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Presidenciáveis adiam escolha de vice e priorizam fortalecer o próprio nome

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À exceção de Lula, pré-candidatos ao Planalto não definiram com quem farão chapa; maioria foca aumentar popularidade

Lula, Bolsonaro, Ciro e Tebet: pré-candidatos à Presidência em 2022
Montagem

A corrida eleitoral à Presidência da República já tem os principais nomes definidos, mas quase todos os pré-candidatos anunciados até agora ainda não escolheram quem vão ter de vice na chapa. Como o registro oficial deve ser feito no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) somente em 15 de agosto, os presidenciáveis querem aproveitar o tempo para consolidar o próprio nome. A escolha do vice, na avaliação da maioria, é preocupação para um momento posterior.

A exceção até o momento é o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que lançou chapa com o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin. Ambos apresentaram o plano de governo e têm feito viagens ao longo do país.

O presidente Jair Bolsonaro (PL), que chegou a sinalizar o ex-ministro da Defesa Walter Braga Netto como vice, recuou no anúncio. A equipe que coordena a pré-campanha dele entende que o chefe do Executivo precisa conquistar mais votos do eleitorado feminino, e, por isso, duas ex-ministras do governo surgiram como alternativas. Tereza Cristina tem a preferência no momento, mas Damares Alves também é cogitada pelo presidente.

Os demais pré-candidatos, que aparecem longe de Lula e Bolsonaro nas pesquisas eleitorais, ainda não tratam a escolha do vice com prioridade. Justamente por terem intenções de voto baixas, os presidenciáveis acreditam que precisam aumentar a popularidade antes de qualquer outra decisão.

Presidente do PDT, que tem Ciro Gomes como pré-candidato, Carlos Lupi diz que o partido ainda busca alianças com outras siglas. Segundo ele, a legenda conversa com União Brasil e PSD para tentar encorpar a chapa de Ciro. “O diálogo está aberto. O importante é encontrar um vice que não atrapalhe”, opina.

Para Lupi, Ciro tem conseguido um bom desempenho, visto que tem aparecido sempre na terceira colocação nas pesquisas eleitorais. “Nós estamos conseguindo resistir. Estamos há um ano no processo de discussão de processo eleitoral. Já vimos passar João Doria, Eduardo Leite e Sergio Moro, e nós estamos aqui. Estamos resistindo. O desafio é crescer para ir para o segundo turno”, avalia.

Bivar não abre mão de concorrer

 

Apesar do interesse do PDT em se aliar ao União Brasil, o partido ainda quer concorrer ao pleito com Luciano Bivar, deputado federal e presidente nacional da agremiação. O político cogita duas mulheres do próprio partido como vice: a senadora Soraya Thronicke e a mulher de Moro, Rosângela Moro.

“Essa é uma decisão que precisamos resolver mais para a frente, mas são duas mulheres qualificadíssimas e que contam com o respaldo da executiva nacional do partido”, afirma Bivar.

De acordo com ele, o nome de Rosângela passou a ser cogitado em razão da popularidade que ela trouxe ao partido desde a filiação, em março. No entanto, Bivar diz que outros membros do União Brasil não estão descartados, nem mesmo Moro. Além disso, ele não descarta alianças.

“O partido tem quadros e pessoas muito interessantes. Ainda estamos abertos para fazer coligação com outros partidos. O fato é que o União Brasil tem luz própria e quadros próprios, mas qualquer partido que seja democrático e que se identifique com o nosso plano econômico é bem-vindo”, afirma.

De todo modo, ele reconhece a importância de fortalecer o próprio nome. “Estamos com uma campanha crescente, que começou a militar nos estados por agora. Vamos passar a mostrar o nosso nome ao eleitorado. Estamos confiantes, pois mais de 50% ainda não escolheram o seu candidato. O importante é chegar nessas pessoas.”

Coligação de Tebet busca mais eleitores

 

Pré-candidata de uma coligação formada por MDB, PSDB e Cidadania, a senadora Simone Tebet (MDB) também trata a escolha do vice em segundo plano. Presidente do Cidadania, Roberto Freire frisa que é mais importante confirmar a candidatura da parlamentar antes de pensar em quem vai completar a chapa.

“Quando chegar no momento apropriado, nós vamos discutir sobre o vice. Pelo que temos sentido, o trabalho de Tebet tem sido muito bom. Ela tem grandes perspectivas de crescer naqueles eleitores que querem superar esse clima de polarização. E é disso que precisamos cuidar agora, visto que a sociedade já percebeu que quer um caminho diferente para o país”, afirma.

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Homem morre eletrocutado ao tentar furtar cabos de alta tensão em Rio Branco

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Vítima caiu de cerca de 11 metros após receber descarga elétrica na Estrada da Usina, no bairro Morada do Sol

Um homem ainda não identificado morreu na manhã desta segunda-feira (2) após sofrer uma descarga elétrica enquanto tentava furtar cabeamento de energia na Estrada da Usina, no bairro Morada do Sol, em Rio Branco.

De acordo com testemunhas, a vítima estaria retirando fios de alta tensão quando, ao cortar o terceiro cabo, recebeu uma forte descarga elétrica. Com o choque, ele caiu de uma altura aproximada de 11 metros e morreu no local. Informações preliminares apontam que a corrente elétrica teria entrado pela mão e saído pelo pé do homem.

Moradores acionaram o Corpo de Bombeiros Militar do Acre, que esteve na ocorrência e aguardou a chegada de uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. Os socorristas ainda tentaram realizar manobras de reanimação, mas a vítima já estava sem sinais vitais.

A área foi isolada para os trabalhos da perícia técnico-científica. Após o levantamento no local, o corpo foi removido e encaminhado ao Instituto Médico Legal para exames cadavéricos.

O caso será investigado pela Polícia Civil.

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Duas mulheres são presas em Sena Madureira acusadas de curandeirismo e estelionato após aplicar golpe de R$ 1 mil em vítima

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Suspeitas convenceram vítima de que ela desenvolveria doença e cobraram dinheiro para evitar problema de saúde; valor foi recuperado pela PM

As suspeitas teriam abordado a vítima e criado uma história falsa, afirmando que ela poderia desenvolver uma doença no futuro. As mulheres convenceram a vítima a pagar R$ 1 mil em dinheiro. Foto: captada 

Duas mulheres foram presas em flagrante no último fim de semana, acusadas de curandeirismo e estelionato, no município de Sena Madureira. A ação foi realizada por policiais militares do 8º Batalhão da Polícia Militar do Acre após denúncia da vítima .

Segundo informações repassadas pela Polícia Militar do Acre, as suspeitas teriam abordado a vítima e criado uma história falsa, afirmando que ela poderia desenvolver uma doença no futuro. Para evitar o suposto problema de saúde, as mulheres convenceram a vítima a pagar R$ 1 mil em dinheiro .

Após receberem o valor, as suspeitas deixaram o local. Desconfiada de que havia sido enganada, a vítima acionou a polícia .

De posse das informações, os militares iniciaram buscas e conseguiram localizar e prender as duas mulheres ainda em flagrante delito. Durante a abordagem, o dinheiro foi apreendido pelos policiais .

De acordo com o comandante do batalhão, capitão Fábio Diniz, o valor recuperado foi posteriormente devolvido à vítima .

As suspeitas foram encaminhadas para a Unidade de Segurança Pública de Sena Madureira, onde ficaram à disposição da Justiça para os procedimentos cabíveis .

Alerta da polícia

Policiais alertam que golpes desse tipo costumam utilizar promessas de cura espiritual ou proteção contra doenças para convencer as vítimas, principalmente pessoas em situação de vulnerabilidade .

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Mulher que engravidou após laqueadura deve ser indenizada em R$ 30 mil

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Imagem ilustrativa

2ª Câmara Cível julgou ter ocorrido erro médico no procedimento, uma vez que a paciente não foi devidamente informada sobre os riscos de ineficácia do procedimento

A 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) determinou, por unanimidade, que o Estado indenize em R$ 30 mil por danos morais uma mulher que engravidou após se submeter a laqueadura, cirurgia de esterilização definitiva que corta ou bloqueia as tubas uterinas. O colegiado entendeu que houve erro médico no procedimento.

Conforme os autos, após uma gestação de risco, a mulher foi orientada a realizar a laqueadura no momento do parto, o que aceitou. No entanto, em dezembro de 2021, depois de sentir um mal-estar, ela descobriu estar grávida novamente. Em razão disso, ingressou com ação judicial.

Alegou ter ocorrido erro médico ou falha na prestação do serviço público. Sustentou que a nova gestação agravou sua condição de saúde e comprometeu sua estabilidade financeira. Em primeira instância, a ação foi julgada procedente, mas o Estado recorreu ao tribunal.

Ao analisar o caso, o relator, desembargador Júnior Alberto, concluiu que houve falha no dever de informação, já que o Estado não comprovou que a paciente foi devidamente esclarecida sobre os riscos de ineficácia do procedimento. Assim, reconheceu-se a presunção de falha na prestação do serviço de saúde.

O entendimento foi acompanhado pelos demais desembargadores. O acórdão está disponível na edição nº 7.966 (pág. 8), publicada nesta segunda-feira, 3.

Apelação Cível n.° 0707634-33.2022.8.01.0001

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