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Policial Penal preso foi filmado jogando drogas e celulares para dentro do presídio

Por Sandra Assunção
O Policial Penal E. A. de S, 50 anos, que foi preso pela Polícia Civil em Cruzeiro do Sul nesta sexta-feira, 15, junto com três detentos, foi filmado jogando drogas e celulares para dentro do presídio Manoel Neri.
Junto com os detentos G. P. S., de 30 anos; F. de S. M., de 24 anos e J. J. R. P., 42 anos, o agente vai responder pelos crimes de tráfico de drogas, receptação, favorecimento real, corrupção passiva, promover, constituir, financiar ou integrar organização criminosa.
A ação se deu por meio da Operação Elo Quebrado, através do Programa Guardiões das Fronteiras, a Polícia Civil do Acre (PCAC), por meio do Núcleo Especializado em Investigações Criminais – NEIC.
Telefones foram encontrados no dia 15 de novembro durante uma revista no pavilhão 7, onde ficam os faccionados do Comando Vermelho. Drogas também foram encontradas no local. Os celulares foram descobertos depois que bandidos, em uma moto, jogaram uma corrente na rede de energia do presídio, ocasião em que os bloqueadores de sinal ficaram desligados.A falta de energia elétrica durou 3 horas na unidade prisional. Dessa forma os detentos conseguiram fazer várias ligações telefônicas com os celulares. Mas a tática chamou a atenção da direção do Presídio, e a revista, resultou na apreensão dos celulares.
Há também o caso de duas mulheres que tentaram entrar com drogas no presídio, que teriam contado com a ajuda do PP, que foi filmado jogando objeto para dentro do presídio.
“A Polícia Civil já vinha há alguns meses acompanhando reiteradas ocorrências relacionadas à entrada e apreensões de objetos ilícitos no interior do presídio Manoel Néri da Silva, em Cruzeiro do Sul, inclusive, já tendo sido apreendidos vários aparelhos celulares e drogas pelos Policiais Penais. No dia 6 de julho de 2023, a Polícia Civil prendeu em flagrante duas mulheres que tentaram entrar no presídio com material entorpecente embalado em formato cilíndrico de cor preta. Diante dessas suspeitas, foram iniciados procedimentos investigatórios, com coletas de informações e ofícios à Direção do Presídio para que fossem fornecidas imagens do sistema de monitoramento e demais elementos de provas pertinentes à investigação. Após coleta e apuração de todas as provas e informações, a investigação pôde constatar, inclusive por meio de imagens, que o Policial Penal E. A. de S., 50 anos, foi responsável pelo transporte e entrada no presídio, de drogas, celulares e outros objetos com entrada proibida no presídio, bem como foi possível identificar quais detentos receberam os objetos ilícitos do policial penal”, citou a Polícia Civil.
O nome da operação se dá em razão do Elo Quebrado entre o servidor de conduta ilícita e administração pública.
Em nota, o Instituto de Administração Penitenciária — Iapen, cita que as investigações da Polícia Civil foram subsidiadas por informações da Inteligência da Polícia Penal. O policial penal permanecerá à disposição da justiça, sujeito a audiência de custódia.
“O Iapen reafirma seu compromisso em assegurar a ordem e segurança no ambiente prisional, repudiando qualquer conduta delituosa por parte de seus servidores. Adicionalmente, informa que instaurará um procedimento administrativo para apurar os fatos ocorridos e aplicar eventuais medidas disciplinares”, ressaltou a nota assinada pelo presidente do Iapen/AC, Alexandre Nascimento.
No Complexo Penitenciário do Juruá, onde ficam os presídios Manoel Nery e Guimarães Lima, há 760 presos.
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Elzinha Mendonça defende proteção absoluta à infância e denuncia avanço da violência doméstica no Acre
Vereadora cobra rigor na proteção de crianças, celebra 94 anos do voto feminino e reforça compromisso com políticas públicas para mulheres
Em um discurso marcado por firmeza e defesa dos direitos humanos, a vereadora Elzinha Mendoça utilizou a tribuna na sessão do dia 24 de fevereiro para tratar de temas sensíveis e urgentes: a proteção à infância, o combate à violência contra a mulher e a valorização da participação feminina na política.
Proteção à infância e combate ao abuso
A parlamentar expressou indignação diante de decisão judicial envolvendo caso de estupro de vulnerável, reforçando que crianças devem ser protegidas de forma absoluta.
“Quando o tema envolve criança não existe relativização possível: criança não consente, criança não escolhe, criança precisa ser protegida”, afirmou.
Elzinha destacou que a Constituição assegura prioridade absoluta à infância e que essa garantia deve prevalecer acima de qualquer interpretação que fragilize a proteção.
“A prioridade absoluta significa acima de qualquer interpretação que fragilize essa proteção… o que ecoa na sociedade é a insegurança para crianças”, declarou.
A vereadora também chamou atenção para os índices preocupantes no Estado. “O estado do Acre está entre os cinco estados com maior taxa de estupro de vulnerável no país… precisamos fortalecer as políticas públicas com seriedade.”
Encerrando o tema, reforçou: “Criança não é adulta em miniatura, criança é prioridade absoluta e nisso não pode haver divisão ideológica, isso é humanidade.”
94 anos do voto feminino
Elzinha Mendoça também celebrou os 94 anos da conquista do voto feminino no Brasil, marco histórico ocorrido em 24 de fevereiro de 1932.
“Quando a mulher se movimenta, toda a sociedade se movimenta com ela”, pontuou.
“Não foi um presente, não foi nada dado de mão beijada, foi muita luta, muita resistência e muito enfrentamento… ocupar a política é honrar aquelas que lutaram antes de nós.”
Para ela, a data deve representar mais que memória histórica: “Que esse dia 24 de fevereiro não seja apenas uma lembrança, mas que ele represente um chamado à responsabilidade.”
Alerta sobre violência doméstica no pós-Carnaval
Outro ponto central do pronunciamento foi a divulgação de dados da Polícia Civil sobre violência doméstica durante o período carnavalesco no Acre.
“Somente no período do carnaval foram registrados 56 casos de violência doméstica e 41 pedidos de medidas protetivas”, destacou.
Elzinha criticou a naturalização da agressão contra mulheres. “O que deveria ser celebração virou medo e dor… parece que ficou naturalizada a agressão contra a mulher.”
“Violência doméstica não é problema privado, é problema social, é responsabilidade do poder público”, afirmou.
Em referência às homenagens do mês de março, fez um alerta: “Muitas vezes, por trás dessas flores, vem a violência e muitas mulheres se calam por medo.”
Encerrando sua fala, reafirmou: “Serei sempre a voz daquelas que precisarem de mim. Abaixo a violência sempre!”
Atuação legislativa e solenidades
A vereadora também cobrou a tramitação e votação de um pacote de leis apresentado por ela no ano anterior, voltado à proteção integral de crianças e adolescentes.
Foi anunciado ainda que Elzinha Mendoça conduzirá, ao lado da vereadora Lucilene, sessão solene no dia 9 de março em alusão ao Dia Internacional da Mulher, com homenagens às mulheres de Rio Branco.
A Câmara Municipal de Rio Branco segue acompanhando as pautas relacionadas à proteção da infância, enfrentamento à violência doméstica e valorização da participação feminina na vida pública.
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Justiça mantém condenação do Estado do Acre e fixa indenização de R$ 50 mil à família de jovem que morreu sob custódia policial
Orlair da Silva Cavalcante, de 21 anos, morreu em novembro de 2014 após ser liberado do hospital e retornar à Delegacia de Flagrantes; decisão reconhece falha no atendimento médico
A Justiça do Acre manteve a condenação por danos morais contra o Estado do Acre e determinou o pagamento de R$ 50 mil à família de Orlair da Silva Cavalcante, de 21 anos, que morreu após passar mal dentro da Delegacia de Flagrantes (Defla), em Rio Branco, em novembro de 2014. Cabe recurso da decisão.
Segundo o Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC), a decisão foi mantida em segunda instância e reconheceu falha no atendimento médico prestado ao jovem enquanto ele estava sob custódia policial.
De acordo com o processo, Orlair apresentou sinais de traumatismo craniano após sofrer uma queda antes da prisão. Ele chegou a ser atendido duas vezes no Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb), mas foi liberado sem permanecer em observação.
Horas depois, já de volta à delegacia, ele não resistiu e morreu em decorrência de hemorragia intracraniana. De acordo com a ação, movida pelos pais do jovem, o filho morreu por negligência médica e omissão. Eles pediram indenização por danos morais e materiais, incluindo despesas com funeral e pensão mensal.
Decisão judicial
Na decisão de primeira instância, a Justiça afastou a existência de erro médico direto, mas entendeu que houve falha no serviço ao não manter o paciente em observação, o que teria reduzido as chances de recuperação. Por isso, a condenação ao pagamento de R$ 50 mil por danos morais.
O pedido de pensão para a família foi negado por falta de comprovação de dependência econômica.
Recurso do Estado
O Estado recorreu em 1ª instância, alegando que não teve responsabilidade pela morte e sustentou que o próprio jovem teria dado causa às lesões ao cair do telhado e resistir à prisão.
Apesar disso, a Justiça considerou que, ao assumir a custódia, o poder público passa a ser responsável pela integridade física do preso e que houve falha ao liberar o paciente sem acompanhamento adequado diante do quadro clínico.
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Acidente envolvendo três veículos é registrado na BR-364 entre Sena Madureira e Rio Branco

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