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Presidência abre licitação para compra de enxoval por R$ 89 mil

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A Presidência abriu uma licitação que prevê a compra de roupas de cama e banho para as residências oficiais do presidente Lula (PT) no valor de R$ 88,9 mil, com peças feitas de algodão egípcio.

O que aconteceu:
São 168 itens. Na lista há cobre-leitos (colcha decorativa para cama), porta-travesseiros, colchas, kit edredom, fronhas, mantas, jogos de lençol, jogos de toalha, roupões e tapetes.

O pregão está marcado para acontecer no dia 4 de dezembro. A informação sobre a licitação foi revelada pelo Metrópoles e confirmada pelo UOL.

Padrão exigido na licitação é de “primeira linha”. A referência pedida para os itens é de lojas como “Zelo, MMartan, similar ou melhor qualidade”. A exigência é que alguns dos produtos sejam fabricados com 100% algodão egípcio, a partir de 300 fios. Os roupões devem ser canelados na parte externa e atoalhados na parte interna, com bolsos e cinto, cor branca, fio penteado, 100% algodão, gramatura 300g/m².

A Presidência tem duas residências oficiais onde Lula e Janja moram. São elas o Palácio da Alvorada e a Granja do Torto, casa de campo. O UOL procurou a Secretaria de Comunicação Social da Presidência para falar a respeito da licitação e aguarda retorno.

Gasto com enxoval sob Bolsonaro foi de R$ 46,6 mil em valores corrigidos. Na primeira compra, de julho de 2020, foram gastos R$ 14.578,06 em 100 itens (R$ 18.386,53 em valores corrigidos pela inflação). Na lista havia jogo de toalhas de banho de fio egípcio, travesseiros de pluma e roupas de cama nos tamanhos solteiro, casal e king. A segunda compra, de dezembro de 2020, custou R$ 20.646,60 (R$ 25.276,05 corrigidos) para 600 itens. Foram adquiridos lençóis, fronhas e toalhas.

Veja a lista de itens e o preço estimado na licitação do governo Lula
6 cobre-leitos para cama de solteiro. Valor total: R$ 3.299,10
3 cobre-leitos para cama de casal. Quantidade: 3. Valor total: R$ 2.316,00
4 cobre-leitos para cama queen. Valor total: R$ 3.211,00
12 cobre-leitos para cama king. Valor total: R$ 11.780,28
6 colchas para cama de solteiro. Valor total: R$ 1.290,484 colchas para cama de casal. Valor total: R$ 2.159,20
6 colchas para cama queen. Valor total: R$ 5.398,20
8 colchas para cama king. Valor total: R$ 7.148,56
6 kits edredom para cama de solteiro. Valor total: R$ 4.912,80
6 kits edredom para cama queen. Valor total: R$ 7.019,52
6 fronhas king. Valor total: R$ 797,94
12 kits com duas fronhas. Valor total: R$ 1.872,36
12 mantas casal. Valor total: R$ 3.058,80
4 jogos de lençol para cama de solteiro. Valor total: R$ 1.831,84
4 jogos de lençol para cama de casal. Valor total: R$ 2.834,48
4 jogos de lençol para cama queen. Valor total: R$ 5.159,40
10 jogos de lençol para cama king. Valor total: R$ 9.056,10

10 roupões para adulto tamanho médio. Valor total: R$ 4.732,00
10 roupões para adulto tamanho grande. Valor total: R$ 4.069,30
20 tapetes para banheiro. Valor total: R$ 3.040,40
Valor total estimado para a compra: R$ 88.945,36

Veja os itens de enxoval comprados no governo Bolsonaro
Julho de 2020

3 jogos de lençol de cama de casal super king. Valor total: R$ 1.407,21
3 colchas de cama de casal super king. Valor total: R$ 649,98
3 edredons/cobertor de cama de casal super king. Valor total: 649,98
2 kits de colcha de cama de casal super king. Valor total: R$ 571,42
3 jogos de lençol de cama de casal queen. Valor total: R$ 899,97
3 colchas de cama de casal queen. Valor total: R$ 549,99
3 edredons/cobertor de cama de casal queen. Valor total: R$ 549,99
2 kits colcha de cama de casal queen. Valor total: R$ 389,99
5 jogos de lençol de cama de solteiro. Valor total: R$ 320.10 fronhas para travesseiro. Valor total: R$ 299,90
8 travesseiros de toque de pluma. Valor total: R$ 499,92
5 edredons/cobertor de cama de solteiro. Valor total: R$ 784,30
5 colchas de cama de solteiro. Valor total: R$ 650
3 kits colcha de cama de solteiro. Valor total: R$ 514,26
10 jogos de toalha de banho. Valor total: R$ 1.729,90
15 tapetes para banheiro. Valor total: R$ 1.499,85
15 toalhas para piscina. Valor total: R$ 1.299,90
2 pillow tops (camada extra que vai em cima do colchão) de cama de casal queen. Valor total: 1.311,50
Valor total da compra em 2020: R$ 14.578,06
Dezembro de 2020.140 lençóis para cama de solteiro. Valor total: 5.472,60
140 colchas para cama de solteiro. Valor total: R$ 7.669,20
140 fronhas. Valor total: R$ 1.387,40
140 toalhas de banho. Valor total: R$ 2.518,60
40 colchas para cama tipo edredom. Valor total: 3.598,80
Valor total da compra em 2020: R$ 20.646,60.

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Brasil

Surto de Doença de Chagas por Transmissão Oral no Pará Reacende Alerta para Consumo Seguro de Açaí e Outros Alimentos

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O estado do Pará voltou a registrar um surto de Doença de Chagas por transmissão oral, com pelo menos quatro mortes confirmadas, conforme boletins epidemiológicos e apuração de casos recentes.

O surto, identificado principalmente no município de Ananindeua e região metropolitana de Belém, resultou em dezenas de casos confirmados e aumentou a vigilância das autoridades de saúde. Segundo registros da Secretaria Municipal de Saúde, 37 casos já foram confirmados e ao menos três mortes estavam associadas ao surto no início de 2026 – com números ainda em atualização.

O que está acontecendo

A doença de Chagas é causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi e, historicamente, estava associada à picada de insetos triatomíneos — os chamados “barbeiros”. Contudo, nas últimas décadas a transmissão oral via alimentos contaminados passou a representar a maioria dos casos de Chagas aguda no Brasil, especialmente no Norte e Nordeste.

Neste surto, a transmissão oral é apontada como a provável causa de infecção, o que reforça o papel de alimentos como açaí, sucos naturais e caldo de cana (garapa) quando preparados sem higiene adequada.

Por que isso é sério

A transmissão oral ocorre quando alimentos entram em contato com fezes ou partes de insetos infectados pelo parasita. Esse mecanismo é particularmente perigoso porque permite a entrada de um número maior de parasitas no organismo de uma vez só, aumentando o risco de doenças graves ou fatais.

Embora o açaí industrializado (processado com aquecimento adequado) seja considerado seguro, o consumo de açaí natural ou polpa artesanal sem controle sanitário é um dos fatores que pode facilitar a transmissão.

Um estudo epidemiológico sobre contaminação oral no Brasil mostrou que a via oral é responsável pela maioria dos casos no Norte do país, com concentração de ocorrências na região amazônica.

Sintomas e quadro clínico

A doença apresenta duas fases:

  • Fase aguda: pode ser silenciosa ou com sintomas inespecíficos como febre prolongada, mal-estar, inchaço no rosto e nos membros, dor de cabeça e sintomas gastrointestinais.

  • Fase crônica: se não diagnosticada e tratada, pode levar a complicações cardíacas e digestivas graves, incluindo insuficiência cardíaca e megacólon.

Por que isso importa para o Acre

No Acre e em grande parte da Amazônia, o consumo de açaí natural ou cremoso é um hábito cultural consolidado, especialmente em comunidades rurais e periurbanas. Isso torna a vigilância e a higiene na produção de alimentos essenciais para a prevenção de doenças transmissíveis.

Autoridades de saúde enfatizam que:

  • processos adequados de higienização e processamento térmico — como aquecer a polpa a 80 °C por alguns segundos — reduzem drasticamente a chance de transmissão por via oral.

  • comprar alimentos em estabelecimentos com controle sanitário e condições de preparo visíveis é um passo simples, porém crucial, para reduzir riscos.

O alerta das autoridades

A Vigilância Sanitária e equipes de saúde no Pará reforçam a necessidade de orientação no manuseio de alimentos vendidos ao consumidor, especialmente em barracas de feira e pequenos pontos comerciais. A detecção precoce dos sintomas e o acesso rápido ao diagnóstico e tratamento são fundamentais para reduzir a letalidade do surto.



Apesar de o surto não ocorrer no Acre, a pauta tem pertinência regional devido aos padrões alimentares semelhantes, especialmente o consumo de açaí natural. Há consenso entre especialistas de que a prevenção depende tanto da vigilância sanitária quanto do comportamento dos consumidores.

Com 4 mortes confirmadas, Pará volta a registrar surto de Chagas por transmissão oral após década de alertas

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Anvisa propõe regras para produção completa da cannabis medicinal

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tvirbickis/Getty Images
Foto colorida de cannabis medicinal - Tratamento com cannabis reduz dor crônica, segundo estudo - Metrópoles

Em coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (26/1), em Brasília (DF), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apresentou uma proposta que atende à determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ)para regulamentar todas as etapas da produção de cannabis medicinal (IAC 16).

A regulamentação abrange desde a importação de sementes até o plantio, a industrialização e a comercialização dos produtos.

A apresentação foi conduzida pelo diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle, e pelo diretor da 5ª Diretoria, Thiago Campos. Os tópicos expostos na coletiva serão analisados na próxima reunião da diretoria colegiada, marcada para quarta-feira (28/1), em sessão ordinária pública. Caso aprovadas, as normas entram em vigor em até seis meses.

Ao todo, foram apresentadas três resoluções da diretoria colegiada (RDCs): uma voltada à produção, outra à pesquisa científica e uma específica para associações de pacientes.

Produção

A autorização para produção será concedida exclusivamente a pessoas jurídicas. O processo contará com mecanismos de rastreabilidade geográfica e registro fotográfico, além de restrições ao cultivo de plantas com teor de tetrahidrocanabinol (THC) inferior a 0,3%.

Será exigido registro prévio no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), documentação sobre a origem do material genético e submissão a análises laboratoriais.

A produção será limitada à demanda farmacêutica, com definição de limites para a área de plantio. Em caso de irregularidades, o cultivo poderá ser destruído. O transporte deverá ser comunicado previamente à Polícia Rodoviária Federal (PRF) e será restrito a cargas controladas.

Pesquisas e associações

No caso das pesquisas científicas, os laboratórios deverão contar com barreiras físicas de proteção, vigilância e acesso restrito. Será vedada qualquer forma de comercialização ou dispensação de produtos para pacientes. Nessas situações, poderá haver cultivo com teor de THC superior a 0,3%.

Já a RDC destinada às associações de pacientes prevê a produção em pequena escala, fora do ambiente industrial, mediante chamamento público. As entidades interessadas deverão submeter os projetos à Anvisa, que definirá critérios como limite de produção e número de pacientes atendidos — geralmente de até 200.

Também haverá controle de rastreabilidade, e a comercialização dos produtos não será autorizada, apenas o atendimento aos pacientes associados.

Um comitê interministerial será criado, com participação da Anvisa e dos ministérios da Justiça, da Saúde e da Agricultura, para fiscalizar e controlar todas as etapas da produção.

Atualmente, cinco estados brasileiros têm leis que autorizam o cultivo da cannabis medicinal: Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. Hoje, 49 produtos de 24 empresas estão aprovados pela Anvisa e disponíveis em farmácias.

Sobre a importação de sementes, Thiago Campos explicou que o Brasil já tem cadastro de registro de cultivares, e que o Mapa abrirá registro tanto para quem já detém a cultivar quanto para aqueles que desejarem importar sementes.

Prazo final

O prazo final estabelecido foi 31 de março para que a Anvisa conclua a regulamentação do processo. Inicialmente, o término estava previsto para junho de 2025, mas o governo solicitou o adiamento.

Em novembro, o STJ concedeu autorização sanitária para o plantio, cultivo e comercialização do cânhamo industrial — uma variação da Cannabis sativa com teor de THC inferior a 0,3% — por pessoas jurídicas, exclusivamente para fins medicinais e farmacêuticos.

Cannabis é droga?

Em 2024, o próprio STJ decidiu que a cannabis com baixa concentração de THC não se enquadra na Lei de Drogas, uma vez que o composto não apresenta efeitos entorpecentes e possui benefícios medicinais cada vez mais comprovados cientificamente. Seu uso tem demonstrado eficácia no tratamento de crises convulsivas e espasmos musculares, como nos casos de epilepsia e esclerose múltipla, por exemplo.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Brasil

Em ano eleitoral, governo injeta R$ 88 bilhões na economia com medidas

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BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Lula fala em ato sobre 8/1 - Metrópoles

O governo federal vai injetar R$ 88 bilhões na economia brasileira até o fim de 2026 por meio de um conjunto de oito programas lançados recentemente, segundo um relatório do banco BTG Pactual publicado nesta segunda-feira (26/1).

A maior parte dessas iniciativas começa a valer no ano eleitoral. De acordo com a análise, o volume expressivo de recursos deve fortalecer o consumo e o crédito no país, contribuindo para a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em cerca de 1,7% no ano, abaixo dos 2,2% previstos para 2025, mas ainda assim beneficiado pela injeção de capital.

O que está no pacote do governo

Os oito programas que compõem o pacote e os impactos estimados são:

  • Crédito consignado privado: R$ 24 bilhões;
  • Isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil: R$ 31 bilhões;
  • Gás do Povo: R$ 1,6 bilhão;
  • Luz do Povo: R$ 4,3 bilhões;
  • Reforma Casa Brasil: R$ 13,9 bilhões;
  • Faixa 4 do Minha Casa Minha Vida: R$ 7,7 bilhões;
  • Novo modelo de crédito imobiliário: R$ 22,3 bilhões;
  • Saque-aniversário do FGTS: – R$ 16,7 bilhões (impacto negativo).

Impactos fiscais

Segundo o BTG, R$ 33 bilhões desses recursos terão impacto primário direto, ou seja, vão afetar o resultado fiscal do governo de forma imediata, como a isenção do Imposto de Renda e o programa Gás do Povo.

Os R$ 56 bilhões restantes não alteram o resultado primário de pronto, porque se tratam de medidas de crédito ou subsídios, como facilitação de crédito imobiliário e incentivos à reforma de casas.

O relatório ressalta que, embora esse conjunto de programas aumente o impulso fiscal em relação a 2025, isso pode pressionar a inflação e complicar o controle das contas públicas em um contexto já desafiador para as finanças federais.

Os analistas do banco apontam que o chamado “espaço fiscal” do país pode parecer mais folgado, mas enfrenta limitações estruturais importantes.

Entre esses fatores estão a vinculação de benefícios ao salário mínimo, o envelhecimento da população e a indexação automática de gastos com saúde e educação, que tendem a elevar despesas obrigatórias ao longo do tempo.

O relatório também projeta que a dívida bruta do governo pode chegar a cerca de 82,1% do PIB em dezembro de 2026, um aumento relevante no atual ciclo de administração federal.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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