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Brasil

Polícia Internacional do Peru entra no caso de brasileiro desaparecido há 2 anos

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Agência Brasil

A Polícia Internacional do Peru passou a integrar a equipe de investigação do caso do estudante universitário brasileiro Artur Paschoali. Ele foi visto pela última vez em Machu Picchu e está desaparecido desde o dia 21 de dezembro de 2012.

Na sexta-feira (19), em entrevista ao Radiojornalismo da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Wanderlan Vieira, pai de Artur, contou que as investigações continuam. A família acredita que o estudante tenha sido sequestrado. “Ao que tudo indica, para exploração como escravo, cumprindo função de tradutor no Norte do Peru. Isso é o que percebemos ao estudar o contexto do ocorrido com nosso filho”, salientou.

No início das buscas, a família fez um trabalho de investigação particular, paralelo aos trabalhos da polícia local, e pediu ajuda ao governo brasileiro. “O governo, percebendo a gravidade do assunto e a possibilidade de solução, iniciou, por meio do Itamaraty, uma série de intervenções. Logramos êxito de dar continuidade às investigações.”

Segundo Vieira, a equipe da polícia peruana está analisando o material já existente no processo. O pai de Artur entende que algumas medidas ainda precisam ser tomadas pelas autoridades do Peru, como o depoimento de alguns suspeitos.

Hoje, a família mantém dois advogados trabalhando no caso. De acordo com Wanderlan Vieira, os gastos da família na tentativa de localizar o paradeiro do estudante já ultrapassam R$ 100 mil.

O universitário desapareceu depois de avisar a amigos que caminharia pela região para fazer fotografias. Paschoali estava em Machu Picchu trabalhando em um restaurante e pretendia seguir viagem até a Guatemala.

Em nota enviada à Agência Brasil, o Ministério das Relações Exteriores informou que a notificação do desaparecimento foi feita pela família no dia 2 de janeiro de 2013. O Itamaraty destacou que a Embaixada do Brasil em Lima foi informada e, além de acompanhar o caso, iniciou contatos com as autoridades peruanas.

Segundo o texto, o embaixador brasileiro no Peru “continua a manter contatos de alto nível sobre o caso na Chancelaria peruana e no Ministério do Interior, inclusive com o ministro, sempre que necessário”. Ainda de acordo com a nota, representantes do Itamaraty mantêm a família informada.

No dia 11 deste mês, houve uma reunião entre representantes da Embaixada do Brasil, o adido da Polícia Federal e advogados da família de Artur. A nota do Itamaraty diz, porém, que “não há elementos novos sobre paradeiro do nacional brasileiro”.

*Colaborou Renato Lima, do Radiojornalismo. A matéria foi alterada às 17h11 para esclarecimento de informação.

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Brasil

Petrobras retoma perfuração na Margem Equatorial após autorização e disputa judicial

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MPF pede suspensão da licença por riscos ambientais; atividade havia sido interrompida após vazamento em janeiro

A Petrobras confirmou a retomada da perfuração exploratória na Margem Equatorial, no bloco FZA-M-59, após reunião realizada na última quarta-feira (18), em Macaé (RJ). A decisão ocorre em meio a disputas judiciais, já que o Ministério Público Federal (MPF) ingressou com ações na quinta (19) e sexta-feira (20) pedindo a suspensão da licença, sob alegação de riscos ambientais e ausência de consulta a comunidades tradicionais.

A perfuração no poço Morpho havia sido interrompida em 4 de janeiro, após o vazamento de 18,44 m³ de fluido de perfuração de base não aquosa, a cerca de 2,7 mil metros de profundidade, durante operação em um navio-sonda.

A retomada foi autorizada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em fevereiro de 2026, condicionada ao cumprimento de protocolos de segurança. Para reiniciar as atividades, a Petrobras apresentou relatórios técnicos e realizou a substituição de equipamentos da sonda.

Em nota, a estatal afirmou que está cumprindo todas as exigências do licenciamento ambiental e que o incidente foi controlado com uso de material biodegradável, com validação da ANP.

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Brasil

Tocantins supera 11 milhões de cabeças de gado e avança na pecuária nacional

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Crescimento de 39,2% em seis anos coloca estado entre os maiores rebanhos do país e amplia exportações de carne

O rebanho bovino do Tocantins cresceu 39,2% entre 2018 e 2024, colocando o estado na sexta posição nacional em expansão, segundo dados do IBGE divulgados pela Agência de Defesa Agropecuária (Adapec).

Atualmente, o estado soma mais de 11 milhões de cabeças e figura entre os dez maiores rebanhos do país, com crescimento acima de regiões tradicionalmente consolidadas na pecuária.

A produção também avançou. Em 2024, foram abatidos cerca de 1,3 milhão de bovinos, o maior volume já registrado. A projeção mais recente aponta para mais de 1,4 milhão de animais, com produção estimada em 381 mil toneladas de carne, sendo aproximadamente um terço destinado à exportação.

No mercado externo, o Tocantins embarcou cerca de 125 mil toneladas de carne bovina em 2025. Os principais destinos são países da Ásia, além de mercados no Oriente Médio, África, América do Norte e Europa.

Segundo a Adapec, o desempenho é resultado da disponibilidade de áreas, condições climáticas favoráveis e acesso a recursos hídricos, especialmente nas bacias dos rios Tocantins e Araguaia. A adoção de sistemas mais eficientes, como a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), também tem impulsionado

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PGR se manifesta a favor de domiciliar para Bolsonaro

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O procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestou nesta segunda-feira (23) a favor da concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Após novo pedido protocolado pela defesa, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), remeteu os laudos médicos do ex-presidente à PGR (Procuradoria-Geral da República) e solicitou a manifestação. A decisão final, porém, cabe a Moraes.

Na manifestação, Gonet destaca que a “evolução clínica do ex-presidente, nos termos como exposto pela equipe médica que o atendeu no último incidente, recomenda a flexibilização do regime”.

“Ao ver da Procuradoria-Geral da República, está positivada a necessidade da prisão domiciliar, ensejadora dos cuidados indispensáveis ao monitoramento, em tempo integral, do estado de saúde do ex-presidente, que se acha, comprovadamente, sujeito a súbitas e imprevisíveis alterações perniciosas de um momento para o outro”, afirmou.

Bolsonaro cumpre pena por tentativa de golpe de Estado no Complexo da Papudinha, em Brasília. Ele está internado há mais de uma semana em hospital particular após ser diagnosticado com pneumonia.

Até então, Gonet havia se posicionado contra outros pedidos da defesa no mesmo sentido. Desde novembro do ano passado, Moraes rejeitou quatro recursos pela prisão domiciliar humanitária.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente e pré-candidato à Presidência, chegou a se reunir na semana passada com Moraes para reforçar o pedido apresentado pelos advogados de Bolsonaro.

Ao visitar Moraes e endossar o apelo ao ministro, Flávio repetiu o que fizeram, nos últimos meses, o governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).

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