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Polícia Civil prende último integrante de quadrilha especializada em roubo de gado em Sena Madureira

Ascom/Polícia Civil do Acre
Na manhã desta quinta-feira, 4, a Polícia Civil em Sena Madureira prendeu O. S. S. de 32 anos de idade em uma propriedade rural localizada na BR-364, km 21, ramal Favo de Mel, por força de mandado judicial. O investigado é o último integrante de uma quadrilha especializada em roubo de gado.
Entenda o caso
No dia 27 de Dezembro de 2021, a Polícia Civil em Sena Madureira-AC, efetuou a prisão de 3 (três) pessoas pela prática de furto de gado, C.E.L. da S, 19 anos, R.G.L, 22 anos e L.A.M.D, 24 anos. A ação da polícia Civil abrangeu os Bairros Cristo Libertador, Bairro Jorge Alves Júnior e Bairro Niterói região periférica do município.
A investigação teve iniciou dias anteriores com as declarações de uma vítima que teria tido o gado subtraído. Ao início de tudo, também se chegou ao conhecimento da subtração de outras reses em datas pretéritas.
Foi identificado que havia uma associação criminosa que estava se especializando em furto de gado, Art. 155, §º 6º do CP c/c Art. 288 do Código Penal. Dois dos acusados já respondem pela prática do mesmo crime. Os presos foram encaminhados a delegacia Geral do Município para lavratura do auto de prisão e em seguida colocados à disposição da justiça.
A partir da prisão dos envolvidos no crime de roubo de gado efetuada pelo delegado geral de Sena Madureira, Marcos Franck, representou junto à justiça para expedição de mandado de Arresto de 37 reses como forma de garantir o ressarcimento do prejuízo causado as vitimas.
O mandado foi cumprido no dia 28 de janeiro desse ano, em uma propriedade rural localizada as margens da BR-364, Km 21 sentido Manoel Urbano, onde as 37 cabeças de gado foram embarcadas em caminhões boiadeiros com destino as propriedades das vitimas. Arresto é um procedimento determinado pelo juiz, visando a garantia de futura execução judicial. Esta medida é aplicada a bens do devedor, nessa caso do furtador.
Após a ação da Polícia Civil o delegado deu continuidade nas investigações e colheu elementos probatórios da participação de O. S. S. de 32 anos como integrante da mesma quadrilha que agia no cometimento de furto de gado na região de Sena Madureira.
A Polícia Civil mais uma vez reforça o compromisso com a sociedade na manutenção da segurança pública e pede que busquem a delegacia e registrem o boletim de ocorrência formalizando a denuncia e o fato.
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No AC, justiça mantém salários de policial preso acusado de matar homem
A Justiça do Acre decidiu manter o pagamento dos salários do policial civil Elves Gomes de Lima, preso preventivamente e acusado de envolvimento na morte do jovem Antônio Luan Menezes Viana, de 21 anos, em Feijó, no interior do estado. A decisão, publicada na última terça-feira (24), foi tomada por unanimidade pela 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), que negou recurso do Estado e confirmou sentença favorável ao servidor.
O governo estadual tentava suspender a remuneração sob o argumento de que o policial está preso e afastado das funções. No entanto, o colegiado acompanhou o voto da relatora, desembargadora Waldirene Cordeiro, e entendeu que a medida não encontra respaldo legal antes de uma condenação definitiva ou da conclusão de processo administrativo disciplinar.
Segundo o acórdão, a prisão preventiva tem natureza cautelar e não pode ser tratada como punição antecipada. A Corte destacou que a suspensão de vencimentos nessas condições afronta princípios constitucionais como a presunção de inocência, a dignidade da pessoa humana e a irredutibilidade salarial.
Os desembargadores também ressaltaram que o fato de o servidor estar preso e impossibilitado de exercer suas funções não autoriza automaticamente o corte da remuneração. Outro argumento rejeitado foi o de que o auxílio-reclusão poderia substituir o salário, já que o benefício possui caráter assistencial e não se confunde com a remuneração de servidor ativo.
O caso que originou a decisão remonta a setembro de 2024, quando Antônio Luan Menezes Viana foi morto a tiros e um adolescente de 16 anos ficou ferido durante um ataque em via pública no município de Feijó. De acordo com as investigações, as vítimas estavam com amigos quando um carro se aproximou e os ocupantes efetuaram disparos. Antônio Luan foi atingido pelas costas, chegou a ser socorrido e transferido para outra unidade de saúde, mas não resistiu aos ferimentos.
Dias após o crime, Elves Gomes de Lima foi preso em Rio Branco, suspeito de participação no ataque, junto com outro investigado. A prisão preventiva foi autorizada pela Justiça a partir de investigação conduzida pela Polícia Civil, por meio da Corregedoria-Geral.
O Ministério Público do Acre denunciou os dois acusados em novembro de 2024. Segundo a acusação, eles teriam agido em conjunto, por motivo considerado fútil e com recurso que dificultou a defesa das vítimas. Além do homicídio qualificado, o policial também responde por tentativa de homicídio, fraude processual e por dirigir sob efeito de álcool.
Em 2025, o processo avançou com a realização de audiência de instrução e julgamento, fase em que foram ouvidas testemunhas e produzidas provas. O caso ainda pode ser submetido ao Tribunal do Júri.
Com a decisão do TJAC, o policial seguirá recebendo salários enquanto não houver condenação penal definitiva, com trânsito em julgado, ou a conclusão de eventual processo administrativo que determine a aplicação de sanção.
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