e a agricultura familiar. A estrutura deverá começar a funcionar em breve e será gerida por meio de uma parceria com a iniciativa privada.

Durante a inauguração, o prefeito destacou que o mercado atende a uma demanda antiga da comunidade e defendeu o modelo de gestão compartilhada para garantir mais eficiência e sustentabilidade. Ele informou que a prefeitura lançará um edital para escolher a administração do mercado.

Foto: Whidy Melo/ac24horas

Foto: Whidy Melo

Tião Bocalom ressaltou que o mercado foi possível graças a recursos federais com contrapartida municipal e que o novo modelo segue práticas adotadas em outras cidades. Ele enfatizou a necessidade do mercado ser autossustentável, pois os comerciantes precisam gerar renda sem que o poder público arque sozinho com os custos. A nova estrutura foi planejada para oferecer melhores condições sanitárias, principalmente por ser um espaço de comercialização de alimentos.

O vice-prefeito Alysson Bestene destacou que o mercado está inserido no projeto “Produzir para Empregar”, focado na geração de renda pela agricultura familiar. Ele lembrou que a região tem forte vocação comercial e agrícola, com comunidades próximas que agora terão um local adequado para vender seus produtos, fomentando emprego e economia local. O mercado contará com dez boxes comerciais e uma área destinada à feira.

Foto: Whidy Melo/ac24horas

Foto: Whidy Melo

O secretário municipal de Agricultura, Eracides Caetano, reforçou que o mercado amplia as possibilidades de escoamento da produção dos pequenos agricultores, beneficiando cerca de 2.400 famílias cadastradas em programas de apoio à agricultura familiar. Ele destacou o trabalho contínuo da prefeitura na zona rural, com assistência técnica, insumos e apoio logístico gratuitos para os produtores.

Para os moradores, o mercado representa uma conquista importante. O líder comunitário Paulo da Silva Pinheiro, um dos fundadores do bairro São Francisco, ressaltou o impacto positivo no dia a dia da população, citando como exemplo a realização da Feira do Peixe na Semana Santa, evitando a necessidade de deslocamento até o centro da cidade. Ele também destacou a praticidade de ter verduras, legumes e outros produtos à disposição no próprio bairro.

Foto: Whidy Melo/ac24horas

Foto: Whidy Melo

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Jorge Viana lidera rejeição na disputa pelo Senado no Acre, aponta pesquisa Delta

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Levantamento mostra cenário desfavorável para pré-candidato do PT no Acre

A pesquisa divulgada pelo Instituto Delta Agência de Pesquisa nesta segunda-feira (23) sob número do registro TRE AC-08354/2026,  aponta um cenário de alta rejeição para alguns nomes na corrida pelo Senado no Acre.

De acordo com os dados, o ex-senador e ex-governador Jorge Viana aparece como o mais rejeitado, com 23,86% das menções entre os eleitores entrevistados.

Na segunda colocação está o senador Sérgio Petecão, que deve disputar a reeleição, com 17,79%. Em terceiro lugar surge Inácio Moreira, com 15,60%.

O governador Gladson Cameli aparece em quarto, com 10,24%, seguido pelo senador Márcio Bittar, que registra 7,26%.

A ex-deputada federal Mara Rocha soma 5,37% de rejeição, enquanto o deputado federal Dr. Eduardo Veloso aparece com 3,38%.

Os números reforçam que, além da intenção de voto, a rejeição deve ter peso importante na definição do cenário eleitoral nos próximos meses.

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