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Por que a Academia Brasileira de Letras tem a obrigação de tornar Mauricio de Sousa imortal
O quadrinista, criador da Turma da Mônica, candidatou-se a uma cadeira na ABL nesta semana

Mauricio de Sousa quer ir para a ABL
ANDY SANTANA / AGNEWS
Mauricio de Sousa quer ser um imortal. E tem todas as credenciais para isso, sem a menor sombra de dúvida. Ele se candidatou, na última quarta-feira (15), à vaga que era de Cleonice Berardinelli, que morreu no dia 1º de fevereiro.
Um monte de gente pode pensar que não tem nada a ver o criador da Turma da Mônica se tonar membro da ABL, que é muito associada a escritores clássicos, de grosso calibre. Faz sentido pensar assim, até porque, salvo algum engano, a Academia nunca teve nem de longe alguém minimamente ligado ao universo dos quadrinhos.
E quadrinhos são, até hoje, considerados um tipo de arte menor. Isso quando são considerados arte, é claro. Mesmo em 2023, com obras inacreditavelmente sofisticadas e inovadoras, as HQs ainda têm fama de ser “coisa de criança”. E o que dizer daquelas pessoas que chamam quadrinhos de “revistinha”? Você está lá no seu canto, lendo Watchmen, Authority, Preacher ou Hitman e vem um desavisado e pergunta: “Que revistinha é essa que você tá lendo?”.
Então, é meio por tudo isso que Mauricio de Sousa TEM de ser aceito como membro da ABL. Não preciso nem mencionar aqui seu papel fundamental na alfabetização de gerações de crianças brasileiras. Além disso, o desenhista/roteirista ajudou de maneira decisiva a criar um mercado de HQs brasileiro, desbravou caminhos e mostrou que era possível chegar lá.
Assim, a candidatura de Maurício não é nem um pouco absurda, e há grandes chances de ele ser aceito. A ABL vem ampliando seus horizontes nos últimos anos e atualmente tem como membros gente como Fernanda Montenegro e Gilberto Gil, por exemplo. A Academia segue uma tendência internacional de reconhecer como literatura outros tipos de arte. Aconteceu o mesmo com Bob Dylan, que, em 2016, ganhou o prêmio Nobel de Literatura. A premiação a Dylan, possivelmente o maior compositor americano de todos os tempos, causou certa estranheza quando foi anunciada. Afinal, ele é um músico e bastante associado ao rock. Mas houve o entendimento que ele “cria novas expressões poéticas dentro da grande tradição da música americana” e, por isso, também faz literatura.
O mesmo vale para Mauricio de Sousa, que com a Turma da Mônica desenvolveu um jeito de se expressar através de imagens e texto e impactou milhões de pessoas ao longo de décadas.
Resumindo, não dá para a ABL não ter Mauricio entre os seus. Ele tem que ser um imortal, até porque ele já é um imortal.
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Mega-Sena 2969 pode pagar prêmio de R$ 144 milhões nesta quinta-feira

A Caixa Econômica sorteia, nesta quinta-feira (5/2), o concurso 2669 da Mega-Sena, com prêmio estimado em R$ 144 milhões.
O sorteio será realizado no Espaço da Sorte, em São Paulo, às 21h. As apostas podem ser feitas até às 20h.
No último sorteio, realizado na terça-feira (3/2), ninguém acertou os seis números e o prêmio acumulou. 82 apostas acertaram cinco dezenas e os sortudos vão receber prêmios a partir de R$ 52 mil.
Como apostar na Mega-Sena
Para jogar, é preciso escolher de seis a 15 dezenas por cartela. O jogo simples da Mega-Sena, com seis números, custa R$ 6 e oferece uma chance em 50.063.860 de ganhar o prêmio principal. Com 15 números, a probabilidade aumenta para 1 em 10.003 por cartela.
As apostas podem ser feitas online, para maiores de 18 anos, ou presencialmente em casas lotéricas e agências da Caixa, até às 20h do dia do sorteio. O cadastro online exige registro no site oficial, cartão de crédito e confirmação por e-mail.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Dino autoriza mineração sob controle indígena em terras demarcadas

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nessa terça-feira (3/2), em decisão cautelar, a exploração mineral em terras indígenas do povo Cinta Larga, desde que a atividade seja conduzida sob controle do próprio povo originário e cumpra exigências ambientais, sociais e legais.
A medida atende a um pedido dos Cinta Larga, que vivem em territórios de Mato Grosso e Rondônia, e estabelece prazo de dois anos para que o Congresso Nacional regulamente o tema.
A ação foi apresentada ao STF em outubro pela Coordenação das Organizações Indígenas do Povo Cinta Larga, que apontou omissão do Legislativo na regulamentação do artigo 231 da Constituição. A lei prevê a participação das comunidades indígenas nos resultados da exploração mineral em seus territórios.
Na decisão, Dino considerou que a ausência de uma lei específica desde 1988 contribuiu para a expansão do garimpo ilegal, a atuação de organizações criminosas e a intensificação da violência em terras indígenas. Para o ministro, a omissão estatal criou um cenário em que a mineração ocorre de forma clandestina, sem benefícios às comunidades e com graves danos ambientais.
Segundo o magistrado, a decisão busca romper um ciclo histórico em que a exploração ilegal gera destruição ambiental e pobreza, enquanto os povos indígenas permanecem excluídos dos benefícios econômicos. “Não é compatível com a Constituição manter um modelo em que sobram aos indígenas apenas os danos e a violência”, afirmou.
Prazo para editar nova lei
Ao reconhecer formalmente a omissão inconstitucional do Congresso, o magistrado fixou prazo de dois anos para a edição de uma lei que regulamente a exploração mineral em terras indígenas. Caso o Legislativo não cumpra o prazo, as regras provisórias estabelecidas pelo STF seguirão em vigor.
A autorização concedida pelo Supremo, entretanto, é limitada e condicionada.
A exploração mineral poderá ocorrer em até 1% da área total da terra indígena demarcada e dependerá de consulta livre, prévia e informada às comunidades afetadas, conforme a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Também será exigido licenciamento ambiental, estudos de impacto e planos de recuperação das áreas exploradas.
A decisão assegura a participação integral dos povos indígenas nos resultados econômicos da atividade. Os recursos deverão ser destinados prioritariamente à proteção territorial, à recuperação ambiental e a projetos coletivos nas áreas de saúde, educação e sustentabilidade.
A aplicação dos valores ficará sob fiscalização de órgãos federais, como Funai, Ibama, Agência Nacional de Mineração (ANM) e Ministério Público Federal.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Corpo encontrado no Rio Acre é identificado como Adevaldo das Chagas Bezerra, de 56 anos
Vítima estava envolta em lona, levantando suspeita de desova; polícia investiga morte e aguarda laudo do IML

Segundo o 2º sargento Carvalho, responsável pela operação, um ribeirinho avistou o corpo próximo à margem do rio e acionou imediatamente o 2º Batalhão do Corpo de Bombeiros. Foto: captada
O corpo resgatado do Rio Acre na noite de terça-feira (3), na região do Panorama, em Rio Branco, foi identificado como Adevaldo das Chagas Bezerra, de 56 anos. A vítima foi localizada por um ribeirinho e retirada da água pelo Pelotão Náutico do Corpo de Bombeiros.
Segundo o 2º sargento Carvalho, que comandou a operação, o corpo estava enrolado em uma lona — detalhe que levanta suspeita de desova. Adevaldo usava uma camiseta de jogador de basquete e não apresentava sinais avançados de decomposição, indicando que a morte ocorreu poucas horas antes do resgate.
Após o isolamento da área, a perícia realizou os primeiros levantamentos no bairro da Base, e o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exames que determinarão a causa da morte. O caso foi assumido pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que investiga as circunstâncias do crime e possíveis envolvidos. O atendimento inicial foi feito pela Equipe de Pronto Emprego da Polícia Civil.

O corpo de Adevaldo das Chagas Bezerra, de 56 anos, foi encontrado boiando às margens do Rio Acre, na noite da última terça-feira,3, na região do Panorama, em Rio Branco. Foto: captada

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