Brasil
Prefeituras são principais parceiras do Brasil sem Miséria, diz ministra
Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil
Brasília – Ao fazer um balanço do Plano Brasil sem Miséria durante o Encontro Nacional de Novos Prefeitos e Prefeitas, a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, disse hoje (29) que as prefeituras são as principais parceiras da iniciativa.
“Tivemos hoje uma oportunidade grande de mostrar para cada prefeito, para cada gestor municipal, que é possível construir o Brasil sem Miséria no seu município, para terem isso como uma das metas importantes da gestão municipal”, explicou.
Tereza ressaltou a importância de que cada prefeito insista na realização da busca ativa e na ampliação do cadastro único. Para ela, o governo federal vai conseguir alcançar a meta de retirar da extrema pobreza as 2,5 milhões de famílias brasileiras que permanecem nessa situação.
“Conseguimos, em menos de dois anos de Brasil sem Miséria, tirar 19,5 milhões de pessoas que estavam no Bolsa Família ainda em situação de extrema pobreza. O compromisso da presidenta Dilma [Rousseff] é, até o final do seu mandato, construir um Brasil sem miséria. Estamos convencidos de que esse caminho é possível. E vamos fazer isso junto com os municípios.”
Em relação às críticas de que a burocracia dificulta a chegada de investimentos às prefeituras, a ministra avaliou que todos os recursos do Brasil sem Miséria são repassados de forma automática e imediata.
“Os recursos são repassados de fundo a fundo no caso da assistência social. Não existe convênio, burocracia. É uma ação do governo federal em parceria com os municípios.”
Sobre a tragédia que matou pelo menos 231 pessoas em Santa Maria (RS), Tereza destacou que o governo está atuando sobretudo na área de saúde, mas que qualquer família que esteja em situação de vulnerabilidade terá o apoio da rede de assistência social local.
“Em especial para mim, que morei 16 anos no Rio Grande do Sul, é uma situação que ninguém imagina que vá acontecer”, disse. “Estamos prestando toda a solidariedade”, completou.
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Nasa lança a primeira missão lunar tripulada em meio século
Quatro astronautas decolaram da Flórida nesta quarta-feira (1ª) na missão Artemis 2, da Nasa, em uma viagem de 10 dias de alto risco ao redor da Lua que marca o passo mais ousado dos Estados Unidos para o retorno de humanos à superfície lunar nesta década antes do primeiro pouso tripulado da China.
O foguete do Sistema de Lançamento Espacial (SLS) da Nasa, acoplado à cápsula da tripulação Orion, ganhou vida pouco antes do pôr do Sol no Centro Espacial Kennedy para levar sua primeira tripulação de três astronautas norte-americanos e um canadense ao espaço, em uma subida estrondosa que deixou para trás uma imponente coluna de um espesso vapor branco.
A tripulação da Artemis 2, composta pelos astronautas da Nasa Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch e pelo astronauta da Agência Espacial Canadense Jeremy Hansen, preparou-se para uma expedição de quase 10 dias ao redor da Lua, levando-os mais longe no espaço do que os humanos jamais foram.
Após quase três anos de treinamento, eles são o primeiro grupo a voar no programa Artemis da Nasa, uma série de missões multibilionárias criada em 2017 para construir uma presença de longo prazo dos EUA na Lua a partir da próxima década.
O lançamento constitui um marco importante de mais de uma década para o foguete SLS da agência espacial dos EUA, entregando aos seus principais contratantes, Boeing e Northrop Grumman, a validação de que o sistema de 30 andares de altura pode transportar com segurança seres humanos para o espaço. A Nasa depende cada vez mais de foguetes mais novos e baratos da SpaceX de Elon Musk e de outros.
Construída para a Nasa pela Lockheed Martin, a cápsula Orion, da tripulação, vai se separar do estágio superior do SLS após 3 horas e meia de voo na órbita da Terra.
A tripulação vai assumir, então, o controle manual da Orion para testar sua direção e manobrabilidade em torno do estágio superior separado, tentando o primeiro de dezenas de testes planejados durante a missão.
A missão Artemis 2 é uma etapa inicial do principal programa lunar dos EUA, que tem como meta o primeiro pouso tripulado na superfície da Lua em 2028, na missão Artemis 4.
A Nasa corre para realizar a descida lunar — o primeiro desde a última missão Apollo em 1972 — enquanto a China expande seu próprio programa com um pouso tripulado na Lua planejado para 2030.

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