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“Precisamos de uma Região Norte fortalecida” declara Gladson Cameli
Durante uma viagem institucional ao Amazonas, o Governador do Acre, Gladson Cameli, defendeu a união da bancada federal dos estados do Norte em prol dos interesses da região
“Precisamos ter confiança. Temos que estar unidos, fortes e juntos para protegermos os nossos estados, respeitadas as políticas ambientais e ao mesmo tempo criarmos oportunidades para o nosso povo” disse Cameli durante a realização da 41ª Exposição Agropecuária, em Manaus, ao explicar que é necessária uma única voz, para que não apenas se falem em desenvolvimento mas que ele seja sustentável.
De acordo com o governador, a parceria com o estado do Amazonas deve proporcionar geração de novos empregos e renda aos acreanos. Ele acredita também que os problemas verificados pela administração pública devem ser enfrentados com responsabilidade e de maneira estratégica.

De acordo com o governador, a parceria com o estado do Amazonas deve proporcionar geração de novos empregos e renda aos acreanos Fotos: Diego Gurgel/Secom
“Nós estamos perdendo a oportunidade de exportarmos para os países andinos, de fazer o intercâmbio comercial. Essa é a nossa luta, hoje. Esse mercado é o que queremos atender. Esse é um dos nossos compromissos: exportar a nossa carne. O Acre sozinho não atende esse mercado. Precisamos do Amazonas, de Rondônia, Roraima, para juntos atendermos essa clientela”enfatizou Cameli.
Outro detalhe destacado pelo governador foi em relação a conclusão das obras da Ponte do Rio Madeira, conjuntamente com asfaltamento da BR-319.
Segundo ele, essa malha logística será considerado o segundo canal do Panamá, uma vez que essa ligação viabiliza a união do Pacífico com o Atlântico.
Ao fim, Cameli reafirmou que a classe política do Norte está pronta e determinada para vencer esse e outros desafios, como a manutenção das prerrogativas constitucionais da Zona Franca de Manaus.
“A Zona Franca não é só do Amazonas. Ela beneficia todo o Norte, e o Acre também faz parte. Então, essa parceria entre os estados do Norte é fundamental para o desenvolvimento e o povo da nossa região” finalizou o governador.
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No AC, justiça mantém salários de policial preso acusado de matar homem
A Justiça do Acre decidiu manter o pagamento dos salários do policial civil Elves Gomes de Lima, preso preventivamente e acusado de envolvimento na morte do jovem Antônio Luan Menezes Viana, de 21 anos, em Feijó, no interior do estado. A decisão, publicada na última terça-feira (24), foi tomada por unanimidade pela 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), que negou recurso do Estado e confirmou sentença favorável ao servidor.
O governo estadual tentava suspender a remuneração sob o argumento de que o policial está preso e afastado das funções. No entanto, o colegiado acompanhou o voto da relatora, desembargadora Waldirene Cordeiro, e entendeu que a medida não encontra respaldo legal antes de uma condenação definitiva ou da conclusão de processo administrativo disciplinar.
Segundo o acórdão, a prisão preventiva tem natureza cautelar e não pode ser tratada como punição antecipada. A Corte destacou que a suspensão de vencimentos nessas condições afronta princípios constitucionais como a presunção de inocência, a dignidade da pessoa humana e a irredutibilidade salarial.
Os desembargadores também ressaltaram que o fato de o servidor estar preso e impossibilitado de exercer suas funções não autoriza automaticamente o corte da remuneração. Outro argumento rejeitado foi o de que o auxílio-reclusão poderia substituir o salário, já que o benefício possui caráter assistencial e não se confunde com a remuneração de servidor ativo.
O caso que originou a decisão remonta a setembro de 2024, quando Antônio Luan Menezes Viana foi morto a tiros e um adolescente de 16 anos ficou ferido durante um ataque em via pública no município de Feijó. De acordo com as investigações, as vítimas estavam com amigos quando um carro se aproximou e os ocupantes efetuaram disparos. Antônio Luan foi atingido pelas costas, chegou a ser socorrido e transferido para outra unidade de saúde, mas não resistiu aos ferimentos.
Dias após o crime, Elves Gomes de Lima foi preso em Rio Branco, suspeito de participação no ataque, junto com outro investigado. A prisão preventiva foi autorizada pela Justiça a partir de investigação conduzida pela Polícia Civil, por meio da Corregedoria-Geral.
O Ministério Público do Acre denunciou os dois acusados em novembro de 2024. Segundo a acusação, eles teriam agido em conjunto, por motivo considerado fútil e com recurso que dificultou a defesa das vítimas. Além do homicídio qualificado, o policial também responde por tentativa de homicídio, fraude processual e por dirigir sob efeito de álcool.
Em 2025, o processo avançou com a realização de audiência de instrução e julgamento, fase em que foram ouvidas testemunhas e produzidas provas. O caso ainda pode ser submetido ao Tribunal do Júri.
Com a decisão do TJAC, o policial seguirá recebendo salários enquanto não houver condenação penal definitiva, com trânsito em julgado, ou a conclusão de eventual processo administrativo que determine a aplicação de sanção.
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Foragido do presídio Manoel Neri é recapturado em Cruzeiro do Sul
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