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Posição sobre pedido de impeachment de Dilma sai em 30 dias, diz Cunha

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eduardo-cunha-06-cortadas-originalUOL Noticias

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse nesta quinta-feira (16) que ele deverá se pronunciar sobre o pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT) feito por movimentos sociais em maio deste ano. Entre os argumentos utilizados para pedir o afastamento de Dilma está o episódio conhecido como “pedaladas fiscais”, que está em análise pelo TCU (Tribunal de Contas da União).

O anúncio de que iria se pronunciar sobre o pedido de impeachment contra Dilma foi feito por Cunha durante um café da manhã oferecido a jornalistas durante o qual ele fez um balanço do primeiro semestre à frente do comando da Câmara dos Deputados. Sobre o pedido, Cunha disse que os documentos apresentados pelo movimento ainda estão sendo analisados pelo corpo técnico da Casa.

“Pretendo, nos próximos 30 dias, ter uma posição sobre isso. É complexo. Eles me entregaram 10 volumes e não se analisa uma peça dessas com a responsabilidade que é [dessa forma]”, disse.

Cunha também disse que, pelo menos em tese, ainda não vê elementos que possam causar o impeachment da presidente Dilma. Ele disse que nem mesmo uma eventual reprovação das contas de 2014 do governo Dilma no Congresso poderia, em tese, garantir um pedido de impeachment.

“O fato de o parecer pela rejeição ser aprovado pelo Congresso não significa que isso pode ou não gerar uma sustentação de um pedido de impeachment. Estamos analisando as contas de 2014, de um mandato anterior, não é mandato atual. Acho que se as contas de 2015 tiverem esse tipo de tratamento, aí sim, mas não nas de 2014″, afirmou.

Cunha defende, em público, a tese de que atos cometidos em um mandato anterior não poderiam ser utilizados para sustentar um pedido de impeachment em um mandato posterior. Como o episódio das “pedaladas fiscais” teria ocorrido no mandato que se encerrou em 2014, Dilma não poderia ser alvo de um pedido de impeachment. A tese, no entanto, é rebatida por integrantes da oposição.

Cunha disse também que nem a baixa aprovação da presidente Dilma que, segundo pesquisa CNI/Ibope, chegou a 9% em junho, e nem a crise na governabilidade seriam motivos suficientes para afastar a presidente do cargo.

“O Brasil não é uma republiqueta”, disse. “Isso tem que ser resolvido na política. Não pode acontecer no Brasil o que aconteceu no Paraguai. O Brasil tem um histórico de democracia”, disse Cunha referindo-se à deposição do ex-presidente paraguaio Fernando Lugo em 2012.

À época, Lugo, que enfrentava forte oposição política, foi afastado do cargo pelo Senado do país após a polícia local ter se envolvido em um confronto com trabalhadores sem-terra que teria causado a morte de 17 pessoas, entre elas 11 camponeses e seis policiais. O afastamento de Lugo, classificado como “golpe” por lideranças sul-americanas, causou reações na região e o país chegou a ser suspenso do Mercosul.

Cotado para assumir a Presidência da República caso Dilma e seu vice, Michel Temer (PMDB), sejam eventualmente cassados, Cunha disse não ser candidato ao cargo e que não pretende mudar o regimento interno da Câmara para permitir sua reeleição. “Não sou candidato a nada”, disse.

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Justiça manda prender suspeito de matar estudante de psicologia em MG

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Imagem colorida, Vanessa Lara de Oliveira, jovem de 23 anos, encontrada morta em MG- Metrópoles

A mulher foi encontrada morta e sem roupa nessa terça-feira (10/2), em uma área de mata de Juatuba, Minas Gerais.

Segundo a Comarca de Juatuba, Ítalo cumpria pena de prisão em regime fechado, acusado pelos crimes de tráfico, furto, roubo e estupro. Ele é considerado foragido.

No entanto, em setembro do ano passado, o Superior Tribunal de Justiça (STJ)julgou o habeas corpus apresentado pela defesa do suspeito e declassificou o crime de tráfico para uso de drogas.

A medida resultou na extinção da pena anteriormente aplicada, de 8 anos de cadeia, o que reduziu a punição. Após a decisão do STJ, a Comarca de Juatuba recalculou a pena e autorizou o cumprimento de regime semiaberto domiciliar, autorizando Ítalo a voltar para casa em 20 de dezembro do ano passado.

O novo mandado de prisão foi expedido contra Ítalo após a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) apontá-lo como principal suspeito de matar a estudante de psicologia Vanessa. A cCmarca de Juatuba foi acionada do mesmo dia da ocorrência e determinou a regressão cautelar.

“Nesta data, a PMMG comunicou nos autos a prática do novo crime, razão pela qual o juízo da Comarca de Juatuba determinou a regressão cautelar do sentenciado para o regime fechado e a expedição de mandado de prisão”

As penas de Ítalo Jefferson da Silva totalizam 38 anos, 10 meses e 29 dias. Do total, 23 anos, 11 meses e 19 dias foram cumpridos.

Entenda a morte da estudante de psicologia

A jovem foi encontrada morta e sem roupa em uma área de mata nessa terça-feira (10/2) em Juatuba, Minas Gerais. Ela foi identificada como Vanessa Lara de Oliveira, estudante de psicologia que estava no 7º período de curso.

Segundo a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), dois moradores da região encontraram o corpo da vítima com sinais de violência e acionaram a corporação. Aos policiais, eles informaram que passaram a procurar a mulher com ajuda de câmeras de segurança da região, após a família divulgar que ela estava desaparecida desde segunda-feira (9/2)

Os últimos passos de Vanessa levou a dupla a uma área de mata. Um dos moradores entrou no matagal, e, durante o percurso, encontrou uma calça jeans suja de barro, além do corpo de Vanessa, nu.

A Polícia Militar recebeu informações sobre quem seria o autor do crime.

Mãe e cunhado de ítalo ajudam na investigação

Como justificativa, o rapaz argumentou que teria usado crack junto com uma usuária e, após consumir o entorpecente, iniciaram uma briga.

Por esse motivo, a roupa estava cheia de sangue. O suspeito pediu R$ 200 à mãe e afirmou que moraria na rua, no centro de Belo Horizonte.

Após isso, os policiais acionaram viaturas e fazem ronda pelo local para prender o possível autor do crime, que ainda não foi localizado.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Açougueiro recebe pena de 9 anos por esfaquear colega de trabalho

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Imagem ilustrativa de faca

Após 10 horas de julgamento, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) condenou um açougueiro, de 31 anos, a 9 anos e 4 meses de prisão, em regime inicialmente fechado, por tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil. Ele tentou matar a facadas, em julho do ano passado, o colega de trabalho, de 26 anos, após saber que ele poderia ser promovido a chefe.

Segundo a denúncia do crime, feita pelo Ministério Público do estado (MPSC), ambos trabalhavam como açougueiros em um supermercado da cidade de São Francisco do Sul, no litoral norte catarinense.

“O crime teria sido motivado pelo inconformismo do réu diante da possibilidade de o colega de trabalho assumir uma posição de liderança no setor em que atuavam”, destacou a acusação.

Em 15 de julho de 2025, o homem desferiu ao menos oito golpes de faca contra o colega, dentro do açougue.

A vítima foi atingida no rosto, na mão direita, no abdômen e nos braços e pernas, mas, devido ao rápido atendimento médico que recebeu, conseguiu sobreviver ao ataque brutal.

Após o crime, o homem fugiu do local do crime e foi encontrado pelas autoridades em 13 de agosto. Ele acabou preso preventivamente e, depois da sentença desta semana, não poderá recorrer da decisão em liberdade.

O nome do réu não foi divulgado porque a ação penal tramita sob sigilo.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Desmatamento na Amazônia registra queda recorde de 35,4%, aponta Inpe

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desmatamento pará

Dados do sistema Deter, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), divulgados nesta quinta-feira (12/2) pelo governo federal, mostram que, entre agosto de 2025 e janeiro de 2026, o desmatamento na Amazônia registrou queda de 35,4% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Este é o menor valor da série histórica, iniciada em 2015.

Mesmo com a redução, o Inpe registrou aumento do desmatamento por degradação progressiva — modalidade associada à recorrência de incêndios, principalmente em razão das mudanças climáticas. Esse tipo respondeu por 38% do total de áreas desmatadas em 2025, ante 27% no ano anterior.

Os dados foram divulgados pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, pela secretária-executiva da Casa Civil, Miriam Belchior — que substituirá o ministro Rui Costa (PT-BA) no cargo a partir de abril —, e por técnicos do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e do Inpe, durante coletiva de imprensa no Palácio do Planalto.

Segundo Marina Silva, o Brasil reduziu em 50% o desmatamento na Amazônia no ano passado em relação a 2022. Com a queda de 35,4% nos últimos seis meses, a expectativa do governo é que o país alcance a menor taxa histórica de desmatamento nas próximas medições.

Cerrado e Pantanal

Monitoramento

O Inpe tem dois sistemas de monitoramento. A taxa anual de desmatamento por corte raso na Amazônia Legal é fornecida desde 1988 pelo Prodes, que apresenta dados consolidados anuais.

Já o Deter realiza monitoramento em tempo quase real, com base em imagens de satélite que acompanham diariamente o que ocorre nos três grandes biomas monitorados: Amazônia, Cerrado e Pantanal. O sistema cobre mais de 75% do território brasileiro.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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